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Transporte Público: Em meio à pandemia, lotação em trens e ônibus preocupam usuários

Por Sinara Dutra
Canoas foi o primeiro município do RS a implementar regras como o uso obrigatório de máscaras nas ruas e demais cuidados de higiene para aqueles que dependem dos ônibus e utilizam o metrô, no começo da pandemia. Seguindo o que diziam os especialistas e alertava a Secretaria de Saúde do Município, a situação piorou. Ao longo de vários meses a classificação da bandeira do distanciamento controlado mudou de cor. E a situação melhorou, com leitos sobrando nas UTIs da cidade, dando certo alívio para todos e, especialmente, para quem tem que trabalhar presencialmente e depende do transporte público para se locomover.
Bandeira vermelha
Após meses em uma recuperação que exigiu grandes esforços por parte dos governos e da própria população, voltamos à bandeira vermelha.
A redação do jornal Timoneiro recebeu diversas reclamações de usuários do transporte público canoense, que se manifestaram aflitos e preocupados com as aglomerações em alguns horários, principalmente neste momento, com a volta da bandeira vermelha e a segunda onda do coronavírus.
A dona de casa Angela Mara, de 52 anos, precisa pegar o metrô todos os dias para trabalhar e se disse assustada com a quantidade de gente dentro dos vagões do trem, sem distanciamento algum. A comerciante Rosane Rosa, de 39 anos, nos relatou que pega o ônibus todos os dias e nos horários de mais movimento estão sempre superlotados. Caso semelhante ao da vendedora Regiane Lopes, 45 anos, que necessita dos dois meios de locomoção diariamente: Tem aglomeração sim, com muita gente em pé. Não respeitam os protocolos e não há álcool em gel”, conta.

O que diz o Decreto do Estado
Não conseguimos contato via telefone com a Secom do Estado. De acordo com informações retiradas do site do Governo, o Decreto 55.609, de 30 de novembro de 2020, publicado no Diário Oficial do Estado, consta que cada veículo deve ter:
• 50% da capacidade total do veículo;
• Protocolos gerais, em especial: máscara, álcool gel e distanciamento lateral e frontal entre grupos de coabitantes, ventilação cruzada (janelas e/ou alçapão abertos) ou sistema de renovação de ar.
Nossa equipe de reportagem foi aos locais citados pelos entrevistados e registrou o movimento dos passageiros em horários de pico, e também entrou em contato com as empresas de transporte da cidade para ou ouvi-las.
Resposta da Trensurb
“A Trensurb avalia que, com a demanda reduzida (que tem se mantido próxima a 50% da demanda normal), a oferta atual de trens nos horários de pico (até 25 rodando simultaneamente, muito próxima da oferta normal pré-pandemia, com até 26 trens simultâneos) atende à determinação do Governo do Estado que limita a ocupação dos veículos em 50% de sua capacidade – o que corresponde a três passageiros por metro quadrado. A empresa informa ainda que realiza monitoramento constante da situação do sistema, posicionando trens reservas ao longo da via para que entrem em operação nos horários de pico em caso de necessidade.
A fim de evitar eventuais aglomerações, é importante que os usuários fiquem atentos ao uso de toda a área de parada dos trens nas plataformas enquanto aguardam o embarque, especialmente no caso de composições acopladas (com oito carros ao invés dos quatro usuais). Do contrário, pode haver concentração de passageiros no interior de alguns carros dos trens. Avisos sonoros nas estações reforçam essa orientação – além de divulgarem uma campanha de conscientização desenvolvida pela empresa desde março em relação às medidas de prevenção à Covid-19.
Por fim, com a flexibilização das restrições e o aumento na demanda do metrô, é importante que os usuários busquem evitar os horários de pico quando possível. É importante também que os empregadores cumpram a orientação presente nos protocolos de distanciamento do Governo do Estado referente à flexibilização dos horários de entrada e saída do trabalho. O cumprimento dessas orientações evita que haja grande concentração de passageiros no transporte público em apenas alguns horários, possibilitando, dessa forma, que continue havendo condições de se ter uma taxa de ocupação adequada nos veículos.
Máscaras
Essa verificação é feita na linha de bloqueios (catracas), pelos agentes de estação e/ou os seguranças e também nas rondas da segurança pelas estações e trens. Também há casos de denúncia de usuários do sistema, atendidas pela nossa segurança. Eventuais usuários sem máscara são orientados para que façam o uso dela, porém a Trensurb não tem máscaras para fornecer a usuários do sistema. Vale destacar que temos uma campanha de comunicação junto aos usuários, veiculada por meio de redes sociais, material gráfico, monitores e avisos sonoros nos trens e estações. Uma das principais orientações da campanha é justamente sobre o uso de máscaras de proteção.
Álcool em gel
A Trensurb está trabalhando para disponibilizar álcool em gel nas estações. No momento, o álcool em gel está disponível em dispensadores instalados nas estações Mercado, Anchieta, Mathias Velho, São Luís, Petrobras, Esteio, Santo Afonso e Industrial. Além disso, a empresa disponibilizou lavatórios com torneiras e dispensador de sabão por sensor de presença em áreas de embarque ou saguões das estações Mercado, Rodoviária, Canoas, Mathias Velho, Esteio, Sapucaia, São Leopoldo e Novo Hamburgo”.
Resposta da Sogal
Em resposta à nossa equipe, a Sogal enviou: “Conforme decreto 55.612 de 1 de Dezembro 2020, a capacidade total dos coletivos metropolitanos comuns é de 70% da capacidade total do veículo.
Protocolos gerais: tripulações c/ máscara, álcool em gel, distanciamento e coletivos trafegando com janelas abertas.
Nos horários de pico é ampliada a oferta de veículos de acordo com a demanda para evitar aglomerações.
Em relação ao número de usuários e distanciamento temos a fiscalização da empresa e também a tripulação, além de relatórios estatísticos diários com a quantidade de usuários por viagem/ coletivo.
No caso de usuário sem máscara este é abordado pelo fiscal e/ou tripulação e orientado quanto a importância do uso da mesma e da necessidade de colocá-la conforme prevê o decreto.
Todos os coletivos dispõem de suporte e álcool em gel fixados no balaustre próximo ao cobrador e que é de uso de usuários e tripulação.”
Posicionamento da Prefeitura
“A Secretaria Municipal de Transporte e Mobilidade informa que realiza periodicamente o controle da lotação dos ônibus da empresa responsável pelo transporte coletivo na cidade. São executados diariamente dois tipos de monitoramento. Um deles é a fiscalização visual e o outro é o controle da média registrada de pessoas à bordo dos ônibus. Sempre que verificados casos de lotação acima do previsto em determinados horários e linhas a secretaria notifica a empresa para que seja ampliado o número de veículos. Esta fiscalização já resultou na ampliação de linhas como Mathias Velho, Meu Rincão e Linha 3.”
Distanciamento
É importante ressaltar que neste momento da pandemia, onde os casos aumentaram e se prevê uma segunda onda violenta de transmissão do coronavírus, o distanciamento se torna muito importante, além de vários outros cuidados.
Para muitas pessoas, a realidade do home office não é uma possibilidade e estas têm de se arriscar todos os dias, enfrentando o contato com outras pessoas e tendo de retornar para casa com o medo de estar contaminado e de contaminar algum familiar. Importante, também, relembrarmos que existem famílias com mais de quatro ou seis pessoas que moram numa mesma casa, em espaços pequenos, e que assim torna o contágio ainda maior.
É preciso que as empresas e os governos municipal e estadual estejam não somente criando decretos para proteger a população, mas também fiscalizando-os.
Nesta época de final de ano, muitas pessoas irão sair às compras e esta maioria depende do transporte público.
Se existirem aglomerações nos coletivos canoenses, tudo tende a piorar e teremos festas de final de ano com hospitais mais cheios e muitos mortos.
Esta é uma responsabilidade das empresas envolvidas e dos governos, mas que não isenta as pessoas, que se podem devem ficar em casa, de fazer a sua parte, protegendo-se e aos seus familiares.
Como se prevenir usando o transporte público
Uma das maiores prevenções é manter distância entre as pessoas. Por isso, o ideal é que os passageiros não fiquem muito próximos, evitando especialmente os que apresentem sintomas de gripe como espirro ou tosse. Além disso, o Ministério da Saúde recomenda e a Fiocruz reitera a recomendação do uso de máscaras (compradas ou caseiras) em larga escala como base a proteção coletiva, uma vez que muitas pessoas estão infectadas e ainda não apresentaram sintomas da doença. Durante o transporte e até que as mãos sejam higienizadas, é importante não tocar o rosto, boca, nem nariz e evitar tocar os cabelos. Se tiver álcool em gel, passe nas mãos ao longo da viagem (se for longa) e assim que sair do veículo. Ao chegar ao local de destino, lave as mãos e o antebraço com água e sabão.
Fonte: Fundação Oswaldo Cruz
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Canoas promove campanha “Verão sem Violência” com ações de conscientização

A Secretaria Municipal da Mulher, Cidadania e Inclusão de Canoas realizará, nos meses de janeiro e fevereiro, a campanha “Verão sem Violência”, voltada à conscientização e ao enfrentamento da violência doméstica. A iniciativa prevê a divulgação de canais de denúncia e informações sobre os tipos de violência previstos na Lei Maria da Penha.
As ações estão programadas para os dias 14 e 26 de janeiro e 11 e 25 de fevereiro, sempre às 15h, no Calçadão, em frente à Estação Canoas da Trensurb, no Centro do município. No local, serão distribuídos materiais informativos ao público.
De acordo com a Secretaria, a campanha busca ampliar o acesso da população a informações sobre a violência contra meninas e mulheres, além de divulgar os serviços de acolhimento disponíveis em Canoas e orientar sobre como buscar apoio e realizar denúncias.
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Começam a valer a partir de hoje as novas regras para a CNH no Rio Grande do Sul

Entram em vigor nesta segunda-feira, 5, as novas regras para quem deseja tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no Rio Grande do Sul. A partir de hoje, os candidatos já podem iniciar o processo de habilitação conforme as mudanças previstas na legislação federal, segundo informou o Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Sul (DetranRS).
As alterações decorrem da Resolução nº 1.020/2025 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), da Medida Provisória nº 1.327/2025 e da Lei nº 15.153/2025, que promovem mudanças significativas no processo de formação de condutores em todo o país. Diante da ausência de um período oficial de transição, o DetranRS, em conjunto com a Procergs, adotou um modelo híbrido, que combina exigências da nova legislação com procedimentos do sistema anterior.
De acordo com a diretora-geral adjunta do DetranRS, Isabel Friski, as adequações estão sendo realizadas em regime de força-tarefa. Segundo ela, a determinação do governo estadual foi para acelerar a implementação das mudanças e garantir que o novo processo esteja disponível já no início do ano.
Como será o processo de habilitação
Na prática, o candidato poderá iniciar o processo pelo aplicativo Gov.br e dar início ao curso teórico, ou realizar o procedimento diretamente em um Centro de Formação de Condutores (CFC). De forma simultânea, será possível realizar a coleta biométrica e agendar os exames de aptidão física e mental.
Hoje também poderá ser agendada a prova teórica. No entanto, durante este período inicial, o exame seguirá o modelo antigo, já que ainda não há integração com o banco de questões da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).
Após a aprovação no exame teórico, o candidato poderá marcar as aulas práticas. A nova legislação estabelece a exigência mínima de duas horas/aula obrigatórias. Quando se considerar apto, o aluno poderá agendar o exame prático no CFC.
O exame de direção veicular seguirá o modelo atualmente vigente até que a Senatran atualize o Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular. Já o exame toxicológico só será exigido após regulamentação específica do Contran, conforme autorização da Senatran.
O DetranRS informa ainda que já é possível abrir o serviço e realizar a coleta biométrica nos CFCs. Para as demais etapas, os candidatos podem optar por aguardar os ajustes no sistema ou seguir com o processo pelas regras antigas. A atuação de instrutores autônomos e o uso de veículo próprio seguem condicionados à regulamentação.
Principais mudanças na legislação
A Resolução nº 1.020/2025 do Contran prevê, entre as principais mudanças, a oferta de curso teórico gratuito e em formato digital, além da flexibilização das aulas práticas, com redução da carga horária obrigatória para duas aulas de direção. O início do processo poderá ser feito pelo site do Ministério dos Transportes ou pelo aplicativo CNH do Brasil, que substitui a Carteira Digital de Trânsito.
A Medida Provisória nº 1.327/2025 também prevê a possibilidade de renovação automática da CNH para condutores considerados bons motoristas.
Além disso, com a derrubada do veto presidencial pelo Senado, a Lei nº 15.153/2025 voltou a exigir o exame toxicológico na primeira habilitação também para condutores de carros e motocicletas.
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