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18/04/2026
 

Geral

Tradicional Bar Café Amadeu muda de proprietários

Redação

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Os empresários Gilberto Manfroi e Bruno da Silva são os novos proprietários, desde o último dia 9 de abril, do local onde funcionou o tradicional Restaurante Café Amadeu.

Nossa equipe conversou com Amadeu Leandro Mota, filho de Amadeu Mota – fundador, antigo dono do Café Imperial e figura respeitada na cidade -, que nos contou que houve um impasse em relação à venda: “Desde anos atrás, tenho recebido diversas ofertas, mas eu não conseguia me desfazer. Até que veio esta proposta de uma ótima negociação, e reconsiderei”, revelou Leandro.

Novas prioridades

Contrariando o que pensávamos quando iniciamos nossa conversa, o herdeiro de uma das marcas mais queridas dos canoenses nos confidenciou que o motivo da venda do local não tem haver com uma possível crise ocasionada pela pandemia. “Modéstia à parte, onde há o café Amadeu, há uma força inabalável”, contou rindo.

Conforme relatou Leandro, o principal motivo para a decisão de deixar o negócio foi o mesmo que fortaleceu a história do Bar: a família. “Com a quarentena, senti o gosto de ficar mais em casa, conhecer melhor meus familiares e descobrir uma nova vida, pois desde sempre, eu, meu pai, minha mãe e irmã só falávamos de trabalho, desde o início lá no Calçadão, e isso soma quase 25 anos da minha vida”.

Decisão difícil

A parte mais pesada quanto à negociação vem da relação com o pai, falecido em 2018. “O pessoal no dia da assinatura estava inseguro, claro. E foi bem difícil, principalmente por todo o carinho que recebi de Canoas, em nome do meu pai. Mas é vida que segue”, declarou confiante.

Espaço de homenagem

O novo empreendimento vai contar com um espaço de homenagem a Amadeu, ideia, segundo Leandro, que veio de Manfroi, que, além de cliente assíduo do lugar, foi amigo de seu pai. Como não poderia ser diferente, um canto especial no novo estabelecimento chamará Espaço Amadeu Mota, que terá fotos, objetos pessoais de Amadeu e até mesmo documentos originais.

Lembranças da infância

“Na minha infância, minha história predileta com o Café foi muito marcada por uma babá, a Juçara, que quando terminava o serviço na casa, cuidava de mim, e da minha irmã, e tinha que ir até o Centro, me levava com ela. Ali na travessia do trem, que era muito perigoso (quem parava o trânsito na época era o brigadiano Pelé, que fazia malabarismos), se tornava uma viagem mágica, que na verdade era apenas de um quarteirão, para chegar e ficar junto do meu pai”.

“Daria um livro”

“Lá de trás, da esquina do Calçadão, até 2005, aqui na Rua Fioravante Milanez, onde já era sócio, foi inevitável não acumular inúmeras histórias para contar, desde boas, até muito ruins, que certamente dariam um livro. O pior momento foi quando houve o homicídio dentro do bar, achei que tinha acabado, e por incrível que pareça, houve uma curiosidade das pessoas e as coisas melhoraram”.

Futuro

“Ainda não sei exatamente o que farei, vislumbro três opções, inclusive talvez vá para Portugal, onde tenho parentes, ou outros países, e ainda temos outro investimento em Santa Catarina. Mas ainda há muitas coisas para pensar”, disse o empresário, que afirmou não querer mais trabalhar no ramo de produção de alimentos por considerar duro e complicado.

Novo nome

Quanto ao nome, Mota foi taxativo ao dizer que a marca não tem preço, e nos contou que ela foi cobiçada por vários outros proprietários, mas que não há coragem, e também uma dose de ciúmes, em negociá-la, o que nos deixa com uma pergunta: Qual será o nome novo do local, que manterá até os mesmo funcionários?

Quase 60 anos de história

Generoso, Leandro contou com detalhes narrativas de clientes que o surpreendiam com atos em que o pai foi um verdadeiro herói ao ajudar muitos canoenses nos quase 60 anos de vivência comercial e pessoal na cidade. “Eu aprendi muito com o meu pai. Ele me dizia: tu podes ser pobre, mas a única coisa que vai ficar na tua vida é a tua palavra”, finalizou.

 

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Policial

Justiça torna réu cardiologista investigado por abuso sexual contra pacientes em Taquara

Redação

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Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réu, na quinta-feira, 17, o cardiologista Daniel Pereira Kollet, investigado por suspeita de crimes sexuais contra pacientes em Taquara.

A decisão é do juiz Rafael Silveira Peixoto, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Taquara, e tem como base a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul. Com isso, o médico passa a responder formalmente ao processo.

Segundo o MP, Kollet é acusado de estupro de vulnerável. A Promotoria sustenta que as vítimas estavam em situação de vulnerabilidade circunstancial, devido à relação de confiança estabelecida entre médico e paciente durante os atendimentos.

De acordo com a denúncia, assinada pela promotora Silvia Inês Miron Jappe, os supostos abusos ocorreram durante consultas em consultório particular, quando as pacientes precisavam permanecer parcialmente despidas para a realização de exames cardiológicos. O Ministério Público afirma que o médico teria se aproveitado da condição profissional e da fragilidade das vítimas no contexto do atendimento.

O órgão também pediu à Justiça a condenação do réu ao pagamento de indenização às pacientes.

Na esfera policial, Daniel Pereira Kollet foi indiciado por violência sexual mediante fraude. Conforme o delegado Valeriano Garcia Neto, três inquéritos já foram concluídos e encaminhados ao Judiciário.

O número de possíveis vítimas que registraram ocorrência chega a 44, conforme atualização de quinta-feira , 17. Outras 20 mulheres também procuraram a polícia e avaliam formalizar denúncia.

A defesa do médico, representada pelo advogado Ademir Campana, não se manifestou ainda.

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Policial

Corpo de corretora morta em Florianópolis é liberado após um mês e será sepultado neste sábado em Canoas

Redação

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Foto: Redes Sociais

O corpo da corretora de imóveis gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas foi liberado para sepultamento mais de um mês após o crime que chocou o país. O velório está marcado para este sábado, 18, em Canoas.

A liberação ocorreu após a conclusão de exames realizados pela Polícia Científica de Santa Catarina, que confirmou por meio de DNA a identidade da vítima. O corpo havia sido encontrado em um córrego no município de Major Gercino, no dia 11 de março.

Segundo familiares, a espera foi marcada por angústia até a confirmação oficial. Nas redes sociais, parentes manifestaram alívio com a possibilidade de realizar o sepultamento e reforçaram o pedido por justiça.

De acordo com a Polícia Científica, o tempo até a liberação foi necessário para a análise genética, procedimento que busca garantir a identificação correta e preservar a dignidade da vítima e de seus familiares.

Natural de Alegrete, Luciani foi criada em Canoas. Ela deixa a mãe e irmãos. O pai morreu há cerca de 20 anos, também vítima de latrocínio.

Investigação

Três pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no crime, sendo um homem de 27 anos e duas mulheres, de 47 e 30 anos. Eles moravam no mesmo conjunto residencial que a vítima, em Florianópolis. Os nomes não foram divulgados.

Conforme o delegado Anselmo Cruz, responsável pelo caso, o corpo foi inicialmente avistado por moradores no dia 9 de março e retirado dois dias depois pelas autoridades.

A principal linha de investigação aponta que o crime tenha sido motivado por interesse financeiro. A polícia identificou compras realizadas em nome da vítima após o desaparecimento, incluindo eletrônicos e artigos esportivos.

A dinâmica e a causa da morte ainda não foram totalmente esclarecidas pelas autoridades.

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Policial

Ex-vereador de Porto Alegre Gilvani Dall Oglio é preso em operação que investiga fraude em licitações

Redação

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Foto: Polícia Civil

O empresário e ex-vereador de Porto Alegre, Gilvani Dall Oglio, conhecido como Gringo, foi preso preventivamente pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira, 17, durante a Operação Effluxus. O mandado foi cumprido na residência dele, na zona norte da Capital.

A ação investiga um suposto esquema de fraude em licitações públicas e ocultação de controle empresarial em contratos ligados a serviços de desobstrução de redes pluviais e esgoto, hidrojateamento, transporte e descarte de resíduos.

Prisões, buscas e bloqueios

Além da prisão, a operação cumpriu nove mandados de busca e apreensão, incluindo endereços de familiares do investigado, como três filhas e um irmão. Dois outros filhos também são alvo de apuração. A Justiça determinou ainda o bloqueio de cerca de R$ 2,5 milhões em ativos financeiros, além da indisponibilidade de imóveis e veículos, e a suspensão do direito de contratar com o poder público dos investigados.

Durante a operação, um dos filhos do ex-vereador foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo. Ele estava em uma das sedes empresariais alvo das buscas e poderá ser liberado mediante fiança.

Segundo a Polícia Civil, o grupo é investigado por fraude à licitação, associação criminosa, corrupção ativa de testemunha, falsidade ideológica e falsidade material.

Como funcionava o esquema

De acordo com as apurações, o esquema teria sido estruturado a partir das empresas Limpservice Prestação de Serviços e Safety Ambiental, que atuariam como parte de um mesmo grupo econômico. A investigação aponta que ambas participavam de licitações de forma combinada, simulando concorrência.

A Limpservice teria vencido todas as cinco contratações identificadas, enquanto a Safety aparecia como concorrente derrotada, com propostas mais altas. Nenhuma das empresas está formalmente em nome de Gringo, mas a Polícia Civil afirma haver indícios de que ele seria o controlador, utilizando intermediários.

A Limpservice está registrada em nome de um dos filhos do investigado, enquanto a Safety já esteve vinculada a um irmão dele e a outro homem apontado como empregado. Uma terceira empresa, a MJM Serviços de Limpeza, registrada em nome do ex-vereador, também é citada na investigação.

Licitações sob suspeita

As licitações sob suspeita envolvem contratos com a Polícia Penal e prefeituras de Capão da Canoa, Gramado, Gravataí e Osório, entre 2024 e 2025, somando cerca de R$ 2,5 milhões.

A Polícia Civil aponta ainda indícios de confusão patrimonial e operacional entre as empresas, como uso compartilhado de e-mails, reconhecimento de dívidas e ações trabalhistas envolvendo os mesmos funcionários. Também foi identificado o uso de estrutura tecnológica ligada ao investigado para participação em disputas eletrônicas de licitações.

Tentativa de obstrução e dumping social

Em depoimento, uma ex-funcionária relatou ter sido pressionada a receber R$ 2 mil para não prosseguir com denúncias relacionadas ao caso.

O inquérito também apura a prática de “dumping social”, com possível redução de custos por meio de descumprimento de direitos trabalhistas.

Segundo o delegado responsável pelo caso, a investigação identificou um esquema estruturado que afetava diretamente a concorrência e trabalhadores envolvidos nos contratos.

Contratos com o Dmae

A Polícia Civil também aponta que o ex-vereador manteve contratos com o Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) durante o período em que exercia mandato, por meio de empresas sob suspeita de controle indireto. Um desses contratos, de R$ 3,6 milhões, envolvia transporte e distribuição de água potável. Há ainda registros de pagamentos ao investigado por serviços prestados via outra empresa citada na apuração.

Investigação e cassação do mandato

A operação foi autorizada pela 2ª Vara Regional de Garantias de Porto Alegre e, segundo a Polícia Civil, a investigação se estendeu por mais de 10 meses.

O ex-vereador teve o mandato cassado pela Câmara Municipal em dezembro de 2025, após entendimento de que ele seria o real controlador das empresas envolvidas, com uso de intermediários.

A defesa do investigado ainda não se manifestou.

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