Política
Convenção do MDB

No sábado, 24, foi realizada na Câmara de Vereadores a Convenção Municipal do MDB, na qual ocorreu a votação para a eleição dos membros do diretório canoense.
A Chapa 1, comandada pelo Presidente Nedy de Vargas Marques, obteve 184 votos (28%); e a Chapa 2, encabeçada pelo Vereador Mossini, obteve 466 votos (72%), e venceu a disputa. Os 650 filiados que compareceram, elegeram um novo diretório com 94 membros entre Titulares e Suplentes, Delegados e Comissão de Ética, com o mandato dois anos.
O vereador Mossini destacou a importância do cargo para as eleições de 2020. “Nós iremos trabalhar para montar uma nominata forte, pois a nossa intenção é eleger quatro ou cinco vereadores”.
Após o encerramento da Convenção, foi eleita a nova Comissão Executiva Municipal:
Presidente: Cesar Paulo Mossini-Vereador
1ºVice Pres : Airton Souza
2ºVice Pres : Aldérico Zanetti
Secretario Geral – Marco Rosa
Secretário Adjunto: Marcio Antonio
Tesoureiro: Ademir Zanetti
1º Vogal: Lorena Milão Wincler
2º Vogal: Cassio Ferenando Giacchin
1º Suplente: Nelson Fagundes
2º Suplente: Wladimir Lucena
3º Suplente: Luiz Carlos Nunes
4º Suplente: Saulo Gil
Política
Flávio Bolsonaro não entrega passaportes no prazo, e PF apura possível saída do Brasil pela Argentina

A Polícia Federal (PF) apura se o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou o Brasil com destino aos Estados Unidos, possivelmente passando pela Argentina, após ser proibido de viajar para o exterior por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O caso ganhou repercussão nesta terça-feira, 27, depois que o prazo para a entrega dos passaportes terminou sem confirmação de que os documentos haviam sido recebidos pela corporação.
A investigação sobre o possível deslocamento do parlamentar foi iniciada após informações divulgadas pela imprensa argentina indicarem que ele teria atravessado a fronteira brasileira e planejado seguir viagem em uma aeronave particular. Até o momento, porém, as informações sobre sua saída do território nacional são contraditórias e não há confirmação independente de que ele tenha deixado o país.
Ordem judicial foi comunicada na segunda-feira, 26
O caso começou a ganhar repercussão na segunda-feira, 26, quando Flávio Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais relatando ter sido intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes.
Segundo o senador, a abordagem ocorreu naquela manhã, quando ele deixava a residência do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. Na ocasião, Flávio afirmou que os agentes comunicaram uma determinação judicial que o impedia de deixar o Brasil.
A decisão foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes e está relacionada a uma investigação em andamento no STF. De acordo com informações divulgadas pela imprensa, a medida estabeleceu prazo de 24 horas para a entrega dos documentos de viagem e determinou restrições adicionais ao parlamentar.
A decisão tramita sob sigilo judicial. Por isso, parte de seus fundamentos e detalhes não está disponível publicamente. Reportagens que tiveram acesso a informações do processo indicam que a ordem também prevê o cancelamento dos passaportes brasileiros do senador e a proibição de contato com o advogado Willer Tomaz, que é investigado no mesmo caso.
Em sua manifestação pública, Flávio declarou que cumpriria a determinação e que iria se defender da medida, a qual classificou como uma tentativa de intimidação. Ele também questionou os fundamentos da decisão e relacionou sua adoção a declarações feitas pelo irmão, Eduardo Bolsonaro, sobre a possibilidade de deixar o Brasil em caso de derrota eleitoral.
Prazo terminou nesta terça-feira, 27
O prazo de 24 horas concedido para a entrega dos passaportes terminou nesta terça-feira, 27. Na manhã do mesmo dia, reportagens informaram que a Polícia Federal ainda não havia confirmado o recebimento dos documentos.
A ausência de confirmação levou a novas diligências para verificar o cumprimento da ordem judicial. Segundo informações divulgadas pela imprensa, a PF também se mobilizou para recolher os documentos e checar o paradeiro do senador.
O ponto central é que a determinação judicial não se limitava à entrega dos passaportes: ela também proibia Flávio de deixar o território brasileiro. Por isso, a possibilidade de uma viagem internacional passou a ser investigada pelas autoridades.
Até o momento das informações divulgadas nesta terça-feira, não havia confirmação pública de que o senador tivesse entregue os documentos nem de que tivesse cruzado a fronteira. A falta de confirmação da entrega, por si só, não esclarece onde ele está nem comprova uma eventual saída clandestina do país.
Imprensa argentina relata possível passagem pela fronteira
A suspeita de uma possível saída do Brasil ganhou força após uma reportagem do jornal argentino Infobae indicar que Flávio Bolsonaro teria atravessado a fronteira com a Argentina e planejado seguir para os Estados Unidos em um avião particular.
Segundo os relatos reproduzidos por veículos brasileiros, a viagem teria passado por Puerto Iguazú, na província argentina de Misiones. A informação mencionava uma aeronave particular e procedimentos de imigração e alfândega para passageiros e tripulantes.
A Polícia Federal passou a verificar informações sobre possíveis deslocamentos e registros de fronteira, além de buscar esclarecimentos junto às autoridades argentinas.
Entretanto, a versão não foi confirmada de maneira independente. O porta-voz do presidente argentino Javier Milei, Fabián Fernández, negou, em declaração à Bloomberg reproduzida pelo SBT News, que Flávio tivesse entrado na Argentina. Ele também contestou a informação sobre um voo com as características descritas na reportagem.
Há, portanto, versões divergentes: de um lado, relatos atribuídos a aliados do senador e informações publicadas pela imprensa argentina; de outro, a negativa apresentada por um representante do governo argentino. A apuração da PF busca esclarecer se houve deslocamento internacional e, caso tenha ocorrido, em quais circunstâncias.
O que motivou a decisão do STF?
A ordem judicial está ligada a uma investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e possíveis irregularidades financeiras envolvendo Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz.
De acordo com informações divulgadas pela imprensa, os investigadores analisam movimentações financeiras e possíveis vínculos entre empresas relacionadas ao advogado e negócios do setor de apostas. A apuração também envolve suspeitas relacionadas à origem e à circulação de recursos.
As informações disponíveis apontam que a Polícia Federal investiga a possível participação de Flávio no caso, enquanto Willer Tomaz também é alvo das apurações. A existência de uma investigação, contudo, não equivale a uma condenação, e as suspeitas precisam ser examinadas pelas autoridades competentes.
A decisão de Alexandre de Moraes foi tomada no âmbito desse processo, mas, como o procedimento corre sob sigilo, não é possível atribuir com certeza todos os fundamentos da medida a informações que não foram oficialmente divulgadas.
Flávio questiona a decisão e nega intenção de deixar o país
Ao tornar pública a intimação, Flávio Bolsonaro contestou a decisão judicial e afirmou que pretendia entregar os passaportes e se defender. O senador também questionou o momento em que a ordem foi determinada.
Em sua manifestação, ele relacionou a medida a declarações de Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos. Em entrevista divulgada na semana anterior, Eduardo havia defendido que o irmão deixasse o Brasil em caso de derrota na eleição presidencial.
Flávio argumentou que não havia manifestado intenção de sair do país e criticou a proibição de viagem. A declaração pública de que cumpriria a ordem, entretanto, não substitui a confirmação formal da entrega dos documentos, que ainda precisava ser esclarecida pelas autoridades nesta terça-feira.
As informações sobre uma possível viagem também precisam ser analisadas separadamente das declarações políticas e das suspeitas investigadas no STF. Até que surjam evidências verificáveis, não é possível afirmar que o senador tenha fugido do Brasil.
O que acontece agora?
A Polícia Federal trabalha para esclarecer dois pontos principais: se Flávio Bolsonaro cumpriu a determinação de entregar os passaportes e se deixou o território nacional após a proibição judicial.
A verificação de registros migratórios, a troca de informações com autoridades argentinas e a checagem de eventuais voos podem ajudar a esclarecer o caso. Se forem identificados elementos que indiquem descumprimento da ordem, caberá às autoridades competentes avaliar as medidas legais aplicáveis.
Até a divulgação das informações disponíveis nesta terça-feira, 27, o cenário permanecia em aberto. A não confirmação da entrega dos passaportes e os relatos sobre uma possível passagem pela Argentina motivaram a apuração, mas não comprovam, isoladamente, que Flávio Bolsonaro tenha deixado o país.
O caso reúne, assim, três questões distintas: o cumprimento de uma determinação judicial, a investigação financeira em curso no STF e a verificação de uma possível viagem internacional. A confirmação dos fatos dependerá das diligências das autoridades e de informações oficiais sobre o paradeiro do senador.
A reportagem poderá ser atualizada à medida que a Polícia Federal, o STF, as autoridades argentinas ou a defesa do senador apresentarem novas informações.
Política
Secretário de Educação de Cachoeirinha é afastado após suspeita de uso de diploma falso; veja o que diz a Prefeitura

O secretário municipal de Educação de Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, Ildo Junior da Silva Dias, foi afastado do cargo por 180 dias por determinação judicial. A decisão foi cumprida nesta segunda-feira, 26, durante uma operação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), que investiga suspeitas de uso de documento falso e falsidade ideológica.
A ação foi realizada pela Ficco, força integrada que reúne Polícia Federal, Polícia Civil, Brigada Militar, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Penal Federal. Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na sede da Prefeitura de Cachoeirinha, na Secretaria Municipal de Educação e na residência do investigado.
Segundo o delegado Pablo Maciel Soares, a investigação apura se o secretário utilizou documentos falsos para comprovar sua escolaridade.
A suspeita é de que Ildo tenha apresentado um diploma falso ao assumir um cargo comissionado em 2017, antes de ser nomeado secretário municipal. Conforme as informações divulgadas, a função exigia ensino médio completo, mas ele teria concluído essa etapa de ensino somente em 2025, por meio da Educação de Jovens e Adultos (EJA).
A Polícia Civil ressaltou que apenas o secretário é alvo da operação e que o poder público municipal não é objeto de suspeita na investigação.
O que diz a Prefeitura de Cachoeirinha
Em nota oficial, a Prefeitura de Cachoeirinha afirmou que os documentos apresentados por Ildo Junior para assumir o cargo passaram pelos procedimentos de conferência e análise da Secretaria Municipal de Administração. Segundo o município, a regularidade da documentação foi verificada conforme os procedimentos administrativos adotados na época.
A administração informou ainda que solicitará acesso aos autos do inquérito para conhecer os elementos que fundamentaram a investigação, buscar esclarecimentos e prestar informações à população.
O município declarou respeitar as decisões judiciais, o trabalho das autoridades e os princípios da presunção de inocência e da ampla defesa. Também afirmou que os serviços públicos e as atividades administrativas seguem normalmente.
Relação familiar com a prefeita interina
Ildo Junior da Silva Dias é filho de Jussara Caçapava (Avante), que assumiu interinamente a Prefeitura de Cachoeirinha. Ela havia sido eleita em um pleito suplementar realizado em abril deste ano, mas teve o mandato cassado pela Justiça Eleitoral.
O vice-prefeito Luis Carlos Azevedo da Rosa, conhecido como Mano (PL), também teve o mandato cassado.
A investigação sobre o secretário segue sob responsabilidade das autoridades policiais. Até o momento, as suspeitas investigadas não representam uma condenação, e o caso deve seguir os trâmites legais.
Política
Flávio Bolsonaro anuncia pedido de anulação das eleições e questiona decisão do STF

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado na disputa pela Presidência da República neste domingo, 25, afirmou que pretende recorrer à Justiça para solicitar a anulação das eleições de 2026. A declaração foi feita após o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizar a extensão do horário de votação em duas horas.
Flávio contestou a decisão, alegando que a alteração ocorreu durante o processo eleitoral e representou uma mudança nas regras da disputa. O senador também questionou a atuação de Zanin, que não integra o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e criticou a medida por ter sido adotada às 17h01.
Segundo o candidato derrotado, a decisão comprometeria a igualdade entre eleitores de diferentes municípios e estados. Ele afirmou que pretende utilizar os recursos jurídicos disponíveis para contestar o resultado das urnas.
“É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram”, declarou Flávio, ao anunciar que sua equipe jurídica pedirá a anulação do pleito.
O senador também argumentou que não teria como saber quantos votos poderia ter recebido em localidades onde, segundo ele, não houve reabertura das urnas.
A manifestação, entretanto, diverge de uma solicitação apresentada pela própria campanha do PL ao TSE na tarde de domingo. A equipe de Flávio havia pedido a ampliação do horário de votação em municípios de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Santa Catarina, em razão de problemas relacionados às chuvas.
Autoridades defendem a regularidade do processo eleitoral
Após a confirmação da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, declarou ter “absoluta segurança de todo o processo eleitoral”.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) também se manifestou sobre a votação. O procurador-geral da República e procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet Branco, afirmou que o Ministério Público cumpriu seu papel de fiscalizar o processo, investigar possíveis irregularidades e garantir o respeito à vontade dos eleitores.
Em pronunciamento ao lado do presidente da Câmara dos Deputados, o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que não havia motivos para contestar o resultado e destacou a importância de respeitar a decisão expressa nas urnas.
Alcolumbre também mencionou o cenário de polarização política no país e defendeu que o presidente eleito trabalhe para reduzir a divisão entre os brasileiros.
TSE rebate declaração sobre fiscais do PL
Além de questionar a extensão do horário de votação, Flávio Bolsonaro afirmou que fiscais do Partido Liberal teriam sido retirados da sala-cofre do TSE durante a apuração dos votos.
O tribunal negou a alegação. De acordo com o TSE, a sala-cofre não é aberta à visitação, e os representantes do PL acompanharam a totalização dos votos e a divulgação dos resultados no espaço destinado à fiscalização eleitoral.
Lula vence Flávio e conquista quarto mandato
Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito presidente da República neste domingo, 25, após derrotar Flávio Bolsonaro no segundo turno. Com a vitória, o petista garantiu seu quarto mandato presidencial por meio do voto popular, tornando-se o primeiro brasileiro a alcançar esse feito.
A confirmação ocorreu às 21h08, quando 97% das urnas haviam sido apuradas. Naquele momento, Lula registrava 51,74% dos votos, contra 48,26% de Flávio Bolsonaro.
O resultado representou uma reviravolta em relação ao primeiro turno, quando o candidato do PL havia obtido 47% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45%.
Fundador do Partido dos Trabalhadores, Lula chegou à Presidência pela primeira vez em 2002 e foi reeleito em 2006. Depois de deixar o cargo, retornou ao Palácio do Planalto em 2023, após vencer Jair Bolsonaro, pai de Flávio, na eleição presidencial de 2022.
No próximo mandato, Lula deverá lidar com desafios políticos e econômicos, incluindo a necessidade de negociar com um Congresso Nacional de maioria oposicionista, administrar as contas públicas e cumprir as propostas apresentadas durante a campanha eleitoral.
A vitória também marca mais um capítulo da trajetória política do presidente, que enfrentou derrotas eleitorais, passou 580 dias preso em decorrência de condenações posteriormente anuladas pelo STF e voltou a disputar a Presidência após recuperar seus direitos políticos.

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