Cultura
CARNAVAL RIO: União de Maricá é destaque na primeira noite de desfiles da série ouro

Por Daniela Uequed e Douglas Angeli – em colaboração com Rádio Alerj
A Marquês de Sapucaí recebeu as primeiras oito escolas da série ouro na sexta-feira, 10, abrindo os desfiles do segundo grupo do carnaval carioca. Estreante em um sambódromo que completa 40 anos em 2024, a União de Maricá realizou o melhor desfile da noite.
A escola subiu da série prata no ano passado e recebeu grande aporte financeiro para trazer sua comunidade com boas alegorias e fantasias, cujo enredo prestou homenagem ao sambista Guaracy Sant’anna, o Guará, autor de sambas como Sorriso Aberto – sucesso na voz de Jovelina Pérola Negra. Com um abre-alas acoplado, a escola mostrou imponência e bom acabamento no conjunto alegórico.

Foto: Daniela Uequed/O Timoneiro
Parque Acari, Império da Tijuca e Vigário Geral

Foto: Daniela Uequed/O Timoneiro
A primeira a desfilar foi outra estreante no sambódromo, a União do Parque Acari, que homenageou os 50 anos do bloco afro-baiano Ilê Aiyê. A escola fez um desfile acima da expectativa, com e boa evolução e harmonia e um bom conjunto de alegorias e fantasias – apesar de parte das esculturas terem sido resultado de reaproveitamento de desfiles passados de outras escolas.
Na sequência, o tradicional Império da Tijuca ingressou na avenida para exaltar a vida e obra da cirandeira Lia de Itamaracá, que recentemente completou 80. Lia foi o mote para a escola falar da cultura da ciranda, popular no estado de Pernambuco. Falta de elementos nas fantasias de algumas alas, abertura de buracos na evolução e dificuldades na harmonia foram os pontos negativos da escola, prejudicada também por um princípio de incêndio na última alegoria.
Já a Acadêmicos de Vigário Geral fez referência à cidade cearense de Maracanaú e sua grande festa de São João, realizando um desfile esteticamente abaixo das demais, com muitos problemas de acabamento nas alegorias e dificuldades de harmonia.

Foto: Daniela Uequed/O Timoneiro
Inocentes e Estácio de Sá
A Inocentes de Belford Roxo desfilou com um ótimo enredo, desenvolvido pelos carnavalescos Cristiano Bara e Marco Falleiros, sobre o comércio popular no Rio de Janeiro desde a época das pinturas de Jean-Baptiste Debret até o atual comércio de rua em locais tradicionais como Madureira. Houve referência, em um tripé, ao apresentador Sílvio Santos, que na juventude trabalhou como camelô. A escola realizou um bom desfile, com um bom conjunto de alegorias e fantasias.
A Estácio de Sá, herdeira da primeira escola de samba, a Deixa Falar, fundada em 1928, tratou de ancestralidade afro-brasileira em um grande desfile. O tamanho da escola e as dificuldades de evolução, no entanto, resultaram no estouro de um minuto no tempo de desfile. A comissão de frente já deu o tom do desfile ao fazer referência aos pretos velhos, seguido de uma excelente apresentação do casal de mestre-sala e porta-bandeira, Feliciano Júnior e Thaís Romi e de um abre-alas imponente, apesar de alguns problemas de acabamento.
Niterói e Unidos da Ponte
Após o bom desfile da União de Maricá, a Acadêmicos de Niterói se apresentou com enredo sobre os catopês, festa tradicional da região de Montes Claros, norte de Minas Gerais. O desfile, entretanto, apresentou pouca densidade narrativa no desenvolvimento do tema, com setores repetitivos e teve desempenho apenas médio em seus quesitos.
A última escola a desfilar foi a Unidos da Ponte, com enredo sobre o dendê e sua relação com a religiosidade afro-brasileira. Com um belo samba e bom canto das alas, a escola fez um desfile com aproveitamento de esculturas de desfiles de outros anos, mas bem ressignificados conforme a proposta do enredo.
O mesmo ocorreu com as fantasias, gerando desequilíbrio na estética das alas. Ficou para o sábado a grande expectativa da série ouro, com os desfiles de escolas tradicionais e favoritas ao título, como Unidos de Padre Miguel, São Clemente, União da Ilha do Governador e Império Serrano.

Foto: Daniela Uequed/O Timoneiro
Cultura
Casa de Artes Villa Mimosa abre calendário de exposições de 2026 com mostra de Alice Rossoni

A Casa de Artes Villa Mimosa iniciou o calendário de exposições de 2026 com a mostra da artista Alice Rossoni. A exposição reúne obras produzidas pela artista de 17 anos e permanece aberta à visitação por 30 dias no espaço cultural.
A Villa Mimosa mantém programação ao longo de todo o ano e recebe exposições de artistas interessados em apresentar seus trabalhos ao público. O local é voltado à difusão cultural e ao incentivo às artes visuais.
Segundo Alice Rossoni, o projeto começou no fim de 2024, a partir da produção de pinturas com peixes e de pesquisas sobre o peixe beta, espécie comum em aquários.
“A ideia de fazer essa exposição surgiu no fim de 2024, quando comecei a pintar muitos peixes e a pesquisar mais sobre os peixes betas, que são peixes de aquário. A partir disso, passei a usar a arte como uma crítica social. Com o tempo, todo o contexto foi se modificando, porque eu olhava para a parede e me via ali: eles tinham minha alma, minha personalidade, meus medos e inseguranças”, afirmou a artista.
A gestora da Casa de Artes Villa Mimosa, Rosangela Cardoso, destacou o papel do espaço no cenário artístico.
“Aqui é um espaço tanto para artistas já renomados quanto para aqueles que estão começando agora. A casa é um nome extremamente importante para o currículo”, declarou.
Cultura
Dança Swag 2025 celebra a força feminina em espetáculo com mais de 80 bailarinos

O palco do Anfiteatro Padre Werner, em São Leopoldo, será tomado pela arte e pela homenagem à mulher na noite de sábado, 20, a partir das 19h. O Swag Dance Studio, de Canoas, apresenta o espetáculo “Dança Swag 2025 – E.V.A. | Ela Vibra Arte”, reunindo mais de 80 bailarinos em uma produção que mistura dança, teatro e canto ao vivo.
Com duração de 1h30, a performance vai além do entretenimento, utilizando a arte como ferramenta de reflexão sobre a história, as lutas e as conquistas femininas. O roteiro passeia por diferentes áreas da cultura e da ciência, trazendo à tona nomes marcantes do cinema, da música e do feminismo.
Um dos destaques do espetáculo é o bloco “Ela Resiste”, que revisita a história de Anne Frank por meio da dança contemporânea. O objetivo do E.V.A. é também evocar figuras como Frida Kahlo e Anita Garibaldi, convidando o público a reconhecer e refletir sobre a trajetória feminina.
O diretor e roteirista da produção, Matheus Costa, CEO do Swag Dance Studio, explica a inspiração por trás do tema:
“Venho de uma família majoritariamente feminina e hoje, com um estúdio composto por 95% de mulheres, observo de perto a força e a resiliência das mulheres. O Dança Swag deste ano nasceu desse lugar: de fazer uma grande homenagem a tudo que as mulheres enfrentaram e conquistaram, transformando o palco em um espelho que reflete o poder e a história feminina.”
Serviço:
Espetáculo: Dança Swag 2025 | E.V.A – Ela Vibra Arte
Data e horário: Sábado, 20 de dezembro de 2025, às 19h (abertura às 18h)
Local: Anfiteatro Padre Werner (Unisinos), Av. Unisinos, 950 – Cristo Rei, São Leopoldo/RS
Ingressos: Disponíveis no TicketCenter, sem taxa administrativa. Opção de Ingresso Solidário mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível. Compre aqui https://www.eticketcenter.com.br/eventos/danca/danca-swag-2025-eva-ela-vibra-arte/20-12/19-00/
Cultura
Guajuviras recebe hoje sessão gratuita do CineSolar, cinema movido a energia solar

O bairro Guajuviras, em Canoas, recebe nesta terça-feira, 2, a 9ª edição do CineSolar, primeiro cinema itinerante do país movido a energia solar. A partir das 18h30, a Praça da Contel será palco de exibições de curtas ambientais e do filme nacional Saneamento Básico, o Filme. A programação é aberta ao público, com distribuição de pipoca e recursos de acessibilidade.
O projeto é viabilizado pela Lei Rouanet, com patrocínio da CPFL RGE e apoio do Instituto CPFL e da Prefeitura de Canoas, por meio da Secretaria de Cultura. A realização é da Brazucah Produções, Ministério da Cultura e Governo Federal.
Idealizado para ampliar o acesso à cultura e promover a educação ambiental, o CineSolar utiliza um furgão adaptado com placas fotovoltaicas que abastecem toda a estrutura do cinema, incluindo som, projeção, iluminação, cadeiras e tela. O veículo também funciona como uma estação itinerante de ciência, arte e tecnologia, com elementos interativos que explicam a transformação da luz solar em energia elétrica.
O circuito 2025 passou por 35 cidades do Paraná e do Rio Grande do Sul entre outubro e dezembro, tendo Canoas como ponto final da rota. As sessões incluem curtas que apresentam aspectos da cultura chinesa.
Em alguns municípios, o projeto também promove a oficina on-line Oficinema Solar, voltada à sensibilização ambiental e à introdução de técnicas audiovisuais em stop motion. Em Canoas, a atividade foi realizada com estudantes da EMEF Guajuviras, que produziram um curta exibido na programação noturna.
Para o Instituto CPFL, parceiro da iniciativa, o projeto reforça o compromisso com ações culturais acessíveis e alinhadas à sustentabilidade. “As atividades democratizam o acesso à cultura e despertam a consciência para um desenvolvimento mais sustentável”, afirma a head do instituto, Daniela Ortolani Pagotto.
PROGRAMAÇÃO – Canoas/RS
Sessões de Cinema
(filmes com recursos de acessibilidade)
Data: Terça-feira (02/12)
Horários: 18h30 – 1ª sessão: curtas-metragens
19h30 – 2ª sessão: ‘Saneamento Básico, o Filme’
Entrada: livre – não precisa de ingresso
Atração: pipoca de graça e visita ao furgão do CineSolar
Local: Praça da Contel – Rua YY, s/n – Guajuviras – Canoas/RS
Local em caso de chuva: Hangar Cultural Oli Borges – Estrada do Nazário, 3150 – Guajuviras

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