Política
Jairo Jorge se reúne com governador e pede apoio em R$ 394 milhões para Canoas

O prefeito de Canoas, Jairo Jorge, se reuniu nesta quinta-feira, 18, com o governador do Estado, Eduardo Leite, e com o secretário adjunto da Reconstrução Gaúcha, Gabriel Fajardo, para apresentar projetos necessários à recuperação do município.
Na oportunidade, o prefeito apresentou uma solicitação de R$ 394 milhões, reforçando que Canoas foi uma das cidades mais atingidas pela enchente, com um total de 70 mil residências e 150 mil habitantes em situação de vulnerabilidade, além de cerca de dez mil animais resgatados.
“Tivemos prejuízos em praticamente todas as áreas: saúde, educação, equipamentos públicos, infraestrutura, habitação, arrecadação municipal, medidas assistenciais, dentre outras. Canoas foi o município com o maior número de desabrigados em todo o estado, chegando a quase 24 mil pessoas em 97 abrigos oficiais”, explicou o prefeito.
Como atualmente o Município já possui alguns contratos firmados com o Governo do Estado, Jairo Jorge solicitou na reunião a complementação de recursos que estão em curso atualmente, além da ajuda para outros projetos. Segundo o prefeito, Eduardo Leite acenou positivamente para apoiar Canoas.
“Saímos confiantes de que o governo do Estado terá um olhar sensível para nossa cidade que foi tão atingida, tanto em termos de área (65 km quadrados) quanto em número de pessoas”.
Segundo sua assessoria, um dos destaques do encontro foi sobre a construção de um total de 3,2 quilômetros de pavimentação que ainda faltam junto ao dique Niterói, que vai se estender até Cachoeirinha, proporcionando mais proteção aos moradores do bairro.
O prefeito explicou que a Prefeitura já havia realizado em parceria com o governo do Estado a construção do pavimento com extensão de 2,5 quilômetros e elevação de 1,3 metro de altura do dique. Conforme Jairo Jorge, o governador se comprometeu em dar agilidade para que esta obra continue o mais breve possível.
Projetos apresentados pela Prefeitura de Canoas ao Governo do Estado
-Ações emergenciais – R$ 45 milhões
Montante que contribuirá para manter a assistência que a Prefeitura presta à população, como distribuição de cestas básicas, kits de higiene e de limpeza, roupas, marmitas e água.
Também inclui a força-tarefa que o Município vem realizando para a limpeza e recolhimento de resíduos de todo o lado oeste, onde cerca de 70 mil casas e comércios foram atingidos.
A Prefeitura já retirou mais de 150 mil toneladas de resíduos – o que compreende a 200 mil m³ de resíduos e mais de 16.500 cargas – e realizou a contratação de 362 caminhões, 140 retroescavadeiras e 40 caminhões garra), bem como contratação de 1.200 auxiliares de limpeza.
-Sistema de cheias – R$ 50 milhões
Complemento da pavimentação do dique Niterói, através de convênio já pactuado com o Estado para o Parque do Rio Gravataí, em uma extensão de 3,2 quilômetros, chegando até Cachoeirinha. A obra dará proteção ao bairro Niterói bem como à Base Aérea.
-Habitação – R$ 19.670,292,81
Aporte estadual que irá auxiliar o Município a realizar a infraestrutura nas regiões onde será implementado o programa de Construção de Unidades Habitacionais, no qual Canoas foi contemplada. O programa prevê 229 casos nas seguintes áreas: MQ2 – 48 casas, Rio Gravataí – 93 casas, CMT2 – 88 casas.
-Saúde – R$ 95.996.598,00
Inclui a recomposição das perdas que os três hospitais de Canoas tiveram após a implantação do programa Assistir do governo estadual, a retomada do Hospital de Pronto Socorro de Canoas (reforma e aquisição de equipamentos), e dos demais equipamentos de saúde: 19 UBS (de um total de 24) e três UPAs (de um total de 4).
-Infraestrutura – R$ 158,2 milhões
Pavimentação das vias urbanas, além da repavimentação necessária em todo o lado oeste. Outros serviços complementares também deverão ser realizados, como rede de esgoto pluvial e rede de iluminação pública.
-Bem Estar Animal – R$ 25.368.891,25
Montante para dar assistência ao Município na manutenção dos atendimentos ao grande número de bichinhos que se encontram sem tutores e em abrigos, que somam cerca de dois mil animais.
A Prefeitura também está elaborando projeto de construção de um espaço para atender esta população remanescente dos abrigos.
Total: R$ 394.235.782,06
-Necessidade de recomposição da receita
Um relatório técnico, elaborado pela Secretaria Municipal da Fazenda, demonstra as perdas que o Município teve este ano com estimativa mensal de R$ 17.874.019,00, totalizando R$ 142.992.257,00.
Na última semana, o prefeito havia se reunido com o ministro para Apoio à Reconstrução do RS, Paulo Pimenta, para reforçar o pedido de ajuda à União, e apresentar projetos e obras que demandam um orçamento na ordem de R$ 3 bilhões para recuperar o município.
Também participaram do encontro os secretários municipais de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Roberta Togni, de Relações Institucionais, Mario Cardoso, e do Escritório de Projetos, Kamila Kaiser.
Política
Vereador Giovane Byl é preso em operação que investiga suposto desvio de R$ 2 milhões em emendas

O Ministério Público deflagrou, nesta sexta-feira, 18, a Operação Cinesia para investigar um suposto esquema de desvio de recursos de emendas impositivas da Câmara Municipal de Porto Alegre. Segundo a investigação, os valores, estimados em cerca de R$ 2 milhões, seriam destinados ao financiamento de projetos na área da saúde.
Entre os alvos está o vereador e candidato a deputado estadual Giovane Byl (Podemos), que foi preso durante a operação. Ao todo, são cumpridos quatro mandados de prisão preventiva. Também foi preso Evaristo Mutti, assessor da bancada do Podemos, além de outras duas pessoas cujos nomes não foram divulgados.
A ação ainda cumpre nove mandados de busca e apreensão em Porto Alegre e Imbé, no Litoral Norte.
Como funcionaria o suposto esquema
De acordo com o Ministério Público, uma organização da sociedade civil recebia recursos públicos para executar projetos financiados por emendas parlamentares destinadas à saúde. A entidade investigada é a Inovatechrs, que, segundo o MP, era comandada por um advogado e outro investigado na operação.
Conforme a apuração, os recursos eram depositados em contas específicas para a execução dos projetos. Posteriormente, a maior parte dos valores teria sido transferida para outra conta da própria entidade.
O Ministério Público afirma que o dinheiro era posteriormente distribuído entre empresas, dirigentes da organização, agentes públicos e outras pessoas ligadas ao grupo investigado.
Ainda segundo a investigação, após a solicitação de extratos bancários para fiscalização das movimentações, teriam sido contratados empréstimos em nome da entidade. Parte dos recursos retornaria às contas que estavam sendo fiscalizadas, com o objetivo de aparentar que os valores públicos haviam sido aplicados regularmente.
O MP informou que, desde maio, a Inovatechrs está sob nova direção, passou a atuar de forma regular e vem colaborando com as investigações.
A operação é coordenada pela promotora de Justiça Roberta Brenner de Moraes, da 8ª Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Porto Alegre, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Brigada Militar. Como um dos envolvidos é advogado, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acompanha a ação.
O que diz a Câmara de Vereadores
Em nota, o presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre, Moisés Barboza, afirmou que o Legislativo foi surpreendido pela operação e que acompanha os procedimentos realizados nas dependências da Casa.
Segundo ele, a Câmara irá colaborar com as autoridades e fornecer documentos e informações quando formalmente solicitados. Barboza também destacou a necessidade de respeitar a independência dos órgãos de investigação, o devido processo legal e o direito à ampla defesa.
“A Câmara aguardará o desenvolvimento das apurações e os esclarecimentos das autoridades competentes, adotando, dentro de suas atribuições, as providências que se mostrarem necessárias”, afirmou o presidente.
As investigações continuam para apurar a participação dos envolvidos e a destinação dos recursos públicos.
Política
Canoas recebe R$ 75 milhões do Governo Federal para construir as Casas de Bombas 9 e 10

O repasse de R$ 75 milhões para a Prefeitura de Canoas destinado à construção das Casas de Bombas 9 e 10 foi oficializado na sexta-feira, 11, durante encontro realizado na Base Aérea de Canoas. A cerimônia contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do governador Eduardo Leite e de prefeitos da região.
As duas estruturas serão construídas no bairro Mato Grande e integrarão o sistema de proteção contra cheias do município. Os recursos são provenientes do Fundo de Apoio à Infraestrutura para Recuperação e Adaptação a Eventos Climáticos Extremos (FIRECE).
Segundo o prefeito Airton Souza, a enchente de 2024 atingiu cerca de 60% do território de Canoas e afetou aproximadamente 180 mil pessoas.
“A enchente de 2024 atingiu 60% de Canoas e afetou 180 mil pessoas. Graças ao esforço conjunto da Prefeitura, do Governo Federal e do Governo do Estado, a maioria das obras de reconstrução está em andamento. A oficialização deste repasse representa um avanço decisivo para o sistema contra cheias do Mato Grande. Seguimos trabalhando para que todas as regiões da cidade recebam as obras necessárias”, afirmou.
As Casas de Bombas 9 e 10 terão a função de retirar a água acumulada na área atendida pelo Pôlder Mato Grande. O sistema será integrado ao Dique Araçá e a outras intervenções previstas para a região.
“Esta assinatura é resultado do trabalho conjunto entre o Governo do Estado e o Governo Federal. Estamos garantindo os recursos para uma obra essencial, que vai ampliar a capacidade do sistema contra cheias de Canoas e reduzir os riscos para as famílias do Mato Grande”, destacou o governador Eduardo Leite.
“O Governo Federal tem uma grande preocupação com os municípios atingidos pela enchente e com as famílias que ainda aguardam a conclusão da reconstrução. Estamos garantindo os recursos para que essas obras avancem e para que as cidades estejam mais preparadas diante de novos eventos climáticos extremos”, declarou o presidente Lula.
Durante o encontro, Airton Souza entregou a Lula um ofício solicitando apoio federal para a realização de obras de contenção de cheias no bairro São Luís.
O prefeito também pediu ao presidente que interceda pela liberação de recursos da Caixa Econômica Federal destinados às obras do Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPS). Segundo a prefeitura, a intenção é acelerar a execução do projeto e concluir a unidade em 2027.
Política
Prefeito de Canoas entrega ofício a Lula com pedidos sobre obras contra cheias e HPS

O prefeito de Canoas, Airton Souza, entregou nesta sexta-feira, 11, um ofício ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva com pedidos relacionados às obras de prevenção a cheias no bairro São Luís e à liberação de recursos para a reconstrução do Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPS).
O documento foi entregue durante um encontro sobre a reconstrução do Rio Grande do Sul, realizado na Base Aérea de Canoas. No caso do São Luís, o município solicita apoio federal para viabilizar as obras necessárias para a proteção da região contra alagamentos.
Segundo a Prefeitura, a intervenção no bairro envolve uma solução integrada ao sistema da Bacia do Rio dos Sinos e depende da articulação com outros municípios da região.
Em relação ao HPS, o pedido é para que a Caixa Econômica Federal agilize as etapas necessárias para a liberação dos recursos já destinados às obras de reconstrução do hospital.
“Canoas teve 60% da cidade atingida pela enchente de 2024, o que significa 180 mil pessoas afetadas. Graças ao esforço conjunto da Prefeitura, do Governo Federal e do Governo do Estado, a maioria das obras de reconstrução está em andamento. Agora, precisamos avançar nas obras contra cheias no São Luís e agilizar a liberação dos recursos já aprovados para o HPS, para que os trabalhos avancem mais rapidamente e o hospital seja entregue em 2027”, afirmou Airton.
Durante o encontro, também foi oficializado o repasse de R$ 75 milhões para a construção das Casas de Bombas 9 e 10, no bairro Mato Grande. As estruturas farão parte do sistema de proteção contra cheias do município.

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