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01/05/2026
 

Geral

Comissão da Câmara dos Deputados visita dique em Canoas

Redação

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Comissão da Câmara dos Deputados visita dique em Canoas

O prefeito em exercício Rodrigo Busato, acompanhado de secretários municipais, adjuntos e vereadores, recebeu na manhã de sábado, 15, deputados federais integrantes da Comissão Especial Sobre Prevenção e Auxílio a Desastres e Calamidades Naturais para uma reunião e visita técnica de apresentação dos equipamentos de proteção do Município contra enchentes.

O grupo coletou informações sobre a resposta de Canoas à enchente de maio de 2024, os desdobramentos da calamidade e a reconstrução da cidade, escutou do vice-prefeito, secretários e vereadores relatos sobre as necessidades do Município e posteriormente visitou a Casa de Bombas n.° 6, no bairro Mathias Velho, e as obras do dique de contenção contra as cheias no ponto em que a estrutura rompeu-se parcialmente na enchente do ano passado.

Participaram da reunião e das visitas o presidente da comissão, Leo Prates (BA), o relator Gilson Daniel (ES), e os deputados federais gaúchos Luiz Carlos Busato e Bibo Nunes. Os vereadores Alexandre Duarte, Daurinei Alt, Neuza Rufatto, Heider Couto e Dario Francisco da Silveira também estiveram presentes.

Na reunião e nas visitas, o prefeito em exercício Rodrigo Busato reiterou a necessidade de que haja mais agilidade na liberação de recursos já aprovados para a reconstrução da cidade e melhorias nos equipamentos de proteção contra as cheias.

“Canoas tem pressa para essa reconstrução”, argumentou Rodrigo Busato, que destacou ainda a importância das ações de prevenção para que calamidades como a de 2024 não se repitam.

Por videochamada, o prefeito Airton Souza, que está em viagem de trabalho, pediu o apoio da comissão para sensibilizar o governo federal a liberar recursos com mais agilidade para o Município.

“Precisamos que nos ajudem para que o governo reconheça a licitação que foi feita, os contratos, porque a verba já existe”, pediu o prefeito, referindo-se às obras de reformas e construção dos diques da cidade. “E que a parte que compete a Canoas seja destinada para Canoas administrar.”

Os deputados se solidarizaram com os pedidos e receberam sugestões que serão incluídas no relatório final da comissão.

“Quando passa o desastre, os problemas ficam, e quisemos ver as sequelas desse desastre no Rio Grande do Sul e como a gente pode colaborar”, disse o deputado federal Leo Prates.

“Nosso objetivo é criar um Sistema Nacional de Desastres. Queremos melhorar a legislação para que as respostas sejam muito mais rápidas. A gente precisa estar muito mais preparado”, completou.

“Essa visita nos dá condições de ver de perto o sentimento das pessoas, o que está dando certo e o que está dando errado. A gente está vendo que os recursos não estão chegando”, comentou o relator da comissão, deputado Gilson Daniel, que lembrou ainda que a importância da prevenção de desastres ainda não se reflete no orçamento federal. “Temos um orçamento aprovado na União que não possui recursos para prevenção. Isso é um erro do poder público”

Deputados gaúchos defendem a importância da prevenção

O deputado Luiz Carlos Busato somou-se à cobrança por mais agilidade na liberação de recursos para os municípios afetados pelas enchentes, e defendeu que é preciso dar a devida importância para a prevenção de desastres semelhantes.

“Após as enchentes de maio, em Canoas foi criada uma consciência para a prevenção e o Município está trabalhando”, disse Busato. “Mas foram muitos recursos anunciados, muitas ações promovidas pelo governo federal, e muito pouco foi efetivado. Nós estamos novamente enfrentando o problema recorrente que é a demora.”

O deputado Bibo Nunes destacou que tramita no Senado Federal a Proposta de Emenda à Constituição n.° 44, que visa destinar parte dos recursos das emendas parlamentares e do orçamento da União a ações de prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação de desastres, além de incluir a alocação de recursos ao Fundo Nacional para Calamidades Públicas, Proteção e Defesa Civil (Funcap) e criar regras para a transferência direta de recursos aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios.

E lembrou que Canoas foi a cidade mais afetada pelas enchentes do ano passado. “Canoas é uma cidade que tem que ter todo o apoio”, declarou o deputado.

“Fico muito grato que os deputados tenham vindo ao Rio Grande do Sul para essa demonstração de apoio.”

Policial

Operação Notre Dame combate grupo criminoso especializado em roubos a residências

Redação

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Foto: Policia Civil

Na quarta-feira, 29, a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Canoas, deflagrou a Operação Notre Dame, uma ofensiva contra uma organização criminosa interestadual especializada em roubos a residências com restrição da liberdade das vítimas.

A ação contou com apoio da Inteligência da Brigada Militar e da colaboração das Polícias Civis de São Paulo e do Ceará. Ao todo, foram cumpridas quatro ordens de prisão temporária e sete mandados de busca e apreensão nos estados do Rio Grande do Sul, São Paulo e Ceará.

As diligências ocorreram nos municípios de Lajeado, Gravataí, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Taboão da Serra e Embu das Artes. Quatro suspeitos foram presos, sendo dois no Rio Grande do Sul e dois em São Paulo. Durante as buscas, foram apreendidos materiais que devem contribuir para o andamento das investigações.

O inquérito policial teve origem em um roubo violento registrado em fevereiro deste ano, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Na ocasião, criminosos invadiram um imóvel, renderam funcionários e os mantiveram amarrados enquanto levavam joias, relógios e outros itens de alto valor.

De acordo com a Polícia Civil, a investigação apontou a existência de um esquema organizado, no qual criminosos vindos de São Paulo atuavam na execução dos assaltos com apoio logístico de comparsas no Rio Grande do Sul.

O delegado Marco Guns ressaltou que a rapidez nas diligências preliminares foi o divisor de águas para o esclarecimento do caso.

“O monitoramento técnico e o uso de inteligência nos permitiram mapear cada passo da associação criminosa”, afirmou.

O diretor regional, delegado Cristiano Reschke, enfatizou o impacto psicológico desse tipo de delito.

“A repressão ao roubo a residência deve ser enérgica e exemplar. Este crime viola o asilo inviolável do cidadão: seu lar. Quando vítimas são rendidas em seu momento de repouso e proteção, o dano psíquico é imensurável. Nossa resposta hoje reafirma que a integração entre as instituições de segurança é a barreira intransponível contra o crime organizado”, declarou.

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Policial

Operação Cerco Fechado prende 13 pessoas e mira esquema de tráfico de drogas em Butiá

Redação

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Foto: Policia Civil

A Polícia Civil, por meio da 4ª Delegacia de Investigação do Narcotráfico do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (4ªDIN/Denarc), deflagrou na manhã desta quarta-feira, 29, a Operação Cerco Fechado. A ação tem como objetivo desarticular uma associação criminosa ligada ao tráfico de drogas no município de Butiá.

Ao todo, foram cumpridos 15 mandados de prisão preventiva e nove mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Poder Judiciário após representação da autoridade policial. Até o momento, 13 pessoas foram presas. Durante a operação, drogas, munições e outros materiais foram apreendidos.

Segundo a delegada Ana Flávia Leite, a investigação começou em maio de 2025 a partir de denúncias anônimas que apontavam que um homem, mesmo preso, continuava comandando o tráfico na região.

“A investigação teve início em maio de 2025, a partir do recebimento de informações anônimas que indicavam que um indivíduo, mesmo recolhido ao sistema prisional, continuava exercendo papel de liderança no tráfico de entorpecentes, coordenando a distribuição de drogas, o fluxo financeiro da atividade ilícita e a atuação de comparsas em liberdade”, explicou a delegada.

Ela também destacou que o grupo mantinha apoio externo para garantir a continuidade das atividades criminosas.

As primeiras diligências ocorreram em endereços de Butiá e também dentro da unidade prisional onde estava o suspeito apontado como liderança. Nessas ações, foram apreendidos cocaína, porções de maconha, armas de fogo, munições, celulares, balança de precisão, dinheiro em espécie, materiais usados para fracionamento de drogas, anotações do tráfico e um veículo. Um dos investigados chegou a ser preso em flagrante.

Ainda no presídio, os policiais encontraram celulares, chips e uma porção semelhante a crack, reforçando a suspeita de comunicação ilícita a partir do cárcere.

Com o avanço da investigação, a análise dos celulares apreendidos permitiu aprofundar a estrutura do grupo. A partir da extração de dados, os policiais identificaram a divisão de funções, pontos de venda e a forma como eram feitos os repasses e ordens.

As conversas revelaram negociações de drogas, vendas diretas, cobrança de dívidas e transferências via Pix. Também mostraram a atuação organizada dos envolvidos, com funções específicas dentro do esquema.

Outro ponto identificado foi o monitoramento da atuação policial. Os investigados trocavam informações sobre viaturas e movimentações de agentes na região.

“A apuração demonstrou que, quando um ponto estava temporariamente inativo, compradores eram encaminhados a outros locais, mantendo a continuidade da mercancia ilícita e evidenciando a estabilidade da associação criminosa”, explicou a delegada Ana Flávia.

Mesmo preso, o investigado apontado como liderança seguia influenciando o esquema, segundo a polícia, controlando valores, pagamentos e ordens repassadas a comparsas em liberdade.

A investigação também encontrou registros financeiros paralelos, com anotações de nomes, valores e cálculos, além de movimentações consideradas suspeitas.

De acordo com a delegada, os elementos reunidos mostram uma estrutura criminosa organizada e estável.

“A Operação Cerco Fechado integra a estratégia da Polícia Civil de intensificar as ações de repressão qualificada ao tráfico de entorpecentes e à atuação de associações criminosas no Rio Grande do Sul”, completou Ana Flávia Leite.

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Policial

Operação Nacional Proteção Integral IV prende três pessoas por crimes sexuais infantojuvenis no RS

Redação

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Foto: Policia Civil

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul participou, na manhã desta terça-feira, 28, da Operação Nacional Proteção Integral IV, coordenada pela Polícia Federal e realizada simultaneamente nos 27 estados do país. No estado, três pessoas foram presas, sendo duas em flagrante e uma por prisão preventiva.

A ação contou com a atuação do Departamento Estadual de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPGV), por meio de policiais da Divisão Estadual da Criança e do Adolescente (Deca), com apoio de equipes do próprio departamento e de peritos do Instituto-Geral de Perícias (IGP).

No Rio Grande do Sul, a operação foi coordenada pelo diretor da Deca, delegado André Ciardullo Mocciaro, com apoio das delegadas Sabrina Doris Teixeira, titular da 2ª Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (2ª DPCA), e Alice Jantsch Fernandes, titular da 3ª DPCA.

Durante as investigações, o Núcleo de Operações Cibernéticas (NOC/Deca) monitorou suspeitos de armazenar e compartilhar arquivos de abuso sexual infantojuvenil. Dois homens foram presos em flagrante.

Um deles, de 58 anos e sem antecedentes policiais, foi detido por armazenamento de conteúdo ilegal. O outro, de 41 anos, que já possuía antecedentes por estupro de vulnerável, foi preso por armazenar e compartilhar centenas de arquivos de abuso sexual infantojuvenil.

Nas residências dos suspeitos, foram apreendidos diversos equipamentos eletrônicos, que serão encaminhados ao Núcleo de Combate à Pedofilia e ao Abuso Infantojuvenil (Nucope), do IGP, para perícia.

Além disso, a 2ª DPCA cumpriu a prisão preventiva de um homem de 36 anos, sem antecedentes policiais, investigado por aliciar virtualmente uma adolescente de 13 anos e posteriormente cometer estupro de vulnerável.

Na casa dele, também foi cumprido mandado de busca e apreensão, com a apreensão de um celular que passará por perícia.

Segundo a Polícia Civil, após os procedimentos legais, os três presos serão encaminhados ao sistema prisional e permanecerão à disposição da Justiça.

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