Geral
36ª Feira do Livro de Canoas inicia nesta sexta-feira, 11

A Feira do Livro de Canoas, assim como quase todos os setores da sociedade, precisou inovar para a edição deste ano. Com a ajuda da tecnologia, a 36ª edição do evento acontecerá de forma remota e ao vivo.
A Feira, que pela primeira vez será realizada em formato on-line, ocorrerá entre os dias 11 e 15 de dezembro, a partir das 15hs. Para movimentar o público, a programação trará conversas com escritores, lives, palestras e contação de histórias. Para isso, um estúdio será instalado na Biblioteca Pública Municipal João Palma da Silva e fará a transmissão ao vivo. Porém, os palestrantes e o público permanecerão no conforto e segurança de suas casas.
O objetivo é tornar o evento mais popular e divulgar as obras dos escritores participantes. O evento será transmitido gratuitamente pelos links a seguir: https://www.dannaproducoes.com e https://www.canoas.rs.gov.br.
A 36ª Feira do Livro de Canoas tem patrocínio da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) e do Governo do Estado do Rio Grande do Sul – Novas Façanhas. Realização: Prefeitura Municipal de Canoas. Produção Cultural: Danna Produções. Outras informações nas redes sociais e site da produtora e da Prefeitura Municipal.
Atrações da Feira do Livro
A programação do evento terá início na sexta-feira (11) e contará com a participação de escritores renomados como Haroldo Dutra e Letícia Wierzchowski. Além de diversos outros nomes do cenário cultural e literário. O Patrono desta edição é uma homenagem ao escritor Antônio Canabarro Tróis Filho (Tonito), que faleceu em outubro deste ano, aos 93 anos.
Nesta sexta, 11, às 10h, o escritor Fábio Monteiro ministrará palestra sobre o tema Por uma literatura (des)confortável para crianças e jovens. Fábio é formado em história pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Atualmente é escritor, professor e contador de histórias para a infância e juventude. Já ganhou vários prêmios literários, como o Jabuti na categoria Juvenil, em 2016.
Ainda na sexta, às 14h30, o público poderá acompanhar a palestra do escritor Luciano Pontes, que também é ilustrador, ator, palhaço e contador de histórias. Graduado em Design Gráfico pela Faculdade AESO Barros Melo, em 2016, pesquisa a tradição oral e desenvolve trabalhos de criação e formação a partir da literatura e do teatro por meio da Cia Meias Palavras. O escritor é o curador do Festival Internacional de Literatura Infantil de Garanhuns.
Acompanhe a programação completa:
Sexta-feira (11):
9h30 – Abertura
10h – Fábio Monteiro (SP)
Por uma literatura (des)confortável para crianças e jovens
14h30 – Luciano Pontes (PE)
Histórias crônicas da infância
Sábado (12):
10h – André Neves (RS)
Encontro com o escritor e ilustrador André Neves
14h30 – Fê (SC)
A literatura infantil tem a fantasia como mola e motor de sua existência, pois é ela que a põe em movimento. Sem fantasia não há literatura infantil, não há criação.
Domingo (13):
14h30 às 17h – Apresentação Casa do Poeta
Segunda (14):
9h30 – Jackson Brum (RS)
Graffiti e processos de criação
14h30 – Letícia Wierzchowski (RS)
Livro Estrelas fritas com açúcar
16h – Haroldo Dutra (MG)
Equilíbrio das emoções em tempos de pandemia
Terça (15):
9h30 – Professora Maristela e Boneca Rosa
1,2,3! Era uma vez…Contação e Cantação de Histórias
14h30H – Carlos Neves – Kalunga
Palestrinha Show – Adivinhem quem vem para brincar
16h – Rogério Bastos
200 anos da chegada de Auguste de Saint-Hilaire ao Rio Grande do Sul
Serviço: 36ª Feira do Livro de Canoas – Evento on-line
Data: de 11 a 15 de dezembro
Horários: A partir das 9h30
Acessos: https://www.dannaproducoes.com e https://www.canoas.rs.gov.br.
Ingressos: GRATUITO
Policial
Justiça torna réu cardiologista investigado por abuso sexual contra pacientes em Taquara

A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réu, na quinta-feira, 17, o cardiologista Daniel Pereira Kollet, investigado por suspeita de crimes sexuais contra pacientes em Taquara.
A decisão é do juiz Rafael Silveira Peixoto, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Taquara, e tem como base a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul. Com isso, o médico passa a responder formalmente ao processo.
Segundo o MP, Kollet é acusado de estupro de vulnerável. A Promotoria sustenta que as vítimas estavam em situação de vulnerabilidade circunstancial, devido à relação de confiança estabelecida entre médico e paciente durante os atendimentos.
De acordo com a denúncia, assinada pela promotora Silvia Inês Miron Jappe, os supostos abusos ocorreram durante consultas em consultório particular, quando as pacientes precisavam permanecer parcialmente despidas para a realização de exames cardiológicos. O Ministério Público afirma que o médico teria se aproveitado da condição profissional e da fragilidade das vítimas no contexto do atendimento.
O órgão também pediu à Justiça a condenação do réu ao pagamento de indenização às pacientes.
Na esfera policial, Daniel Pereira Kollet foi indiciado por violência sexual mediante fraude. Conforme o delegado Valeriano Garcia Neto, três inquéritos já foram concluídos e encaminhados ao Judiciário.
O número de possíveis vítimas que registraram ocorrência chega a 44, conforme atualização de quinta-feira , 17. Outras 20 mulheres também procuraram a polícia e avaliam formalizar denúncia.
A defesa do médico, representada pelo advogado Ademir Campana, não se manifestou ainda.
Policial
Corpo de corretora morta em Florianópolis é liberado após um mês e será sepultado neste sábado em Canoas

O corpo da corretora de imóveis gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas foi liberado para sepultamento mais de um mês após o crime que chocou o país. O velório está marcado para este sábado, 18, em Canoas.
A liberação ocorreu após a conclusão de exames realizados pela Polícia Científica de Santa Catarina, que confirmou por meio de DNA a identidade da vítima. O corpo havia sido encontrado em um córrego no município de Major Gercino, no dia 11 de março.
Segundo familiares, a espera foi marcada por angústia até a confirmação oficial. Nas redes sociais, parentes manifestaram alívio com a possibilidade de realizar o sepultamento e reforçaram o pedido por justiça.
De acordo com a Polícia Científica, o tempo até a liberação foi necessário para a análise genética, procedimento que busca garantir a identificação correta e preservar a dignidade da vítima e de seus familiares.
Natural de Alegrete, Luciani foi criada em Canoas. Ela deixa a mãe e irmãos. O pai morreu há cerca de 20 anos, também vítima de latrocínio.
Investigação
Três pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no crime, sendo um homem de 27 anos e duas mulheres, de 47 e 30 anos. Eles moravam no mesmo conjunto residencial que a vítima, em Florianópolis. Os nomes não foram divulgados.
Conforme o delegado Anselmo Cruz, responsável pelo caso, o corpo foi inicialmente avistado por moradores no dia 9 de março e retirado dois dias depois pelas autoridades.
A principal linha de investigação aponta que o crime tenha sido motivado por interesse financeiro. A polícia identificou compras realizadas em nome da vítima após o desaparecimento, incluindo eletrônicos e artigos esportivos.
A dinâmica e a causa da morte ainda não foram totalmente esclarecidas pelas autoridades.
Policial
Ex-vereador de Porto Alegre Gilvani Dall Oglio é preso em operação que investiga fraude em licitações

O empresário e ex-vereador de Porto Alegre, Gilvani Dall Oglio, conhecido como Gringo, foi preso preventivamente pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira, 17, durante a Operação Effluxus. O mandado foi cumprido na residência dele, na zona norte da Capital.
A ação investiga um suposto esquema de fraude em licitações públicas e ocultação de controle empresarial em contratos ligados a serviços de desobstrução de redes pluviais e esgoto, hidrojateamento, transporte e descarte de resíduos.
Prisões, buscas e bloqueios
Além da prisão, a operação cumpriu nove mandados de busca e apreensão, incluindo endereços de familiares do investigado, como três filhas e um irmão. Dois outros filhos também são alvo de apuração. A Justiça determinou ainda o bloqueio de cerca de R$ 2,5 milhões em ativos financeiros, além da indisponibilidade de imóveis e veículos, e a suspensão do direito de contratar com o poder público dos investigados.
Durante a operação, um dos filhos do ex-vereador foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo. Ele estava em uma das sedes empresariais alvo das buscas e poderá ser liberado mediante fiança.
Segundo a Polícia Civil, o grupo é investigado por fraude à licitação, associação criminosa, corrupção ativa de testemunha, falsidade ideológica e falsidade material.
Como funcionava o esquema
De acordo com as apurações, o esquema teria sido estruturado a partir das empresas Limpservice Prestação de Serviços e Safety Ambiental, que atuariam como parte de um mesmo grupo econômico. A investigação aponta que ambas participavam de licitações de forma combinada, simulando concorrência.
A Limpservice teria vencido todas as cinco contratações identificadas, enquanto a Safety aparecia como concorrente derrotada, com propostas mais altas. Nenhuma das empresas está formalmente em nome de Gringo, mas a Polícia Civil afirma haver indícios de que ele seria o controlador, utilizando intermediários.
A Limpservice está registrada em nome de um dos filhos do investigado, enquanto a Safety já esteve vinculada a um irmão dele e a outro homem apontado como empregado. Uma terceira empresa, a MJM Serviços de Limpeza, registrada em nome do ex-vereador, também é citada na investigação.
Licitações sob suspeita
As licitações sob suspeita envolvem contratos com a Polícia Penal e prefeituras de Capão da Canoa, Gramado, Gravataí e Osório, entre 2024 e 2025, somando cerca de R$ 2,5 milhões.
A Polícia Civil aponta ainda indícios de confusão patrimonial e operacional entre as empresas, como uso compartilhado de e-mails, reconhecimento de dívidas e ações trabalhistas envolvendo os mesmos funcionários. Também foi identificado o uso de estrutura tecnológica ligada ao investigado para participação em disputas eletrônicas de licitações.
Tentativa de obstrução e dumping social
Em depoimento, uma ex-funcionária relatou ter sido pressionada a receber R$ 2 mil para não prosseguir com denúncias relacionadas ao caso.
O inquérito também apura a prática de “dumping social”, com possível redução de custos por meio de descumprimento de direitos trabalhistas.
Segundo o delegado responsável pelo caso, a investigação identificou um esquema estruturado que afetava diretamente a concorrência e trabalhadores envolvidos nos contratos.
Contratos com o Dmae
A Polícia Civil também aponta que o ex-vereador manteve contratos com o Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) durante o período em que exercia mandato, por meio de empresas sob suspeita de controle indireto. Um desses contratos, de R$ 3,6 milhões, envolvia transporte e distribuição de água potável. Há ainda registros de pagamentos ao investigado por serviços prestados via outra empresa citada na apuração.
Investigação e cassação do mandato
A operação foi autorizada pela 2ª Vara Regional de Garantias de Porto Alegre e, segundo a Polícia Civil, a investigação se estendeu por mais de 10 meses.
O ex-vereador teve o mandato cassado pela Câmara Municipal em dezembro de 2025, após entendimento de que ele seria o real controlador das empresas envolvidas, com uso de intermediários.
A defesa do investigado ainda não se manifestou.

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