Saúde
Conheça as melhorias que os hospitais tiveram com intervenção

Desde 2018, quando foi iniciada a intervenção da Prefeitura na administração dos dois hospitais públicos de Canoas, a realidade das duas instituições de saúde mudou muito, e para melhor. Além de novos leitos, o Hospital Municipal de Canoas (HCM) também abriga agora duas clínicas especializadas, uma para mulheres e uma para crianças. Além disso, o Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPSC) também está passando por uma reforma completa.
Saúde da Criança
A Clínica de Saúde da Criança de Canoas, formato inédito em Canoas, conta com 14 leitos para atendimento de urgências e emergências e mais seis leitos para internação. Com 380 metros quadrados, a Clínica, que fica no Hospital Municipal de Canoas (HMC), terá atendimento, em casos clínicos e cirúrgicos, nas especialidades de pediatria, cirurgia pediátrica, neurologia, endoscopia de urgência, otorrinolaringologia, endocrinologia, cardiologia e pneumologia.
Com decoração temática para tornar os atendimentos mais agradáveis para os pequenos, num espaço totalmente reformado, a Clínica de Saúde da Criança se tornou referência em Canoas para atendimentos de urgência e emergência, atendendo 24 horas, todos os dias. O espaço ainda conta com a infraestrutura do HMC para internação em UTI, tendo 10 leitos pediátricos e 20 neonatais. Para o secretário municipal de Saúde, Fernando Ritter, a Clínica de Saúde da Criança representa mais um avanço nas conquistas que a cidade vem obtendo na área da saúde.
Saúde da Mulher
O HMC conta também com uma Clínica de Saúde da Mulher. O local fornece pronto atendimento ginecológico e obstétrico, além de salas para realização de partos e atendimento especializado para mulheres vítimas de violência. Instalada no 5º andar do HCM, a Clínica de Saúde da Mulher, que tem 57 leitos, funciona todos os dias da semana, 24 horas. No local, são atendidas gestantes de alto risco ou que necessitem de avaliação especializada, referenciadas pela rede de saúde, além de mulheres com patologias relacionadas à ginecologia. Com 2.234 m², a Clínica oferece cuidado multiprofissional e estruturado adequado às usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS), de Canoas e cidades referenciadas. A clínica tem duas salas de cesárea, duas salas de parto normal, sala de curetagem, sala pós-parto e duas salas de pré-parto. Além disso, no ambulatório há dois consultórios, salas de observação e medicação. A Clínica também conta com a Sala Lilás, que atende mulheres vítimas de violência.
Para receber a Clínica de Saúde da Mulher, a Prefeitura de Canoas realizou investimento superior a R$ 4 milhões, em reforma e compra de equipamentos.
A clínica de Saúde da Mulher presta acolhimento multidisciplinar por profissionais, realiza exames laboratoriais, testes rápidos para diagnóstico de Sífilis, hepatite B, hepatite C e HIV, em casos de violência, também será ofertada a profilaxia das IST/HIV.
Mais 200 leitos
Outro avanço no HMC durante o período da intervenção foi a abertura de novos 200 leitos clínicos. Inaugurados durante a pandemia, eles ficam para a cidade como legado do combate ao novo coronavírus.
HPSC reformado
A reforma do HPSC já tem mais de 70% de sua obra concluída e tem um investimento total de R$ 1.328.134,33. É a primeira grande revitalização do hospital desde a sua inauguração.
Saúde
Simers solicita descredenciamento da residência em cirurgia geral do HU de Canoas e anuncia paralisação

O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) enviou, na terça-feira, 27, um ofício à Comissão Estadual de Residência Médica (CEREM-RS), com cópia à Comissão Nacional, solicitando o descredenciamento do programa de residência em cirurgia geral do Hospital Universitário (HU) de Canoas. Segundo o documento, existem deficiências na formação dos residentes e falta de condições adequadas para o desenvolvimento das atividades previstas no programa.
O pedido foi protocolado às vésperas de uma paralisação de residentes de diversas especialidades, aprovada em assembleia geral extraordinária. De acordo com o Simers, os residentes relataram situações que comprometem a qualidade da formação médica e a segurança no atendimento à população. O sindicato destaca que a solicitação de encerramento de um programa de residência é uma medida excepcional, adotada em razão da gravidade do cenário identificado.
Cremers realiza visita ao hospital
Em resposta à situação, a CEREM-RS e a Comissão Nacional de Residência Médica agendaram uma visita técnica ao hospital para avaliar as condições dos programas de residência. Paralelamente, o Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) realizou, na quarta-feira, 28, uma vistoria no HU, como parte do acompanhamento da saúde no município de Canoas, que enfrenta dificuldades há vários meses. O conselho informou que a inspeção visa verificar presencialmente as condições de trabalho médico e de atendimento aos pacientes.
Simers cobra direção do HU por atraso nos pagamentos
Na quinta-feira, 29, representantes do Simers se reuniram com a direção do HU e a Associação Educacional Luterana do Brasil (Aelbra), mantenedora da Ulbra, para tratar da paralisação e das condições dos programas de residência. O presidente do Simers, Marcelo Matias, cobrou da Associação Saúde em Movimento (ASM), gestora do hospital, o pagamento de médicos e melhores condições de trabalho.
Segundo Matias, a atraso no pagamento de honorários resultou na saída de profissionais, prejudicando a composição das escalas e inviabilizando a manutenção de preceptores e anestesistas, o que afeta diretamente a residência em cirurgia geral. Ele também destacou outras irregularidades, como médicos sem registro de especialidade e profissionais que precisam se dividir entre setores, como a UTI Neonatal e a sala de parto, comprometendo a segurança do atendimento.
Contraponto
O Timoneiro procurou a Prefeitura de Canoas para se manifestar sobre o tema, que disse que a Associação Saúde em Movimento que reponde pelo HU. Também procurado, até o fechamento desta edição a entidade gestora do HU não havia se manifestado sobre o assunto.
Saúde
Anvisa proíbe venda de tirzepatida irregular e suspende comercialização de retatrutida no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária proibiu a comercialização de injeções de tirzepatida das marcas Synedica e TG, que vinham sendo vendidas no Brasil sem registro e ficaram conhecidas como “canetas emagrecedoras do Paraguai”.
A autarquia também suspendeu todas as vendas de retatrutida no país. A substância ainda está em fase de testes clínicos, não teve aprovação para uso em nenhum país e não possui registro junto à Anvisa.
A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 21. Conforme a resolução, ficam proibidas a comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso dos produtos em todo o território nacional. Segundo a agência, a qualidade, a eficácia e a segurança dessas substâncias não foram avaliadas, o que pode representar riscos à saúde.
De acordo com a divulgação, foi constatada a divulgação e oferta dos produtos sem registro, notificação ou cadastro na Anvisa, fabricados por empresa desconhecida e promovidos por perfis em redes sociais como @tirzepatida.oficial, @albertotirzepatida e @retatrutida1.
A norma estabelece ainda que as ações de fiscalização se aplicam a pessoas físicas, jurídicas e também a veículos de comunicação que comercializem ou divulguem os produtos proibidos.
Atualmente, a única formulação de tirzepatida autorizada pela Anvisa é o medicamento Mounjaro, da farmacêutica Eli Lilly, indicado para o tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade. A retatrutida não foi submetida para análise regulatória no Brasil.
Em novembro do ano passado, a Anvisa já havia reforçado que medicamentos sem registro não podem ser vendidos ou utilizados no país, com a publicação de proibições específicas para outros produtos irregulares, como T.G. 5, Lipoless, Lipoless Éticos, Tirzazep Royal Pharmaceuticals e T.G. Indufar.
Na ocasião, a agência informou que as medidas foram adotadas diante do aumento de evidências de propaganda e comercialização irregulares, inclusive pela internet, prática proibida pela legislação brasileira.
A Anvisa também alertou que esses produtos não podem ser trazidos do exterior. Medicamentos sem registro só podem ser importados de forma excepcional, para uso pessoal, mediante prescrição médica e cumprimento de critérios específicos. No caso de produtos com proibição expressa, essa possibilidade também fica suspensa.
Segundo a agência, o uso de medicamentos não aprovados dificulta a rastreabilidade em situações de eventos adversos e impede a adoção de medidas regulatórias necessárias para a proteção da saúde da população.
Saúde
Simers afirma que UTI Neonatal do HU estaria operando com capacidade reduzida; Prefeitura nega

O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) emitiu nota afirmando que a UTI Neonatal do Hospital Universitário (HU) de Canoas estaria operando com capacidade reduzida, em razão de dificuldades na composição das escalas médicas. No comunicado, a entidade relata riscos à assistência. Em nota, a Prefeitura de Canoas afirma que os pagamentos estão em dia, que as escalas seguem a legislação vigente e que o número oficial de leitos é diferente do apontado pelo sindicato.
A situação trazida pelo Sindicato teria sido verificada na manhã de quarta-feira, 14, durante visita de uma equipe do Simers ao hospital. Segundo o sindicato, o setor possui 35 leitos físicos, dos quais 15 estariam em uso no momento da vistoria. De acordo com os profissionais ouvidos pela entidade, a redução estaria relacionada a atrasos recorrentes no pagamento dos honorários médicos, o que teria dificultado a permanência e a contratação de especialistas.
Ainda conforme o Simers, em alguns turnos haveria apenas um médico especialista responsável pela UTI Neonatal, acumulando também o atendimento ao centro obstétrico. O sindicato aponta, ainda, a ausência de responsável técnico no setor, função responsável por coordenar as equipes e atuar em situações de emergência. Diante do cenário, os médicos afirmam ter solicitado à direção do hospital e ao Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) a restrição de atendimentos, sem retorno até o momento.
A conselheira do Simers, Denise Affonso, alertou para o risco em situações de intercorrências simultâneas. O diretor clínico do HU e diretor do sindicato, Marcos André dos Santos, manifestou preocupação com a dificuldade de recomposição das equipes, citando a perda de credibilidade junto aos profissionais. Segundo a nota, representantes do sindicato teriam se reunido com a direção do hospital e com a Medintegra, empresa responsável pela organização das escalas, para relatar os riscos à assistência e cobrar a regularização dos pagamentos.
PREFEITURA REFUTA ALEGAÇÕES
Em resposta, a Prefeitura de Canoas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, informou que, conforme a empresa responsável pelo provimento das equipes médicas da UTI Neonatal e da Sala de Partos, todos os profissionais tiveram os valores integralmente quitados no dia 7 de janeiro de 2026, dentro do prazo previsto no contrato vigente com a Associação Saúde em Movimento (ASM), gestora do HU Canoas.
A administração municipal afirma ainda que a escala de médicos plantonistas está organizada conforme o dimensionamento previsto na legislação. Segundo registros formais da instituição, no dia 14 de janeiro, data da visita do sindicato, a UTI Neonatal contava com dois médicos especialistas em atendimento, além de uma médica atuando na Sala de Partos.
Sobre o número de leitos, a Prefeitura esclarece que a capacidade oficialmente disponibilizada e regulada da UTI Neonatal do HU Canoas é de 20 leitos, conforme protocolo vigente, e não 35, como mencionado pelo sindicato. A Secretaria de Saúde informou também que acompanha de forma permanente a execução dos contratos, o funcionamento das escalas médicas e a organização da assistência neonatal.

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