Geral
Câmara de Canoas presta homenagem aos 187 anos da Brigada Militar em Grande Expediente

Na sessão de terça-feira, 28, a Câmara de Canoas realizou um Grande Expediente a respeito dos 187 anos da Brigada Militar, destacando o trabalho dos profissionais da corporação, especialmente o efetivo do 15º Batalhão de Polícia Militar (BPM).
A solenidade, requerida pelo vereador Juares Hoy (Progressistas), homenageou oficiais que compõem a história e o presente da Brigada.
Homenageados
Participaram da mesa de honra o 1º Tenente da Reserva João Artur Fonseca, o Sargento Olhweiler, o Capitão Gabriel Damásio, subcomandante do 15º BPM, representando o comandante, além dos 1º Tenentes Sadi Stallbaum Vargas, Danilo Luís Antunes Peres e André Rogério Vianna Smolinski e o Tenente-Coronel Clovis Ivan Alves. Familiares dos homenageados também foram citados, como Carmem Rios Vargas, esposa do Tenente Sadi, e Nelza Maria Vianna, Camila Silva e José Evair da Silva, mãe, esposa e sogro do Tenente Smolinski, respectivamente.
Falas do Grande Expediente
O vereador Juares destacou a trajetória histórica da Brigada Militar, que desde sua criação em 1837 participou de momentos marcantes do Brasil, como a Revolução Farroupilha e a Revolução de 1930, sempre zelando pela segurança pública.
Ele exaltou o trabalho de homens e mulheres que enfrentam diariamente os desafios do policiamento ostensivo e lamentou a falta de reconhecimento da sociedade diante dos sacrifícios da corporação. — É a única profissão que coloca a vida em risco diariamente pela sociedade. O brigadiano, ao sair de casa, sabe que sua missão é o combate ao crime — afirmou.
Juarez também relembrou o esforço físico e mental dos policiais, que, além de lidarem com o peso dos equipamentos, enfrentam desafios estruturais, como a defasagem no efetivo ao longo dos anos. Segundo ele, o número de policiais na Brigada reduziu significativamente desde 1977, quando eram 48 mil agentes.
Dedicação dos policiais
O Capitão Gabriel Damásio mencionou a dedicação dos policiais na manutenção da ordem e o esforço conjunto das autoridades locais para garantir a segurança de curto prazo no município. Damásio relembrou um episódio marcante envolvendo um colega militar ferido em confronto na região de Niterói e encontra-se em recuperação.
Ele ressaltou a solidariedade e o apoio recebido, destacando como esses gestos fortalecem o compromisso dos policiais em sua missão diária.
Em seguida, o capitão abordou os desafios enfrentados pela Brigada Militar, enfatizando que o trabalho não se limita a uma simples tarefa funcional, mas envolve riscos constantes. Destacou, ainda, o empenho dos 320 policiais que atuam em Canoas, trabalhando dia e noite para proteger os cerca de 340 mil habitantes do município, além de atender as demandas de localidades vizinhas.
Finalizou sua fala reconhecendo o sacrifício e o compromisso de seus colegas, reforçando que o trabalho da corporação vai além do policiamento ostensivo, refletindo um profundo compromisso com a sociedade e a proteção da vida.
A sessão destacou o vínculo da Brigada Militar com a comunidade, reforçando o papel indispensável da instituição na preservação da ordem pública. A homenagem foi concluída com um agradecimento coletivo aos policiais e familiares, que diariamente apoiam o trabalho da corporação.
Policial
PM suspeito de matar ex-mulher e os pais dela no RS deverá passar por avaliação psicológica

O policial militar Cristiano Domingues Francisco, suspeito de envolvimento nas mortes da ex-mulher, Silvana de Aguiar, e dos pais dela, em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, deverá passar por uma avaliação psicológica no âmbito de um processo administrativo da Brigada Militar. O procedimento pode influenciar a continuidade do Conselho de Disciplina que pode resultar na exclusão dele da corporação.
A avaliação será realizada pela Junta Policial-Militar de Saúde e deverá analisar as condições psicológicas do policial, incluindo sua capacidade de compreender as infrações administrativas atribuídas a ele e de responder ao procedimento disciplinar.
O exame estava previsto para setembro, mas foi adiado.
Processo pode resultar em expulsão
Cristiano responde a um Conselho de Disciplina instaurado pela Brigada Militar. O procedimento administrativo apura a conduta do policial e poderá resultar na exclusão dele da instituição.
O militar está afastado das funções policiais, mas segue recebendo vencimentos e vantagens, conforme as regras aplicáveis ao caso. A avaliação psicológica integra o andamento do processo administrativo e não representa, por si só, uma conclusão sobre a responsabilidade criminal do investigado.
Família está desaparecida desde janeiro
Silvana de Aguiar, de 48 anos, e os pais dela, Isail Vieira de Aguiar, de 69, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70, desapareceram em Cachoeirinha nos dias 24 e 25 de janeiro de 2026. Até a publicação da reportagem, os três não haviam sido encontrados.
Cristiano, ex-marido de Silvana, é acusado de envolvimento no caso e responde a processo criminal por crimes que incluem feminicídio, homicídio qualificado, ocultação de cadáveres, fraude processual, associação criminosa e falsidade ideológica, entre outras imputações.
Milena Ruppenthal Domingues, companheira de Cristiano, e Wagner Domingues Francisco, irmão dele, também foram denunciados pelo Ministério Público por suposta participação nos crimes investigados.
As acusações ainda dependem de julgamento, e os investigados têm direito à ampla defesa e ao contraditório.
Defesas contestam acusações
As defesas dos investigados questionam aspectos da investigação e apontam divergências relacionadas às provas, aos depoimentos e à cronologia apresentada pela acusação. Também afirmam aguardar a conclusão de laudos e perícias.
A avaliação psicológica de Cristiano faz parte do procedimento administrativo da Brigada Militar e não substitui o processo criminal, que apura a responsabilidade dos envolvidos no desaparecimento da família Aguiar.
Policial
Polícia investiga suspeita de xenofobia contra juiz sergipano em restaurante de Porto Alegre

A Polícia Civil investiga uma suspeita de ataque xenofóbico contra um juiz natural de Aracaju, em Sergipe, durante uma visita a um restaurante em Porto Alegre. O caso teria ocorrido no bairro Praia de Belas e envolve relatos de ofensas relacionadas à origem nordestina do magistrado.
Segundo o relato do juiz Francisco Tojal, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), o episódio começou quando ele pediu informações sobre o prato à la minuta, tradicional no Rio Grande do Sul. Ao demonstrar que não conhecia a refeição pelo nome, ele teria sido alvo de comentários debochados e xingamentos feitos por um homem que estava em uma mesa próxima.
Conforme o magistrado, as ofensas teriam sido motivadas por seu sotaque e sua origem regional. O homem também teria feito referências políticas durante a discussão.
Investigação policial
A ocorrência foi registrada em 8 de outubro. A Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância solicitou as imagens das câmeras de segurança do estabelecimento, além da identificação do suspeito e de duas testemunhas.
Até a publicação das informações, o restaurante ainda não havia respondido à solicitação, e o suspeito não havia se manifestado à polícia nem apresentado advogado.
Juiz estava em Porto Alegre para palestra
Francisco Tojal estava na Capital gaúcha para ministrar uma palestra sobre violência de gênero na infância e na adolescência.
O caso é investigado como uma possível prática de discriminação por origem regional. A apuração busca esclarecer as circunstâncias do episódio e identificar os envolvidos.
Atos de discriminação contra pessoas em razão de sua origem regional podem ser enquadrados na legislação antirracismo, conforme as circunstâncias do caso.
Policial
Pastor de 53 anos é morto a tiros dentro de igreja em São Leopoldo

Um pastor de 53 anos foi morto a tiros dentro de uma igreja na noite de segunda-feira, 12, em São Leopoldo, no Vale do Sinos. O crime ocorreu na Igreja Esperança em Jesus Cristo, localizada na Rua Eva Moreira dos Santos, na comunidade Santa Marta, bairro Arroio da Manteiga.
A vítima foi identificada como Cláudio Roberto da Silva. Ele teria sido abordado nas proximidades de casa e levado até a igreja por dois homens encapuzados.
No local, os suspeitos efetuaram disparos contra o pastor e fugiram em seguida. Cláudio foi atingido no tórax e morreu no local.
Polícia investiga o homicídio
O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Leopoldo. Até a publicação das informações, os suspeitos não haviam sido identificados e ninguém havia sido preso.
A investigação busca esclarecer as circunstâncias do crime e identificar os responsáveis pela morte do pastor.
Velório e sepultamento
O velório de Cláudio estava previsto para terça-feira, 13, a partir das 20h. O sepultamento foi marcado para quarta-feira, 14, às 10h, no Cemitério da Feitoria, em São Leopoldo.

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