Saúde
Estados podem repassar vacinas da dengue para municípios antes que imunizantes passem da validade

O Ministério da Saúde voltou a ampliar o público-alvo da vacinação contra a dengue para evitar perdas de estoques de vacinas que estão próximas do vencimento.
Doses com validade até 30 de junho e 31 de julho poderão ser aplicadas, preferencialmente, em crianças e adolescentes de 6 a 16 anos e não apenas de 10 a 14 anos.
Mesmo assim, cidades como Canoas ainda não foram incluídas nos calendários de vacinação por conta dos critérios de seleção do governo federal priorizaram municípios com históricos de mais casos nos últimos dez anos. O município tem o maior número de casos no Estado, com mais de 5 mil ocorrências.
Em nota técnica, a pasta orienta que estados com municípios que ainda não foram contemplados com a vacina da dengue realizem, preferencialmente, o remanejamento das doses com vencimento próximo para essas localidades.
Já nos estados onde todos os municípios foram contemplados, as doses poderão ser aplicadas na faixa etária de 6 a 16 anos.
No documento, o ministério destaca ainda que, em casos onde os dois procedimentos forem comprovadamente insuficientes para esgotar as doses próximas do vencimento, a critério dos gestores municipais, a vacinação contra a dengue poderá ser estendida a pessoas de 4 a 59 anos, limite etário especificado na bula do imunizante Qdenga.
Para garantir a segunda dose, aplicada com intervalo de 90 dias, às pessoas que forem vacinadas com vacinas remanejadas dentro das recomendações feitas pela pasta, estados e municípios devem oficializar a estratégia escolhida por meio dos e-mails : dengue.cgici@saude.gov.br; pni@saude.gov.br; cgici@saude.gov.br.
O Ministério da Saúde reforçou que esta é uma estratégia temporária e excepcional, aplicada apenas para as vacinas que possuem prazo de validade até 30 de junho e 31 de julho de 2024.
Saúde
Anvisa suspende lote de dipirona da Hypofarma após identificar risco de contaminação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou, na quarta-feira, 8, o recolhimento de um lote de dipirona monoidratada 500 mg/mL, apresentado em caixas com 100 ampolas de 2 mL, produzido pela Hypofarma.
Além do recolhimento, o órgão também suspendeu a comercialização, distribuição e uso do lote 24112378 do medicamento em todo o país.
De acordo com a Resolução (RE) 1.380/2026, a decisão foi tomada após a confirmação de desvio de qualidade, identificado pela presença de material particulado não dissolvido e estranho à formulação do produto.
Saúde
Canoas promove mutirão para zerar fila de espera por consultas vasculares

A aposentada Rosane dos Santos Ramalho, de 67 anos, aguardava desde 2019 por uma cirurgia de varizes para aliviar as dores constantes nas pernas. Moradora do bairro Igara, ela foi atendida por um especialista nesta quarta-feira, 8, e deve realizar o procedimento nos próximos dias.
Rosane integra um grupo de mais de cinco mil pessoas que aguardam por consultas vasculares no município. A expectativa é de que essa demanda reprimida seja atendida por meio de um mutirão de consultas, iniciado nesta semana, com o objetivo de zerar a fila de espera.
As consultas ocorrem às segundas, quartas e sextas-feiras, na clínica Previsa, no bairro Nossa Senhora das Graças. São atendidos 20 pacientes por dia. Para a secretária-adjunta da Atenção Hospitalar, Daniela Oliveira, o mutirão representa muito mais do que números.
“É cuidado, dignidade e respeito com cada pessoa que aguardava por atendimento. Zerar uma fila de mais de 5 mil pacientes é devolver qualidade de vida e garantir que a saúde chegue a quem mais precisa, no tempo certo”, destaca.
De acordo com o cirurgião vascular Abud Homsi Neto, estão sendo realizados atendimentos a pacientes com doenças vasculares, como varizes e trombose, e doenças arteriais.
“Esse mutirão tem sido muito importante porque temos uma quantidade imensa de pacientes na fila, pessoas que estão há até oito anos aguardando por uma consulta com vascular”, explica.
Segundo o especialista, primeiramente é feita a consulta para analisar os exames já realizados pelo paciente.
“A partir daí a gente vê o tipo de tratamento necessário, se é o tratamento clínico ou se é caso cirúrgico. Havendo necessidade, já encaminhamos também para a cirurgia, para tentar a resolutividade o mais rápido possível aos casos desses pacientes, que estão na fila de espera há muito tempo”, completa.
Na fila de espera por uma consulta desde 2022, a aposentada Leonira Webber, 78, aprovou o mutirão.
“Tenho dois aneurismas que interferem muito no meu dia a dia. Preciso estar sempre me cuidando, não posso fazer força, estou sempre cansada. Espero resolver o meu problema e ter mais qualidade de vida. Estou esperando há bastante tempo por isso”, diz.
Saúde
Canoas assina ordem de início da reforma da UPA Rio Branco

Na tarde de segunda-feira, 6, a Prefeitura de Canoas assinou a ordem de início das obras de reforma da UPA Rio Branco, uma das unidades de saúde mais afetadas pela enchente de maio de 2024. O investimento previsto é de R$ 2,6 milhões, com recursos do Ministério da Saúde, e o prazo de execução estimado é de cerca de 10 meses.
Durante a inundação, mais de 50% do município foi atingido, e o pavimento térreo da UPA ficou completamente alagado, com água chegando a 2,40 metros de altura. Após intervenções emergenciais, a unidade retomou parcialmente o funcionamento, mas com capacidade reduzida, afetando o atendimento à população.
A reforma inclui a recuperação estrutural da unidade, readequação dos ambientes, melhorias nas instalações elétricas, hidráulicas e de climatização, além da substituição de equipamentos danificados. A expectativa é que, ao término das obras, a UPA volte a operar com capacidade total de atendimento.
O prefeito Airton Souza destacou a importância da obra para o município.
“Essa reforma representa o nosso compromisso em cuidar das pessoas e garantir um atendimento de saúde mais digno para a população. Estamos recuperando uma estrutura essencial que foi duramente atingida pela enchente, e isso faz diferença tanto para os pacientes quanto para os profissionais que atuam diariamente na unidade. É um investimento que melhora as condições de atendimento e também o ambiente de trabalho das equipes”, afirmou.
A secretária de Projetos e Captação de Recursos, Daniela Fontoura, destacou a importância do início da obra para o município.
“A assinatura da ordem de serviço marca um passo importante na recuperação da UPA Rio Branco, que foi muito afetada pela enchente. A partir de agora, iniciamos uma obra que vai impactar diretamente a população, garantindo melhores condições de atendimento e mais qualidade nos serviços de saúde”, disse.
A secretária municipal de Saúde, Ana Boll, reforçou a necessidade da obra e orientou a população durante o período de reforma.
“A UPA entra em reforma a partir de hoje e será totalmente reestruturada, já que teve sua estrutura comprometida pela enchente. Durante esse período, a população deve procurar as outras unidades, como a UPA Liberty, na Caçapava, a UPA Boqueirão e também a unidade Niterói, que seguirá funcionando normalmente”, disse.

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