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14/02/2026
 

Saúde

Especialistas reforçam prevenção contínua contra dengue no Sul do país

Redação

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Especialistas alertam que, apesar da redução nos casos de dengue no Sul do Brasil, a região continua vulnerável à circulação do Aedes aegypti. A combinação entre períodos de calor e chuvas intensas mantém o risco elevado, exigindo vigilância contínua por parte da população e das autoridades de saúde.

Nos últimos anos, eventos climáticos extremos, como as enchentes registradas no Rio Grande do Sul em 2024 e no Paraná em 2025, ampliaram as condições favoráveis à proliferação do mosquito. Segundo o infectologista da Hapvida, Rafael Mialski, a presença de água acumulada em ambientes urbanos favorece o desenvolvimento do vetor mesmo em regiões historicamente mais frias.

“A combinação de clima moderado com água parada facilitou a multiplicação do mosquito em uma área antes considerada menos vulnerável devido às temperaturas mais baixas”, afirma.

De acordo com Mialski, reconhecer os sinais da dengue é fundamental para evitar complicações. O especialista explica que sintomas respiratórios, como dor de garganta, tosse ou congestão nasal, não são típicos da doença.

“A dengue causa principalmente dor intensa no corpo, febre alta e a chamada dor retro-orbitária, atrás dos olhos, um dos sinais mais característicos”, destaca.

“O que mais se destaca é a dor de cabeça atrás dos olhos, a chamada dor retro-orbitária, um dos sinais mais típicos da dengue, além da vermelhidão no corpo, que geralmente não aparece nos resfriados comuns, e a febre alta, que é menos comum nas viroses mais leves”, completa o especialista.

Sintomas exigem atenção imediata

O paciente deve procurar atendimento assim que surgirem os primeiros sintomas, para receber orientação adequada e realizar o diagnóstico diferencial com outras doenças. O infectologista reforça que, após a reclassificação das formas graves da dengue, não é necessário, nem recomendado, esperar por sangramentos para buscar ajuda, já que esse é apenas um dos possíveis sinais de complicação. Dor abdominal intensa, vômitos persistentes, desmaios e outros sintomas de alerta costumam surgir justamente quando a febre desaparece, criando uma falsa impressão de melhora. Por isso, esse é um momento crítico que exige atenção. Além disso, sangramentos espontâneos na gengiva, urina ou pele também indicam risco e devem levar o paciente a procurar assistência médica imediatamente.

Prevenção segue como principal estratégia

A dengue é uma arbovirose, termo que depende de um vetor – neste caso, o mosquito. Portanto, todas as condições que favorecem a proliferação do Aedes aegypti aumentam a circulação do vírus. Locais com acúmulo de água parada, como vasos, piscinas, caixas-d’água e calhas, representam um risco elevado. Para se precaver, é recomendado tampar ralos e limpar calhas com frequência, tratar piscinas, colocar terra nos pratinhos de vaso e até mesmo redobrar a atenção para as plantas que podem acumular água. Além disso, repelentes, telas nas janelas, roupas com mangas e calças compridas reduzem drasticamente o risco de infecção, segundo Mialski.

Dessa forma, conhecer os sintomas da dengue e identificá-la, tanto em suas formas leves quanto graves, tornou-se parte importante da rotina. Nesse cenário, a prevenção por meio do combate ao mosquito é a estratégia mais eficaz no enfrentamento da doença.

Em casos mais leves, o paciente pode recorrer a uma avaliação inicial por meio de teleconsulta. O atendimento traz comodidade e praticidade sem a necessidade de deslocamento. De acordo com as particularidades do quadro clínico, o manejo será orientado pelo médico responsável.

Atualmente, a Hapvida oferece mais de 20 especialidades médicas disponíveis nos canais de atendimento, como clínicos gerais, infectologistas e pediatras. Em casos nos quais não há emergência médica, a teleconsulta se adequa perfeitamente. Porém, diante de sintomas mais graves, não se deve deixar de procurar o serviço presencial de saúde.

Sobre a Hapvida

Com 80 anos de atuação, a Hapvida é considerada a maior empresa de saúde integrada da América Latina. A companhia atende 16 milhões de beneficiários por meio de uma rede que inclui 86 hospitais, 78 prontos atendimentos, 363 clínicas e 305 centros de diagnóstico. Segundo a empresa, o modelo integrado busca ampliar a qualidade e o acesso à assistência em todas as regiões do país.

Saúde

Simers diz que Centro Obstétrico do HU de Canoas suspendeu atendimentos por falta de médicos até 19h desta terça-feira, 11

Redação

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Simers diz que Centro Obstétrico do HU de Canoas suspendeu atendimentos por falta de médicos até 19h desta terça-feira, 11

Segundo informações do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), o Centro Obstétrico do Hospital Universitário de Canoas teve os atendimentos temporariamente suspensos até as 19 horas desta quarta-feira, 11, devido à insuficiência de médicos nas escalas de plantão. A interrupção, de acordo com a nota, ocorreu após a ausência de profissionais para a troca de turno, o que levou os médicos que já estavam em serviço a permanecerem além do horário previsto.

Ainda de acordo com informações enviadas pelo Simers, a decisão foi tomada com orientação da entidade, que ofereceu respaldo ético e jurídico aos profissionais envolvidos. Diante da situação, a administração hospitalar optou por suspender temporariamente os atendimentos no setor, mantendo os médicos em regime de sobreaviso para casos de emergência.

De acordo com o sindicato, os profissionais vinham relatando de forma recorrente falhas na cobertura dos plantões e encaminharam alertas formais à gestão hospitalar sobre possíveis riscos assistenciais. Conforme a entidade, não teriam sido adotadas medidas efetivas para solucionar o problema.

Com orientação do Simers, os médicos registraram boletim de ocorrência e acionaram a Comissão Técnica da instituição. A diretora do sindicato, Denise Afonso, afirmou que os profissionais não podem ser responsabilizados por falhas estruturais da gestão. “Nossa atuação é para proteger o profissional e, ao mesmo tempo, preservar a segurança do paciente”, declarou.

A crise ocorre em meio a uma transição na gestão das escalas médicas. A empresa MedIntegra deixou de atuar no hospital em 1º de fevereiro, e a nova prestadora de serviços, Promed, ainda em fase de negociação, tem previsão de assumir o atendimento em 1º de março. O intervalo entre as contratações teria contribuído para a redução progressiva do número de médicos nas escalas.

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Saúde

Rede Básica de Saúde de Canoas passa a oferecer implante contraceptivo hormonal gratuito

Redação

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A partir do dia 23 de fevereiro, a rede de atenção básica à saúde de Canoas começará a disponibilizar gratuitamente o implante contraceptivo subdérmico Implanon. O método é considerado um dos mais confiáveis, com índice de falha de apenas 0,05%, superando até procedimentos como laqueadura e vasectomia.

O implante poderá ser usado por meninas e mulheres entre 14 e 49 anos. Para receber o serviço, é necessário agendar a colocação na Unidade Básica de Saúde de referência, após avaliação médica.

Além de prevenir a gravidez, o Implanon auxilia no tratamento de endometriose, adenomiose, miomas e sangramentos uterinos irregulares. Também contribui para reduzir cólicas e sintomas de TPM. O dispositivo pode ser removido a qualquer momento, e a fertilidade retorna rapidamente após a retirada.

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Saúde

HU de Canoas passa a integrar programa federal que amplia cirurgias especializadas pelo SUS

Redação

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HU de Canoas passa a integrar programa federal que amplia cirurgias especializadas pelo SUS

O Hospital Universitário (HU) de Canoas começou a executar, nesta sexta-feira, 6, as ações do programa federal Agora Tem Especialista, voltado à ampliação do acesso a procedimentos cirúrgicos especializados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa prevê a realização de mais de 1,6 mil cirurgias na instituição, com foco na redução das filas de espera.

A adesão ao programa ocorre por meio de parceria com o Grupo Hospitalar Conceição (GHC) e contempla áreas com grande demanda reprimida, como cirurgia geral, vascular, dermatológica, urológica, oftalmológica e ginecológica. A expectativa é acelerar o atendimento de pacientes que aguardam por cirurgias eletivas.

A implantação do programa no HU foi marcada por um ato institucional com a presença de autoridades municipais e representantes das entidades envolvidas. Participaram do evento o prefeito Airton Souza, a secretária municipal de Saúde, Ana Boll, o CEO da Associação Saúde em Movimento (ASM), Cláudio Vitti, a superintendente da entidade, Tatiani Pacheco, e o presidente do GHC, Gilberto Barrichello. No primeiro dia de execução, foram realizados cinco procedimentos cirúrgicos.

Segundo informações do GHC, o Hospital Universitário de Canoas é o primeiro hospital da Região Sul a iniciar a segunda modalidade do programa. No Rio Grande do Sul, a previsão é de que mais de 4 mil cirurgias sejam realizadas nos próximos três a quatro meses, considerando todas as unidades participantes.

A Secretaria Municipal de Saúde destacou que o programa amplia a capacidade do hospital para atender pacientes que aguardam cirurgias eletivas, sem comprometer os serviços já prestados, como atendimentos de urgência, centro obstétrico e unidades de terapia intensiva.

De acordo com a Associação Saúde em Movimento, os primeiros procedimentos realizados no HU por meio do programa foram enxertos de pele e cirurgias dermatológicas de média e baixa complexidade. A meta é executar 1.637 procedimentos no prazo de até 180 dias, priorizando moradores de Canoas que aguardam há mais tempo por atendimento.

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