Feminicídio
Duas mulheres são mortas no feriadão e RS pode chegar ao 66º feminicídio

O Rio Grande do Sul registrou dois casos de feminicídio entre domingo, 1º, e segunda-feira, 2. As ocorrências foram registradas em Sobradinho, no Vale do Rio Pardo, e em Itacurubi, na região central do Estado. Nas duas situações, os principais suspeitos dos crimes eram companheiros ou ex-companheiros das vítimas e também foram encontrados mortos.
Em Sobradinho, Julia Roseli da Silva, de 45 anos, foi assassinada na noite de domingo, na localidade de Linha Quinca, no interior do município. A mulher foi encontrada morta na residência do ex-companheiro, Roberto Limberger, de 45 anos. Conforme a Polícia Civil, ela foi atingida por golpes de arma branca, provavelmente uma faca.
Um dos aspectos que chama a atenção na investigação é o histórico de violência envolvendo o antigo relacionamento. Segundo informações do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), Julia havia solicitado duas medidas protetivas de urgência contra o ex-companheiro.
O primeiro pedido foi registrado em 6 de dezembro de 2021, em razão de ameaças. A Justiça deferiu a solicitação no dia seguinte, determinando que o homem deixasse a residência e não se aproximasse da vítima.
Em 18 de novembro de 2023, quase dois anos depois, Julia voltou a registrar uma ocorrência, desta vez após um desentendimento familiar, e solicitou novamente proteção judicial. O pedido também foi deferido.
De acordo com o TJ-RS, as duas medidas tinham validade de seis meses cada, com possibilidade de prorrogação caso a vítima informasse que o risco persistia. Como não houve solicitação de renovação, ambas já estavam expiradas na data do crime.
Após o assassinato, Roberto passou a ser procurado pelas forças de segurança. Na tarde de segunda-feira (2), porém, foi encontrado morto em uma área de mata nos fundos da própria residência, a aproximadamente 150 metros do imóvel. A irmã dele localizou o corpo e acionou a polícia.
Segundo a delegada Graciela Chagas, responsável pela investigação, o pedido de prisão contra o suspeito estava pronto para ser protocolado. O Instituto-Geral de Perícias (IGP) foi acionado para realizar os procedimentos necessários.
Julia deixou dois filhos, de 15 e 23 anos. Ela trabalhava em uma fruteira e em uma lancheria.
Mulher é morta a tiros em Itacurubi
Outro caso foi registrado na tarde de segunda-feira, 2, feriado de Finados, na localidade de Rincão das Boeiras, zona rural de Itacurubi, na região central do Rio Grande do Sul.
Antônia Bueno Flores, de 64 anos, foi morta a tiros por volta das 16h20min. O principal suspeito é o companheiro dela, Luiz Alvarenga Rodrigues, de 66 anos, que, conforme informações apuradas pela imprensa, teria tirado a própria vida após o crime.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas, ao chegar ao local, encontrou os dois já sem vida.
Diferentemente do caso registrado em Sobradinho, Antônia não possuía medida protetiva de urgência contra o companheiro. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre a motivação do crime.
A ocorrência é tratada como feminicídio e deverá ser investigada pela Delegacia da Mulher de Santiago.
RS chega a 66 casos de feminicídio em 2026
Se confirmado o enquadramento do caso de Itacurubi como feminicídio, o Rio Grande do Sul chegará a 66 ocorrências desse tipo em 2026.
Feminicídio
RS registra 64º feminicídio do ano após mulher ser morta a facadas pelo ex-companheiro em Porto Alegre

Uma mulher de 30 anos morreu no sábado, 24, após ser esfaqueada no bairro Passo das Pedras, na Zona Norte de Porto Alegre. O caso é investigado pela Polícia Civil como feminicídio. O principal suspeito do crime é o ex-companheiro da vítima, de 25 anos, que fugiu após o ataque.
A vítima foi identificada como Adriele Amaral da Rosa. Ela estava internada no Hospital Cristo Redentor desde sexta-feira, 23, depois de ser socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu aos ferimentos.
Segundo informações da Brigada Militar, o ataque ocorreu por volta das 23h, na Rua Leopoldino José Santos. O suspeito teria chegado ao local em uma motocicleta e atacado a mulher com golpes de faca.
De acordo com a delegada Waleska Alvarenga, diretora da Divisão de Proteção e Atendimento à Mulher (Dipam), responsável pela coordenação das Delegacias da Mulher no Rio Grande do Sul, Adriele não possuía registros anteriores de ocorrência policial nem medida protetiva em vigor.
A Polícia Civil segue investigando as circunstâncias do feminicídio e realiza buscas para localizar o suspeito.
Feminicídio
RS registra 63º feminicídio em 2026 após mulher ser morta com mais de 20 tiros em Sapucaia do Sul

O Rio Grande do Sul chegou à marca de 62 feminicídios em 2026 com a morte de Kimberli Neves Gomes, de 32 anos, na madrugada deste domingo, 18, em Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A mulher foi atingida por mais de 20 disparos de arma de fogo no bairro Duque de Caxias. O caso é investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
De acordo com informações policiais, o principal suspeito é o ex-companheiro da vítima. Na última quinta-feira, 15, Kimberli havia registrado uma ocorrência policial por ameaça contra ele e solicitado uma medida protetiva de urgência.
O ataque ocorreu por volta das 3h. Kimberli foi socorrida e encaminhada ao Hospital Getúlio Vargas ainda com vida, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos. O corpo foi liberado pela manhã para o Instituto Médico Legal (IML).
A investigação está sob responsabilidade da 2ª Delegacia de Polícia de Sapucaia do Sul, que apura as circunstâncias do crime e busca esclarecer a participação do suspeito.
Feminicídio
Jovem de 21 anos é encontrada morta em Porto Alegre e polícia investiga possível feminicídio

A Polícia Civil investiga a morte de Natacha Rodrigues Mendes, de 21 anos, como um possível caso de feminicídio na Zona Sul de Porto Alegre. Um homem de 39 anos foi preso em flagrante na terça-feira, 13.
A causa da morte ainda não foi determinada e dependerá dos resultados da perícia. Segundo a polícia, Natacha tinha problemas de saúde, e a possibilidade de morte por outras causas não foi descartada.
A jovem estava na residência do homem quando morreu. De acordo com familiares, eles não conheciam o suspeito. Já vizinhos relataram aos policiais que Natacha frequentava o imóvel anteriormente e afirmaram ter ouvido gritos na noite de segunda-feira, 12.
Durante a investigação, os policiais identificaram marcas nos braços da jovem, que podem ser compatíveis com uma tentativa de resistência. Outro fator considerado para a prisão em flagrante foi o fato de o homem não ter acionado atendimento médico.
A polícia também informou que os dois não mantinham um relacionamento amoroso.
Após a prisão, o homem permaneceu em silêncio. Além disso, havia contra ele um mandado de prisão civil em aberto relacionado a uma dívida de R$ 43 mil, em um processo que tramita na Justiça do Espírito Santo.
Caso o feminicídio seja confirmado, este será o 62º registro do tipo no Rio Grande do Sul em 2026.
As circunstâncias da morte seguem sob investigação. A confirmação da causa dependerá dos exames periciais.

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