Geral
Campanha do Agasalho 2023 é lançada oficialmente em todo o Estado

A tarde da segunda-feira, 22, foi marcada pelo lançamento oficial da Campanha do Agasalho de 2023. Um evento realizado no Palácio Piratini, em Porto Alegre, deu a largada para o tradicional período de doações de agasalhos, cobertores e calçados para as pessoas em situação de vulnerabilidade em todo o Estado.
O evento contou com a participação do governador Eduardo Leite, da secretária de Comunicação, Tânia Moreira, do secretário de Assistência Social, Beto Fantinel, e do chefe da Casa Militar e coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Luciano Boeira, titulares das pastas que organizam a iniciativa.
O governador inaugurou a campanha, fazendo a doação do primeiro agasalho. Leite falou sobre o sentimento de coletividade e a importância de doar peças em bom estado para garantir um inverno com dignidade para quem precisa.
“Campanha do Agasalho é um exercício de empatia, de se colocar no lugar do outro e de, neste ato, doar do jeito que gostaria de receber. Essa campanha mobiliza o sentimento de toda uma sociedade para que todos façam um pouco a sua parte”, comentou.
Atrações
O evento de lançamento foi animado pela condução do comediante Jair Kobe, o Guri de Uruguaiana, e pela apresentação do grupo Voice In. Neste ano, a campanha faz um apelo ao desapego e à empatia, para que a população entenda a importância de doar aquilo que já não usa, mas que pode fazer a diferença no inverno de muitas pessoas.

O comediante Jair Kobe e o coronel Luciano Boeira durante o evento que lançou a Campanha do Agasalho
Foto: Gustavo Mansur/Secom
O comercial institucional, que será veiculado para mobilizar a população, apresentou o tema “Deixe suas roupas aquecerem quem mais precisa”.
A secretária Tânia Moreira explicou que o tema da campanha foi baseado em um diagnóstico realizado pela agência Escala, responsável pela criação das peças publicitárias.
O levantamento apontou que, entre outros fatores, o apego que muitas pessoas têm com suas roupas, mesmo as peças que já não usam mais, pode ser um obstáculo na hora da doação. A campanha, conforme Tânia, busca conscientizar sobre o impacto positivo do desapego como um ato de solidariedade.
“Esse diagnóstico foi muito importante para desenharmos o vídeo e as peças da campanha. A Secretaria de Comunicação organiza a Campanha do Agasalho desde 2019, e usamos as ferramentas de comunicação para motivar as pessoas a fazerem as doações, que são essenciais para quem mais precisa. É muito gratificante ver como esse trabalho tem resultados”, observou.
“Não vou mais lhe segurar, vou deixar que você se vá”
O refrão “Não vou mais lhe segurar, vou deixar que você se vá”, de uma canção da Nenhum de Nós, dá o tom do comercial e das demais peças que divulgam a campanha. A banda cedeu os direitos autorais para que o verso fosse utilizado na iniciativa e ajudasse a difundir o espírito de empatia e solidariedade.
Todos os anos, os organizadores reforçam que o ato da doação é uma manifestação de solidariedade, e não uma oportunidade para descarte. Há pessoas que entregam peças sujas ou sem condições de uso e sapatos com o par incompleto, entre outras atitudes desleixadas.
Geral
Nova Santa Rita recebe nesta quinta-feira a 89ª Corrida do Fogo Simbólico da Pátria

Nova Santa Rita recebe, nesta quinta-feira, 20, a 89ª edição da Corrida do Fogo Simbólico da Pátria. A atividade integra a programação da Semana da Pátria e percorre diferentes municípios do Rio Grande do Sul.
No município, a concentração está marcada para as 16h15, na Rua Valdemar Vicente da Costa, no Centro. Às 16h30, o Fogo Simbólico chega à Praça da Bíblia, onde será realizado o ato.
Segundo o prefeito Rodrigo Battistella, a passagem do Fogo Simbólico mantém uma tradição ligada às celebrações da Semana da Pátria.
“É uma satisfação receber o Fogo Simbólico em Nova Santa Rita. Esse é um momento que representa o nosso respeito às tradições e aos valores de civismo, além de ser uma oportunidade para reunir a comunidade e celebrar juntos a Semana da Pátria.”
O secretário municipal de Cultura e Turismo, Vagner Silva, também destacou a participação da população durante a programação.
“A chegada do Fogo Simbólico é um momento especial para o município. É uma tradição que nos conecta com a história e com os valores da Semana da Pátria. Convidamos as famílias de Nova Santa Rita para acompanharem esse momento e fazerem parte dessa celebração.”
A programação é aberta à comunidade, que poderá acompanhar a chegada do Fogo Simbólico na Praça da Bíblia.
Policial
Operação mira grupo suspeito de fabricar armas com impressoras 3D em Canoas

Uma operação da Polícia Civil realizada na manhã desta quarta-feira, 19, investiga um grupo suspeito de fabricar armas de fogo com o auxílio de impressoras 3D para uma facção criminosa. A ofensiva ocorre em cidades da Região Metropolitana de Porto Alegre, com concentração das ações em Canoas.
Ao todo, são cumpridas 20 prisões preventivas e 14 mandados de busca e apreensão. Além de Canoas, as ordens judiciais são executadas em Portão, Eldorado do Sul, Montenegro, Triunfo e São Leopoldo. Até o momento, 13 prisões preventivas foram realizadas, além de duas prisões em flagrante.
A investigação é conduzida pela 2ª Delegacia de Polícia de Investigação do Narcotráfico, vinculada ao Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc). A operação, denominada 3D, faz parte da Operação Desarme, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Segundo a investigação, o esquema começou a ser descoberto em novembro do ano passado, quando os policiais localizaram uma fábrica clandestina instalada de forma improvisada em uma residência de Canoas. O espaço teria começado a funcionar entre dois e três meses antes de ser encontrado.
O grupo utilizava impressoras 3D para produzir partes das armas, principalmente a estrutura externa feita de plástico rígido. Essas peças eram posteriormente combinadas com componentes metálicos, como canos, molas e mecanismos de disparo. Os criminosos também fabricavam carregadores utilizando a mesma tecnologia.
De acordo com o delegado Wesley Lopes, do Denarc, além do custo reduzido, a utilização das impressoras dificultava a identificação da origem dos armamentos.
As armas produzidas não possuíam numeração ou registro oficial, o que levou os investigadores a classificá-las como “armas fantasmas”. Segundo a polícia, parte dos armamentos era destinada a uma facção criminosa com atuação no Vale do Sinos, enquanto outra parcela era comercializada pelos próprios integrantes do grupo.
Funções dentro do esquema
A investigação aponta que os suspeitos desempenhavam diferentes tarefas dentro da estrutura criminosa. Entre elas estavam a compra de impressoras, matérias-primas e componentes, fabricação e montagem das armas, ajustes, testes, transporte e distribuição.
Os policiais também apuraram que o grupo pretendia instalar uma segunda unidade de produção em Novo Hamburgo.
O uso de impressoras 3D para fabricação de armamentos pela facção já havia sido identificado pela Polícia Civil no início de 2025. Em março daquele ano, quatro impressoras foram apreendidas em um apartamento de São Leopoldo. No imóvel, os agentes também encontraram 59 carregadores de diferentes calibres produzidos com a tecnologia e semelhantes aos modelos convencionais.
Em janeiro de 2025, policiais de Novo Hamburgo já haviam apreendido dois kits Roni fabricados com material plástico. Os equipamentos são utilizados para modificar pistolas e ampliar sua capacidade de emprego.
O desafio para a investigação
A fabricação clandestina de armas sem identificação dificulta o trabalho das forças de segurança porque elimina informações que normalmente podem ser utilizadas para determinar a origem de um armamento.
O rastreamento permite relacionar armas apreendidas a registros, desvios e, em determinadas investigações, a diferentes ocorrências criminais. Sem numeração e documentação, as chamadas “armas fantasmas” reduzem essas possibilidades de identificação e criam um novo obstáculo para as investigações sobre o comércio ilegal e o uso de armamentos por organizações criminosas.
Policial
Menina de 11 anos desaparecida em Canoas é localizada pela Polícia Civil

A Polícia Civil localizou, na tarde desta terça-feira, 18, a menina de 11 anos que estava desaparecida desde segunda-feira, 17, em Canoas.
Segundo a Delegacia de Polícia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Canoas, os agentes iniciaram as buscas assim que o desaparecimento foi registrado. Imagens de câmeras de segurança ajudaram a reconstituir o trajeto da menina, que teria seguido até Cachoeirinha.
Mais de 50 agentes participaram das buscas, entre policiais civis, policiais militares e guardas municipais de Canoas e Cachoeirinha. A menina acabou sendo localizada em Canoas e foi acolhida por policiais civis da DPCA.
De acordo com o delegado Maurício Barison, titular da DPCA, uma escuta especializada foi realizada e não foram identificados indícios de maus-tratos ou de outros crimes contra a criança. Conforme a investigação, o desaparecimento teria sido motivado por um desentendimento familiar relacionado ao uso do celular.
O Conselho Tutelar será acionado para acompanhar a situação familiar.
A Polícia Civil também informou que um repórter de Canoas será investigado por, segundo a corporação, tumultuar as buscas e desacatar uma policial civil ao exigir informações consideradas privilegiadas.

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