Jorge Uequed: “A ocupação do Guajuviras foi um ato heroico da sociedade”


Jorge Uequed – Momento Político

Guajuviras 32 anos

Quando começam as festividades dos 32 anos do bairro Guajuviras, começo a lembrar-me de uma sessão na Câmara dos Deputados, em que alguns falavam que tinha ocorrido uma invasão de uma área da cidade de Canoas, onde estava sendo construído um projeto de habitação popular.

Na época, fiz questão de ir à tribuna para dizer: “Não se trata disso, mas sim de uma invasão de brasileiros, que num trabalho heroico ocuparam a área para proteger o patrimônio público e impedir que tudo se transformasse em ruínas e prejuízos…”.

Hoje, tenho certeza do que dizia e ao passar pelo Guajuviras, tenho que acrescentar que aqueles brasileiros, além de evitar os prejuízos para o erário, transformaram ruínas em lares, criaram um organismo social, produziram uma convivência de uma sociedade que precisava morar para criar. Tenho certeza, também, que o ato heroico foi altamente vantajoso pra o erário estadual, pois os ocupantes fizeram investimentos e ainda pagaram prestações para os organismos estatais que eram responsáveis pelas construções e pela área, e que por descaso e incompetência tinham abandonado as obras.

Parabéns à população do Guajuviras, seu ato renova a esperança de que o povo pode ajudar a construir um país melhor.

Ronchetti

Faleceu nesta quinta-feira, 11, aos 62 anos, o médico Marcos Antonio Ronchetti. Marcos foi vereador, prefeito de Canoas por duas legislaturas, e em sua grande passagem tem a construção do Hospital de Pronto Socorro Nelson Marchezan, no bairro Mathias Velho.

Vindo do interior do Estado, junto de sua família, firmou residência em Canoas, onde, com muito sacrifício, cursou a faculdade de Medicina. O velório será realizado na Câmara de Vereadores de Canoas.

Gracinha

Há uma concordância quase que geral, a contratação da São Miguel transformou-se num equívoco, eis que o Grupo não está preparado para gerir um hospital como o nosso.

Agora, o caminho vai ser a rescisão do contrato, mas esta é  apenas a primeira caminhada, em seguida, a ABC vai ter que encontrar, entre os seus gestores competentes, alguém para exercer a delicada função de administrar o hospital. Ao mesmo tempo, vai procurar outra entidade com as quais fazer contratação para gestão. Todos sabem que isto demora e enquanto não ocorrer a ABC vai ter que gerir com nova visão e novos dirigentes o Gracinha. Vai ser um grande esforço, que exige uma participação clara e definida da comunidade. E esta não pode faltar ao Gracinha, pois este nunca lhes faltou.