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20/04/2026
 

Geral

ELEIÇÕES: Fernando Uberti defende renovação de nomes e continuidade no Simers

Redação

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ELEIÇÕES Fernando Uberti defende renovação de nomes e continuidade no Simers

As eleições para a próxima gestão do Sindicato Médico do RS acontecem no próximo dia 28, quinta-feira. A chapa de situação, que tem o atual vice-presidente como candidato, visitou redação de OT para apresentar propostas à comunidade médica.

Sob a liderança do candidato à presidência, o Psiquiatra Fernando Uberti, a chapa promete continuar e aprofundar o trabalho de sucesso dos últimos anos, feito a várias mãos.

O grupo aponta o fortalecimento do projeto que alcançou resultados expressivos, tanto na atuação política baseada em combatividade e articulação com lideranças políticas e outras instituições, assim como na ampliação e qualificação de serviços aos médicos associados, exemplificada pela forte descentralização dos escritórios de advocacia ao interior.

De acordo com dados apresentados pela Chapa, o Simers alcançou o melhor resultado em número de sócios e melhor resultado financeiro dos últimos 15 anos, no último ano.

Continuidade com alternância de nomes

O atual presidente da entidade, Marcos Rovinski, destaca que o propósito da atual gestão foi atingido e que agora o médico precisa decidir entre o certo e o duvidoso.

“Tivemos grandes conquistas ao longo da gestão e estivemos sempre cercados por colegas respeitados, sérios e ancorados em valores como a necessidade de renovação de ideias e formação de lideranças. Fernando Uberti, por sua juventude com muita experiência, é o nome que melhor simboliza isso e que melhor representa a estabilidade, segurança e continuidade desse trabalho”, destaca.

A renovação com experiência na atuação representativa

Com uma trajetória marcada por conquistas e forte participação nas esferas estudantil e de política médica estadual e nacional, Fernando Uberti tem liderado reformas estruturais importantes na entidade e na sua forma de atuação.

“O Simers enquanto entidade está cada vez mais sólido economicamente e passou por grande modernização administrativa nesses últimos 3 anos, o que é fundamental para estarmos na ponta, em todas as regiões, com mais força e qualidade, na defesa do médico. Além disso, aperfeiçoamos nossa atuação política para além do necessário sindicalismo combativo, mas também buscando maior articulação com lideranças políticas, entidades e instituições de outros setores, para conquistarmos soluções estruturais, avanços concretos à categoria.”

Conquistas para a categoria médica

A Chapa 1 também defende a importância de um Simers forte, presente e estratégico, tanto nos desafios locais quanto nacionais. Em Brasília, o Sindicato tem avançado em projetos importantes para a proteção e valorização dos médicos. Entre eles, destaca-se o Projeto de Lei 2621, que objetiva mais proteção para os médicos com contratos de pessoa jurídica.

No cenário estadual, uma conquista histórica foi a criação de uma carreira pública específica para médicos, com redução de carga horária e incrementos remuneratórios.

Simers próximo ao associado

A descentralização dos serviços ao interior está entre as principais propostas da Chapa 1. “Nunca se viu o Simers tão presente no interior. Presidente, vice-presidentes e diretores estão ativamente presentes em agendas políticas e palestras que levam mais segurança ao exercício profissional do médico. Esse forte processo de interiorização da atuação política, benefícios, convênios e serviços se aprofundará”, detalha Uberti.

Além disso, o grupo propõe forte atuação jurídica contra a abertura de novas faculdades de Medicina, a exemplo da emblemática vitória na ADC/81, no STF, que proibiu a abertura de 10 mil vagas de Medicina por via judicial no país.

A CHAPA 1 também defende um Exame Nacional de Proficiência a egressos de cursos de Medicina no país, com foco na punição de faculdades com desempenho insuficiente. “Não é o ideal, mas necessário nesse momento, para atenuar o impacto da deterioração do ensino médico no país”.

Gestão estratégica e sem ideologias

Conforme Fernando Uberti, o foco é claro: os interesses da categoria médica. A Chapa 1 propõe uma gestão livre de influências político-partidárias, promovendo uma articulação mais inteligente e estratégica, tanto no Congresso Nacional quanto na Assembleia Legislativa, em pautas estruturais à Medicina. “Nosso foco é o que interessa à Medicina”.

 

Policial

Inquérito sobre desaparecimento da família Aguiar aponta três mortes e indicia suspeito mesmo sem corpos

Redação

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A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre o desaparecimento da família Aguiar e encaminhou o material ao Ministério Público na sexta-feira, 17, após mais de 80 dias de investigação. Mesmo sem a localização dos corpos, os investigadores afirmam ter reunido elementos suficientes para indiciar Cristiano Domingues Francisco por feminicídio, duplo homicídio triplamente qualificado e outros crimes.

Silvana de Aguiar, de 48 anos, e os pais dela, Isail, de 69, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70, estão desaparecidos desde janeiro. Silvana foi vista pela última vez no dia 24 de janeiro, enquanto os pais desapareceram no dia seguinte, 25 de janeiro. Cristiano é apontado como o principal suspeito.

Além dos homicídios, ele foi indiciado por ocultação de cadáver, abandono de incapaz, falsidade ideológica, furto qualificado, fraude processual, falso testemunho e associação criminosa. As penas máximas somadas podem chegar a 102 anos de reclusão. Caberá ao Ministério Público decidir se oferece denúncia à Justiça.

Durante coletiva de imprensa realizada na sexta-feira, 17, a polícia apresentou a cronologia dos fatos com base em provas técnicas, como imagens de câmeras de segurança e dados de conexão de celulares.

Segundo a investigação, Silvana teria sido morta entre a noite e a madrugada de 24 de janeiro, dentro da própria residência. Registros indicam a presença de um Volkswagen Fox vermelho no local entre 20h33 e 20h41, momento em que um celular vinculado a Cristiano teria se conectado ao wi-fi da casa. Às 21h28, um Ford Ka branco, pertencente à vítima, entra no local e não sai mais. Às 23h32, o Fox retorna e deixa o endereço às 23h45, quando os celulares se desconectam da rede.

A polícia concluiu que os dois estiveram no imóvel ao mesmo tempo e que o crime ocorreu no local. Na madrugada do dia 25 de janeiro, o Fox volta rapidamente à residência por volta das 3h19.

As investigações apontam ainda que Cristiano teria utilizado inteligência artificial para simular a voz de Silvana e atrair o pai dela até a casa. Isail chega ao local às 16h28 do dia 25 de janeiro e, cerca de 20 minutos depois, apenas o suspeito deixa a residência. A mesma estratégia teria sido usada para acessar a casa dos pais da vítima, onde Dalmira estava. Desde então, o casal não foi mais visto.

“Foi um crime tão bem planejado. Percebemos que essa montagem para atrair os idosos já havia sido criada dias antes. Ele preparou um telefone para utilizar no crime e também pensou no pós-crime”, afirmou o delegado Diego Traesel.

Outras cinco pessoas também foram indiciadas por crimes como fraude processual, ocultação de cadáver e associação criminosa. De acordo com a polícia, não há indícios de participação delas nos homicídios, mas sim de atuação posterior.

“Não encontramos elementos de que os demais envolvidos tenham participado antes dos crimes. A conduta deles ocorreu no sentido de tentar isentar o Cristiano da suspeita”, disse o delegado Anderson Spier.

A Polícia Civil chegou a solicitar a prisão preventiva de três desses envolvidos, além de Cristiano, mas o pedido foi negado pelo Tribunal de Justiça.

A motivação do crime, conforme a investigação, estaria relacionada à disputa pela guarda do filho do suspeito com Silvana, além de questões financeiras envolvendo o patrimônio da família.

O inquérito reúne cerca de 20 mil páginas, com depoimentos, relatórios e análises que somam mais de 10 terabytes de dados. Foram apreendidos celulares, computadores e dispositivos de armazenamento, além do cumprimento de mandados de busca e apreensão e quebras de sigilo.

“Se criou a ideia de que sem os corpos não há prova, mas temos um conjunto robusto que aponta para a materialidade dos crimes, que pode ser demonstrada de forma indireta”, afirmou o delegado Anderson Spier.

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Policial

Justiça torna réu cardiologista investigado por abuso sexual contra pacientes em Taquara

Redação

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Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réu, na quinta-feira, 17, o cardiologista Daniel Pereira Kollet, investigado por suspeita de crimes sexuais contra pacientes em Taquara.

A decisão é do juiz Rafael Silveira Peixoto, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Taquara, e tem como base a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul. Com isso, o médico passa a responder formalmente ao processo.

Segundo o MP, Kollet é acusado de estupro de vulnerável. A Promotoria sustenta que as vítimas estavam em situação de vulnerabilidade circunstancial, devido à relação de confiança estabelecida entre médico e paciente durante os atendimentos.

De acordo com a denúncia, assinada pela promotora Silvia Inês Miron Jappe, os supostos abusos ocorreram durante consultas em consultório particular, quando as pacientes precisavam permanecer parcialmente despidas para a realização de exames cardiológicos. O Ministério Público afirma que o médico teria se aproveitado da condição profissional e da fragilidade das vítimas no contexto do atendimento.

O órgão também pediu à Justiça a condenação do réu ao pagamento de indenização às pacientes.

Na esfera policial, Daniel Pereira Kollet foi indiciado por violência sexual mediante fraude. Conforme o delegado Valeriano Garcia Neto, três inquéritos já foram concluídos e encaminhados ao Judiciário.

O número de possíveis vítimas que registraram ocorrência chega a 44, conforme atualização de quinta-feira , 17. Outras 20 mulheres também procuraram a polícia e avaliam formalizar denúncia.

A defesa do médico, representada pelo advogado Ademir Campana, não se manifestou ainda.

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Policial

Corpo de corretora morta em Florianópolis é liberado após um mês e será sepultado neste sábado em Canoas

Redação

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Foto: Redes Sociais

O corpo da corretora de imóveis gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas foi liberado para sepultamento mais de um mês após o crime que chocou o país. O velório está marcado para este sábado, 18, em Canoas.

A liberação ocorreu após a conclusão de exames realizados pela Polícia Científica de Santa Catarina, que confirmou por meio de DNA a identidade da vítima. O corpo havia sido encontrado em um córrego no município de Major Gercino, no dia 11 de março.

Segundo familiares, a espera foi marcada por angústia até a confirmação oficial. Nas redes sociais, parentes manifestaram alívio com a possibilidade de realizar o sepultamento e reforçaram o pedido por justiça.

De acordo com a Polícia Científica, o tempo até a liberação foi necessário para a análise genética, procedimento que busca garantir a identificação correta e preservar a dignidade da vítima e de seus familiares.

Natural de Alegrete, Luciani foi criada em Canoas. Ela deixa a mãe e irmãos. O pai morreu há cerca de 20 anos, também vítima de latrocínio.

Investigação

Três pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no crime, sendo um homem de 27 anos e duas mulheres, de 47 e 30 anos. Eles moravam no mesmo conjunto residencial que a vítima, em Florianópolis. Os nomes não foram divulgados.

Conforme o delegado Anselmo Cruz, responsável pelo caso, o corpo foi inicialmente avistado por moradores no dia 9 de março e retirado dois dias depois pelas autoridades.

A principal linha de investigação aponta que o crime tenha sido motivado por interesse financeiro. A polícia identificou compras realizadas em nome da vítima após o desaparecimento, incluindo eletrônicos e artigos esportivos.

A dinâmica e a causa da morte ainda não foram totalmente esclarecidas pelas autoridades.

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