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14/07/2024
 

Transporte

ÔNIBUS INSUFICIENTES: Sem Trensurb, ir à Porto Alegre virou desafio

Redação

Publicado

em

Marcelo Grisa
marcelogrisa@gmail.com

Os efeitos das enchentes de maio de 2024 ainda atingem os usuários dos sistemas de transporte público em Canoas. Muitos motoristas perderam seus carros, bem como trabalhadores de aplicativos. Mesmo com menos carros nas ruas, as alterações de trânsito geradas pela ação das águas tornaram alguns horários e locais mais movimentados que o normal.

Além disso, os serviços das estações da Trensurb até o Centro Histórico de Porto Alegre devem ser normalizados somente no ano que vem. Por fim, nem todas as linhas urbanas de ônibus da Sogal estão em atividade, mesmo com as passagens atualmente custeadas pela Prefeitura de Canoas. Algumas delas já foram retomadas desde o final de maio, como a São Luís-Ulbra, Machadinho e o circular C1.

Dessa forma, os ônibus canoenses estão com um fluxo muito maior de passageiros, incluindo pessoas que se deslocam para outras cidades da Região Metropolitana e do Vale dos Sinos.

Usuários insatisfeitos

A reportagem de O Timoneiro percorreu as rotas utilizadas hoje pelos canoenses para ir e voltar da capital gaúcha.

No N161 – Mathias Velho, da empresa Transcal, a linha foi colocada em funcionamento para suprir a falta das estações de trens urbanos. As reclamações dos usuários vão desde a lotação dos veículos, com pessoas ficando à espera dos próximos horários na saída da linha em Porto Alegre, sob o Viaduto da Conceição, até mesmo a ausência de alguns horários.

A autônoma Leontina Bueno ia da capital para Novo Hamburgo. “Deveria ter mais vias para a gente ir direto, com empresas das outras cidades ajudando”, afirmou.

Em nota, a Transcal afirmou que “opera o trecho com 327 viagens, o que atende e supre a demanda da Estação Mathias Velho.”

Alternativa metropolitana

Outra alternativa é a linha TM1, do Consórcio Metropolitano. Com itinerário que começa na Av. Rio Grande do Sul e final da linha na Estrada João Antônio da Silveira, no bairro Restinga, em Porto Alegre, é a principal via para quem vem das Zonas Sul e Norte da capital. Passa também por Cachoeirinha, Alvorada e Viamão.

Nicole Peuckert, moradora de Cachoeirinha, usa o TM1 para vir ao trabalho, em Canoas. Mesmo sem a mesma lotação fora do horário de pico, ela se atrasa para o trabalho todos os dias. “Mas o Cachoeirinha-Canoas [da Transcal] é ainda pior. Tentei pegar para voltar para casa, e o das 18h simplesmente não apareceu. Às 18h40min, a condução estava lotada”, lembrou.

Usuários também reclamam da falta de outras linhas, como o Fátima, ônibus urbano, e o intermunicipal Porto Alegre-Harmonia, que faz o caminho da capital passando pelo lado Oeste da cidade, em bairros como o Rio Branco e o Fátima.

Foto: Vanderlei Dutra/OT

Estado

Infraero deve ampliar voos nos aeroportos de Canela e Torres

Redação

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O governador Eduardo Leite assinou, na sexta-feira, 12, o documento que repassa para a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) a outorga de operação dos aeroportos de Canela e de Torres, terminais que eram operados pelo Estado.

A transferência se deu a partir de um compromisso da empresa pública federal de ampliar voos nesses dois aeroportos, após a gestão retornar à União. Uma reunião entre secretários estaduais e o presidente da Infraero, Rogerio Barzellay, ocorrida na sexta, no Palácio Piratini, alinhou os últimos detalhes técnicos.

“Enquanto não temos o aeroporto Salgado Filho reaberto, vamos fazer todo o esforço possível para qualificar a aviação nos terminais do interior”, disse o governador.

Conforme a Infraero, em ofício remetido ao Estado, a partir da retomada da gestão pela empresa da União, em 15 dias os aeroportos estarão aptos para operar voos regulares com transporte de até nove passageiros (Grand Caravan) por viagem em Canela e de até 72 passageiros (ATR-72) em Torres.

No documento, a Infraero prevê também que, em até 45 dias, serão viabilizados voos transportando até 165 passageiros (Airbus e Boeing) no aeroporto do Litoral Norte e 72 passageiros no terminal da Serra gaúcha.

Investimentos

O governo do Rio Grande do Sul aponta a necessidade de investimento de R$ 8,69 milhões para qualificação dos aeroportos de Canela e Torres, de modo a contribuir para a preparação da malha aérea do Estado em futuras crises meteorológicas.

Para manter os terminais em boas condições, o Executivo estadual também sugeriu que, com a retomada da outorga pela União, seja estudada a possibilidade de eles serem incluídos na política de concessões aeroportuárias, que tem assegurado fluxo de investimento necessário nos terminais que já foram objeto desse modelo de gestão.

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Transporte

Trensurb divulga detalhes sobre ônibus integrados entre estações Mathias Velho e Mercado

Redação

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Trensurb divulga detalhes sobre ônibus integrados entre estações Mathias Velho e Mercado

Com a recuperação do sistema de bilhetagem eletrônica do metrô, a Trensurb volta a efetuar a cobrança de sua tarifa normal, de R$ 4,50, nas 14 estações em operação a partir de sábado, 13.

Desse modo, a empresa também assume a responsabilidade pelo custeio do trajeto de ônibus entre a Estação Mathias Velho e a Estação Mercado, tornando a viagem até a capital mais barata para os usuários.

Como vai ser o trajeto

Os ônibus, devidamente identificados, farão o trajeto direto, sem paradas intermediárias e em ambos os sentidos, entre o terminal de integração da Estação Mathias Velho e o terminal Parobé, junto ao Mercado Público de Porto Alegre.

Horários

Do terminal da Estação Mathias Velho, a primeira partida dos coletivos será às 5h15 e a última, às 22h45. Do terminal Parobé, o primeiro ônibus sai às 5h30 e o último, às 21h10. A frequência das viagens dos coletivos será conforme a demanda de passageiros.

Não haverá cobrança de passagem nos ônibus, apenas na linha de bloqueios do metrô. Vale lembrar que os validadores nos bloqueios aceitam os sistemas de bilhetagem SIM, TRI e TEU, além da passagem unitária adquirida diretamente nas bilheterias da Trensurb.

Apenas 14 estações funcionando

Atualmente, o metrô está operando emergencialmente num trecho que inclui 14 estações, entre Canoas e Novo Hamburgo, com 18 minutos de intervalos entre viagens.

Para saber a respeito do plano de recuperação da Trensurb e das previsões de ampliação da operação para mais estações, acesse: trensurb.gov.br/noticias/trensurb-apresenta-plano-de-recuperacao-e-projeta-ampliacao-da-operacao.

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Transporte

Base aérea de Canoas funcionará 24h por dia

Redação

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Base aérea de Canoas funcionará 24h por dia

Com vistas a aumentar a conectividade aérea no Rio Grande do Sul após o fechamento do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, desde 3 de maio, o Governo Federal autorizou a Base Aérea de Canoas a ampliar o número de frequências semanais de voos, das atuais 49 para 87, passando a operar 24h por dia.

A distribuição dos novos horários de pousos e decolagens será realizada nesta quinta-feira, 11 de julho, pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

A data de início das novas operações depende ainda de ajustes na logística de transporte terrestre de passageiros e bagagens entre o Terminal de Passageiros do Aeroporto Salgado Filho e a Base Aérea de Canoas pela Concessionária Fraport Brasil, bem como da oferta de novos voos pelas companhias aéreas.

A autorização seguiu as diretrizes do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e foi viabilizada graças à parceria com a Força Aérea Brasileira (FAB), responsável pelo aeródromo de Canoas, em coordenação com a Anac.

Para autorizar novos voos na Base Aérea de Canoas, os intervalos de tempo entre os horários de pouso e decolagem precisaram ser reduzidos para 1h30m. A infraestrutura do aeródromo também passou por melhorias, implementadas pela Fraport e pelo Comando da Aeronáutica.

Em conjunto com as companhias aéreas e com a Concessionária Fraport, que administra as operações comerciais na Base Aérea de Canoas, o MPor e a Anac seguem trabalhando para ampliar a oferta de voos no local.

Início dos voos em Canoas

A viabilização de voos comerciais na Base Aérea de Canoas teve início em 9 de maio, após um amplo debate envolvendo órgãos do Governo Federal e os agentes do setor aéreo, quando foi estabelecida a malha aérea emergencial mínima para atendimento à população do Rio Grande do Sul.

Em um intervalo de poucas semanas e muito trabalho colaborativo por parte dos agentes envolvidos, foi autorizada a operação inédita e complexa em uma base militar, um marco para o setor aéreo brasileiro.

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