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08/05/2026
 

Cultura

O que esperar dos desfiles do grupo especial do Rio?

Redação

Publicado

em

Por Daniela Uequed e Douglas Angeli 

Quem acompanha os desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro pela televisão, redes sociais ou no sambódromo certamente já tem suas favoritas ao título de campeã do carnaval, seja pela torcida ou pelo samba. Antes das 12 escolas desfilarem, tudo pode acontecer: desfiles que surpreendem e favoritas que não correspondem à expectativa. Ainda assim, considerando os enredos, estrutura e preparação de cada escola, é possível fazer alguns prognósticos.

São noves quesitos de julgamento, cujas notas serão divulgadas na quarta-feira de cinzas: enredo, samba-enredo, bateria, harmonia, evolução, mestre-sala e porta-bandeira, fantasias, alegorias e comissão de frente.

Os desfiles ocorrem no domingo e na segunda, dias 11 e 12/02, com a seguinte ordem: no domingo, Porto da Pedra, Beija-Flor, Salgueiro, Grande Rio, Tijuca e Imperatriz; na segunda-feira, Mocidade, Portela, Vila Isabel, Mangueira, Tuiuti e Viradouro.

Listamos alguns pontos fortes e fracos de cada escola e o que merece grande atenção em cada escola:

Porto da Pedra – Campeã do grupo de acesso – série ouro – em 2023, está voltando ao grupo especial após 10 anos. Sua missão de se manter no especial é, como sempre, bem difícil. Pontos fortes: carnavalesco (manteve o campeão Mauro Quintaes), enredo (Lunário Perpétuo: a profética do saber popular), samba e intérprete (Wantuir). Pontos fracos: ser a primeira escola a desfilar, não ter a estrutura das demais.

Beija-Flor – A supercampeã do século XXI encara a difícil tarefa de fazer uma grande apresentação sendo a segunda a desfilar no domingo. Vem de um quarto lugar no ano passado, mas tem novo carnavalesco: João Vitor Araújo – pupilo de Rosa Magalhães. O enredo sobre os delírios de Rás Gonguila (para falar do carnaval de Maceió e da realeza africana) é interessante, mas uma incógnita sobre como será representado. Pontos fortes: o casal de mestre-sala e porta-bandeira (Claudinho e Selminha Sorriso), o canto das alas, a estrutura para desenvolver boas alegorias e fantasias. Ponto fraco: o samba.

Salgueiro – Uma das escolas mais fortes do carnaval carioca, nos últimos anos esteve um pouco longe do título e no ano passado ficou em sétimo lugar. Apesar de perder pontos em enredo em 2023, manteve o carnavalesco, Edson Pereira, reconhecido pela qualidade das alegorias. Pontos fortes: o apelo político do enredo (Hutukara, sobre os yanomami), o samba, o canto das alas, a bateria. Pontos fracos: as dificuldades recorrentes na evolução.

Grande Rio – Campeã em 2022 com um desfile antológico, obteve um sexto lugar morno em 2023. Porém, os carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora estudam e planejam há bastante tempo o enredo sobre a cosmovisão tupinambá e o imaginário da onça. As imagens do barracão indicam um belo conjunto alegórico e a escola pode surpreender em 2024. Pontos fortes: o enredo (Nosso destino é ser onça), o samba melodioso com a bateria mais cadenciada, as fantasias (conforme os protótipos divulgados). Pontos fracos: precisa superar as dificuldades de harmonia e evolução do ano passado.

Tijuca – A escola não tem realizado bons desfiles desde 2020, ficando três vezes em nono lugar. Dessa vez aposta na experiência do carnavalesco Alexandre Louzada (que estava na Beija-Flor). Os spoilers do barracão indicam que a escola deve apresentar uma plástica muito superior à dos últimos anos. Pontos fortes: a experiência do carnavalesco, a bateria, um bom conjunto estético (conforme o que já foi divulgado). Pontos fracos: o enredo duvidoso sobre os mitos de Portugal (Um conto de fados), o samba (talvez o pior do ano).

Imperatriz – Campeã de 2023 e forte candidata ao bicampeonato. Deve fechar com chave de ouro a primeira noite de desfiles, com um enredo lúdico (O testamento da cigana Esmeralda) e a estrela do carnavalesco Leandro Vieira. Pontos fortes: o enredo, o samba, o carnavalesco, o conjunto alegórico (pela expectativa conforme o que já foi divulgado), a gestão e organização da escola. Pontos fracos: nada consta.

Mocidade – Penúltima colocada em 2023, já vinha de um desfile desastrado em 2022. Houve quem apostasse no rebaixamento da escola, mas fala-se em novo aporte de recursos nos bastidores. O samba divide opiniões, mas tem sido um dos mais escutados e cantados. Pontos fortes: a empolgação gerada pelo samba, a bateria, os jovens Diogo Jesus e Bruna Santos (mestre-sala e porta-bandeira). Pontos fracos: ser a primeira escola de segunda, a necessidade de superar as dificuldades de evolução e harmonia dos últimos anos, o enredo não convincente sobre o caju.

Portela – Quem viu o decepcionante desfile sobre o centenário da escola em 2023 não reconhecerá a Portela em 2024. Os novos carnavalescos, André Rodrigues e Antônio Gonzaga, deram nova cara ao barracão da escola, indicando a aposta em uma renovação de estilo. À frente da escola, outra novidade: o retorno da porta-bandeira Squel Jorge, que estava na Mangueira até 2022 e chegou a anunciar uma aposentadoria precoce. Pontos fortes: o apelo emotivo do enredo (Um defeito de cor), o samba, a bateria, a nova proposta estética dos carnavalescos, o casal Marlon Lamar e Squel. Ponto fraco: a dúvida sobre a estrutura da escola para superar as dificuldades do ano passado.

Vila Isabel – Já quem viu o desfile da Vila no ano passado, quando foi terceira colocada, não pode deixar de considerá-la uma das favoritas ao título. Há, no entanto, certa incógnita no ar. Será novamente um bom ano para o carnavalesco Paulo Barros? A reedição de um clássico (Gbala, viagem ao templo da criação – de 1993) vai funcionar? Pontos fortes: a criatividade do carnavalesco e equipe (para comissão de frente e alegorias), a boa condução da evolução, a bateria. Pontos fracos: não há propriamente, mas dúvidas. O samba, embora um lindo clássico, talvez não favoreça o desfile, talvez não empolgue as alas. Não se sabe se a escola vem com o mesmo aporte e estrutura do ano passado.

Mangueira – Quinta colocada no ano passado, vem com o enredo há muito tempo esperado: a homenagem ao ícone Alcione. A força do enredo, por si, não faz da verde e rosa uma das favoritas ao título, mas candidata a uma posição no desfile das campeãs. A ser observado o desempenho dos novos coreógrafos da comissão de frente, quesito que decepcionou no último ano. Pontos fortes: o apelo de Alcione e da própria escola, a evolução do desempenho da bateria, as fantasias no seu conjunto (conforme os protótipos divulgados). Pontos fracos: se esperava muito mais do samba e pelos elementos alegóricos que já apareceram será surpreendente se a escola apresentar uma plástica nota 10.

Tuiuti – Fez um desfile surpreendente e que merecia retornar nas campeãs em 2023, mas ficou em oitavo. Logo após o carnaval, perdeu o carnavalesco, os coreógrafos e o intérprete para outras escolas. A ela retorna o carnavalesco Jack Vasconcelos, do vice-campeonato de 2018, mas que na Tijuca não concebeu bons desfiles. Pontos fortes: o enredo sobre João Cândido e a Revolta da Chibata (Glória ao almirante negro), o samba que conta muito bem o enredo, a impecável bateria. Pontos fracos: falta de estrutura para um conjunto equilibrado de alegorias e fantasias.

Viradouro – Até a última escola desfilar, nada estará definido, pois se trata da vice-campeã de 2023. Ano passado, fez um desfile primoroso que perdeu o título por detalhes. Não há como esperar pouco dessa escola. Somou-se ao time o intérprete Wander Pires, uma das mais belas vozes do carnaval. Pontos fortes: o carnavalesco (Tarcísio Zanon), o enredo (Arroboboi, Dangbé), o samba, o intérprete, a bateria do mestre Ciça, a organização da escola. Pontos fracos: difícil achar.

Em tempo: haverá quem não concorde com os prognósticos, haverá surpresas e decepções, haverá beleza mesmo na imperfeição, aura mesmo nas dificuldades. Esse é o encanto da ópera popular da Marquês de Sapucaí.

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Cultura

Canoas celebra Dia do Trabalhador com programação no Parque Eduardo Gomes

Redação

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Foto: Vinícius Medeiros/ PMC

Canoas celebrou o Dia do Trabalhador na sexta-feira, 1º, com uma programação no Parque Eduardo Gomes. Ao longo do dia, o espaço recebeu atividades culturais, serviços e opções de lazer para a comunidade.

A programação contou com feira de artesanato, food trucks, distribuição de mudas, apresentações musicais e atividades educativas voltadas ao público infantil.

Pela manhã, foi realizado o ato de abertura com a presença de autoridades e apresentação da Banda da Base Aérea de Canoas, que executou o hino do município.

O prefeito Airton Souza, destacou a importância da data.

“O dia do trabalhador é todos os dias. Mas hoje, de modo especial, esta data é um momento de reconhecimento e gratidão a cada homem e mulher que, com esforço, dignidade e dedicação, constroem diariamente o desenvolvimento da nossa cidade. É por meio do trabalho que fortalecemos a economia, promovemos a justiça social e abrimos caminhos para novas oportunidades. Neste 1º de maio, reafirmamos nosso compromisso em valorizar o trabalhador, garantir direitos e seguir investindo em políticas públicas que gerem emprego, renda e mais qualidade de vida para todos”, comenta.

O secretário de Cultura e Turismo, Caio Flavio dos Santos, ressaltou a organização do evento, pensado para agradar diferentes públicos.

“Todas as secretarias fizeram muito para que este evento ocorresse. É uma festa de integração, de união, onde a gente pretende fazer com que o cidadão de Canoas confraternize e festeje o Dia do Trabalhador da melhor forma”, diz.

Moradora do bairro Nossa Senhora das Graças, a advogada Camila Oliveira Borges, 46, aproveitou a festa ao lado da filha, Pietra Emanuelly, 7.

“Achei muito legal a programação, que conta com atividades para os adultos e também para as crianças. Gostei muito da feirinha de artesanato e minha filha aproveitou bastante a escolinha de trânsito”, conta.

A dona de casa Sônia Gomes Chaves, 68, também participou do evento.

“Adorei a programação. Cheguei cedo no parque e fiz aula de dança, ganhei uma muda de cereja, que vou plantar junto das plantinhas que eram da minha mãe. Encontrei minhas amigas. Foi muito divertido”, diz.

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Cultura

Canoas realiza festa do Dia do Trabalhador no Parque Eduardo Gomes

Redação

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Créditos da foto: Gustavo Garbino

Canoas promove, no dia 1º de maio, a festa do Dia do Trabalhador no Parque Eduardo Gomes, no bairro Fátima. O evento começa às 10h e reúne serviços públicos, atividades culturais e ações voltadas à comunidade.

A programação é organizada pela Prefeitura de Canoas, com participação de secretarias municipais e instituições parceiras. A Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (SMCT) participa da organização e apoio às atividades culturais.

O secretário de Cultura e Turismo, Caio Flávio Santos, destaca o objetivo da iniciativa.

“A proposta é reunir os canoenses em um momento de convivência, com acesso a serviços e atividades que valorizam o trabalhador e fortalecem o vínculo com a cidade”, afirma.

A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA) leva ações de doação de mudas, o projeto Canoas Recicla e coleta de eletrônicos. Já a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação (SMDEI) leva o Banco de Oportunidades e uma feira de artesanato com 40 bancas.

A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (SMMU) realiza atividades educativas de trânsito, com exposição de equipamentos como radar e etilômetro, além de ações de conscientização para crianças. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) oferece atendimentos em hospital de campanha, com consultas, vacinação, testes rápidos, serviços odontológicos e distribuição de kits de higiene, com apoio da Aeronáutica.

A Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (SMEL) promove atividades esportivas e participa com a chegada da Caminhada Roxa, voltada à conscientização sobre doenças inflamatórias intestinais. A Secretaria Municipal de Bem-Estar Animal (SMBEA) disponibiliza o Castramóvel para agendamentos, vacinação antirrábica, atendimentos veterinários e ações de adoção.

A Secretaria Municipal de Segurança Pública e Cidadania (SMSPC) atua na organização da segurança do evento e do estacionamento, com apoio de unidade móvel. Já a Secretaria Municipal da Cidadania, da Mulher e Inclusão (SMCMI) oferece serviços como confecção de documentos, elaboração de currículos, encaminhamento de título de eleitor, alistamento militar e emissão da carteira do idoso.

O evento também conta com apoio do Senac, com orientação para currículos e área de saúde, e da Ulbra, com divulgação institucional e informações sobre cursos. Brigada Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e Aeronáutica também participam da estrutura de atendimento e segurança.

Programação

Abertura com a banda da base – 10h
Aulão de ritmos – 10h15min
Apresentação de boxe – 11h
Apresentação Circo do Homem do Gato – 12h
Jogo de kickball – 14h
Banda Furacão – 14h
DJ Endhy Garcia – 15h15min
Décio Azeredo – 15h30min
DJ Endhy Garcia – 16h15min
CDP Grupo do Pagode – 16h45min
DJ Endhy Garcia – 17h45min
Nosso Balanço – 18h15min
DJ Endhy Garcia – 19h15min
Comunidade Nin-Jitsu – 19h45min

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Cultura

Esteio inaugura Cineclube com programação gratuita nesta terça-feira, 28

Redação

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Esteio inaugura Cineclube com programação gratuita nesta terça-feira, 28

A cidade de Esteio recebe, nesta terça-feira, 28, a abertura do Cineclube Esteio, uma iniciativa construída em parceria entre coletivos culturais, Pontos de Cultura e a Secretaria de Cultura de Esteio. O evento ocorre das 19h às 21h e terá entrada gratuita.

A proposta do cineclube é promover encontros mensais voltados à exibição e ao debate de produções audiovisuais, reunindo profissionais da área para discutir temas como roteiro, fotografia, técnica cinematográfica e os desafios da difusão no setor.

A ação conta com o apoio do Ponto de Cultura Ciranda, que atua em comunidades periféricas da Região Metropolitana com projetos de incentivo à leitura, cinema comunitário e formação cultural.

A programação de estreia inclui a exibição dos documentários Hip-Hop nas Escolas, de Luciano Silva, e Um Pouco de Tonito, de Alexandre Moraes.

A programação de estreia inclui a exibição dos documentários Hip-Hop nas Escolas, dirigido por Luciano Silva, e Um Pouco de Tonito, de Alexandre Moraes.

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