Economia
Decreto reduz a zero IPI de produtos doados ao Rio Grande do Sul

Entrou em vigor um decreto presidencial que reduz a zero as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que incide sobre produtos doados ao Rio Grande do Sul e municípios gaúchos que estejam em estado de calamidade pública decorrente das enchentes que assolaram o estado.
Segundo o documento, será necessário que conste das notas fiscais de saída dos produtos doados a expressão “saída com redução de alíquota do IPI”.
Também é necessário que a nota identifique, como destinatário, o governo do estado do Rio Grande do Sul, inscrito no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) sob o número 87.934.675/0001-96; e o endereço Praça Marechal Deodoro, sem número, Palácio do Piratini, Porto Alegre/RS.
No caso dos produtos doados aos municípios, é necessário constar – como destinatário – o nome da cidade beneficiada pela doação, acompanhado do número de inscrição no CNPJ e de seu endereço.
Apoio ao estado
Em nota, o Palácio do Planalto informou que o decreto é mais uma das medidas adotadas pelo governo federal em apoio ao estado – decisões que já resultaram, desde o fim de abril, em um aporte de R$ 85,7 bilhões ao Rio Grande do Sul, tendo como destino estado, municípios e famílias.
“A mobilização federal envolveu, num primeiro momento, ações de salvamento e ajuda humanitária, acolhimento em abrigos e segurança alimentar por meio de cestas de alimentos. Paralelamente, houve o acionamento de toda uma logística para garantir a chegada de donativos de todo o país com auxílio das Forças Armadas e dos Correios para auxiliar o estado e os municípios no restabelecimento de serviços essenciais, como energia elétrica, internet, desbloqueio de estradas, recuperação de encostas e estruturas, drenagem de áreas alagadas”, detalhou o Planalto.
Economia
BRDE se reúne com secretário da Reforma Tributária

O diretor-presidente do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Ranolfo Vieira Júnior, esteve nesta terça-feira, 1º, em Brasília, em reunião com o secretário Extraordinário da Reforma Tributária, Bernard Appy.
O encontro teve como pauta o Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR), previsto na reforma tributária para apoiar investimentos em infraestrutura e desenvolvimento econômico nos estados.
Para o presidente Ranolfo, o FNDR será um mecanismo importante para impulsionar o crescimento sustentável das regiões e reduzir desigualdades.
“O BRDE tem um histórico de apoio ao desenvolvimento sustentável da região Sul, e queremos garantir que o FNDR seja um mecanismo eficiente para fortalecer a infraestrutura, inovação e competitividade dos estados. Estamos acompanhando de perto esse processo para que os recursos sejam bem distribuídos e atendam às necessidades das regiões”, destacou.
O encontro, no Ministério da Fazenda, contou também com a participação do diretor Administrativo do BRDE, Heraldo Alves das Neves, e do diretor Executivo da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), André Godoy.
Assembleia Geral da ABDE e lançamento da Agenda Parlamentar 2025
Ainda em Brasília, Ranolfo e Heraldo, que também ocupa o cargo de 2º vice-presidente da ABDE, participaram da Assembleia Geral Ordinária da associação. Entre os temas debatidos estiveram a Agenda Legislativa 2025, a proposta de alteração do Estatuto da ABDE e o calendário de eventos para o próximo ano.
“A ABDE desempenha um papel essencial na articulação de políticas voltadas ao desenvolvimento sustentável do país, e esses encontros são estratégicos para o alinhamento das instituições que compõem o Sistema Nacional de Fomento. Discutir pautas como a Agenda Legislativa e o planejamento do ano é fundamental para fortalecer nossa atuação conjunta e garantir mais eficiência na destinação de recursos para o desenvolvimento do país”, destacou Heraldo.
A direção do BRDE também esteve presente no lançamento da Agenda Parlamentar 2025, promovido pela Frente Parlamentar Mista de Apoio ao Sistema Nacional de Fomento para o Financiamento ao Desenvolvimento (FPSNF), realizado na Câmara dos Deputados.
O evento reuniu lideranças políticas e representantes do setor financeiro para discutir diretrizes e prioridades para o próximo ciclo legislativo, reforçando o compromisso do BRDE com o desenvolvimento regional e o fortalecimento da economia.
Economia
BRDE supera R$ 21,5 bilhões em carteira de crédito após crescer mais de 20% em 2024

Após fechar 2024 muito próximo dos R$ 6 bilhões (R$ 5,970 milhões) em novos financiamentos, o maior volume já registrado desde sua fundação, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) superou a marca de R$ 21,5 bilhões no saldo de operações de crédito, com crescimento de 20,6% na comparação ao ano anterior.
Com essa forte expansão da sua carteira, o ativo total do banco registrou um avanço ainda mais expressivo, de 21,3%, chegando a R$ 25,6 bilhões. Os números consolidam o BRDE como a segunda maior instituição de fomento do país, atrás apenas do BNDES, e a maior em termos de atuação regional.
Os resultados constam do balanço financeiro divulgado nesta segunda-feira, 31, e indicam que o lucro líquido do banco fechou em R$ 472,5 milhões, representando uma redução de 8,6% em comparação a 2023.
Mesmo assim, trata-se do segundo melhor resultado operacional da série histórica, impactando num crescimento de 9,6% no patrimônio líquido do banco (R$ 4,96 bilhões), o que permite maior capacidade financeira para novas captações de recursos e novas linhas de crédito.
“Diante de um ano de enormes desafios, desde o esforço para viabilizar um volume tão expressivo em novos financiamentos e passando pela urgência em apoiar os setores mais afetados pelos desastres climáticos, os resultados são positivos em todos os aspectos. Mas acima de tudo, reforçam o nosso papel estratégico para o crescimento da economia em todo o Sul do Brasil”, destacou o diretor-presidente do BRDE, Ranolfo Vieira Júnior.
Outro indicador positivo que demonstra a gestão sólida e que está expresso no balanço, prossegue o presidente, está na manutenção do índice extremamente baixo de inadimplência, que ficou em 0,64%, mantendo o patamar do ano anterior.
“Sinaliza que o banco oferece crédito, mas igualmente presta assessoria para que o projeto financiado tenha êxito”, acrescentou. Ranolfo lembra ainda que no ano passado o BRDE prorrogou o pagamento de parcelas por parte das empresas atingidas pelas enchentes, justamente para garantir a retomada das atividades e preservar empregos.
Diversificação
Além de seguir operando em parceria com as principais instituições financeiras internacionais, um destaque, a partir da política de diversificação de fundings, foi a captação de recursos no mercado de capitais. A partir de 2024, o BRDE passou a operar através das Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), das Letras Financeiras (LF) e das Letras de Crédito de Desenvolvimento (LCD), alcançando investidores do varejo por meio de corretoras e gestoras de ativos.
Ao todo, foram R$ 683,7 milhões captados através dos títulos de renda fixa, com o BRDE sendo pioneiro como a primeira instituição do país a realizar a emissão de LCD.
Como principal parceiro, o Sistema BNDES respondeu por 52,7% dos recursos destinados a novos financiamentos ao longo do ano passado. Já as contratações com recursos de parcerias internacionais representaram 11,6% do total.
Setores
Houve avanço no financiamento para os principais setores econômicos da região Sul, em especial para o agropecuário, com crescimento de 17,4% ao alcançar R$ 1,934 bilhão em novos contratos.
Comércio e serviços ficaram num patamar muito próximo (R$ 1,917 bilhão / 6,5% maior que 2023) e a indústria teve um total de R$ 1,409 bilhão, subindo 15,5% na comparação ao ano anterior. Os investimentos em infraestrutura caíram 38,2% e ficaram em R$ 709 milhões.
Se for considerada toda a cadeia do agronegócio, que abrange cooperativas de produção, produtores rurais de diferentes portes e agroindústrias, o BRDE destinou um total de R$ 2,8 bilhões em 2024. Com o apoio do banco, especificamente as cooperativas agroindustriais destinaram mais de R$ 1,1 bilhão em projetos de expansão e modernização de suas unidades.
Inovação
Principal referência no financiamento ao ecossistema de inovação no Sul do país, o BRDE alcançou R$ 751,1 milhões em crédito para o setor. O banco lidera o ranking nacional em repasses de recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o volume registrado no ano passado representou um crescimento de 12,5%.
Os financiamentos em inovação tiveram uma subida vertiginosa a partir da pandemia: em 2021, o volume de crédito para o setor foi de apenas R$ 37 milhões.
Porte
Os financiamentos concedidos a micro e pequenas empresas (MPE) somaram R$ 799 milhões, enquanto os destinados a produtores rurais atingiram R$ 1,2 bilhão (crescimento de 44% em relação a 2023).
Além disso, as contratações de crédito com prefeituras registraram um crescimento significativo nos últimos dois anos, totalizando R$ 476 milhões em 2024. Os financiamentos para empresas grandes (R$ 2,658 bilhões) e médias (R$ 825 milhões), tiveram pequenos recuos no volume de empréstimos.
O destaque em termos de contratações ficou, mesmo, com os produtores rurais, que alcançaram 78,2% entre mais de 13 mil financiamentos aprovados, seguidos dos micro e pequenos empresários (18,75%). Essa maior capilaridade na atuação do BRDE se deve pelo volume de operações indiretas efetivadas em 2024, através das instituições parceiras, como as cooperativas de crédito, que totalizaram R$ 1,5 bilhão.
Na avaliação do diretor de Planejamento, Leonardo Busatto, a presença cada vez mais forte do BRDE se deve em muito pelo fortalecimento das parcerias.
“De um lado, buscando ampliar nossas fontes para fazer frente à demanda por um modelo de crédito cada vez mais comprometido com a inovação e a sustentabilidade. Mas para chegar na ponta e ter os impactos positivos, tanto econômicos quanto sociais, é importante termos ferramentas que permitam o acesso ao financiamento”, observou Busatto.
Apoio nas enchentes
Um exemplo desta atuação indireta do BRDE foi o lançamento do Em Frente RS, programa destinado a apoiar a retomada dos setores fortemente impactados pela enchente de maio no Rio Grande do Sul. Ao todo, 797 empresas foram contempladas pela linha emergencial, com a liberação de pouco mais de R$ 254 milhões para empreendimentos situados em municípios em calamidade pública.
Os empreendimentos com atuação nas regiões do Vale do Taquari, Serra e área metropolitana de Porto Alegre lideraram a busca pelo programa.
O banco
Com mais de 42 mil clientes, o BRDE está presente em 96,4% dos municípios nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná (são 1.148 municípios com projetos apoiados). Além de ser o segundo maior banco de fomento do país, o ranking do Banco Central classifica o BRDE entre as 30 maiores instituições financeiras do Brasil, considerando a carteira de crédito entre todos os bancos públicos e privados.
Ainda em 2024, o BRDE consolidou sua atuação alinhada à agenda da sustentabilidade. Dos quase R$ 6 bilhões de operações contratadas no ano passado, um total de R$ 4,9 bilhões foi destinado para projetos com vínculo direto a pelo menos um dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). O montante representa 82% do volume de financiamentos com impacto direto em metas que vão desde a produção sustentável de alimentos até a transição energética.
Economia
Semana de Economia Solidária acontece no Calçadão de Canoas; confira programação

A Prefeitura de Canoas, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação (SMDEI), promove a Semana de Economia Solidária. A programação teve início na tarde de segunda-feira, 24, no Calçadão do Centro, com a divulgação e exposição de produtos da Ecosol.
Ainda foram entregues mimos à comunidade que transitava naquela região da cidade. A iniciativa possui ainda duas palestras agendadas – uma delas sobre Comunicação e Vendas, na terça; e outra de Empreendedorismo Digital, na quarta-feira. O último dia de programação ocorre na quinta-feira (27) com roda de conversa e entrega de certificado de participação – mediante 75% de frequência nos eventos com folha de presença assinada.
O secretário adjunto da SMDEI, Odavir de Melo Júnior, o Juninho, destaca a importância da programação.
“A Semana da Economia Solidária é um evento que visa incentivar, capacitar e fomentar o empreendedorismo, promover a inclusão social, gerar emprego e renda, assim como fortalecer e dinamizar a economia popular e solidária. Uma forma de fomento e com o objetivo de levar a todos os canoenses essa nossa cultura, que é de um trabalho tão único e singular das artesãs e também das cozinheiras da Economia Solidária”, disse.
Programação:
Segunda-feira (24)
14h às 17h – Divulgação da ECOSOL e exposição dos produtos, e distribuição de mimos
Local: Calçadão
Terça-feira (25)
15h – Palestra Venda com arte – Dominando a comunicação nas vendas de artesanato.
Palestrante: Cíntia Miguel Kaefer
Local: Biblioteca Unilasalle, no 4º andar
Quarta-feira (26):
15h – Recepção: café e bolachas
16h – Palestra: Empreendedorismo Digital
Palestrante: Lucas Vital.
Local: Uniasselvi (Polo Calçadão)
Com certificado e sorteio de brindes
Quinta-feira (27):
14h – Roda de Conversa. Liga do Câncer de Mama de Canoas e da Economia Solidária.
Entrega de certificado de participação na Semana.
15h – Encerramento da Semana da Economia Solidária de Canoas e coffee break
Local: Auditório Sady Schwitz (Prefeitura)
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