Saúde
Canoas e Estado estudam ampliação de serviços hospitalares para aumentar repasses

A possível ampliação dos serviços nos três hospitais de Canoas pautou uma reunião da Prefeitura de Canoas com o Governo do Estado. O encontro ocorreu na tarde de terça-feira, 6, entre o prefeito, Nedy de Vargas Marques, e a secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann.
Nedy e Arita avaliaram soluções para os desafios financeiros e operacionais enfrentados com a redução dos repasses do Estado a partir da implementação do Programa de Incentivos Hospitalares – Assistir. Os três hospitais de Canoas foram afetados pela iniciativa: Hospital Nossa Senhora das Graças, o Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPSC) e o Hospital Universitário de Canoas (HU).
“Estamos estudando alternativas para amenizar os cortes de recursos previstos com o programa Assistir e ainda qualificar os atendimentos de saúde à população. Recuperar a saúde da nossa cidade é nossa prioridade”, salientou o prefeito.
O encontro, que contou com secretários de governo de Canoas e com diretores e profissionais da Regulação do Estado, teve como foco principal a revisão dos recursos destinados ao HU e ao HPSC. Além disso, falou-se da implementação de medidas para otimizar a regulação municipal dos serviços de saúde.
Nos próximos dias, Canoas deve receber nova capacitação para o uso do Gerenciamento de Consultas do Estado (Gercon RS). A ferramenta permite priorizar, através da informatização, as demandas por consultas especializadas mais graves e urgentes. O prefeito quer retomar a implantação do sistema, que foi descontinuado em março de 2023, quando Nedy deixou o cargo de prefeito.
O secretário da Fazenda de Canoas e Interventor do HU e do HNSG, Luis Davi Vicensi, explicou que desde a implementação do Assistir em 2022 até o início deste ano, já foram quase R$ 23 milhões de verbas a menos para os hospitais de Canoas. “O município de Canoas investe aproximadamente 30% de receita constitucional em saúde, onde o patamar mínimo exigido é 15%. Já contribuímos com quase o dobro de valor e não há mais espaço financeiro para essa compensação”.
Davi afirmou que os hospitais têm capacidade para oferecer mais serviços para a população em parceria com o Governo do Estado. “Com a criação do Comitê para a Reorganização dos Serviços Hospitalares de Canoas, nos próximos 15 dias queremos sinalizar em quais especialidades podemos ampliar os serviços, desde que possamos contar com novas receitas do Estado”.
A secretária Arita Bergmann mencionou a importância da regulação no município, especialmente em relação ao HPSC e o progresso na gestão e atendimentos do HU. Após o anúncio de revisão dos parâmetros e percentuais, a Secretaria Estadual da Saúde propõe avaliar, junto aos municípios, possíveis ampliações de serviços que se alinhem ao programa Assistir, visando a redução do déficit operacional dos hospitais.
Saúde
Confira quais produtos Ypê foram liberados pela Anvisa e quais seguem com restrições

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atualizou o status dos produtos da marca Ypê que haviam sido alvo de suspensão cautelar. A medida envolve detergentes, desinfetantes e lava-roupas fabricados pela Química Amparo Ltda. (CNPJ 43.461.789/0001-90), especialmente aqueles com lotes cuja numeração termina em 1.
De acordo com a Anvisa, permanecem suspensos e não devem ser utilizados os detergentes líquidos e desinfetantes Ypê produzidos antes de 1º de março deste ano. No caso dos lava-roupas líquidos, a restrição segue válida para os produtos fabricados antes de 1º de abril.
A atualização ocorre após a empresa apresentar laudos considerados satisfatórios para os lotes de detergentes e desinfetantes produzidos a partir de 1º de março. Com isso, esses produtos foram liberados para comercialização e uso.
Já em relação aos lava-roupas líquidos, a liberação vale apenas para os itens fabricados a partir de 1º de abril. Os demais lotes continuam sob restrição determinada pela agência reguladora.
As novas medidas foram publicadas pela Anvisa no Diário Oficial da União (DOU), atualizando a decisão anunciada inicialmente em 1º de abril.
Produtos que permanecem suspensos:
Detergentes líquidos Ypê fabricados antes de 1º de março;
Desinfetantes líquidos Ypê fabricados antes de 1º de março;
Lava-roupas líquidos Ypê fabricados antes de 1º de abril.
A orientação da Anvisa é para que consumidores verifiquem a data de fabricação e a identificação dos lotes antes de utilizar os produtos abrangidos pela medida.
Saúde
Paciente com suspeita de ebola tem resultado negativo para a doença no RS

O exame realizado para investigar a suspeita de ebola em um paciente transferido de Novo Hamburgo para Porto Alegre apresentou resultado negativo. A confirmação foi recebida pelo Grupo Hospitalar Conceição na noite de sábado, 13, após análise conduzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
O paciente, um homem de 64 anos que esteve recentemente em Uganda, país da África Oriental que enfrenta um surto da doença, inicialmente foi atendido na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Canudos, em Novo Hamburgo. Em razão do histórico de viagem e dos sintomas apresentados, ele permaneceu em isolamento enquanto eram realizados os procedimentos de investigação.
Além da suspeita de ebola, o homem teve diagnóstico confirmado para malária causada pelo parasita Plasmodium falciparum. Segundo as equipes médicas, ele apresentava quadro clínico estável. Na sexta-feira, 12, foi encaminhado para Porto Alegre, onde segue internado.
Em nota divulgada neste domingo, 14, o Grupo Hospitalar Conceição informou que, com a exclusão da hipótese de ebola, o paciente poderá receber todos os recursos diagnósticos e terapêuticos disponíveis na instituição para o tratamento adequado da malária. Ele permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A investigação mobilizou profissionais do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) e do Ministério da Saúde. As amostras coletadas foram levadas ao Rio de Janeiro em uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB), com destino ao laboratório responsável pela análise.
A Secretaria Estadual da Saúde destacou que a rápida adoção dos protocolos previstos para casos suspeitos demonstra a capacidade de resposta do sistema de saúde diante de situações que exigem atenção especial. O acompanhamento do paciente continua sendo realizado pelas equipes de assistência e vigilância em saúde.
Saúde
RS investiga caso suspeito de Ebola em paciente atendido em Novo Hamburgo

A Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul acompanha a investigação de um caso suspeito de doença pelo vírus Ebola em um homem de 64 anos, que esteve recentemente em Uganda, país localizado na África Oriental.
O paciente procurou atendimento em uma unidade de saúde de Novo Hamburgo. De acordo com a pasta, diante do histórico de viagem e dos sintomas apresentados, foram adotadas imediatamente as medidas previstas nos protocolos nacionais de vigilância e resposta para casos suspeitos da doença.
Durante a investigação, foi realizado um teste rápido para malária, que teve resultado positivo para Plasmodium falciparum. O tratamento específico foi iniciado logo após a confirmação do diagnóstico. Apesar disso, o caso segue em investigação para Ebola, conforme os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
O descarte definitivo da suspeita dependerá do resultado dos exames laboratoriais realizados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), laboratório nacional de referência para esse tipo de análise.
Seguindo os protocolos clínicos, o paciente será transferido para o Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre, unidade de referência estadual para acompanhamento especializado e coleta de amostras para exames complementares. Caso a infecção pelo vírus Ebola seja confirmada, ele será encaminhado para um hospital de referência nacional.
A Secretaria Estadual da Saúde informou que o caso foi comunicado ao Ministério da Saúde e que as ações estão sendo conduzidas em conjunto com as autoridades municipais e federais, conforme os protocolos de vigilância, assistência e biossegurança.
Também foi iniciado o rastreamento das pessoas que tiveram contato com o paciente. Os contactantes serão monitorados por um período de 30 dias para a identificação precoce de possíveis sintomas. As equipes dos serviços de saúde envolvidos receberam orientações sobre as medidas de prevenção e controle de infecções previstas nos protocolos vigentes.

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