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10/10/2026
 

Geral

CARNAVAL 2020: Última noite de desfiles do Grupo de Acesso

Redação

Publicado

em

 

Textos e fotos: Daniela Uequed e Douglas Angeli

Imperatriz Leopoldinense, Acadêmicos de Santa Cruz e Unidos de Padre Miguel foram os destaques.

Sete escolas de samba realizaram a segunda noite de desfiles da série A do carnaval carioca no sábado, 22. A campeã, que será conhecida na quarta-feira, 26, ganhará o direito de desfilar no grupo especial no próximo ano – entre as grandes da Marquês de Sapucaí. Imperatriz Leopoldinense, Acadêmicos de Santa Cruz e Unidos de Padre Miguel foram os destaques.

Sossego – A Acadêmicos do Sossego, escola de Niterói, abriu a noite com o enredo “Tambores de Olokum”, celebrando as raízes sagradas e a história do Maracatu. A escola inovou ao trazer o cabeleireiro Anderson Morango como porta-bandeira para promover uma reflexão sobre o preconceito. Um homem portanto a bandeira de um escola de samba é um fato novo no sambódromo, mas remonta à origem do quesito na década de 1930: antes de Dodô da Portela assumir o posto em 1935, Ubaldo conduziu o pavilhão da escola de Madureira. No século XXI, o gesto assume um caráter político: “Sou resistência”, afirmou Anderson à reportagem do jornal Timoneiro.

É a Marta! – A Inocentes de Belfort Roxo fez uma homenagem a Marta da Silva, jogadora da seleção brasileira de futebol. A artilheira desfilou no último carro da escola junto de sua mãe, D. Teresa. A escola da Baixada Fluminense fez um bom desfile, alegre e correto. O desfile destacou a nordestina Marta como um exemplo de superação.

Assista aos vídeos: youtu.be/AvGWLHvpJOg  / youtu.be/ovcGkkFJUMQ

Em seguida, veio a Unidos de Bangu, escola de samba da Zona Oeste do Rio de Janeiro. Com o enredo “Memórias de um Griô”, a agremiação contou a história do continente africano e da escravidão na ótica de um griô, ou griot – responsável, em diversas tradições africanas, pela transmissão das narrativas orais de seus povos. Ludmila Amorim, ritmista formada na Estação Primeira de Mangueira, veio de Brasília para tocar ganzá na escola e afirmou a nossa reportagem: “Estar na Sapucaí é minha missão de cada ano. Nasci para estar aqui”.

Santa Cruz nordestina – Tradicional escola da Zona Oeste, a Acadêmicos de Santa Cruz realizou um melhores desfiles da noite. Com o tema “Santa Cruz de Barbalha, um conto popular no Cariri”, do carnavalesco Cahê Rodrigues, a escola representou elementos tradicionais do Ceará em suas alegorias – em especial a cidade de Barbalha, homenageada pelo enredo. Destaque para o belo samba, muito cantado na avenida, e para a comissão de frente representando a dança do canavial.

Imperatriz Leopoldinense – A grande expectativa da noite foi correspondida pela Imperatriz, oito vezes campeã do grupo especial e rebaixada no ano passado. Para seu retorno ao grupo principal, a escola apostou na reedição do histórico enredo de 1981 – quando foi campeã homenageando o compositor Lamartine Babo.  O samba “Só dá Lalá”, muito bem executado, empolgou o público presente no sambódromo. Destaque para as marchinhas de carnaval compostas por Lamartine, bem como os hinos dos principais clubes de futebol do Rio de Janeiro – também de sua autoria. O enredo desenvolvido pelo carnavalesco Leandro Vieira, que retornará à avenida neste domingo com a Mangueira. Algumas falhas não tiraram a imponência do desfile. Apesar das luzes da segunda alegoria estarem apagadas, a beleza da comissão de frente, das esculturas das alegorias e das fantasias – incluindo a ala de baianas – causou a melhor impressão da noite.

Unidos de Padre Miguel

Penúltima escola dos desfiles da série A,  a Unidos de Padre Miguel, conhecida como UPM,  do mesmo bairro da famosa Mocidade Independente, apresentou o enredo “Ginga”, sobre a capoeira. Apesar de um bom conjunto de fantasias e alegorias, a escola teve dificuldades com a segunda alegoria, que demorou a ingressar na avenida e desfilou sem uma parte – que teve de ser retirada ainda na concentração, o que também a prejudicou na evolução.

Império da Tijuca

Encerrando a segunda noite de desfiles, a Império da Tijuca, conhecida como o “primeiro império do samba”, por ter sido fundada antes do Império Serrano (em 1943), contou a história de Evandro Santos – fundador de uma biblioteca popular na Vila da Penha, zona Norte do Rio. Falando da educação e dos livros, a escola fez um desfile correto, mas sem grandes destaques.

Neste domingo, 23, sete escolas darão início aos desfiles do grupo especial: Estácio de Sá, Unidos do Viradouro, Estação Primeira de Mangueira, Paraíso do Tuiuti, Acadêmicos do Grande Rio, União da Ilha do Governador e Portela.

Recado pro Guajuviras direto da Sapucaí https://www.youtube.com/watch?v=cf4PnIvShgM

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Geral

Prefeitura de Gravataí vai publicar chamamento para Mercado Público a partir da próxima terça-feira

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A Prefeitura de Gravataí publicará, no dia 13 de outubro, o chamamento público para selecionar os permissionários que ocuparão os espaços do Mercado Público. As inscrições ficarão abertas até 13 de novembro, e os selecionados devem ser divulgados até o fim do mês.

A inauguração do espaço está prevista para 25 de março de 2027, durante a realização da Feira do Peixe.

A formalização dos contratos com os permissionários está programada para a primeira semana de dezembro. Depois disso, cada estabelecimento deverá apresentar seu projeto, que será analisado pela Prefeitura até 24 de dezembro. O município também realizará licitações para contratar os serviços necessários ao funcionamento do Mercado.

A administração municipal assumirá temporariamente a gestão do espaço enquanto prepara a abertura ao público. A medida foi adotada após a atual concessionária não comprovar o cumprimento das obrigações previstas no contrato, no edital e em seus anexos. Em setembro, a Prefeitura iniciou os procedimentos para rescindir o contrato.

O município pretende concluir a seleção dos permissionários, a contratação dos serviços e a preparação da estrutura para abrir o Mercado Público em março de 2027.

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Policial

Justiça concede liberdade à mãe de menino de 3 anos morto após agressão em Viamão

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Justiça concede liberdade à mãe de menino de 3 anos morto após agressão em Viamão

A Justiça do Rio Grande do Sul concedeu, na quinta-feira, 8, liberdade provisória a Mayanna Angelina Rodgers, mãe de Oliver Grayson, de três anos, que morreu após ser agredido pelo pai, em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A decisão substitui a prisão preventiva por medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.

Mayanna responde a quatro acusações de tortura por omissão, relacionadas ao menino e aos três irmãos. A denúncia contra ela por homicídio foi arquivada.

A decisão foi proferida pela 1ª Vara Criminal do Tribunal do Júri e de Execução Criminal da Comarca de Viamão. No despacho, o juiz Guilherme Pires Mitidiero considerou que o cenário processual atual é diferente daquele existente quando a prisão preventiva foi decretada.

“Embora sejam graves os fatos descritos na denúncia, verifica-se que o panorama processual atualmente existente é distinto daquele considerado por ocasião da decretação da prisão, de modo que os fundamentos para a manutenção da medida extrema se encontram significativamente enfraquecidos”, afirma o magistrado.

Entre as medidas impostas estão a obrigação de manter o endereço atualizado, comparecer aos atos processuais quando intimada e não sair da Comarca de Porto Alegre ou do Brasil sem autorização judicial.

Mayanna também deverá cumprir recolhimento domiciliar das 20h às 6h e nos dias de folga, não manter contato nem se aproximar dos filhos, salvo determinação judicial em contrário, utilizar tornozeleira eletrônica e entregar o passaporte em cartório no prazo de 24 horas após a soltura.

O pai da criança, o missionário norte-americano D’andre Grayson, de 33 anos, responde por homicídio qualificado com dolo eventual e quatro crimes de tortura. Ele permanece preso preventivamente.

Menino morreu três dias após agressão

O caso passou a ser investigado após a polícia receber informações de que Oliver havia sofrido lesões graves em 5 de julho. Conforme o inquérito, o menino teria sido agredido pelo pai porque não teria dado “bom dia” a ele.

Segundo a investigação, D’andre teria dado socos na criança e batido a cabeça dela contra o chão. O homem foi preso em flagrante no mesmo dia, e a prisão foi convertida em preventiva no dia seguinte.

Oliver morreu em 8 de julho. O exame necroscópico apontou traumatismo cranioencefálico grave como causa da morte.

A perícia também identificou cicatrizes antigas no corpo do menino. De acordo com a investigação, as marcas seriam resultado de lesões anteriores e não teriam relação direta com a agressão fatal.

Investigação apontou marcas em outras crianças

Após a prisão do pai, surgiram informações de que os outros filhos do casal também poderiam ser vítimas de maus-tratos e de que a mãe teria conhecimento das agressões.

A Polícia Civil afirma ter reunido indícios de que os episódios ocorriam de forma recorrente havia cerca de nove anos.

Segundo a investigação, exames físicos identificaram marcas no corpo de todas as crianças, com exceção do bebê de um ano. Foram encontradas cicatrizes e mordeduras de diferentes períodos, atribuídas a possíveis agressões com instrumentos distintos.

A polícia também aponta indícios de que Mayanna orientava os filhos a esconder as marcas no corpo e a não contar a outras pessoas sobre os episódios.

As crianças foram encaminhadas para avaliação psicológica. Conforme a investigação, apenas uma delas conseguiu conversar brevemente com a perita, enquanto as demais se recusaram a falar.

Ainda segundo a Polícia Civil, os filhos teriam sido orientados pelos pais a evitar conversas com outras pessoas e a esconder os sinais de violência.

O que diz a defesa de Mayanna

Em nota, a defesa afirmou que a decisão reconhece a ausência de envolvimento da mãe no homicídio do próprio filho, cuja acusação foi arquivada. Os advogados também sustentam que não há justificativa para a manutenção da prisão preventiva.

A defesa declarou ainda que Mayanna responde exclusivamente por uma suposta conduta omissiva e que ela permanece à disposição da Justiça para colaborar com a investigação e demonstrar sua inocência durante o processo.

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Policial

Auxiliar da comissão técnica do Grêmio, Alexandre Mendes é preso no aeroporto de Porto Alegre

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O auxiliar da comissão técnica do Grêmio, Alexandre Mendes, foi preso no início da tarde desta quinta-feira, 8, no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Ele chegava à capital gaúcha com a delegação do clube após a viagem a Belém.

A prisão está relacionada ao suposto descumprimento de uma medida protetiva, em vigor desde 5 de março de 2026. O caso teria ocorrido durante a Expointer deste ano.

Segundo informações preliminares, Mendes teria frequentado o mesmo local que a suposta vítima, sem que tenha ocorrido contato direto entre os dois.

A defesa do profissional confirmou a detenção e informou que irá se manifestar sobre o caso no momento oportuno.

Mendes tornou-se réu após uma denúncia apresentada pelo Ministério Público em um processo que apura uma suposta situação de violência psicológica. A vítima é uma mulher com quem ele manteve um relacionamento durante seis anos.

A denúncia foi recebida em 10 de julho de 2025 pelo 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar do Foro Central da Comarca de Porto Alegre e posteriormente aceita pela Justiça. Conforme o documento, Mendes teria constrangido, humilhado e manipulado a mulher.

Grêmio se manifesta

O Grêmio divulgou uma nota oficial na tarde desta quinta-feira, 8, sobre o caso.

O Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense informa que acompanha com atenção os desdobramentos do caso que envolve o profissional Alexandre Mendes, após as informações divulgadas na tarde desta quinta-feira, 8.

O Clube monitora a apuração dos fatos, de natureza estritamente pessoal, pelas autoridades competentes e irá se manifestar assim que reunir todos os elementos relativos ao processo.

 

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