Geral
Black Friday: caí num golpe, e agora?

A Black Friday está chegando e junto com as promoções que estão acontecendo durante todo o mês de novembro, vem também a preocupação com os golpes. As fraudes estão cada vez mais comuns e sofisticadas e os criminosos aproveitam a data para agir.
De acordo com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), três em cada 10 consumidores foram alvos de fraudes ou tentativas de golpes durante compras virtuais em 2024.
A Consultora de Segurança da Informação da Netfive, Raquel Lupion, destaca que a melhor defesa é sempre a prevenção. Porém, se você foi vítima de um golpe, é possível minimizar os danos – principalmente, os financeiros. Mas é preciso agir rápido.
“É muito importante entrar em contato com o banco ou com a operadora de cartão de crédito imediatamente, relatar a fraude e bloquear o cartão”, alerta Raquel.
Reunir provas pode facilitar as medidas corretivas, por isso, mantenha registros das interações suspeitas, como prints de conversas ou anúncios falsos. Essas evidências são valiosas tanto para o banco quanto para possíveis investigações policiais.
Raquel reforça que quanto mais rapidamente essas ações forem tomadas, maiores as chances de diminuir o impacto. “O objetivo é reduzir o estrago financeiro”, destaca.
Em situações mais graves, a recomendação é registrar um boletim de ocorrência na Delegacia de Crimes Cibernéticos.
“As evidências são ainda mais importantes neste caso, pois ajudam a materializar a fraude para as autoridades competentes”, explica a especialista.
Informe empresas e denuncie perfis falsos
Outra ação relevante é avisar as empresas reais que seus nomes estão sendo usados em fraudes. “Se você comprou um produto acreditando que era de uma marca conhecida e descobriu que era golpe, entre em contato com a empresa legítima. Muitas delas têm equipes dedicadas a investigar esse tipo de caso e podem contribuir para derrubar sites e anúncios fraudulentos”, recomenda Raquel. Essa cooperação ajuda a proteger outras potenciais vítimas.
Para golpes que ocorrem em marketplaces, como Mercado Livre ou OLX, é importante informar as plataformas. “Denuncie o vendedor golpista. Isso ajuda a bloquear o acesso do criminoso e reduz o risco de mais consumidores serem enganados”, ressalta Raquel. Esse tipo de denúncia fortalece os esforços coletivos contra fraudes.
Todos somos vulneráveis
Além das ações individuais, é essencial contribuir com a segurança coletiva. Raquel aconselha a denunciar e-mails fraudulentos como phishing ou spam, ajudando as ferramentas de e-mail a aprenderem e bloquearem futuros golpes.
“Quanto mais as pessoas denunciarem e compartilharem informações, melhor as plataformas conseguem filtrar e proteger seus usuários”, explica.
A especialista destaca ainda que muitas vítimas de golpe sentem vergonha e hesitam em divulgar o que aconteceu. No entanto, compartilhar essas experiências pode prevenir novos crimes.
“Precisamos entender que todos somos vulneráveis. Tornar públicas essas situações e avisar as pessoas ao nosso redor é uma maneira de tirar o poder dos criminosos”, afirma.
Dessa forma, a informação se transforma em uma arma poderosa contra os golpistas.
Com a proximidade da Black Friday, a conscientização sobre segurança da informação torna-se mais importante do que nunca. Seguir as recomendações e agir rapidamente ao perceber uma fraude são passos essenciais para proteger seus dados e minimizar danos.
Policial
PM suspeito de matar ex-mulher e os pais dela no RS deverá passar por avaliação psicológica

O policial militar Cristiano Domingues Francisco, suspeito de envolvimento nas mortes da ex-mulher, Silvana de Aguiar, e dos pais dela, em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, deverá passar por uma avaliação psicológica no âmbito de um processo administrativo da Brigada Militar. O procedimento pode influenciar a continuidade do Conselho de Disciplina que pode resultar na exclusão dele da corporação.
A avaliação será realizada pela Junta Policial-Militar de Saúde e deverá analisar as condições psicológicas do policial, incluindo sua capacidade de compreender as infrações administrativas atribuídas a ele e de responder ao procedimento disciplinar.
O exame estava previsto para setembro, mas foi adiado.
Processo pode resultar em expulsão
Cristiano responde a um Conselho de Disciplina instaurado pela Brigada Militar. O procedimento administrativo apura a conduta do policial e poderá resultar na exclusão dele da instituição.
O militar está afastado das funções policiais, mas segue recebendo vencimentos e vantagens, conforme as regras aplicáveis ao caso. A avaliação psicológica integra o andamento do processo administrativo e não representa, por si só, uma conclusão sobre a responsabilidade criminal do investigado.
Família está desaparecida desde janeiro
Silvana de Aguiar, de 48 anos, e os pais dela, Isail Vieira de Aguiar, de 69, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70, desapareceram em Cachoeirinha nos dias 24 e 25 de janeiro de 2026. Até a publicação da reportagem, os três não haviam sido encontrados.
Cristiano, ex-marido de Silvana, é acusado de envolvimento no caso e responde a processo criminal por crimes que incluem feminicídio, homicídio qualificado, ocultação de cadáveres, fraude processual, associação criminosa e falsidade ideológica, entre outras imputações.
Milena Ruppenthal Domingues, companheira de Cristiano, e Wagner Domingues Francisco, irmão dele, também foram denunciados pelo Ministério Público por suposta participação nos crimes investigados.
As acusações ainda dependem de julgamento, e os investigados têm direito à ampla defesa e ao contraditório.
Defesas contestam acusações
As defesas dos investigados questionam aspectos da investigação e apontam divergências relacionadas às provas, aos depoimentos e à cronologia apresentada pela acusação. Também afirmam aguardar a conclusão de laudos e perícias.
A avaliação psicológica de Cristiano faz parte do procedimento administrativo da Brigada Militar e não substitui o processo criminal, que apura a responsabilidade dos envolvidos no desaparecimento da família Aguiar.
Policial
Polícia investiga suspeita de xenofobia contra juiz sergipano em restaurante de Porto Alegre

A Polícia Civil investiga uma suspeita de ataque xenofóbico contra um juiz natural de Aracaju, em Sergipe, durante uma visita a um restaurante em Porto Alegre. O caso teria ocorrido no bairro Praia de Belas e envolve relatos de ofensas relacionadas à origem nordestina do magistrado.
Segundo o relato do juiz Francisco Tojal, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), o episódio começou quando ele pediu informações sobre o prato à la minuta, tradicional no Rio Grande do Sul. Ao demonstrar que não conhecia a refeição pelo nome, ele teria sido alvo de comentários debochados e xingamentos feitos por um homem que estava em uma mesa próxima.
Conforme o magistrado, as ofensas teriam sido motivadas por seu sotaque e sua origem regional. O homem também teria feito referências políticas durante a discussão.
Investigação policial
A ocorrência foi registrada em 8 de outubro. A Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância solicitou as imagens das câmeras de segurança do estabelecimento, além da identificação do suspeito e de duas testemunhas.
Até a publicação das informações, o restaurante ainda não havia respondido à solicitação, e o suspeito não havia se manifestado à polícia nem apresentado advogado.
Juiz estava em Porto Alegre para palestra
Francisco Tojal estava na Capital gaúcha para ministrar uma palestra sobre violência de gênero na infância e na adolescência.
O caso é investigado como uma possível prática de discriminação por origem regional. A apuração busca esclarecer as circunstâncias do episódio e identificar os envolvidos.
Atos de discriminação contra pessoas em razão de sua origem regional podem ser enquadrados na legislação antirracismo, conforme as circunstâncias do caso.
Policial
Pastor de 53 anos é morto a tiros dentro de igreja em São Leopoldo

Um pastor de 53 anos foi morto a tiros dentro de uma igreja na noite de segunda-feira, 12, em São Leopoldo, no Vale do Sinos. O crime ocorreu na Igreja Esperança em Jesus Cristo, localizada na Rua Eva Moreira dos Santos, na comunidade Santa Marta, bairro Arroio da Manteiga.
A vítima foi identificada como Cláudio Roberto da Silva. Ele teria sido abordado nas proximidades de casa e levado até a igreja por dois homens encapuzados.
No local, os suspeitos efetuaram disparos contra o pastor e fugiram em seguida. Cláudio foi atingido no tórax e morreu no local.
Polícia investiga o homicídio
O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Leopoldo. Até a publicação das informações, os suspeitos não haviam sido identificados e ninguém havia sido preso.
A investigação busca esclarecer as circunstâncias do crime e identificar os responsáveis pela morte do pastor.
Velório e sepultamento
O velório de Cláudio estava previsto para terça-feira, 13, a partir das 20h. O sepultamento foi marcado para quarta-feira, 14, às 10h, no Cemitério da Feitoria, em São Leopoldo.

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