Geral
Comissão da Câmara dos Deputados visita dique em Canoas

O prefeito em exercício Rodrigo Busato, acompanhado de secretários municipais, adjuntos e vereadores, recebeu na manhã de sábado, 15, deputados federais integrantes da Comissão Especial Sobre Prevenção e Auxílio a Desastres e Calamidades Naturais para uma reunião e visita técnica de apresentação dos equipamentos de proteção do Município contra enchentes.
O grupo coletou informações sobre a resposta de Canoas à enchente de maio de 2024, os desdobramentos da calamidade e a reconstrução da cidade, escutou do vice-prefeito, secretários e vereadores relatos sobre as necessidades do Município e posteriormente visitou a Casa de Bombas n.° 6, no bairro Mathias Velho, e as obras do dique de contenção contra as cheias no ponto em que a estrutura rompeu-se parcialmente na enchente do ano passado.
Participaram da reunião e das visitas o presidente da comissão, Leo Prates (BA), o relator Gilson Daniel (ES), e os deputados federais gaúchos Luiz Carlos Busato e Bibo Nunes. Os vereadores Alexandre Duarte, Daurinei Alt, Neuza Rufatto, Heider Couto e Dario Francisco da Silveira também estiveram presentes.
Na reunião e nas visitas, o prefeito em exercício Rodrigo Busato reiterou a necessidade de que haja mais agilidade na liberação de recursos já aprovados para a reconstrução da cidade e melhorias nos equipamentos de proteção contra as cheias.
“Canoas tem pressa para essa reconstrução”, argumentou Rodrigo Busato, que destacou ainda a importância das ações de prevenção para que calamidades como a de 2024 não se repitam.
Por videochamada, o prefeito Airton Souza, que está em viagem de trabalho, pediu o apoio da comissão para sensibilizar o governo federal a liberar recursos com mais agilidade para o Município.
“Precisamos que nos ajudem para que o governo reconheça a licitação que foi feita, os contratos, porque a verba já existe”, pediu o prefeito, referindo-se às obras de reformas e construção dos diques da cidade. “E que a parte que compete a Canoas seja destinada para Canoas administrar.”
Os deputados se solidarizaram com os pedidos e receberam sugestões que serão incluídas no relatório final da comissão.
“Quando passa o desastre, os problemas ficam, e quisemos ver as sequelas desse desastre no Rio Grande do Sul e como a gente pode colaborar”, disse o deputado federal Leo Prates.
“Nosso objetivo é criar um Sistema Nacional de Desastres. Queremos melhorar a legislação para que as respostas sejam muito mais rápidas. A gente precisa estar muito mais preparado”, completou.
“Essa visita nos dá condições de ver de perto o sentimento das pessoas, o que está dando certo e o que está dando errado. A gente está vendo que os recursos não estão chegando”, comentou o relator da comissão, deputado Gilson Daniel, que lembrou ainda que a importância da prevenção de desastres ainda não se reflete no orçamento federal. “Temos um orçamento aprovado na União que não possui recursos para prevenção. Isso é um erro do poder público”
Deputados gaúchos defendem a importância da prevenção
O deputado Luiz Carlos Busato somou-se à cobrança por mais agilidade na liberação de recursos para os municípios afetados pelas enchentes, e defendeu que é preciso dar a devida importância para a prevenção de desastres semelhantes.
“Após as enchentes de maio, em Canoas foi criada uma consciência para a prevenção e o Município está trabalhando”, disse Busato. “Mas foram muitos recursos anunciados, muitas ações promovidas pelo governo federal, e muito pouco foi efetivado. Nós estamos novamente enfrentando o problema recorrente que é a demora.”
O deputado Bibo Nunes destacou que tramita no Senado Federal a Proposta de Emenda à Constituição n.° 44, que visa destinar parte dos recursos das emendas parlamentares e do orçamento da União a ações de prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação de desastres, além de incluir a alocação de recursos ao Fundo Nacional para Calamidades Públicas, Proteção e Defesa Civil (Funcap) e criar regras para a transferência direta de recursos aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios.
E lembrou que Canoas foi a cidade mais afetada pelas enchentes do ano passado. “Canoas é uma cidade que tem que ter todo o apoio”, declarou o deputado.
“Fico muito grato que os deputados tenham vindo ao Rio Grande do Sul para essa demonstração de apoio.”
Geral
Canoas realiza mesa temática sobre sistemas de proteção e resiliência na revisão do Plano Diretor

A Prefeitura de Canoas promove, na próxima segunda-feira, 15, mais uma etapa de participação popular no processo de revisão do Plano Diretor do município. Desta vez, será realizada a mesa temática sobre Sistemas de Proteção e Resiliência, com o objetivo de discutir estratégias voltadas ao fortalecimento da capacidade de resposta da cidade diante de situações de risco e emergências.
O encontro ocorrerá das 15h às 17h30, na sede da Associação dos Servidores Municipais de Canoas (ASMC), localizada na Rua Nerci Pereira Flores, 179, no Centro.
De acordo com a proposta apresentada pela administração municipal, a atividade servirá como espaço para ouvir a população, identificar desafios e debater alternativas relacionadas aos sistemas de proteção e resiliência da cidade. As contribuições apresentadas pelos participantes deverão subsidiar a elaboração da nova versão do Plano Diretor.
Durante a mesa temática, também serão apresentadas ações e diretrizes relacionadas ao tema. O encontro prevê ainda manifestações da sociedade civil e de demais interessados, além de debates sobre oportunidades e propostas para Canoas.
A participação é aberta ao público. Pessoas que necessitarem de recursos de acessibilidade devem informar a necessidade com antecedência pelo e-mail planodiretor@canoas.rs.gov.br.
Geral
CPI da Corsan/Aegea realiza última audiência pública na Liga Canoense de Futebol em Canoas

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura a atuação da Corsan/Aegea realiza nesta quinta-feira, 11, às 18h, a última audiência pública da série de encontros regionais em Canoas. A atividade será realizada na Liga Canoense de Futebol, localizada na Avenida A. J. Renner, nº 1111, bairro Estância Velha, e está aberta à participação de moradores.
O encontro encerra o ciclo de audiências descentralizadas promovidas pela CPI, instaurada pela Câmara Municipal de Canoas para reunir informações, relatos e documentos relacionados à prestação de serviços da concessionária no município.
Durante a audiência, moradores podem relatar problemas relacionados ao abastecimento de água, cobrança de tarifas, esgotamento sanitário, atendimento ao consumidor e execução de obras. Também são aceitos documentos como contas, fotos, vídeos e registros de atendimento que possam ser utilizados na apuração.
Nos encontros anteriores, foram registrados relatos de consumidores sobre cobranças consideradas elevadas, variações significativas em faturas, ausência de leitura regular de hidrômetros, cobrança de taxa de esgoto em locais sem ligação disponível, dificuldades de atendimento, interrupções no abastecimento, vazamentos não resolvidos e impactos de obras em vias públicas, como danos em ruas e calçadas.
A CPI também mantém um canal de comunicação via WhatsApp para recebimento de denúncias e materiais relacionados aos serviços da concessionária. O número informado é (51) 99481-1147.
A investigação parlamentar foi aberta para analisar reclamações sobre abastecimento de água, cobrança de tarifas, execução de obras, esgotamento sanitário e atendimento ao público no município.
Policial
Polícia Civil deflagra operação contra esquema de lavagem de dinheiro do tráfico no RS

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 10, a Operação Apakani, uma ampla ação voltada ao combate à lavagem de dinheiro vinculada ao tráfico de drogas. A ofensiva resultou, até o momento, na prisão de 26 pessoas, na apreensão de R$ 22 mil em espécie e de uma arma de fogo. Além disso, foram bloqueadas 58 contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas ligadas à investigação.
A operação é conduzida pela Delegacia de Repressão ao Crime de Lavagem de Dinheiro (DRLD/DINARC) e pela Divisão de Inteligência Policial e Análise Criminal (DIPAC), sob coordenação dos delegados Antônio Carlos Ractz Júnior e Adriano Nonnenmacher de Souza. A ação integra a Operação Narke 6, iniciativa nacional coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Segundo a investigação, a organização criminosa atuava na distribuição de drogas em larga escala no Rio Grande do Sul e em outros estados, utilizando um sofisticado esquema de ocultação patrimonial e movimentação financeira para lavar recursos oriundos do narcotráfico.
Mandados em dois estados e dentro de presídios
Por determinação judicial, foram expedidos 28 mandados de prisão preventiva, cinco de prisão temporária e 58 mandados de busca e apreensão. A Justiça também autorizou o bloqueio de 58 contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas e o sequestro de 14 veículos supostamente vinculados à organização criminosa.
As diligências ocorreram em Porto Alegre, Canoas, Cachoeirinha, Eldorado do Sul, Gravataí, Nova Santa Rita, Farroupilha, Gramado, Caxias do Sul e Santa Maria. Em Santa Catarina, os mandados foram cumpridos em Criciúma, Balneário Rincão, Lauro Müller, Palhoça, São José e Florianópolis.
A operação também alcançou estabelecimentos prisionais no Rio Grande do Sul e no Paraná, incluindo a Penitenciária Estadual de Porto Alegre (PEPOA), a Penitenciária Estadual do Jacuí (PEJ), a Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC), o Presídio Regional de Passo Fundo e o Centro de Integração Social de Piraquara, vinculado à Penitenciária Feminina do Paraná II.
Ao todo, 299 policiais civis participaram da ação, sendo 249 do Rio Grande do Sul e 50 de Santa Catarina.
Investigação começou após apreensão de 1,3 tonelada de maconha
As apurações tiveram início em 2023, após a apreensão de 1,3 tonelada de maconha em Canoas. A partir dessa ocorrência, os investigadores identificaram uma estrutura criminosa responsável pela distribuição de cocaína e crack em larga escala, utilizando rotas interestaduais e imóveis alugados em áreas nobres para armazenar entorpecentes e dificultar o rastreamento policial.
Durante mais de um ano de investigação, foram executadas 71 medidas cautelares sigilosas, incluindo quebras de sigilo bancário, fiscal, financeiro e telemático.
Organização movimentou mais de R$ 21 milhões
De acordo com a Polícia Civil, a organização criminosa movimentou R$ 21,3 milhões durante o período investigado. O esquema utilizava mecanismos sofisticados para ocultar a origem dos recursos, como fracionamento de depósitos, triangulação financeira, uso de contas de terceiros, contas de passagem, saques rápidos e movimentações em casas lotéricas e caixas eletrônicos.
As investigações apontam que os valores circulavam entre líderes, gerentes e operadores ligados ao tráfico de drogas, além de pessoas interpostas utilizadas para mascarar a origem dos recursos ilícitos.
Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi a utilização de 21 empresas consideradas peças-chave no esquema de lavagem de dinheiro. Essas empresas estavam localizadas nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul e, segundo a polícia, serviam para inserir recursos do tráfico na economia formal.
AÇÃO INTEGRADA À OPERAÇÃO NARKE 6
Segundo os delegados responsáveis pela operação, o foco principal da ação é descapitalizar a organização criminosa e responsabilizar seus líderes, além dos operadores financeiros e logísticos envolvidos no esquema.
Para o diretor da DINARC, delegado Alencar Carraro, a relevância da operação está no enfrentamento de grandes distribuidores de drogas com elevado grau de organização e experiência criminosa. Já o diretor do DENARC, delegado Carlos Henrique Wendt, destacou a importância da integração entre o Judiciário, o Ministério Público e as Polícias Civis do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.
“A atuação conjunta entre as instituições foi fundamental para atingir uma estrutura criminosa com conexões interestaduais e forte capacidade operacional, responsável pelo abastecimento de drogas na Região Sul do país”, afirmou.
A Operação Apakani integra a Operação Narke 6, mobilização nacional que reúne ações de inteligência, cumprimento de mandados, prisões, apreensões e bloqueio de bens para combater o tráfico de drogas, a lavagem de dinheiro e as organizações criminosas em todo o território nacional.

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