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22/10/2026
 

Geral

TRADIÇÃO NO ENSINO: Veterinária da Ulbra faz 30 anos com muita inovação e tecnologia

Redação

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TRADIÇÃO NO ENSINO: Veterinária da Ulbra faz 30 anos com muita inovação e tecnologia

O investimento em novas tecnologias veterinárias é uma das tendências do mercado e que também chega à aprendizagem dos acadêmicos da área, garantindo resultados melhores, com mais segurança, precisão e em menos tempo.

É o que oferece aos alunos e à comunidade o curso de Medicina Veterinária da Ulbra Canoas, que completou 30 anos em 2023.

Entre os diferenciais da graduação está o Hospital Veterinário, que atua como clínica-escola, com inovações tecnológicas e centro de diagnóstico por imagens. Também há o manejo com animais de grande porte na fazenda-escola em pleno centro urbano.

A Ulbra oferece uma infraestrutura completa e diversificada para os estudantes de Veterinária ao longo destas três décadas, explica o coordenador do curso, Jean Carlos dos Reis Soares.

São laboratórios especializados em diversas áreas, como microbiologia, anatomia e diagnóstico por imagem.

“Os alunos adquirem experiência prática e atendem casos reais desde o início da formação”, acrescenta Soares.

Inovação digital

Já está disponível aos acadêmicos da Medicina Veterinária da Ulbra uma mesa de anatomia interativa, conta o coordenador do curso. O equipamento tem uma tela touch de 86 polegadas.

A inovação será utilizada por diversas disciplinas do curso, a partir do próximo semestre, facilitando o aprendizado dos alunos e gerando uma experiência de realidade virtual.

Embora mantenha uma tradição consolidada ao longo do tempo, o curso também se destaca por sua capacidade de inovação, adaptando-se às demandas da contemporaneidade.

“A introdução da inovação digital, por exemplo, transformou radicalmente o processo de aprendizagem ao longo dos anos. A constante atualização técnica, como evidenciado pelo foco no bem-estar animal e na incorporação de equipamentos cada vez mais modernos, é uma característica marcante do curso”, enfatiza o coordenador.

Diagnóstico por imagens

O Hospital Veterinário, além de atuar como clínica-escola, disponibiliza atendimento clínico e cirúrgico, internação, odontologia, oncologia, fisioterapia e acupuntura em animais de pequeno, médio e grande porte, conforme o diretor do hospital, Paulo Aguiar.

No local, funcionam os laboratórios de análises clínicas, microbiológicas, parasitológicas, biotecnológicas e histopatológicas, além do centro de diagnóstico por imagens, contando com aparelho de tomografia, explica o diretor.

“Nós utilizamos todas essas tecnologias também em animais não convencionais, como tartarugas, coelhos e aves, entre outros”, revela Aguiar.

Trata-se de uma solução completa e intuitiva para análise detalhada dos animais, utilizando exames tridimensionais ou em planos.

Na opinião do diretor, com a nova tecnologia, os estudantes de Medicina Veterinária da Ulbra terão mais uma ferramenta para atingir competências consideradas imprescindíveis para a formação.

“Nós procuramos sempre trazer para o aluno as inovações que estão sendo utilizadas no mercado”, ressalta.

Atendimentos em aula

“O Hospital Veterinário da Ulbra tem todos os exames laboratoriais, como de sangue, patológicos, equipamentos de raio x, ultrassonografia, tanto para animais pequenos como de grande porte”, explica a médica veterinária residente Louise Maciel Fernandes, 26 anos.

Segundo ela, quando chega um cavalo no Hospital Veterinário da Ulbra, por exemplo, “não é preciso encaminhar para exames em outro local. A Universidade tem toda a infraestrutura. E os atendimentos são realizados também em aula.

Assim como o manejo dos animais, manejo sanitário, reprodutivo, incluindo ovelhas, rebanho de vacas, equinos e até búfalos”, conclui a médica veterinária.

Policial

Polícia prende suspeito e apreende armas em operação que investiga fraude em licitações de Guaíba

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A Polícia Civil realizou, na manhã desta quinta-feira, 22, a Operação Pseudographos, em Guaíba. A investigação apura suspeitas de falsificação e uso de certificados de capacidade financeira atribuídos à Contadoria e Auditoria-Geral do Estado (CAGE), apresentados por uma empresa de terceirização de mão de obra em licitações promovidas pelo município.

Ao todo, cerca de 25 policiais civis cumpriram sete mandados de busca e apreensão, expedidos pela 3ª Vara Regional de Garantias de Porto Alegre. As diligências ocorreram na sede da empresa investigada, em um escritório de assessoria contábil, em residências de investigados e em setores da administração municipal, incluindo a Procuradoria-Geral do Município.

Durante a operação, uma pessoa foi presa. Os policiais também apreenderam armas, munições e documentos.

A investigação apura possíveis crimes de falsificação de documento público, uso de documento falso, fraude à licitação e associação criminosa. Os certificados investigados teriam sido utilizados para habilitar a empresa em pregões eletrônicos, que resultaram em contratos administrativos posteriormente aditados.

Certificados apresentavam indícios de falsificação

Conforme o delegado Augusto Zenon, titular da 2ª Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública Municipal (DIRCAPM/Dercap), a investigação começou após uma comunicação da própria CAGE, que identificou indícios de falsificação nos documentos.

Segundo o órgão, os certificados não foram emitidos pelo sistema oficial, apresentavam numeração já vinculada a outras pessoas jurídicas e continham datas de emissão correspondentes a dias em que os sistemas estaduais estavam indisponíveis em razão da calamidade pública provocada pelas enchentes de 2024. Os prazos de validade também divergiam do padrão adotado.

A perícia realizada pelo Instituto-Geral de Perícias do Rio Grande do Sul (IGP/RS) apontou fortes indícios de falsidade.

“A perícia oficial do Instituto-Geral de Perícias (IGP/RS) concluiu pela existência de fortes indicadores de falsidade, constatando metadados incompatíveis com os certificados autênticos e sinais de elaboração em editor de texto, com posterior conversão para PDF”, esclareceu Zenon.

Investigação apura possível participação de agentes públicos

De acordo com a delegada Karoline Calegari, titular da Delegacia de Polícia de Guaíba, o inquérito começou na unidade policial do município, onde os fatos teriam ocorrido, e posteriormente foi encaminhado à delegacia especializada em crimes contra a administração pública.

As apurações incluíram depoimentos, exames periciais, análise de procedimentos administrativos municipais, materiais encaminhados anonimamente à Polícia Civil e um relatório de inteligência financeira.

Segundo a Polícia Civil, os elementos reunidos indicaram a necessidade de ampliar a investigação para além do escritório de contabilidade responsável por obter e encaminhar os certificados.

Entre os pontos ainda investigados estão a autoria da falsificação, os equipamentos e as contas utilizados na criação e no envio dos documentos, a circulação dos arquivos e o nível de conhecimento dos representantes da empresa beneficiada.

Também são analisados atos administrativos relacionados a pagamentos, aplicação de sanções e uma nova contratação da empresa. Conforme a investigação, algumas dessas decisões teriam divergido de manifestações das áreas técnicas da administração municipal.

“Também serão examinados atos praticados no âmbito da administração municipal em favor da empresa, em procedimentos de pagamento, de aplicação de sanções administrativas e de nova contratação, alguns deles em sentido divergente das manifestações das áreas técnicas, a fim de verificar a existência de ajuste prévio, divisão de tarefas e atuação coordenada entre particulares e agentes públicos, sem prejuízo da apuração de eventuais crimes de corrupção”, concluiu o delegado.

Objetivo da operação

Os mandados de busca e apreensão também tiveram como objetivo recolher computadores, celulares, mídias de armazenamento, arquivos originais e editáveis, comunicações e documentos físicos e digitais. O material deverá auxiliar na reconstrução do processo de produção e circulação dos certificados e na identificação da participação de cada investigado.

A Polícia Civil informou que as responsabilidades individuais serão apuradas com respeito ao contraditório e à ampla defesa.

O nome da operação, Pseudographos, tem origem grega e remete à expressão “escrita falsa”. A denominação faz referência aos documentos que teriam sido forjados com aparência de autenticidade oficial para comprovar uma capacidade financeira que não havia sido certificada regularmente, possibilitando, em tese, a habilitação da empresa em licitações públicas.

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Policial

Condenada por assassinato de fotógrafo em Canoas entra na lista vermelha da Interpol

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A gaúcha Paula Caroline Ferreira Rodrigues, de 31 anos, foi incluída na lista vermelha da Interpol, mecanismo internacional utilizado para localizar pessoas procuradas pela Justiça. Ela foi condenada a 26 anos e oito meses de prisão pelo assassinato do fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni, ocorrido em julho de 2015, em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

O nome de Paula está disponível no site oficial da organização, que divulga informações para auxiliar na identificação de pessoas procuradas, incluindo fotografias que mostram mudanças na aparência da mulher desde a época do crime.

Segundo o delegado João Paulo Abreu, diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), a inclusão na lista foi solicitada pela Delegacia de Capturas da Polícia Civil. As equipes seguem realizando diligências para localizar a condenada.

“A Polícia Civil vem realizando diversas diligências para a sua captura, entretanto, a colaboração da sociedade pode ser determinante para isso”, declarou o delegado.

Fotógrafo foi morto com 19 tiros

José Gustavo Bertuol Gargioni foi encontrado morto em julho de 2015, na região da Praia de Paquetá, em Canoas. Conforme as investigações, ele foi atraído para uma emboscada e atingido por 19 disparos de arma de fogo.

De acordo com a acusação, Paula mantinha um relacionamento com o fotógrafo e teria marcado um encontro para atraí-lo até o local do crime. Na época, ela também se relacionava com Juliano Biron da Silva, apontado como coautor do assassinato.

Biron foi condenado em 2020 a 20 anos e oito meses de prisão pela participação no crime.

Condenação ocorreu em segundo julgamento

Paula foi julgada pela primeira vez em dezembro de 2023, quando o Tribunal do Júri a absolveu da acusação de homicídio. O Ministério Público recorreu da decisão e, em abril de 2025, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul determinou a realização de um novo julgamento, por considerar que a absolvição contrariava as provas do processo.

O segundo júri ocorreu em 10 de março de 2026, em Canoas. Na ocasião, Paula foi condenada a 26 anos e oito meses de prisão, em regime fechado, por homicídio triplamente qualificado, considerando motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.

A mulher não compareceu ao julgamento e já era considerada foragida. Há um mandado de prisão em aberto contra ela. A inclusão na lista vermelha da Interpol busca auxiliar na localização da condenada.

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Policial

Cerca de 40 cães são encontrados em meio a fezes e lama em Gravataí; homem é preso

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Uma operação da Polícia Civil resgatou aproximadamente 40 cães em situação de maus-tratos em uma residência no bairro São Vicente, em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A ação ocorreu na terça-feira, 20, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão relacionado a uma investigação sobre comércio ilegal de munições.

No local, os policiais encontraram cães de diferentes raças mantidos em espaços reduzidos e em condições precárias de higiene. Conforme as informações da ocorrência, havia gaiolas enferrujadas, acúmulo de fezes, urina e lama, além de recipientes contaminados pelos dejetos dos animais.

Entre os cães resgatados estavam exemplares das raças pug e shih-tzu. Alguns apresentavam a pelagem suja e emaranhada. Os animais também não teriam acesso adequado a água limpa e alimentação.

Diante das condições encontradas, o responsável pelo imóvel foi preso em flagrante por suspeita de maus-tratos a animais domésticos. A ocorrência foi identificada durante uma investigação que tinha como objetivo inicial apurar o comércio ilegal de munições.

Após o resgate, a Polícia Civil informou que seriam adotadas medidas para garantir a triagem dos cães, o atendimento veterinário e os cuidados necessários. As condições de saúde dos animais deverão ser avaliadas.

A investigação segue os trâmites legais, e o suspeito permanece à disposição da Justiça.

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