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20/04/2026
 

Geral

Transporte Público: Em meio à pandemia, lotação em trens e ônibus preocupam usuários

Redação

Publicado

em

Por Sinara Dutra

Canoas foi o primeiro município do RS a implementar regras como o uso obrigatório de máscaras nas ruas e demais cuidados de higiene para aqueles que dependem dos  ônibus e utilizam o metrô, no começo da pandemia. Seguindo o que diziam os especialistas e alertava a Secretaria de Saúde do Município, a situação piorou. Ao longo de vários meses a classificação da bandeira do distanciamento controlado mudou de cor. E a situação melhorou, com leitos sobrando nas UTIs da cidade, dando certo alívio para todos e, especialmente, para quem tem que trabalhar presencialmente e depende do transporte público para se locomover.

Bandeira vermelha

Após meses em uma recuperação que exigiu grandes esforços por parte dos governos e da própria população, voltamos à bandeira vermelha.

A redação do jornal Timoneiro recebeu diversas reclamações de usuários do transporte público canoense, que se manifestaram aflitos e preocupados com as aglomerações em alguns horários, principalmente neste momento, com a volta da bandeira vermelha e a segunda onda do coronavírus.

A dona de casa Angela Mara, de 52 anos, precisa pegar o metrô todos os dias para trabalhar e se disse assustada com a quantidade de gente dentro dos vagões do trem, sem distanciamento algum. A comerciante Rosane Rosa, de 39 anos, nos relatou que pega o ônibus todos os dias e nos horários de mais movimento estão sempre superlotados. Caso semelhante ao da vendedora Regiane Lopes, 45 anos, que necessita dos dois meios de locomoção diariamente:  Tem aglomeração sim, com muita gente em pé. Não respeitam os protocolos  e não há álcool em gel”, conta.

O que diz o Decreto do Estado

Não conseguimos contato via telefone com a Secom do Estado. De acordo com informações retiradas do site do Governo, o Decreto  55.609, de 30 de novembro de 2020, publicado no Diário Oficial do Estado, consta que cada veículo deve ter:
• 50% da capacidade total do veículo;
• Protocolos gerais, em especial: máscara, álcool gel e distanciamento lateral e frontal entre grupos de coabitantes, ventilação cruzada (janelas e/ou alçapão abertos) ou sistema de renovação de ar.

Nossa equipe de reportagem foi aos locais citados pelos entrevistados e registrou o movimento dos passageiros em horários de pico, e também entrou em contato com as empresas de transporte da cidade para ou ouvi-las.

 Resposta da Trensurb

“A Trensurb avalia que, com a demanda reduzida (que tem se mantido próxima a 50% da demanda normal), a oferta atual de trens nos horários de pico (até 25 rodando simultaneamente, muito próxima da oferta normal pré-pandemia, com até 26 trens simultâneos) atende à determinação do Governo do Estado que limita a ocupação dos veículos em 50% de sua capacidade – o que corresponde a três passageiros por metro quadrado. A empresa informa ainda que realiza monitoramento constante da situação do sistema, posicionando trens reservas ao longo da via para que entrem em operação nos horários de pico em caso de necessidade.

A fim de evitar eventuais aglomerações, é importante que os usuários fiquem atentos ao uso de toda a área de parada dos trens nas plataformas enquanto aguardam o embarque, especialmente no caso de composições acopladas (com oito carros ao invés dos quatro usuais). Do contrário, pode haver concentração de passageiros no interior de alguns carros dos trens. Avisos sonoros nas estações reforçam essa orientação – além de divulgarem uma campanha de conscientização desenvolvida pela empresa desde março em relação às medidas de prevenção à Covid-19.

Por fim, com a flexibilização das restrições e o aumento na demanda do metrô, é importante que os usuários busquem evitar os horários de pico quando possível. É importante também que os empregadores cumpram a orientação presente nos protocolos de distanciamento do Governo do Estado referente à flexibilização dos horários de entrada e saída do trabalho. O cumprimento dessas orientações evita que haja grande concentração de passageiros no transporte público em apenas alguns horários, possibilitando, dessa forma, que continue havendo condições de se ter uma taxa de ocupação adequada nos veículos.

Máscaras

Essa verificação é feita na linha de bloqueios (catracas), pelos agentes de estação e/ou os seguranças e também nas rondas da segurança pelas estações e trens. Também há casos de denúncia de usuários do sistema, atendidas pela nossa segurança. Eventuais usuários sem máscara são orientados para que façam o uso dela, porém a Trensurb não tem máscaras para fornecer a usuários do sistema. Vale destacar que temos uma campanha de comunicação junto aos usuários, veiculada por meio de redes sociais, material gráfico, monitores e avisos sonoros nos trens e estações. Uma das principais orientações da campanha é justamente sobre o uso de máscaras de proteção.

Álcool em gel

A Trensurb está trabalhando para disponibilizar álcool em gel nas estações. No momento, o álcool em gel está disponível em dispensadores instalados nas estações Mercado, Anchieta, Mathias Velho, São Luís, Petrobras, Esteio, Santo Afonso e Industrial. Além disso, a empresa disponibilizou lavatórios com torneiras e dispensador de sabão por sensor de presença em áreas de embarque ou saguões das estações Mercado, Rodoviária, Canoas, Mathias Velho, Esteio, Sapucaia, São Leopoldo e Novo Hamburgo”.

Resposta da Sogal

Em resposta à nossa equipe, a Sogal enviou: “Conforme decreto 55.612 de 1 de Dezembro 2020, a capacidade total dos coletivos metropolitanos comuns é de 70% da capacidade total do veículo.

Protocolos gerais: tripulações c/ máscara, álcool em gel, distanciamento e coletivos trafegando com janelas abertas.

Nos horários de pico é ampliada a oferta de veículos de acordo com a demanda para evitar aglomerações.

Em relação ao número de usuários e distanciamento temos a fiscalização da empresa e também a tripulação, além de relatórios estatísticos diários com a quantidade de usuários por viagem/ coletivo.

No caso de usuário sem máscara este é abordado pelo fiscal e/ou tripulação e orientado quanto a importância do uso da mesma e da necessidade de colocá-la  conforme prevê o decreto.

Todos os coletivos dispõem de suporte e álcool em gel fixados no balaustre próximo ao cobrador e que é de uso de usuários e tripulação.”

Posicionamento da Prefeitura

“A Secretaria Municipal de Transporte e Mobilidade informa que realiza periodicamente o controle da lotação dos ônibus da empresa responsável pelo transporte coletivo na cidade. São executados diariamente dois tipos de monitoramento. Um deles é a fiscalização visual e o outro é o controle da média registrada de pessoas à bordo dos ônibus. Sempre que verificados casos de lotação acima do previsto em determinados horários e linhas a secretaria notifica a empresa para que seja ampliado o número de veículos. Esta fiscalização já resultou na ampliação de linhas como Mathias Velho, Meu Rincão e Linha 3.”

Distanciamento

É importante ressaltar que neste momento da pandemia, onde os casos aumentaram e se prevê uma segunda onda violenta de transmissão do coronavírus, o distanciamento se torna muito importante, além de vários outros cuidados.

Para muitas pessoas, a realidade do home office não é uma possibilidade e estas têm de se arriscar todos os dias, enfrentando o contato com outras pessoas e tendo de retornar para casa com o medo de estar contaminado e de contaminar algum familiar. Importante, também, relembrarmos que existem famílias com mais de quatro ou seis pessoas que moram numa mesma casa, em espaços pequenos, e que assim torna o contágio ainda maior.

É preciso que as empresas e os governos municipal e estadual estejam não somente criando decretos para proteger a população, mas também fiscalizando-os.

Nesta época de final de ano, muitas pessoas irão sair às compras e esta maioria depende do transporte público.

Se existirem aglomerações nos coletivos canoenses, tudo tende a piorar e teremos festas de final de ano com hospitais mais cheios e muitos mortos.

Esta é uma responsabilidade das empresas envolvidas e dos governos, mas que não isenta as pessoas, que se podem devem ficar em casa, de fazer a sua parte, protegendo-se e aos seus familiares.

Como se prevenir usando o transporte público

Uma das maiores prevenções é manter distância entre as pessoas. Por isso, o ideal é que os passageiros não fiquem muito próximos, evitando especialmente os que apresentem sintomas de gripe como espirro ou tosse. Além disso, o Ministério da Saúde recomenda e a Fiocruz reitera a recomendação do uso de máscaras (compradas ou caseiras) em larga escala como base a proteção coletiva, uma vez que muitas pessoas estão infectadas e ainda não apresentaram sintomas da doença. Durante o transporte e até que as mãos sejam higienizadas, é importante não tocar o rosto, boca, nem nariz e evitar tocar os cabelos. Se tiver álcool em gel, passe nas mãos ao longo da viagem (se for longa) e assim que sair do veículo. Ao chegar ao local de destino, lave as mãos e o antebraço com água e sabão.

Fonte: Fundação Oswaldo Cruz

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Policial

Justiça torna réu cardiologista investigado por abuso sexual contra pacientes em Taquara

Redação

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Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réu, na quinta-feira, 17, o cardiologista Daniel Pereira Kollet, investigado por suspeita de crimes sexuais contra pacientes em Taquara.

A decisão é do juiz Rafael Silveira Peixoto, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Taquara, e tem como base a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul. Com isso, o médico passa a responder formalmente ao processo.

Segundo o MP, Kollet é acusado de estupro de vulnerável. A Promotoria sustenta que as vítimas estavam em situação de vulnerabilidade circunstancial, devido à relação de confiança estabelecida entre médico e paciente durante os atendimentos.

De acordo com a denúncia, assinada pela promotora Silvia Inês Miron Jappe, os supostos abusos ocorreram durante consultas em consultório particular, quando as pacientes precisavam permanecer parcialmente despidas para a realização de exames cardiológicos. O Ministério Público afirma que o médico teria se aproveitado da condição profissional e da fragilidade das vítimas no contexto do atendimento.

O órgão também pediu à Justiça a condenação do réu ao pagamento de indenização às pacientes.

Na esfera policial, Daniel Pereira Kollet foi indiciado por violência sexual mediante fraude. Conforme o delegado Valeriano Garcia Neto, três inquéritos já foram concluídos e encaminhados ao Judiciário.

O número de possíveis vítimas que registraram ocorrência chega a 44, conforme atualização de quinta-feira , 17. Outras 20 mulheres também procuraram a polícia e avaliam formalizar denúncia.

A defesa do médico, representada pelo advogado Ademir Campana, não se manifestou ainda.

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Policial

Corpo de corretora morta em Florianópolis é liberado após um mês e será sepultado neste sábado em Canoas

Redação

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em

Foto: Redes Sociais

O corpo da corretora de imóveis gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas foi liberado para sepultamento mais de um mês após o crime que chocou o país. O velório está marcado para este sábado, 18, em Canoas.

A liberação ocorreu após a conclusão de exames realizados pela Polícia Científica de Santa Catarina, que confirmou por meio de DNA a identidade da vítima. O corpo havia sido encontrado em um córrego no município de Major Gercino, no dia 11 de março.

Segundo familiares, a espera foi marcada por angústia até a confirmação oficial. Nas redes sociais, parentes manifestaram alívio com a possibilidade de realizar o sepultamento e reforçaram o pedido por justiça.

De acordo com a Polícia Científica, o tempo até a liberação foi necessário para a análise genética, procedimento que busca garantir a identificação correta e preservar a dignidade da vítima e de seus familiares.

Natural de Alegrete, Luciani foi criada em Canoas. Ela deixa a mãe e irmãos. O pai morreu há cerca de 20 anos, também vítima de latrocínio.

Investigação

Três pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no crime, sendo um homem de 27 anos e duas mulheres, de 47 e 30 anos. Eles moravam no mesmo conjunto residencial que a vítima, em Florianópolis. Os nomes não foram divulgados.

Conforme o delegado Anselmo Cruz, responsável pelo caso, o corpo foi inicialmente avistado por moradores no dia 9 de março e retirado dois dias depois pelas autoridades.

A principal linha de investigação aponta que o crime tenha sido motivado por interesse financeiro. A polícia identificou compras realizadas em nome da vítima após o desaparecimento, incluindo eletrônicos e artigos esportivos.

A dinâmica e a causa da morte ainda não foram totalmente esclarecidas pelas autoridades.

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Policial

Ex-vereador de Porto Alegre Gilvani Dall Oglio é preso em operação que investiga fraude em licitações

Redação

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Foto: Polícia Civil

O empresário e ex-vereador de Porto Alegre, Gilvani Dall Oglio, conhecido como Gringo, foi preso preventivamente pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira, 17, durante a Operação Effluxus. O mandado foi cumprido na residência dele, na zona norte da Capital.

A ação investiga um suposto esquema de fraude em licitações públicas e ocultação de controle empresarial em contratos ligados a serviços de desobstrução de redes pluviais e esgoto, hidrojateamento, transporte e descarte de resíduos.

Prisões, buscas e bloqueios

Além da prisão, a operação cumpriu nove mandados de busca e apreensão, incluindo endereços de familiares do investigado, como três filhas e um irmão. Dois outros filhos também são alvo de apuração. A Justiça determinou ainda o bloqueio de cerca de R$ 2,5 milhões em ativos financeiros, além da indisponibilidade de imóveis e veículos, e a suspensão do direito de contratar com o poder público dos investigados.

Durante a operação, um dos filhos do ex-vereador foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo. Ele estava em uma das sedes empresariais alvo das buscas e poderá ser liberado mediante fiança.

Segundo a Polícia Civil, o grupo é investigado por fraude à licitação, associação criminosa, corrupção ativa de testemunha, falsidade ideológica e falsidade material.

Como funcionava o esquema

De acordo com as apurações, o esquema teria sido estruturado a partir das empresas Limpservice Prestação de Serviços e Safety Ambiental, que atuariam como parte de um mesmo grupo econômico. A investigação aponta que ambas participavam de licitações de forma combinada, simulando concorrência.

A Limpservice teria vencido todas as cinco contratações identificadas, enquanto a Safety aparecia como concorrente derrotada, com propostas mais altas. Nenhuma das empresas está formalmente em nome de Gringo, mas a Polícia Civil afirma haver indícios de que ele seria o controlador, utilizando intermediários.

A Limpservice está registrada em nome de um dos filhos do investigado, enquanto a Safety já esteve vinculada a um irmão dele e a outro homem apontado como empregado. Uma terceira empresa, a MJM Serviços de Limpeza, registrada em nome do ex-vereador, também é citada na investigação.

Licitações sob suspeita

As licitações sob suspeita envolvem contratos com a Polícia Penal e prefeituras de Capão da Canoa, Gramado, Gravataí e Osório, entre 2024 e 2025, somando cerca de R$ 2,5 milhões.

A Polícia Civil aponta ainda indícios de confusão patrimonial e operacional entre as empresas, como uso compartilhado de e-mails, reconhecimento de dívidas e ações trabalhistas envolvendo os mesmos funcionários. Também foi identificado o uso de estrutura tecnológica ligada ao investigado para participação em disputas eletrônicas de licitações.

Tentativa de obstrução e dumping social

Em depoimento, uma ex-funcionária relatou ter sido pressionada a receber R$ 2 mil para não prosseguir com denúncias relacionadas ao caso.

O inquérito também apura a prática de “dumping social”, com possível redução de custos por meio de descumprimento de direitos trabalhistas.

Segundo o delegado responsável pelo caso, a investigação identificou um esquema estruturado que afetava diretamente a concorrência e trabalhadores envolvidos nos contratos.

Contratos com o Dmae

A Polícia Civil também aponta que o ex-vereador manteve contratos com o Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) durante o período em que exercia mandato, por meio de empresas sob suspeita de controle indireto. Um desses contratos, de R$ 3,6 milhões, envolvia transporte e distribuição de água potável. Há ainda registros de pagamentos ao investigado por serviços prestados via outra empresa citada na apuração.

Investigação e cassação do mandato

A operação foi autorizada pela 2ª Vara Regional de Garantias de Porto Alegre e, segundo a Polícia Civil, a investigação se estendeu por mais de 10 meses.

O ex-vereador teve o mandato cassado pela Câmara Municipal em dezembro de 2025, após entendimento de que ele seria o real controlador das empresas envolvidas, com uso de intermediários.

A defesa do investigado ainda não se manifestou.

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