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14/10/2026
 

Saúde

Hospital Moinhos de Vento lança projeto Recomeçar para apoio psicológico a vítimas das enchentes no RS

Redação

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Quase dois anos após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em maio de 2024, o Hospital Moinhos de Vento lançou o projeto Recomeçar, iniciativa voltada ao atendimento psicológico de pessoas afetadas pelas tragédias climáticas. A proposta utiliza o protocolo Enfrentando Problemas+, da Organização Pan-Americana da Saúde, com foco na redução de transtornos como ansiedade, depressão e estresse pós-traumático. A previsão é que o programa siga até dezembro de 2026, com meta de triar e avaliar até 10 mil pessoas no Estado.

A iniciativa surge diante dos impactos duradouros causados por desastres naturais. De acordo com o psiquiatra Christian Kieling, do hospital, as populações atingidas apresentam maior risco de desenvolver problemas de saúde mental, especialmente após perdas materiais e deslocamentos forçados.

Além dos transtornos mais conhecidos, o projeto também investiga um fenômeno recente, chamado ansiedade climática.

“Temos um instrumento focado em um conceito novo chamado ansiedade climática. É algo que há poucos anos tem se estudado de maneira mais sistemática. Não é a ansiedade generalizada, que em psiquiatria e psicologia estudamos há mais tempo, mas sim uma ansiedade direcionada a preocupações em relação às mudanças climáticas”, explica Kieling.

Para ampliar o alcance, o Recomeçar foi estruturado em três etapas: pré-triagem, avaliação de sintomas e encaminhamento para suporte psicológico. A fase inicial utiliza questionários padronizados, que podem ser respondidos de forma online, por telefone ou presencialmente, facilitando o acesso de diferentes públicos.

Participantes com maior nível de sofrimento emocional serão convidados para uma intervenção psicológica baseada no protocolo da Organização Mundial da Saúde.

“O protocolo consiste em uma intervenção psicológica de baixa intensidade que oferece ferramentas práticas que empoderam o indivíduo para lidar com o estresse e o sofrimento emocional de maneira mais saudável”, destaca o psiquiatra.

O acompanhamento prevê cinco encontros por teleatendimento, realizados por vídeo e supervisionados por psicólogos. Segundo Kieling, o modelo permite atingir um número maior de pessoas com bons resultados.

“A evidência na literatura mostra que a gente já consegue atender boa parte da população, mesmo com uma intervenção breve, a gente já pode melhorar bastante a qualidade de vida e a saúde mental de muita gente”, afirma.

Casos mais graves ou que demandem acompanhamento contínuo serão encaminhados para atendimento na rede do Sistema Único de Saúde (SUS).

O programa é destinado a pessoas a partir dos 16 anos. Kieling explica que a definição segue critérios do protocolo internacional.

“A gente resolveu flexibilizar a partir dos 16, porque a gente entende que dá para um adolescente mais velho fazer parte, mas a própria OMS não validou tão bem ainda os protocolos para crianças”, justifica.

Além do atendimento, o projeto também pretende gerar dados para estudos científicos e contribuir na formulação de políticas públicas voltadas ao enfrentamento de desastres climáticos no país.

Para participar, os interessados devem preencher um formulário de triagem. Após essa etapa, a equipe do projeto entra em contato para dar continuidade ao atendimento.

Link do Formulário: Clique aqui

Saúde

Nova Santa Rita realiza Dia D de vacinação e coleta de preventivo neste sábado

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Crédito: Rafael Rezende/PMNSR

A Prefeitura de Nova Santa Rita realiza neste sábado, 17 de outubro, o Dia D de Vacinação e Coleta de Preventivo. A mobilização ocorrerá em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município, das 8h às 17h, com oferta de vacinas para pessoas de todas as idades e coleta do exame preventivo do câncer do colo do útero.

A ação integra a programação do Outubro Rosa. Durante o atendimento, a população poderá atualizar a caderneta de vacinação conforme as recomendações do calendário vacinal. A orientação é verificar se há doses pendentes e procurar a UBS de referência.

Exame preventivo para mulheres

A mobilização também oferecerá a coleta do exame preventivo do câncer do colo do útero, conhecido como Papanicolau. O público-alvo são mulheres de 25 a 64 anos.

O exame permite identificar alterações que podem exigir acompanhamento e tratamento, contribuindo para a prevenção e o diagnóstico precoce.

O prefeito Rodrigo Battistella destacou a importância da mobilização para ampliar o acesso aos serviços de saúde.

“Cuidar da saúde da nossa população é uma prioridade. O Dia D é uma oportunidade para que as famílias atualizem a vacinação e para que as mulheres realizem seus exames preventivos. Queremos que todos aproveitem essa mobilização e compreendam que a prevenção é fundamental para garantir mais qualidade de vida”, ressaltou o prefeito.

O secretário municipal de Saúde, Brayan Freitas, também reforçou o convite para que a comunidade procure as unidades durante a ação.

“Nosso objetivo é ampliar o acesso aos serviços e reforçar a importância de manter a vacinação em dia e realizar os exames preventivos conforme as orientações de saúde. O Outubro Rosa nos lembra da importância de olhar com atenção para a saúde da mulher, mas o cuidado e a prevenção precisam estar presentes durante todo o ano”, destacou o secretário.

Orientações para o atendimento

A Secretaria Municipal de Saúde orienta que as moradoras com dúvidas sobre a vacinação ou a realização do exame preventivo entrem em contato com a UBS de referência para obter informações sobre o atendimento.

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Saúde

Liga Feminina de Combate ao Câncer de Canoas promove Caminhada Rosa nesta quinta-feira, 8

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Liga Feminina de Combate ao Câncer de Canoas promove Caminhada Rosa nesta quinta-feira, 8

A Liga Feminina de Combate ao Câncer de Canoas (LFCCC) realiza, nesta quinta-feira, 8, a tradicional Caminhada Rosa, um dos eventos que integram a programação do Outubro Rosa no município. A iniciativa busca reforçar a importância da prevenção, dos cuidados com a saúde e do diagnóstico precoce do câncer de mama.

A concentração será a partir das 8h30, no Parque Municipal Getúlio Vargas (Capão do Corvo), em frente ao ParkShopping Canoas. No local, haverá um aquecimento conduzido por professores da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer de Canoas (SMEL), parceira do evento.

Na sequência, voluntárias e participantes sairão em caminhada pela Avenida Farroupilha, seguindo até a Avenida Santos Ferreira. O percurso prossegue até a sede da Liga Feminina de Combate ao Câncer, localizada no Anexo 2 do Hospital Nossa Senhora das Graças.

A LFCCC convida a comunidade a participar da atividade e a vestir rosa em apoio à campanha de conscientização sobre o câncer de mama.

A participação é gratuita e aberta ao público.

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Saúde

Novas regras para doar sangue entram em vigor no Brasil; veja o que mudou

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Entrou em vigor na quarta-feira, 30, o novo conjunto de regras para doação de sangue no Brasil. As mudanças reduzem o período de impedimento em algumas situações e alteram critérios de triagem adotados pelos serviços de hemoterapia.

Entre as principais novidades estão os novos prazos para quem fez tatuagem ou procedimentos estéticos, a possibilidade de doadores habituais continuarem doando após os 70 anos e regras específicas para pessoas que compartilharam dispositivos utilizados na aplicação de medicamentos injetáveis agonistas de GLP-1, como a semaglutida, princípio ativo do Ozempic.

A atualização foi estabelecida pelo Ministério da Saúde em julho e reformula os regulamentos técnicos utilizados pelos serviços de hemoterapia do país. A norma estabelece critérios para garantir a segurança tanto de quem doa quanto de quem recebe o sangue.

Veja as principais mudanças

  • Tatuagem, piercing, maquiagem definitiva e procedimentos estéticos invasivos: o candidato poderá voltar a doar após sete dias, desde que seja possível avaliar a segurança do procedimento. Quando isso não puder ser comprovado, o prazo de impedimento será de quatro meses.

  • Piercing na boca ou na região genital: a doação fica impedida enquanto o acessório estiver no local. Após a retirada, é necessário aguardar quatro meses.

  • Medicamentos agonistas de GLP-1, como Ozempic e Mounjaro: o uso do medicamento não é, por si só, motivo automático para impedir a doação. O prazo de quatro meses se aplica a quem tiver histórico de compartilhamento do dispositivo utilizado para a aplicação.

  • Pessoas com mais de 70 anos: doadores de repetição poderão continuar doando após essa idade, desde que passem por avaliação médica no serviço de hemoterapia.

  • Endoscopia: passa a haver impedimento de quatro meses após o procedimento.

  • Anabolizantes e hormônios injetáveis sem prescrição médica: o prazo de impedimento é de quatro meses após a última utilização. Quando houver prescrição, o caso deverá ser avaliado conforme o motivo do tratamento.

  • Malária: pessoas que tenham se deslocado para áreas endêmicas ou tido exposição a mata, bosque ou floresta em regiões de risco deverão aguardar 30 dias.

  • Medicamentos: cada tratamento deverá ser analisado individualmente durante a triagem, levando em conta tanto o medicamento utilizado quanto a condição que motivou seu uso.

Tatuagens deixam de representar impedimento de vários meses

Uma das mudanças mais significativas envolve tatuagens, piercings e procedimentos cosméticos invasivos.

Pelas novas regras, quem fizer tatuagem, acupuntura, maquiagem definitiva ou procedimentos como aplicação de botox, preenchimentos e microagulhamento poderá doar novamente após sete dias, desde que seja possível avaliar as condições de segurança em que o procedimento foi realizado.

Quando não for possível comprovar a segurança do procedimento, o candidato deverá aguardar quatro meses antes de doar sangue.

No caso de piercing na cavidade oral ou na região genital, a restrição permanece enquanto o acessório estiver instalado. Após a retirada, é necessário cumprir um período de quatro meses antes da doação.

Uso de medicamentos para emagrecimento não impede a doação

A nova regulamentação também estabelece critérios específicos para medicamentos injetáveis agonistas de GLP-1, classe que inclui a semaglutida.

O simples uso desses medicamentos não determina o impedimento para a doação. O prazo de quatro meses é aplicado a candidatos que tenham histórico de compartilhamento do dispositivo utilizado para a aplicação.

Assim, uma pessoa que faça tratamento com semaglutida, por exemplo, não é considerada automaticamente inapta para doar sangue apenas por utilizar o medicamento.

Ainda assim, o tratamento será considerado durante a triagem. O profissional responsável deverá avaliar tanto o medicamento utilizado quanto a condição clínica que levou à sua prescrição.

Doadores habituais poderão continuar após os 70 anos

A regra geral mantém a faixa etária de 16 a 69 anos para doação de sangue. Para quem pretende doar pela primeira vez, o limite continua sendo de 60 anos, 11 meses e 29 dias.

A novidade é para os chamados doadores de repetição. Eles poderão continuar doando depois dos 70 anos, desde que sejam avaliados por um médico do serviço de hemoterapia e estejam aptos no momento da triagem.

Endoscopia e uso de anabolizantes

A nova portaria também estabelece um período de impedimento de quatro meses para pessoas que tenham realizado procedimentos endoscópicos. A contagem começa na data em que o exame foi realizado.

Também ficam impedidas de doar por quatro meses as pessoas que tenham utilizado anabolizantes ou hormônios injetáveis, por via intramuscular ou intravenosa, sem prescrição médica.

Quando o uso ocorre sob orientação médica, não há impedimento automático. Nesses casos, o serviço de hemoterapia deverá avaliar a indicação do tratamento e a condição que motivou a hormonioterapia.

Novos critérios relacionados à malária

A regulamentação também detalha os critérios para candidatos que tiveram contato com áreas de risco para malária.

O impedimento é de 30 dias para pessoas que tenham se deslocado para municípios localizados em áreas endêmicas ou realizado atividades com exposição a mata, bosque ou floresta em regiões consideradas de risco.

Para quem teve a doença, o período de impedimento varia conforme a espécie do parasita responsável pela infecção.

Após a cura, o prazo é de:

  • 12 meses para casos provocados por Plasmodium falciparum;

  • três anos para infecções por Plasmodium vivax ou Plasmodium ovale;

  • impedimento definitivo para casos de Plasmodium malariae.

Triagem continua definindo quem pode doar

Apesar das mudanças nos prazos, a decisão final sobre a aptidão para a doação continua sendo tomada durante a triagem clínica realizada nos serviços de hemoterapia.

O candidato passa por uma entrevista individual, na qual são avaliados fatores como estado de saúde, histórico de doenças, medicamentos utilizados, gestação, alimentação, consumo de álcool e outras condições que possam representar risco para o doador ou para quem receberá o sangue.

O peso mínimo de 50 quilos também permanece como regra geral para a doação.

Em relação à frequência, homens podem realizar até quatro doações de sangue total em um período de 12 meses, respeitando intervalo mínimo de dois meses entre as doações. Para mulheres, são permitidas até três doações no mesmo período, com intervalo mínimo de três meses.

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