Geral
CARNAVAL 2020: Última noite de desfiles do Grupo de Acesso

Textos e fotos: Daniela Uequed e Douglas Angeli
Imperatriz Leopoldinense, Acadêmicos de Santa Cruz e Unidos de Padre Miguel foram os destaques.

Sete escolas de samba realizaram a segunda noite de desfiles da série A do carnaval carioca no sábado, 22. A campeã, que será conhecida na quarta-feira, 26, ganhará o direito de desfilar no grupo especial no próximo ano – entre as grandes da Marquês de Sapucaí. Imperatriz Leopoldinense, Acadêmicos de Santa Cruz e Unidos de Padre Miguel foram os destaques.
Sossego – A Acadêmicos do Sossego, escola de Niterói, abriu a noite com o enredo “Tambores de Olokum”, celebrando as raízes sagradas e a história do Maracatu. A escola inovou ao trazer o cabeleireiro Anderson Morango como porta-bandeira para promover uma reflexão sobre o preconceito. Um homem portanto a bandeira de um escola de samba é um fato novo no sambódromo, mas remonta à origem do quesito na década de 1930: antes de Dodô da Portela assumir o posto em 1935, Ubaldo conduziu o pavilhão da escola de Madureira. No século XXI, o gesto assume um caráter político: “Sou resistência”, afirmou Anderson à reportagem do jornal Timoneiro.

É a Marta! – A Inocentes de Belfort Roxo fez uma homenagem a Marta da Silva, jogadora da seleção brasileira de futebol. A artilheira desfilou no último carro da escola junto de sua mãe, D. Teresa. A escola da Baixada Fluminense fez um bom desfile, alegre e correto. O desfile destacou a nordestina Marta como um exemplo de superação.


Assista aos vídeos: youtu.be/AvGWLHvpJOg / youtu.be/ovcGkkFJUMQ
Em seguida, veio a Unidos de Bangu, escola de samba da Zona Oeste do Rio de Janeiro. Com o enredo “Memórias de um Griô”, a agremiação contou a história do continente africano e da escravidão na ótica de um griô, ou griot – responsável, em diversas tradições africanas, pela transmissão das narrativas orais de seus povos. Ludmila Amorim, ritmista formada na Estação Primeira de Mangueira, veio de Brasília para tocar ganzá na escola e afirmou a nossa reportagem: “Estar na Sapucaí é minha missão de cada ano. Nasci para estar aqui”.

Santa Cruz nordestina – Tradicional escola da Zona Oeste, a Acadêmicos de Santa Cruz realizou um melhores desfiles da noite. Com o tema “Santa Cruz de Barbalha, um conto popular no Cariri”, do carnavalesco Cahê Rodrigues, a escola representou elementos tradicionais do Ceará em suas alegorias – em especial a cidade de Barbalha, homenageada pelo enredo. Destaque para o belo samba, muito cantado na avenida, e para a comissão de frente representando a dança do canavial.

Imperatriz Leopoldinense – A grande expectativa da noite foi correspondida pela Imperatriz, oito vezes campeã do grupo especial e rebaixada no ano passado. Para seu retorno ao grupo principal, a escola apostou na reedição do histórico enredo de 1981 – quando foi campeã homenageando o compositor Lamartine Babo. O samba “Só dá Lalá”, muito bem executado, empolgou o público presente no sambódromo. Destaque para as marchinhas de carnaval compostas por Lamartine, bem como os hinos dos principais clubes de futebol do Rio de Janeiro – também de sua autoria. O enredo desenvolvido pelo carnavalesco Leandro Vieira, que retornará à avenida neste domingo com a Mangueira. Algumas falhas não tiraram a imponência do desfile. Apesar das luzes da segunda alegoria estarem apagadas, a beleza da comissão de frente, das esculturas das alegorias e das fantasias – incluindo a ala de baianas – causou a melhor impressão da noite.
Unidos de Padre Miguel
Penúltima escola dos desfiles da série A, a Unidos de Padre Miguel, conhecida como UPM, do mesmo bairro da famosa Mocidade Independente, apresentou o enredo “Ginga”, sobre a capoeira. Apesar de um bom conjunto de fantasias e alegorias, a escola teve dificuldades com a segunda alegoria, que demorou a ingressar na avenida e desfilou sem uma parte – que teve de ser retirada ainda na concentração, o que também a prejudicou na evolução.

Império da Tijuca
Encerrando a segunda noite de desfiles, a Império da Tijuca, conhecida como o “primeiro império do samba”, por ter sido fundada antes do Império Serrano (em 1943), contou a história de Evandro Santos – fundador de uma biblioteca popular na Vila da Penha, zona Norte do Rio. Falando da educação e dos livros, a escola fez um desfile correto, mas sem grandes destaques.

Neste domingo, 23, sete escolas darão início aos desfiles do grupo especial: Estácio de Sá, Unidos do Viradouro, Estação Primeira de Mangueira, Paraíso do Tuiuti, Acadêmicos do Grande Rio, União da Ilha do Governador e Portela.
Recado pro Guajuviras direto da Sapucaí https://www.youtube.com/watch?v=cf4PnIvShgM
Policial
Operação Notre Dame combate grupo criminoso especializado em roubos a residências

Na quarta-feira, 29, a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Canoas, deflagrou a Operação Notre Dame, uma ofensiva contra uma organização criminosa interestadual especializada em roubos a residências com restrição da liberdade das vítimas.
A ação contou com apoio da Inteligência da Brigada Militar e da colaboração das Polícias Civis de São Paulo e do Ceará. Ao todo, foram cumpridas quatro ordens de prisão temporária e sete mandados de busca e apreensão nos estados do Rio Grande do Sul, São Paulo e Ceará.
As diligências ocorreram nos municípios de Lajeado, Gravataí, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Taboão da Serra e Embu das Artes. Quatro suspeitos foram presos, sendo dois no Rio Grande do Sul e dois em São Paulo. Durante as buscas, foram apreendidos materiais que devem contribuir para o andamento das investigações.
O inquérito policial teve origem em um roubo violento registrado em fevereiro deste ano, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Na ocasião, criminosos invadiram um imóvel, renderam funcionários e os mantiveram amarrados enquanto levavam joias, relógios e outros itens de alto valor.
De acordo com a Polícia Civil, a investigação apontou a existência de um esquema organizado, no qual criminosos vindos de São Paulo atuavam na execução dos assaltos com apoio logístico de comparsas no Rio Grande do Sul.
O delegado Marco Guns ressaltou que a rapidez nas diligências preliminares foi o divisor de águas para o esclarecimento do caso.
“O monitoramento técnico e o uso de inteligência nos permitiram mapear cada passo da associação criminosa”, afirmou.
O diretor regional, delegado Cristiano Reschke, enfatizou o impacto psicológico desse tipo de delito.
“A repressão ao roubo a residência deve ser enérgica e exemplar. Este crime viola o asilo inviolável do cidadão: seu lar. Quando vítimas são rendidas em seu momento de repouso e proteção, o dano psíquico é imensurável. Nossa resposta hoje reafirma que a integração entre as instituições de segurança é a barreira intransponível contra o crime organizado”, declarou.
Policial
Operação Cerco Fechado prende 13 pessoas e mira esquema de tráfico de drogas em Butiá

A Polícia Civil, por meio da 4ª Delegacia de Investigação do Narcotráfico do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (4ªDIN/Denarc), deflagrou na manhã desta quarta-feira, 29, a Operação Cerco Fechado. A ação tem como objetivo desarticular uma associação criminosa ligada ao tráfico de drogas no município de Butiá.
Ao todo, foram cumpridos 15 mandados de prisão preventiva e nove mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Poder Judiciário após representação da autoridade policial. Até o momento, 13 pessoas foram presas. Durante a operação, drogas, munições e outros materiais foram apreendidos.
Segundo a delegada Ana Flávia Leite, a investigação começou em maio de 2025 a partir de denúncias anônimas que apontavam que um homem, mesmo preso, continuava comandando o tráfico na região.
“A investigação teve início em maio de 2025, a partir do recebimento de informações anônimas que indicavam que um indivíduo, mesmo recolhido ao sistema prisional, continuava exercendo papel de liderança no tráfico de entorpecentes, coordenando a distribuição de drogas, o fluxo financeiro da atividade ilícita e a atuação de comparsas em liberdade”, explicou a delegada.
Ela também destacou que o grupo mantinha apoio externo para garantir a continuidade das atividades criminosas.
As primeiras diligências ocorreram em endereços de Butiá e também dentro da unidade prisional onde estava o suspeito apontado como liderança. Nessas ações, foram apreendidos cocaína, porções de maconha, armas de fogo, munições, celulares, balança de precisão, dinheiro em espécie, materiais usados para fracionamento de drogas, anotações do tráfico e um veículo. Um dos investigados chegou a ser preso em flagrante.
Ainda no presídio, os policiais encontraram celulares, chips e uma porção semelhante a crack, reforçando a suspeita de comunicação ilícita a partir do cárcere.
Com o avanço da investigação, a análise dos celulares apreendidos permitiu aprofundar a estrutura do grupo. A partir da extração de dados, os policiais identificaram a divisão de funções, pontos de venda e a forma como eram feitos os repasses e ordens.
As conversas revelaram negociações de drogas, vendas diretas, cobrança de dívidas e transferências via Pix. Também mostraram a atuação organizada dos envolvidos, com funções específicas dentro do esquema.
Outro ponto identificado foi o monitoramento da atuação policial. Os investigados trocavam informações sobre viaturas e movimentações de agentes na região.
“A apuração demonstrou que, quando um ponto estava temporariamente inativo, compradores eram encaminhados a outros locais, mantendo a continuidade da mercancia ilícita e evidenciando a estabilidade da associação criminosa”, explicou a delegada Ana Flávia.
Mesmo preso, o investigado apontado como liderança seguia influenciando o esquema, segundo a polícia, controlando valores, pagamentos e ordens repassadas a comparsas em liberdade.
A investigação também encontrou registros financeiros paralelos, com anotações de nomes, valores e cálculos, além de movimentações consideradas suspeitas.
De acordo com a delegada, os elementos reunidos mostram uma estrutura criminosa organizada e estável.
“A Operação Cerco Fechado integra a estratégia da Polícia Civil de intensificar as ações de repressão qualificada ao tráfico de entorpecentes e à atuação de associações criminosas no Rio Grande do Sul”, completou Ana Flávia Leite.
Policial
Operação Nacional Proteção Integral IV prende três pessoas por crimes sexuais infantojuvenis no RS

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul participou, na manhã desta terça-feira, 28, da Operação Nacional Proteção Integral IV, coordenada pela Polícia Federal e realizada simultaneamente nos 27 estados do país. No estado, três pessoas foram presas, sendo duas em flagrante e uma por prisão preventiva.
A ação contou com a atuação do Departamento Estadual de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPGV), por meio de policiais da Divisão Estadual da Criança e do Adolescente (Deca), com apoio de equipes do próprio departamento e de peritos do Instituto-Geral de Perícias (IGP).
No Rio Grande do Sul, a operação foi coordenada pelo diretor da Deca, delegado André Ciardullo Mocciaro, com apoio das delegadas Sabrina Doris Teixeira, titular da 2ª Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (2ª DPCA), e Alice Jantsch Fernandes, titular da 3ª DPCA.
Durante as investigações, o Núcleo de Operações Cibernéticas (NOC/Deca) monitorou suspeitos de armazenar e compartilhar arquivos de abuso sexual infantojuvenil. Dois homens foram presos em flagrante.
Um deles, de 58 anos e sem antecedentes policiais, foi detido por armazenamento de conteúdo ilegal. O outro, de 41 anos, que já possuía antecedentes por estupro de vulnerável, foi preso por armazenar e compartilhar centenas de arquivos de abuso sexual infantojuvenil.
Nas residências dos suspeitos, foram apreendidos diversos equipamentos eletrônicos, que serão encaminhados ao Núcleo de Combate à Pedofilia e ao Abuso Infantojuvenil (Nucope), do IGP, para perícia.
Além disso, a 2ª DPCA cumpriu a prisão preventiva de um homem de 36 anos, sem antecedentes policiais, investigado por aliciar virtualmente uma adolescente de 13 anos e posteriormente cometer estupro de vulnerável.
Na casa dele, também foi cumprido mandado de busca e apreensão, com a apreensão de um celular que passará por perícia.
Segundo a Polícia Civil, após os procedimentos legais, os três presos serão encaminhados ao sistema prisional e permanecerão à disposição da Justiça.

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