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11/04/2026
 

Política

Jairo e Busato têm embates fortes em dois debates eleitorais

Redação

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A semana final do segundo turno das eleições para Prefeito de Canoas foi marcada por dois debates em emissoras de rádio. Na segunda-feira, 23, os candidatos Busato (PTB) e Jairo Jorge (PSD) se enfrentaram na Rádio Guaíba. Já na quarta-feira, 25, foi a vez dos candidatos terem seu embate na Rádio ABC. Um terceiro debate, este organizado pelo portal de Notícias G1, estava marcado para quinta-feira, 26, mas precisou ser cancelado devido ao candidato Busato ter testado positivo para infecção pelo novo coronavírus.

Em ambos os debates o tom subiu entre os dois oponentes. Busato expôs dados e documentos relativos a processos nos quais Jairo é réu. Dentre estes processos, Busato ressaltou que existem três na esfera criminal, nos quais Jairo responde como réu, sendo investigado pelo Núcleo de Combate à Corrupção do Ministério Público Federal (MPF). O candidato do PTB, nos dois debates, afirmou que o MPF pediu a prisão de Jairo Jorge, com pena mínima de 5 anos no processo criminal que é motivado pela contratação da empresa GSH para gerir o teleagendamento da saúde. No entendimento do MPF o contrato teria gerado um prejuízo de R$ 30 milhões aos cofres municipais na área da saúde.

Polêmicas

Por outro lado, Jairo se defendeu, afirmando que vai provar na justiça sua inocência. O candidato do PSD disse ainda que outras prefeituras utilizaram a mesma tecnologia e formato na mesma época. O ex-prefeito em vários momentos deixou de responder questionamentos a respeito dos processos nos quais é réu, utilizando a estratégia de se dirigir ao ouvinte e dizer que está sofrendo ataques. No entanto, esta estratégia não impediu Busato de trazer à tona outros processos do ex-prefeito.

Dentre os processos citados nos debates, está a ação no qual Jairo foi condenado a reembolsar R$ 750 mil ao município por conta de irregularidades na merenda escolar. Ao ser questionado sobre o tema por Busato, Jairo afirmou também que a condenação em primeira instância será revertida na segunda instância.

Mobilidade urbana

Quando os debates entraram para a questão da mobilidade urbana, mas uma vez o clima esquentou e os candidatos se enfrentaram diretamente. Jairo Jorge afirmou que ainda pretende instalar o aeromóvel na cidade, através de uma parceria público-privada. Busato, por outro lado, afirmou que o sistema não é apropriado para a realidade de Canoas.

Segurança

Na segurança pública, mais embate. Busato questionou os gastos de mais de R$ 160 mil que o ex-prefeito tinha mensalmente com segurança pessoal. Jairo argumentou que quando assumiu a Prefeitura a cidade era muito perigosa e que, por isso, sofreu ameaças, o que, de acordo com ele, justificaria o valor investido.

Saúde

Da mesma forma, mais embate na área da Saúde. Jairo, que vinha afirmando que Busato fechou a UPA do Idoso, admitiu que a unidade foi transferida para o Centro, e embasou sua crítica no fato dela ter se tornado uma Clínica de Saúde do Idoso e não mais apenas pronto-atendimento. Mais uma vez, Busato rebateu, dizendo que UPA era apenas um nome dado pela gestão de Jairo, uma vez que, de acordo com o governo federal, UPAs são unidades que funcionam 24 horas, o que nunca foi o caso daquela. Ambos se atacaram, afirmando que durante o governo do oponente faltavam medicamentos na farmácia municipal.

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Política

Cachoeirinha terá nova eleição no próximo domingo após cassação de prefeito e vice

Redação

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Eleitoras e eleitores de Cachoeirinha voltam às urnas neste domingo, 12, para escolher o novo prefeito e vice-prefeito do município. A eleição suplementar foi convocada após a cassação dos mandatos dos gestores eleitos anteriormente.

A data do pleito segue a Resolução nº 443/2026 do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul. Ao todo, 102.143 eleitores estão aptos a votar na cidade, que integra a 143ª Zona Eleitoral. A votação ocorrerá em 277 seções distribuídas por 34 locais.

Quatro chapas disputam a eleição:

Claudine de Lima Silveira e Marco Aurélio Albernaz de Oliveira (PP)

Jussara Maria da Silva e Luis Carlos Azevedo da Rosa (Coligação Compromisso com a Nossa Gente)

Laís Rocha Cardoso e Breno de Oliveira Munhoz (Federação PSOL/REDE)

Tairone Rodrigo Pereira Keppler e Cláudia Azevedo de Oliveira (Federação Brasil da Esperança – PT/PCdoB/PV)

A nova eleição ocorre após a Câmara de Vereadores de Cachoeirinha cassar os diplomas do então prefeito Cristian Wasem Rosa e do vice, Delegado João Paulo. A decisão teve como base acusações de irregularidades fiscais no Instituto de Previdência do município e de atentado contra o Legislativo.

Durante o dia de votação, também será realizado o teste de integridade das urnas eletrônicas. A auditoria, prevista pelo Tribunal Superior Eleitoral, simula uma votação oficial com candidatos reais para verificar a segurança na captação e contabilização dos votos. O procedimento ocorre no plenário do TRE-RS, das 8h às 17h, com transmissão ao vivo pela internet.

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Política

Assembleia do RS aprova auxílio de um salário mínimo para órfãos de feminicídio

Redação

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A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou o Projeto de Lei nº 471/2023, de autoria da deputada estadual Delegada Nadine, que prevê a criação de um benefício financeiro para crianças e adolescentes que perderam suas mães em casos de feminicídio.

O texto institui o Auxílio RS Ampara, com pagamento mensal de um salário mínimo a beneficiários de até 18 anos. Para ter acesso, é necessário residir no estado, estar matriculado na escola e ter acompanhamento dos serviços de assistência social. Em casos considerados de vulnerabilidade, o auxílio poderá ser estendido até os 24 anos, desde que o jovem esteja cursando o ensino superior. O valor poderá ser ajustado na fase de regulamentação.

Segundo a autora, a proposta busca atender crianças e adolescentes impactados diretamente pela violência. “Estamos falando de crianças e adolescentes que tiveram suas vidas marcadas por uma violência extrema. O Estado precisa estar presente não apenas na repressão ao crime, mas também no cuidado com quem fica. O Auxílio RS Ampara é uma resposta concreta, humana e necessária”, afirmou.

Com a aprovação em plenário, o projeto segue para sanção do Poder Executivo.

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Política

Presidente Lula sanciona leis com tornozeleira para agressores e amplia conceito de violência na Lei Maria da Penha

Redação

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou três projetos de lei voltados à ampliação da proteção às mulheres e ao enfrentamento da violência doméstica e do feminicídio no Brasil. As medidas foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) nesta sexta-feira, 10.

Um dos principais pontos é o Projeto de Lei nº 2.942/2024, convertido na Lei nº 15.383/2026, que autoriza o uso de monitoração eletrônica de agressores como medida protetiva independente no âmbito da Lei Maria da Penha. A norma permite a utilização de tornozeleiras eletrônicas, com delimitação de área de circulação e emissão de alertas em caso de aproximação da vítima.

A legislação também prevê prioridade para aplicação da medida em situações de risco, aumento de pena em caso de descumprimento e ampliação de recursos destinados a ações de combate à violência contra a mulher.

Outro projeto sancionado, o PL nº 3.880/2024 (Lei nº 15.384/2026), inclui o conceito de violência vicária na legislação brasileira. Esse tipo de violência ocorre quando o agressor atinge pessoas próximas à vítima, como filhos ou familiares, com o objetivo de causar sofrimento ou exercer controle.

A nova lei também tipifica o homicídio vicário no Código Penal, com pena de 20 a 40 anos de reclusão quando o crime for cometido contra pessoas ligadas à vítima nesse contexto. A punição pode ser agravada em casos envolvendo crianças, idosos, pessoas com deficiência, quando ocorre na presença da vítima ou em descumprimento de medidas protetivas.

Completa o conjunto o Projeto de Lei nº 1.020/2023 (Lei nº 15.382/2026), que institui o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, a ser celebrado anualmente em 5 de setembro.

As medidas atualizam a legislação sobre violência de gênero e introduzem novos mecanismos legais para prevenção, proteção das vítimas e responsabilização de agressores.

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