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23/04/2024
 

Comunidade

La Salle Canoas de olho na excelência

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Alunos trabalhando com tablets

Alunos do La Salle usando a tecnologia como fonte de conhecimento. Foto: Marcelo Griza

Marcelo Griza

O Colégio La Salle Canoas tem uma história centenária, como o próprio O Timoneiro demonstrou em reportagem especial no mês de abril, e continua atuando na educação de crianças, jovens e adultos em direção a uma formação de excelência. A sua estrutura de Ensinos Infantil, Fundamental e Médio sofreu profundas transformações para se adequar ao novo cenário da Educação no Brasil.

Revitalização
Até o ano de 2000, o colégio tinha amplo ingresso de alunos – eram 1876 naquele ano, de acordo com dados do próprio LaSalle Canoas. Entretanto, as constantes mudanças, com um aparente foco da instituição no Unilasalle, gradualmente fizeram com que parte da comunidade canoense se afastasse da escola, com medo de que ela fosse encerrar suas atividades. “Em dado momento dessa primeira década do século XXI, não haviam separações entre os espaços dos alunos de diferentes níveis. Essa abertura também tirava um pouco da segurança dos pais, o que era compreensível”, conta a diretora Maria Elisa. O auge da crise interna ocorreu em 2009, quando haviam somente cerca de 800 alunos entre os três níveis de matrícula.
A partir de 2010, contudo, a escola decidiu repensar suas práticas e comunicação para reverter o quadro. O primeiro passo foi a entrega, nesse ano, de um novo prédio dedicado ao atendimento da Educação Infantil na instituição. Mais tarde foram instaladas catracas internas, separando os espaços do colégio, e reposicionando a marca do colégio frente à cidade de Canoas.
O conjunto de medidas surtiu efeito: em 2011, foram 1108 alunos, e o crescimento de cerca de 12% ao ano fez com que, em 2014, se chegasse à marca de 1550 estudantes no LaSalle Canoas. Entretanto, a diretora não deseja que a instituição retorne a números como os dos anos 90, quando ultrapassava a marca de dois mil alunos/ano. “Queremos agora ser referência. Termos excelência de qualidade é essencial. Estamos com filas de espera para algumas séries; a Educação Infantil já não tem mais vagas para 2016”, aponta a diretora. Além disso, 92% das salas hoje encontram-se ocupadas em todos os períodos, com média entre 30 educandos por turma no Ensino Fundamental e 35 no Médio.

Formando pessoas com sucesso
Neste ano, o La Salle Canoas decidiu dar o próximo passo para manter a desejada excelência com seu currículo ampliado, após implementar tecnologias como o Data Show em todas as salas e o uso de livros digitais, eliminando das séries mais adiantadas o uso de conteúdo no quadro negro. No novo currículo, novas atividades nos diferentes estágios de desenvolvimento visam “oferecer mais para o aluno, e sempre de uma forma diferente a cada etapa, para desenvolver competências necessárias e tornar o processo sempre uma novidade”, sublinha a diretora Maria Elisa Medeiros.

São cinco os programas suplementares às disciplinas habituais:
● Escola da Inteligência: Na Educação Infantil e no primeiro ano do Ensino Fundamental, é aplicado o método do pesquisador, médico, professor e escritor Augusto Cury, usado também em várias escolas ao redor do país para estimular o enfrentamento dos medos e o crescimento psicológico;
● Mentes Inovadoras: também chamado de Mind Lab. Uma série de jogos estratégicos é aplicada entre o segundo e o quinto anos do Ensino Fundamental para melhorar a cognição, o raciocínio lógico e as relações interpessoais dos estudantes;
● Robótica LEGO: entre o sexto e o nono anos do EF, há um período por semana de aprendizado com os robôs montáveis, numa parceria do LaSalle com a empresa dinamarquesa;
● Inglês Cambridge: o curso de inglês aplica cinco períodos de aula entre o sexto e o nono anos do EF, em vez dos dois a três habituais, para aprimorar o conhecimento linguístico. Ao final dessa etapa, todos os alunos podem realizar um Exame de Competência, que pode garantir a eles certificação útil para a vida profissional vindoura;
● Programa Juventude Lasallista: todos os alunos de Ensino Médio passarão a prestar três exames simulados relacionados ao ENEM, nos meses de março, junho e outubro, além de receberem extensiva orientação pedagógica e psicológica com o objetivo de estimular a formação de projetos de vida. Neste processo, são inseridos também os professores e familiares, com reuniões, repasse de informações e conteúdo interdisciplinar.
Segundo Maria Elisa, o mais importante (e até agora mais polêmico) dos projetos é a Juventude Lasallista, pois muitos alunos do terceiro ano lamentam que o sistema não foi aplicado a eles em anos anteriores. “A exigência aumentou bastante, mas é justamente com o objetivo de formarmos pessoas com sucesso no futuro que pensamos nesse programa”, explica a diretora. “A escola precisa desafiar o aluno a pensar.”

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GUAJUVIRAS 37 ANOS: Moradores lembram da luta pela moradia no surgimento do segundo maior bairro de Canoas

Redação

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Marcelo Grisa
marcelogrisa@gmail.com

Nesta quarta-feira, 17, um dos maiores bairros de Canoas comemora 37 anos de existência. Em 17 de abril de 1987, começava a ocupação do que viria a se tornar o Guajuviras. Com 42.749 habitantes, é o segundo em termos de população na cidade. Mas para quem mora lá, vem em primeiro lugar.

Trajetória

A história do bairro é também uma história de lutas. Originalmente, o espaço do Guajuviras era chamado de Conjunto Habitacional Ildo Meneghetti. No local, construído pela Companhia de Habitação do Estado do Rio Grande do Sul (Cohab) haviam 5.974 unidades habitacionais, muitas delas abandonadas, e que foram ocupadas para formar o que inicialmente foi considerado uma invasão. A obra, que deveria ter 6.400 unidades, nunca foi finalizada pelo órgão estadual e, por isso, não havia sido entregue aos inscritos no programa de habitação popular. A Cohab chegou a tentar repassar as obras à Prefeitura de Canoas em 1984, sem sucesso.

Isso ocorria por conta da conjuntura econômica do país no período. Em 1987, o Brasil estava no período da hiperinflação, com mais de 250% ao ano após o fim do Plano Cruzado. Havia desabastecimento, e o preço dos alugueis se tornava demais para que muitos pudessem pagar.

Foto: Marcelo Grisa/OT

Espera e invasão

Herminio Farinha Vargas chegou no primeiro dia. Aquele 17 de abril era um domingo de Páscoa, e Farinha recebeu o aviso de que muitos estavam indo para lá. Ele e sua esposa, Otacília, foram até o local. “A gente nunca quis o direito de ganhar uma casa, mas o direito de pagar o preço justo por uma. Muitos, como nós, estávamos inscritos na Cohab”, diz.

Otacília explica que a situação se arrastava há anos. “Já tinha um tempo que o pessoal dizia que seria o ideal invadir. Eu passei um dia todo no sol, grávida, em frente à Praça do Avião, para me inscrever na Cohab, em 1982. Cinco anos depois e nada. Pior: algumas moradias já começavam a ser invadias por gente até de municípios vizinhos, que não estavam inscritas”, lamenta.

Maria Aparecida Flores estava no Guajuviras desde os primeiros dias da ocupação. Chegou com dois filhos. A filha mais velha e o marido não quiseram vir de Arambaré, onde morava. A nova vida começava com desafios extras. “O terreno onde hoje fica a igreja de Nossa Senhora Aparecida estava com uma cerca. Eu e mais umas 20 mulheres derrubamos. Precisávamos também de um espaço para a comunidade. Fizemos oficinas, forno coletivo para fazer pão, e conversávamos sobre as nossas vidas e nossos direitos”, recorda.

Ela lembra que, naquele momento de transição democrática do Brasil, ainda haviam resquícios da repressão dos anos da ditadura militar, que terminou oficialmente em 1985. “Antes de vir a Brigada Militar, mandaram o Exército para cercar o bairro. Ninguém entrava, ninguém saía. Fiquei dez dias sem comer por conta disso. Quando a ajuda chegou, eu tentei me alimentar e vomitei”, relata.

Foto: Marcelo Grisa/OT

Organização

Cida, como é conhecida no bairro, também fez parte da Comissão dos Setenta, o grupo que atuava nas negociações junto à Cohab. Ela aponta que a organização entre os moradores foi fundamental para garantir o direito à moradia. “Nós nunca fizemos nada debaixo dos panos. Tínhamos os líderes de cada quadra, que precisavam saber tudo que discutíamos em conjunto. Depois cada um precisava ir na sua quadra, chamar todo mundo e repassar”, explica.

Farinha, que também integrou o grupo, diz que o esforço precisava ser constante, com reuniões diárias. “Era difícil. Não tínhamos água, luz, nada. E a maioria de nós trabalhava. O encontro começava às 20 horas e terminava entre uma e duas da manhã. Mas valeu a pena”, observa.

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Moradores dos bairros Niterói e Nossa Senhora das Graças podem agendar castração de cães e gatos na quarta-feira, 27

Redação

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Moradores dos bairros Niterói e Nossa Senhora das Graças podem agendar castração de cães e gatos na quarta-feira, 27

As inscrições para agendamento da castração de cães e gatos desta semana será na região Sudeste de Canoas. Na quarta-feira, 27, os interessados podem buscar o serviço na Subprefeitura, localizada na rua Marechal Rondon, 100, no bairro Niterói.

Na quinta-feira, 28, no mesmo bairro, o agendamento acontecerá na Praça da Juventude João de Barro. As iniciativas são gratuitas e ocorrem das 9 horas às 12 horas. No total, serão disponibilizadas 40 fichas para cada local.

A ação é promovida pela Secretaria de Bem-Estar Animal.

O que precisa levar

Os tutores interessados em solicitar o serviço devem comparecer no local, com documento de identidade, comprovante de residência e CPF. É preciso também ter renda familiar per capita de até três salários mínimos e estar inscrito no CadÚnico.

Apenas os moradores da região da Subprefeitura, que abrange os bairros Nossa Senhora das Graças e Niterói, podem encaminhar o atendimento. Não é necessário levar o animal para fazer a inscrição.

 

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Quatro cães são resgatados em situação de abandono em Canoas

Redação

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Quatro cães são resgatados em situação de abandono em Canoas - Foto: Renan Caumo

A Secretaria de Bem-Estar Animal (SMBEA) fez na terça-feira, 19, o resgate de quatro cachorros no bairro São José. Os cães, três fêmeas e um macho, estavam em situação de abandono em uma casa.

Na denúncia, é relatado que os maus-tratos aconteciam desde o ano passado. As equipes de fiscalização da SMBEA, a Guarda Municipal e a Polícia Civil estiveram presentes na ação.

Resgate de cães no bairro São José - Foto: Renan Caumo

Resgate de cães no bairro São José – Foto: Renan Caumo

Após o resgate, a equipe realizou um boletim de ocorrência na delegacia e os cães foram encaminhados para a Secretaria, onde devem passar por exames e tratamento adequado, de acordo com a diretora de Saúde Animal e médica veterinária da SMBEA, Katia Gueiral Lima.

“Eles receberão todo o suporte nutricional adequado, as medicações e vacinação, porque não sabemos como estavam antes”, completou. Essa já é a segunda vez que esses animais são resgatados pela secretaria.

O titular da pasta, Paulo Facio, reforçou que as equipes da SMBEA estão fazendo as fiscalizações e farão os resgates sempre que necessário.

“É impressionante o estado dos animais que estavam ali. Por isso, ressaltamos que a Prefeitura de Canoas está nas ruas fiscalizando. A SMBEA está checando as denúncias de maus-tratos. E nós vamos retirar, sim, os animais, caso seja preciso. Nós vamos combater os maus-tratos a animais em Canoas”, disse.

Abandono é crime; denuncie!

O abandono de animais é crime, de acordo com a lei 9.605/98. Em 2020, com a aprovação da lei 14.064 houve um aumento na pena para maus-tratos, prevendo de dois a cinco anos, multa e proibição de guarda.

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