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10/03/2026
 

Geral

CARNAVAL 2020: Última noite de desfiles do Grupo de Acesso

Redação

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Textos e fotos: Daniela Uequed e Douglas Angeli

Imperatriz Leopoldinense, Acadêmicos de Santa Cruz e Unidos de Padre Miguel foram os destaques.

Sete escolas de samba realizaram a segunda noite de desfiles da série A do carnaval carioca no sábado, 22. A campeã, que será conhecida na quarta-feira, 26, ganhará o direito de desfilar no grupo especial no próximo ano – entre as grandes da Marquês de Sapucaí. Imperatriz Leopoldinense, Acadêmicos de Santa Cruz e Unidos de Padre Miguel foram os destaques.

Sossego – A Acadêmicos do Sossego, escola de Niterói, abriu a noite com o enredo “Tambores de Olokum”, celebrando as raízes sagradas e a história do Maracatu. A escola inovou ao trazer o cabeleireiro Anderson Morango como porta-bandeira para promover uma reflexão sobre o preconceito. Um homem portanto a bandeira de um escola de samba é um fato novo no sambódromo, mas remonta à origem do quesito na década de 1930: antes de Dodô da Portela assumir o posto em 1935, Ubaldo conduziu o pavilhão da escola de Madureira. No século XXI, o gesto assume um caráter político: “Sou resistência”, afirmou Anderson à reportagem do jornal Timoneiro.

É a Marta! – A Inocentes de Belfort Roxo fez uma homenagem a Marta da Silva, jogadora da seleção brasileira de futebol. A artilheira desfilou no último carro da escola junto de sua mãe, D. Teresa. A escola da Baixada Fluminense fez um bom desfile, alegre e correto. O desfile destacou a nordestina Marta como um exemplo de superação.

Assista aos vídeosyoutu.be/AvGWLHvpJOg  youtu.be/ovcGkkFJUMQ

Em seguida, veio a Unidos de Bangu, escola de samba da Zona Oeste do Rio de Janeiro. Com o enredo “Memórias de um Griô”, a agremiação contou a história do continente africano e da escravidão na ótica de um griô, ou griot – responsável, em diversas tradições africanas, pela transmissão das narrativas orais de seus povos. Ludmila Amorim, ritmista formada na Estação Primeira de Mangueira, veio de Brasília para tocar ganzá na escola e afirmou a nossa reportagem: “Estar na Sapucaí é minha missão de cada ano. Nasci para estar aqui”.

Santa Cruz nordestina – Tradicional escola da Zona Oeste, a Acadêmicos de Santa Cruz realizou um melhores desfiles da noite. Com o tema “Santa Cruz de Barbalha, um conto popular no Cariri”, do carnavalesco Cahê Rodrigues, a escola representou elementos tradicionais do Ceará em suas alegorias – em especial a cidade de Barbalha, homenageada pelo enredo. Destaque para o belo samba, muito cantado na avenida, e para a comissão de frente representando a dança do canavial.

Imperatriz Leopoldinense – A grande expectativa da noite foi correspondida pela Imperatriz, oito vezes campeã do grupo especial e rebaixada no ano passado. Para seu retorno ao grupo principal, a escola apostou na reedição do histórico enredo de 1981 – quando foi campeã homenageando o compositor Lamartine Babo.  O samba “Só dá Lalá”, muito bem executado, empolgou o público presente no sambódromo. Destaque para as marchinhas de carnaval compostas por Lamartine, bem como os hinos dos principais clubes de futebol do Rio de Janeiro – também de sua autoria. O enredo desenvolvido pelo carnavalesco Leandro Vieira, que retornará à avenida neste domingo com a Mangueira. Algumas falhas não tiraram a imponência do desfile. Apesar das luzes da segunda alegoria estarem apagadas, a beleza da comissão de frente, das esculturas das alegorias e das fantasias – incluindo a ala de baianas – causou a melhor impressão da noite.

Unidos de Padre Miguel

Penúltima escola dos desfiles da série A,  a Unidos de Padre Miguel, conhecida como UPM,  do mesmo bairro da famosa Mocidade Independente, apresentou o enredo “Ginga”, sobre a capoeira. Apesar de um bom conjunto de fantasias e alegorias, a escola teve dificuldades com a segunda alegoria, que demorou a ingressar na avenida e desfilou sem uma parte – que teve de ser retirada ainda na concentração, o que também a prejudicou na evolução.

Império da Tijuca

Encerrando a segunda noite de desfiles, a Império da Tijuca, conhecida como o “primeiro império do samba”, por ter sido fundada antes do Império Serrano (em 1943), contou a história de Evandro Santos – fundador de uma biblioteca popular na Vila da Penha, zona Norte do Rio. Falando da educação e dos livros, a escola fez um desfile correto, mas sem grandes destaques.

Neste domingo, 23, sete escolas darão início aos desfiles do grupo especial: Estácio de Sá, Unidos do Viradouro, Estação Primeira de Mangueira, Paraíso do Tuiuti, Acadêmicos do Grande Rio, União da Ilha do Governador e Portela.

Recado pro Guajuviras direto da Sapucaí https://www.youtube.com/watch?v=cf4PnIvShgM

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Fórum em Canoas reúne especialistas para discutir enfrentamento à violência contra a mulher

Redação

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O enfrentamento à violência contra a mulher foi tema de debate na tarde da última quinta-feira, 5, durante o Fórum de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher, realizado no Teatro do Sesc, em Canoas. A atividade integrou a programação relacionada ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março.

O encontro reuniu especialistas, representantes do poder público, profissionais da rede de proteção e integrantes da comunidade para discutir estratégias de prevenção e combate à violência doméstica e ao feminicídio, além de reforçar a articulação entre os serviços que atendem mulheres em situação de violência.

A programação contou com apresentação cultural, seguida da abertura oficial e de um painel temático com autoridades e profissionais que atuam na área. Entre as participantes estiveram a vice-presidente cultural da AJURIS e titular do 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Porto Alegre, Madgéli Frantz Machado; a advogada e criadora do Programa Por Mim, Gisele Uequed; a juíza titular do Juizado da Violência Doméstica de Canoas, Andréa Pinto Goedert; e a soldado Suzamara Muller Lages, integrante da Patrulha Maria da Penha.

Durante o evento, o prefeito de Canoas, Airton Souza, afirmou que o enfrentamento à violência contra a mulher deve ser tratado como prioridade.

“Não podemos aceitar que tantas mulheres ainda vivam com medo dentro das próprias casas. Nosso compromisso é fortalecer a rede de proteção, ampliar o acesso à informação e garantir que cada mulher saiba que não está sozinha e que a cidade tem serviços preparados para acolher e proteger”, disse.

A secretária da Mulher, Cidadania e Inclusão, Maria Beatris Conter Arruda, destacou o objetivo do encontro e a parceria com a área da educação.

“Hoje é um dia muito especial para nós. Estamos fazendo o primeiro Fórum de Enfrentamento à Violência. Nós estamos fazendo um fórum diferente, que é um enfrentamento à violência com um olhar através da educação. Estamos fazendo uma parceria da Secretaria da Mulher com a Secretaria da Educação, porque entendemos que o índice de feminicídios é enorme, aumentando todos os dias. Já tivemos, em dois meses, 20 feminicídios no Rio Grande do Sul”, afirmou.

A advogada Gisele Uequed ressaltou a importância da autonomia financeira para mulheres em situação de violência.

“O programa Por Mim foi incluído na cidade de Canoas em 2019 e se tornou um modelo para o Rio Grande do Sul. A partir da constatação de que a falta de autonomia financeira é um dos fatores que impedem muitas mulheres de romper o ciclo de violência, unimos o setor privado, o setor público e o poder Judiciário para criar oportunidades de reorganização da vida financeira e de inserção no mercado de trabalho”, explicou.

A delegada e diretora do Departamento de Articulação, Cuidado Integral e Promoção à Autonomia Econômica da Secretaria Estadual da Mulher, Márcia Scherer, mencionou o papel da legislação no combate à violência.

“Atualmente temos um instrumento legal muito forte que é a Lei Maria da Penha. Antes dela, os recursos legais eram extremamente limitados. Hoje, quando a mulher se sente ameaçada e registra ocorrência, já pode solicitar uma série de medidas cautelares que garantem proteção imediata”, destacou.

O gestor do programa Tempo de Cuidar, da Secretaria Municipal de Educação, Cleber Melo da Silva, também destacou a importância da educação na prevenção da violência.

“Para além das políticas públicas de segurança e proteção, precisamos construir uma nova cultura, uma cultura de paz, de respeito à dignidade das mulheres. Isso passa pela educação, pela formação das novas gerações e pela criação de ambientes de acolhimento, escuta e empatia nas nossas escolas”, afirmou.

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Governo do Estado lança Programa Estadual de Proteção e Promoção dos Direitos das Mulheres

Redação

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O Governo do Rio Grande do Sul realiza, nesta terça-feira, 10, o lançamento do Programa Estadual de Proteção e Promoção dos Direitos das Mulheres. O ato está marcado para as 9h30 no Palácio Piratini, em Porto Alegre.

A proposta reúne ações organizadas em quatro eixos de atuação: governança, acolhimento, capacitação e desenvolvimento, e enfrentamento à violência.

O lançamento ocorre no Salão Negrinho do Pastoreio (Praça Mal. Deodoro, s/n, Centro Histórico – Porto Alegre), na sede do Executivo estadual.

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Prêmio Picucha Milanez será entregue nesta terça-feira, dia 10; saiba quem são as homenageadas

Redação

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A Câmara Municipal de Canoas realiza, nesta terça-feira, 10, a cerimônia de entrega do Prêmio Picucha Milanez. A homenagem reconhece dez mulheres com trajetórias de destaque em diferentes áreas de atuação e pelo trabalho desenvolvido junto à comunidade.

A premiação é concedida anualmente pelo Legislativo municipal e tem como objetivo valorizar iniciativas e histórias de mulheres que contribuem para o desenvolvimento social, cultural e comunitário da cidade.

Criado em 1997 por meio de decreto legislativo, o prêmio leva o nome de Maria Filomena Rumi Milanez, conhecida como “Vó Picucha”. Nascida em Rivera, no Uruguai, em 1888, ela se mudou ainda criança para a região onde hoje está localizada Canoas.

Picucha ficou conhecida pela forte atuação comunitária, especialmente na mobilização de moradores e no incentivo a ações sociais. Entre suas contribuições está a participação na mobilização que ajudou na construção do Hospital Nossa Senhora das Graças, além do trabalho voltado ao cuidado e apoio de crianças em situação de vulnerabilidade.

Homenageadas

Mara Lúcia Togni Pereira construiu sua trajetória profissional na área da saúde, atuando como Técnica e Instrumentadora Cirúrgica, profissão da qual hoje está aposentada. Há mais de duas décadas também trabalha como podóloga, mantendo o cuidado com a saúde e o bem-estar das pessoas. Inspirada pelos pais, fundadores do Lions Clube Canoas Santa Rita, desenvolveu forte atuação voluntária e há 19 anos participa de ações sociais promovidas pelo Lions, com iniciativas voltadas à saúde, educação e apoio a famílias em situação de vulnerabilidade – indicação da bancada do PSD.

Edna Aparecida Alegro é auditora fiscal aposentada da Receita Federal, com mais de 34 anos de atuação no serviço público federal. Especialista nas áreas de assistência social e certificação de entidades beneficentes, tornou-se referência nacional no fortalecimento de políticas públicas e organizações da sociedade civil. Desde 2015 atua em Canoas, onde liderou a reestruturação da Associação Pestalozzi, garantindo a continuidade do atendimento a pessoas com deficiência e implantando programas de inclusão e aprendizagem profissionalizante – indicação da bancada do PL.

Priscila Rosa dos Santos recebe a homenagem em reconhecimento à sua luta por justiça após a morte de sua irmã, a enfermeira Patrícia Rosa dos Santos, vítima de feminicídio em 2024. Desde então, transformou o luto em mobilização social, dando visibilidade ao caso e reforçando a importância do enfrentamento à violência contra a mulher. Sua atuação tornou-se símbolo de resistência e defesa da memória da irmã e de tantas outras vítimas – indicação da bancada do PV.

Angélica Giovanella Marques é delegada da Polícia Civil do Rio Grande do Sul e atualmente responde pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Canoas. Formada em Direito pela PUCRS e pós-graduada em Processo Civil, ingressou na Polícia Civil em 2019 e assumiu o cargo de delegada em 2022. Seu trabalho é voltado ao acolhimento das vítimas e ao combate à violência de gênero, contribuindo para a proteção e garantia de direitos das mulheres – indicação da bancada do Progressistas.

Shirley Dilecta Panizzi Fernandes é advogada com atuação na área de Direito do Trabalho Empresarial desde 1992, prestando assessoria jurídica a empresas de diversos segmentos. Também atua como professora convidada em cursos de pós-graduação da Universidade Feevale, nas áreas de Direito do Trabalho e Engenharia de Segurança do Trabalho, contribuindo para a formação de novos profissionais – indicação da bancada do NOVO.

Claci Lutz Allenbrandt, conhecida como Gladis, reside em Canoas há mais de três décadas e tem forte atuação comunitária no bairro Guajuviras. Desde 2003 dedica-se a atividades de apoio à comunidade e à defesa dos direitos dos usuários do sistema de saúde, participando de conselhos locais e auxiliando moradores em demandas relacionadas ao acesso aos serviços públicos – indicação da bancada do PSDB.

Fernanda Gonçalves Bassôa é jornalista formada pela Unisinos e atua há mais de duas décadas na comunicação. Trabalhou por nove anos como repórter policial no Grupo Editorial Sinos e atualmente é repórter correspondente do jornal Correio do Povo em Canoas, função que exerce há mais de uma década. Seu trabalho é marcado pelo compromisso com a informação e pela cobertura de temas relevantes para a sociedade – indicação da bancada do Republicanos.

Isabel Ferrari é jornalista e comunicadora reconhecida nacionalmente por sua atuação na defesa da inclusão e da neurodiversidade. Mãe de uma criança autista, transformou sua experiência pessoal em trabalho de conscientização social, promovendo debates sobre maternidade atípica, direitos das pessoas com deficiência e políticas públicas de inclusão – indicação da bancada do PDT.

Priscila Pereira é fisioterapeuta e atua há duas décadas em ações sociais em Canoas. Atualmente é gerente geral da Ação Social Santa Isabel, instituição com mais de 60 anos de atuação no município, além de coordenar iniciativas em abrigos e projetos voltados ao acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade. Seu trabalho é marcado pela dedicação ao cuidado e à assistência social – indicação da bancada do União Brasil.

Miriam Ribeiro Cabreira é engenheira mecânica e servidora da Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP) desde 2007. Com trajetória marcada pela atuação sindical, tornou-se em 2022 a primeira mulher eleita presidenta do Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Sul (Sindipetro-RS). Sua liderança representa um marco na ampliação da participação feminina em espaços de representação da classe trabalhadora – indicação da bancada do PT.

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