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20/04/2026
 

Geral

36ª Feira do Livro de Canoas inicia nesta sexta-feira, 11

Redação

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em

A Feira do Livro de Canoas, assim como quase todos os setores da sociedade, precisou inovar para a edição deste ano. Com a ajuda da tecnologia, a 36ª edição do evento  acontecerá de forma remota e ao vivo.

A Feira, que pela primeira vez será realizada em formato on-line, ocorrerá entre os dias  11 e 15 de dezembro, a partir das 15hs. Para movimentar o público, a programação trará conversas com escritores, lives, palestras e contação de histórias. Para isso, um estúdio será instalado na Biblioteca Pública Municipal João Palma da Silva e fará a transmissão ao vivo. Porém, os palestrantes e o público permanecerão no conforto e segurança de suas casas.

O objetivo é tornar o evento mais popular e divulgar as obras dos escritores participantes. O evento será transmitido gratuitamente pelos links a seguir:  https://www.dannaproducoes.com e https://www.canoas.rs.gov.br.

A 36ª Feira do Livro de Canoas tem patrocínio da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) e do Governo do Estado do Rio Grande do Sul – Novas Façanhas.  Realização: Prefeitura Municipal de Canoas. Produção Cultural: Danna Produções. Outras informações nas redes sociais e site da produtora e da Prefeitura Municipal.

Atrações da Feira do Livro

A programação do evento terá início na sexta-feira (11) e contará com a participação de escritores renomados como Haroldo Dutra e Letícia Wierzchowski. Além de diversos outros nomes do cenário cultural e literário. O Patrono desta edição é uma homenagem ao escritor Antônio Canabarro Tróis Filho (Tonito), que faleceu em outubro deste ano, aos 93 anos.

Nesta sexta, 11, às 10h, o escritor Fábio Monteiro ministrará palestra sobre o tema Por uma literatura (des)confortável para crianças e jovens. Fábio é formado em história pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Atualmente é escritor, professor e contador de histórias para a infância e juventude. Já ganhou vários prêmios literários, como o Jabuti na categoria Juvenil, em 2016.

Ainda na sexta, às 14h30, o público poderá acompanhar a palestra do escritor Luciano Pontes, que também é ilustrador, ator, palhaço e contador de histórias. Graduado em Design Gráfico pela Faculdade AESO Barros Melo, em 2016, pesquisa a tradição oral e desenvolve trabalhos de criação e formação a partir da literatura e do teatro por meio da Cia Meias Palavras. O escritor é o curador do Festival Internacional de Literatura Infantil de Garanhuns.

Acompanhe a programação completa:

Sexta-feira (11):

9h30 – Abertura

10h – Fábio Monteiro (SP)

Por uma literatura (des)confortável para crianças e jovens

14h30 – Luciano Pontes (PE)

Histórias crônicas da infância

Sábado (12):

10h – André Neves (RS)

Encontro com o escritor e ilustrador André Neves

14h30 –  Fê (SC)

A literatura infantil tem a fantasia como mola e motor de sua existência, pois é   ela que a põe em movimento. Sem fantasia não há literatura infantil, não há criação.

Domingo (13):

14h30 às 17h – Apresentação Casa do Poeta
Segunda (14):

9h30 – Jackson Brum (RS)

Graffiti e processos de criação

14h30 – Letícia Wierzchowski (RS)

Livro Estrelas fritas com açúcar

16h – Haroldo Dutra (MG)

Equilíbrio das emoções em tempos de pandemia

Terça (15):

9h30 – Professora Maristela e Boneca Rosa

1,2,3! Era uma vez…Contação e Cantação de Histórias

14h30H – Carlos Neves – Kalunga

Palestrinha Show – Adivinhem quem vem para brincar

16h – Rogério Bastos

200 anos da chegada de Auguste de Saint-Hilaire ao Rio Grande do Sul

Serviço: 36ª Feira do Livro de Canoas – Evento on-line

Data: de 11 a 15 de dezembro

Horários: A partir das 9h30

Acessos:  https://www.dannaproducoes.com e https://www.canoas.rs.gov.br.

Ingressos: GRATUITO

 

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Policial

Justiça torna réu cardiologista investigado por abuso sexual contra pacientes em Taquara

Redação

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Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réu, na quinta-feira, 17, o cardiologista Daniel Pereira Kollet, investigado por suspeita de crimes sexuais contra pacientes em Taquara.

A decisão é do juiz Rafael Silveira Peixoto, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Taquara, e tem como base a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul. Com isso, o médico passa a responder formalmente ao processo.

Segundo o MP, Kollet é acusado de estupro de vulnerável. A Promotoria sustenta que as vítimas estavam em situação de vulnerabilidade circunstancial, devido à relação de confiança estabelecida entre médico e paciente durante os atendimentos.

De acordo com a denúncia, assinada pela promotora Silvia Inês Miron Jappe, os supostos abusos ocorreram durante consultas em consultório particular, quando as pacientes precisavam permanecer parcialmente despidas para a realização de exames cardiológicos. O Ministério Público afirma que o médico teria se aproveitado da condição profissional e da fragilidade das vítimas no contexto do atendimento.

O órgão também pediu à Justiça a condenação do réu ao pagamento de indenização às pacientes.

Na esfera policial, Daniel Pereira Kollet foi indiciado por violência sexual mediante fraude. Conforme o delegado Valeriano Garcia Neto, três inquéritos já foram concluídos e encaminhados ao Judiciário.

O número de possíveis vítimas que registraram ocorrência chega a 44, conforme atualização de quinta-feira , 17. Outras 20 mulheres também procuraram a polícia e avaliam formalizar denúncia.

A defesa do médico, representada pelo advogado Ademir Campana, não se manifestou ainda.

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Policial

Corpo de corretora morta em Florianópolis é liberado após um mês e será sepultado neste sábado em Canoas

Redação

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Foto: Redes Sociais

O corpo da corretora de imóveis gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas foi liberado para sepultamento mais de um mês após o crime que chocou o país. O velório está marcado para este sábado, 18, em Canoas.

A liberação ocorreu após a conclusão de exames realizados pela Polícia Científica de Santa Catarina, que confirmou por meio de DNA a identidade da vítima. O corpo havia sido encontrado em um córrego no município de Major Gercino, no dia 11 de março.

Segundo familiares, a espera foi marcada por angústia até a confirmação oficial. Nas redes sociais, parentes manifestaram alívio com a possibilidade de realizar o sepultamento e reforçaram o pedido por justiça.

De acordo com a Polícia Científica, o tempo até a liberação foi necessário para a análise genética, procedimento que busca garantir a identificação correta e preservar a dignidade da vítima e de seus familiares.

Natural de Alegrete, Luciani foi criada em Canoas. Ela deixa a mãe e irmãos. O pai morreu há cerca de 20 anos, também vítima de latrocínio.

Investigação

Três pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no crime, sendo um homem de 27 anos e duas mulheres, de 47 e 30 anos. Eles moravam no mesmo conjunto residencial que a vítima, em Florianópolis. Os nomes não foram divulgados.

Conforme o delegado Anselmo Cruz, responsável pelo caso, o corpo foi inicialmente avistado por moradores no dia 9 de março e retirado dois dias depois pelas autoridades.

A principal linha de investigação aponta que o crime tenha sido motivado por interesse financeiro. A polícia identificou compras realizadas em nome da vítima após o desaparecimento, incluindo eletrônicos e artigos esportivos.

A dinâmica e a causa da morte ainda não foram totalmente esclarecidas pelas autoridades.

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Policial

Ex-vereador de Porto Alegre Gilvani Dall Oglio é preso em operação que investiga fraude em licitações

Redação

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Foto: Polícia Civil

O empresário e ex-vereador de Porto Alegre, Gilvani Dall Oglio, conhecido como Gringo, foi preso preventivamente pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira, 17, durante a Operação Effluxus. O mandado foi cumprido na residência dele, na zona norte da Capital.

A ação investiga um suposto esquema de fraude em licitações públicas e ocultação de controle empresarial em contratos ligados a serviços de desobstrução de redes pluviais e esgoto, hidrojateamento, transporte e descarte de resíduos.

Prisões, buscas e bloqueios

Além da prisão, a operação cumpriu nove mandados de busca e apreensão, incluindo endereços de familiares do investigado, como três filhas e um irmão. Dois outros filhos também são alvo de apuração. A Justiça determinou ainda o bloqueio de cerca de R$ 2,5 milhões em ativos financeiros, além da indisponibilidade de imóveis e veículos, e a suspensão do direito de contratar com o poder público dos investigados.

Durante a operação, um dos filhos do ex-vereador foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo. Ele estava em uma das sedes empresariais alvo das buscas e poderá ser liberado mediante fiança.

Segundo a Polícia Civil, o grupo é investigado por fraude à licitação, associação criminosa, corrupção ativa de testemunha, falsidade ideológica e falsidade material.

Como funcionava o esquema

De acordo com as apurações, o esquema teria sido estruturado a partir das empresas Limpservice Prestação de Serviços e Safety Ambiental, que atuariam como parte de um mesmo grupo econômico. A investigação aponta que ambas participavam de licitações de forma combinada, simulando concorrência.

A Limpservice teria vencido todas as cinco contratações identificadas, enquanto a Safety aparecia como concorrente derrotada, com propostas mais altas. Nenhuma das empresas está formalmente em nome de Gringo, mas a Polícia Civil afirma haver indícios de que ele seria o controlador, utilizando intermediários.

A Limpservice está registrada em nome de um dos filhos do investigado, enquanto a Safety já esteve vinculada a um irmão dele e a outro homem apontado como empregado. Uma terceira empresa, a MJM Serviços de Limpeza, registrada em nome do ex-vereador, também é citada na investigação.

Licitações sob suspeita

As licitações sob suspeita envolvem contratos com a Polícia Penal e prefeituras de Capão da Canoa, Gramado, Gravataí e Osório, entre 2024 e 2025, somando cerca de R$ 2,5 milhões.

A Polícia Civil aponta ainda indícios de confusão patrimonial e operacional entre as empresas, como uso compartilhado de e-mails, reconhecimento de dívidas e ações trabalhistas envolvendo os mesmos funcionários. Também foi identificado o uso de estrutura tecnológica ligada ao investigado para participação em disputas eletrônicas de licitações.

Tentativa de obstrução e dumping social

Em depoimento, uma ex-funcionária relatou ter sido pressionada a receber R$ 2 mil para não prosseguir com denúncias relacionadas ao caso.

O inquérito também apura a prática de “dumping social”, com possível redução de custos por meio de descumprimento de direitos trabalhistas.

Segundo o delegado responsável pelo caso, a investigação identificou um esquema estruturado que afetava diretamente a concorrência e trabalhadores envolvidos nos contratos.

Contratos com o Dmae

A Polícia Civil também aponta que o ex-vereador manteve contratos com o Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) durante o período em que exercia mandato, por meio de empresas sob suspeita de controle indireto. Um desses contratos, de R$ 3,6 milhões, envolvia transporte e distribuição de água potável. Há ainda registros de pagamentos ao investigado por serviços prestados via outra empresa citada na apuração.

Investigação e cassação do mandato

A operação foi autorizada pela 2ª Vara Regional de Garantias de Porto Alegre e, segundo a Polícia Civil, a investigação se estendeu por mais de 10 meses.

O ex-vereador teve o mandato cassado pela Câmara Municipal em dezembro de 2025, após entendimento de que ele seria o real controlador das empresas envolvidas, com uso de intermediários.

A defesa do investigado ainda não se manifestou.

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