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21/02/2024
 

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Começam as obras para salvar escola municipal no Niterói

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Marcelo Grisa

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As crianças assistem a grande máquina, enquanto esperam para, e breve, voltar a seus brinquedos

Há cerca de 10 anos, a comunidade escolar da Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Pequeno Polegar, no bairro Niterói, convive com o medo das chuvas. Cada vez que as nuvens escurecem, pais, professores e funcionários ficam apreensivos com a possibilidade de alagamentos no local e nas ruas adjacentes.
Entretanto, na última segunda-feira, 22 de maio, finalmente foram iniciadas as obras da Prefeitura que visam resolver pontos que atrapalham aulas e expõem alunos a contaminações. Isso graças à atuação da Comissão

Voluntária pela Educação, formada no mês de abril com o objetivo de criar soluções para a rede pública municipal.
A presidente do Conselho de Pais e Mestres da Pequeno Polegar, Michele Bartzen Acosta, declarou que os pais estão mais tranquilos com a tomada de atitude da Prefeitura de Canoas. “Nós fazemos tudo o que é possível para ajudar. Vamos continuar vigilantes.”

Situação e Solução

A construção, que tem 36 anos, fica abaixo do nível da rua. A fossa da Pequeno Polegar tem somente um palmo de profundidade e o descarte de dejetos ainda é por rede pluvial. O escoamento de chuva e esgoto ocorre pela mesma via. Qualquer chuva traz o risco de convivência dos pequenos alunos a fezes, insetos e demais agentes contaminantes. “Infelizmente já vi até uma larva em cima da barriga de um nenê no berçário”, admite a diretora, Natália Sudbrack Crippa.

Além dos 15 bebês que ficam na Pequeno Polegar, a escola recebe mais 73 alunos, totalizando 88 crianças. Todos eles, mais a equipe de funcionários, têm somente um único banheiro à disposição. Dali ainda vem um cheiro forte, diretamente do esgoto.

Este ponto é o que está sendo primeiramente atacado pela Secretaria Municipal de Educação. Através do Departamento de Obras da pasta, o encanamento da escola está sendo trocado. Os antigos e estreitos tubos de PVC serão substituídos por uma tubulação de concreto de 30cm de diâmetro, e parte da rede de esgoto no entorno sofrerá modificações até o final de julho, de acordo com. Em trabalho conjunto com a Secretaria Municipal de Obras, novas limpezas das bocas de lobo devem ser feitas nos próximos dias.

A Comissão Voluntária da Educação é composta por membros ligados a entidades privadas. O grupo reuniu-se com a diretora, professores e representantes da Secretaria Municipal da Educação no último dia 20 de abril. A Comissão abordou a Pequeno Polegar ao ser informada pela Secretaria dos casos mais graves envolvendo infraestrutura.

Mais que Esgoto

Outras partes da EMEI também sofrem interferências. O refeitório, que até 2015 tinha um buraco no chão, foi construído em cima de uma fossa. Lanches já precisaram ser transportados para salas apenas para evitar o intenso mau cheiro.
Há também problemas na caixa d’água e no forro, que é feito de material inflamável e apresenta rachaduras. “Já pedimos muitas e muitas vezes, só que a gente nunca foi ouvido de verdade”, reclama a professora Eliana Carbonera, que dirigiu a escola de 1985 a 1995.

A atual direção, contudo, acredita que, com o tempo, este problema também será solucionado. “O secretário da Educação já esteve aqui pelo menos três vezes no último mês. Fizemos reuniões e orçamentos. Tenho certeza que, com o tempo, tudo será resolvido”, afirma Natália.
Para a diretora, que assumiu o cargo apenas em março, é possível realocar as crianças para dois locais diferentes para a realização de reformas. Um grupo seria alocado na EMEI Beija-Flor, há cerca de um quilômetro de distância. O resto dos alunos iria para duas salas na subprefeitura Sudeste, localizada a apenas 800 metros da Pequeno Polegar. “Temos pais bastante ativos, que inclusive compraram equipamentos de ar condicionado que não podemos usar por limitação da rede elétrica. Eles, mais do que todos, querem soluções.”

Combinação Entre Partes

De acordo com a Secretaria Municipal da Educação, o trabalho constante de drenagem é requisitado pela creche e realizado com frequência desde o começo do ano. O secretário José de Jesus D’Ávila afirma são estudadas alternativas para realizar todas as obras no menor tempo possível e com efeitos mais duradouros.
A pasta também deve avaliar como falar com a Corsan sobre obras que viabilizem a rede de esgoto, impedindo que o problema retorne a longo prazo. “Um morador de uma rua próxima contou algo que me assustou. Ele disse que a última vez que foi feita uma limpeza que durou mais tempo sem alagamento foi na época do [falecido ex-prefeito] Lagranha. Precisamos resolver isso”, afirmou.

A Corsan, ao ser questionada, revelou desconhecer a demanda por não haver nenhum pedido da Pequeno Polegar em relação ao tema no sistema da empresa. Entretanto, revelou que seria possível fazer a ligação do esgoto cloacal, separando a saída de dejetos e o escoamento da água da chuva, da Av. Venâncio Aires para a escola. “É uma obra de três meses, após os devidos trâmites, afetando uma distância de 90 metros.”, admite Edson Specht, chefe da unidade de saneamento municipal.

Mais que Escola

Vizinha da Pequeno Polegar, a moradora Carmen Lúcia de Almeida acredita que o entupimento das bocas de lobo tenha piorado bastante a situação nos últimos anos. Os alagamentos ocorrem não somente no entorno da praça, mas em várias ruas paralelas. A água quase entra em sua casa apesar da altura do assoalho, e deixa marcas na parte de fora de sua varanda. “O pessoal vem e deixa lixo, faz sujeira e vai tudo para o bueiro. É um nojo.”
Enaíde Cristina de Fontana, que trabalha em uma loja de produtos de informática próxima da escola, convive com os alagamentos durante chuvas fortes na região. “Entra água e vêm ratos, baratas… Já tivemos que empilhar produtos para não molhar, e sempre tem alguém que se machuca na rua. É horrível”, relata.

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A diretora Natália Crippa (E, de rosa) falou sobre a situação com a Comissão Voluntária da Educação e representante da Prefeitura

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Marcas da água na casa de vizinhos da Pequeno Polegar atestam tamanho do problema

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TEMPORAL: Agência bancária tem fila de três horas atendimento por conta de saques do FGTS

Redação

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No começo da tarde desta terça-feira, 23, o tempo de espera para ser atendido na Caixa Econômica Federal chegava a até três horas. A fila ocorreu na agência central do banco em Canoas, na esquina das ruas 15 de Janeiro e Fioravante Milanez. Por volta das 14h, cerca de 70 pessoas aguardavam o chamado dentro da agência, e uma fila de cerca de 50 pessoas esperava as senhas no entorno dos caixas eletrônicos.

A fila ocorreu por consequência do decreto de situação de emergência na cidade após o temporal que atingiu a Região Metropolitana e a capital, Porto Alegre, na noite do dia 17. Assinado pelo prefeito em exercício, Nedy de Vargas Marques, o documento contou com o parecer do Escritório de Resiliência Climática (Eclima). 

As pessoas atingidas pelos efeitos do temporal podem requisitar o saque do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) nas agências da Caixa por até 180 dias.

Mas, atenção

O decreto de emergência simplifica as contratações emergenciais necessárias por parte do governo e possibilita que, pela classificação de Nível II, os cidadãos afetados pelo desastre encaminhem a solicitação de saque do FGTS. Esse processo, no entanto, não é imediato, pois ainda depende da homologação do Governo do Estado e do reconhecimento pelo Governo Federal. A Prefeitura irá informar a população sobre essa liberação em seus canais oficiais de comunicação.

O evento climático teve registro de ventos de 100 km/h e deixou milhares de moradores sem luz e água por dias. A prefeitura espera um novo levantamento dos pontos ainda afetados pela falta de luz. No domingo, 21, segundo a concessionária de energia RGE, ainda haviam 993 endereços sem luz

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CONSEQUÊNCIAS DO TEMPORAL: Comércio e moradores sofrem com danos a serviços básicos e 300 árvores caídas

Redação

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Comércio e moradores sofrem com danos a serviços básicos e 300 árvores caídas – Foto: Marcelo Grisa/OT

Marcelo Grisa
marcelogrisa@gmail.com

Árvores caídas, perdas no comércio e moradores em espera. Canoas ainda vive cenários como estes nos dias após a tempestade que atingiu o Estado na noite de terça-feira, 16.

A falta de luz, água e comunicações afetou partes da cidade na quarta-feira. Nesta quinta-feira, 18, os serviços estão em processo de restabelecimento.

Ao final da manhã de quinta, 18, apenas na Região Metropolitana, eram mais de 170 mil pontos sem luz, de acordo com a concessionária de energia RGE. Em informação repassada pela empresa à Prefeitura de Canoas, 63 mil desses postos se encontram no município, o que equivale a cerca de 37% do total.

O serviço de energia já foi restabelecido em bairros como Mato Grande, Centro, Nossa Senhora das Graças, Olaria, Estância Velha e Igara, e a empresa espera retomar os serviços assim que possível em toda a cidade.

A Corsan não forneceu números específicos, mas em comunicado, informou que o fornecimento de água deve estar normalizado na madrugada da sexta-feira, 19.

A empresa afirmou que a normalização tem sido possível graças à instalação de geradores nas estações de tratamento. Apesar disso, é possível que ocorram interrupções e oscilações na pressão da rede.

Entretanto, em bairros como o Cinco Colônias, a chuva tornou algumas situações piores. Na casa de Elisabete Delfino, moradora da Rua das Pitangueiras, a água não veio da rua, mas de dentro dos próprios canos da casa. A condição, que começou sem gravidade na semana anterior, agravou-se na noite de terça-feira.

“Era muita água. No meu quarto, tinha dez centímetros de água. Botamos a água com rodo para a rua a noite inteira, e eu precisava ainda cuidar para os meus netos não terem contato com o esgoto”, relatou.

Equipes estão nas ruas realizando a retirada das cerca de 300 árvores que caíram após a tempestade, de forma a agilizar a retomada do fornecimento dos serviços básicos.

Árvores caíram durante temporal - Foto: Marcelo Grisa/OT

Árvores caíram durante temporal – Foto: Marcelo Grisa/OT

Comércio prejudicado

O primeiro dia após o evento climático extremo afetou inclusive o comércio no centro da cidade. As lojas que abriram precisaram fazer horários diferenciados devido à falta de luz, e parte das vendas foi prejudicada por conta da consequente ausência de internet nos estabelecimentos.

“Nosso maior fluxo é online. As máquinas de cartão funcionam de alguma forma, mas a bateria da balança não durou o dia todo na terça”, afirmou Adriele Campos Martins, que trabalha em uma pet shop na Rua Coronel Vicente.

Próximo ao local, no semáforo com a Rua Dr. Barcelos, um dos cruzamentos mais movimentados da cidade inspirava atenção aos motoristas. Sem o sinal, era necessário cautela para atravessar partes importantes da região central, como o acesso à BR-116.

Trânsito prejudicado após temporal - Foto: Marcelo Grisa/OT

Trânsito prejudicado após temporal – Foto: Marcelo Grisa/OT

Apesar de a energia ter retornado a quase todos os pontos do Centro até a manhã do dia 18, muitos lugares não retomaram os serviços. A agência canoense do Sistema Nacional de Emprego (Sine), por exemplo, continuou fechada na quinta-feira, 18.

Os sistemas eletrônicos do local ainda não estavam funcionando plenamente, o que impediu o atendimento desde a quarta-feira, 17.

Outros serviços em Canoas foram restabelecidos na quinta, 18. O transporte público municipal já opera com 100% da frota nas ruas, com algumas rotas tendo desvios no trânsito no Fátima e na Vila Cerne.

Nas casas de saúde do município, as conjunturas variam. O Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG) e o Hospital Universitário (HU) já têm água e luz. O Pronto Socorro ainda precisa de água através de caminhões-pipa, mas atende normalmente.

O HU ainda enfrenta problemas no atendimento por conta de restrições nos serviços de internet. O HNSG está com suspensão parcial das cirurgias eletivas por conta de um destelhamento no Bloco Cirúrgico.

Previsão do tempo

O clima deve permanecer nublado em Canoas na próxima semana. Entretanto, não há previsão de eventos climáticos como o da última terça-feira. As mínimas devem oscilar entre 17 e 21 graus, com máximas de 27 a 31.

Há a possibilidade de pancadas de chuva todos os dias, com exceção de terça-feira, 23. Nos demais, a precipitação deve variar entre 2 a 10 milímetros por dia.

Números de emergência

Em caso de problemas com árvores caídas, alagamentos e outras consequências da chuva, é necessário comunicar à Defesa Civil pelos telefones (51) 3476-3400 e 99322-5764, assim como ao Corpo de Bombeiros, pelo 193.

A Guarda Municipal também está de prontidão nos telefones 153, 32363888 ou pelo 32363889. A sinalização devido à queda de árvores ou alagamentos deve ser comunicada à Diretoria de Trânsito, no número 156.

 

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Gabinete de Crise da Prefeitura de Canoas reúne Corsan, RGE e Corpo de Bombeiros

Redação

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Gabinete de Crise da Prefeitura de Canoas reúne Corsan, RGE e Corpo de Bombeiros - Foto: Renan Caumo/PMC

O Gabinete de Crise instituído pela Prefeitura de Canoas sediou uma importante reunião estratégica na tarde desta quinta-feira, 18, na Secretaria de Segurança Pública (SMSP), com o objetivo de dar mais celeridade aos atendimentos das demandas oriundas do último temporal.

Participaram o prefeito em exercício Nedy de Vargas Marques, secretários municipais e membros do Corpo de Bombeiros, Corsan e RGE.

Nedy destacou a importância do encontro.

“A reunião pretende que as pessoas que estão no comando tenham uma melhor comunicação para que as ações sejam mais articuladas e coordenadas para minimizar os prejuízos e reestabelecer a normalidade”.

Em relação à companhia de energia RGE, as principais demandas são o reestabelecimento do serviço e o desligamento de fiações que estão em contato com chão ou foram atingidas por árvores.

“No primeiro momento, a RGE teve um pico de 712 mil clientes desabastecidos. No auge, Canoas teve 180 mil pontos sem energia. Atualmente, está com 60 mil unidades sem luz. Estamos com cerca de 100 equipes trabalhando no município”, numerou o consultor de negócios da RGE, Cássio Lima.

Quanto a Corsan, o gestor da Unidade Canoas, Rogério Madrid e o agente de apoio técnico Cláudio Kazanowski apontaram que o abastecimento de água deve ser retomado, gradualmente, até a madrugada da sexta-feira, 19.

 

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