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13/09/2026
 

Policial

Primeiro trimestre de 2025 tem o menor número de homicídios dos últimos quatro anos

Redação

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Primeiro trimestre de 2025 tem o menor número de homicídios dos últimos quatro anos

Os números de homicídios, principal crime contra a vida, apresentaram uma significativa redução neste primeiro trimestre de 2025. De acordo com o Observatório de Segurança Pública de Canoas (OSPC), com nove mortes violentas nos primeiros três meses deste ano, a marca é a menor registrada no município em igual período desde 2021.

Na ocasião, Canoas teve cinco mortes violentas naquele primeiro trimestre, de um ano em que a sociedade atravessava momentos críticos com a pandemia da Covid-19. Posteriormente, aumentos expressivos se sucederam. Ainda segundo o observatório, de janeiro a março de 2022, foram 19 mortes – número quase quatro vezes maior que o mesmo recorte de 21; seguido de disparadas, em 2023, com 36 homicídios no mesmo trimestre; e em 2024, com 34 mortes, no mesmo período.

“Os indicadores de criminalidade deste primeiro trimestre de 2025, realmente, apresentaram uma queda importante nos números. O trabalho das polícias Militar e Civil, com a coadjuvância da Guarda Municipal (GM) fazendo policiamento comunitário, estão conseguindo debelar e reduzir cada vez mais os índices no município. As operações conjuntas ou individuais, de cada instituição, principalmente da Polícia Civil e da Brigada Militar, têm ajudado bastante no controle e redução dos números. Nós, aqui da Secretaria Municipal de Segurança Pública (SMSP), estamos empenhados em qualificar cada vez mais o sistema de videomonitoramento e ampliar o alcance do cercamento eletrônico”, destaca o secretário de Segurança Pública de Canoas, Major Alberto Rocha.

Das nove mortes classificadas como homicídios no primeiro trimestre de 2025, em 50% dos casos teve uso de arma de fogo e 43,75% das situações ocorreram em via pública. A faixa etária dos 15 aos 19 anos se destaca compreendendo a 25% das vítimas. O sexo masculino corresponde a 93,75% e a cor branca predomina com 87,5% dos vitimados no município.

Ainda segundo a SMSP de Canoas, outros dois casos com óbito entre janeiro e março foram investigados pelas autoridades – a morte de um motociclista reclassificada como homicídio doloso de trânsito e o encontro de um cadáver em março que, segundo os policiais, seria vítima de um feminicidio.

Policial

Polícia Civil prende três suspeitos de vender medicamentos emagrecedores irregulares em Canoas

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Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil realizou, na manhã desta sexta-feira, 11, uma operação contra um grupo suspeito de comprar medicamentos emagrecedores no Paraguai e revendê-los em cidades da Região Metropolitana de Porto Alegre. Três mandados de prisão temporária foram cumpridos no bairro Guajuviras, em Canoas.

Os presos são um homem de 34 anos, uma mulher de 26 anos, que formariam um casal, e outro homem, de 31 anos. Segundo a investigação, eles são suspeitos de integrar um grupo responsável pela compra, transporte e comercialização dos produtos. Os nomes dos investigados não foram divulgados.

A operação investiga os crimes de associação criminosa e adulteração de medicamentos.

Medicamentos eram vendidos por até R$ 1,4 mil

De acordo com a Polícia Civil, o grupo comercializava ampolas de um medicamento à base de tirzepatida, princípio ativo também presente no Mounjaro. O produto, de uma marca paraguaia, tem comercialização, importação e uso proibidos no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Os medicamentos eram adquiridos no Paraguai e transportados para o Rio Grande do Sul. Conforme a investigação, em alguns casos, os produtos eram armazenados e transportados sem as condições adequadas de refrigeração.

A divulgação ocorria principalmente por meio de grupos de WhatsApp e do Instagram. Uma ampola era comercializada por aproximadamente R$ 400, enquanto uma caixa com quatro frascos era anunciada por cerca de R$ 1,4 mil.

A Polícia Civil estima que o grupo tenha movimentado mais de R$ 200 mil com a comercialização dos produtos, embora o valor total ainda não tenha sido calculado.

Investigação começou após denúncia

A apuração teve início em maio, após uma denúncia anônima informar à Polícia Civil sobre a existência do grupo.

No final de agosto, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na residência do casal investigado, em Canoas. No imóvel, foram encontradas caixas vazias dos medicamentos.

Também foram apreendidos aparelhos celulares. Segundo a Polícia Civil, a análise do conteúdo dos dispositivos encontrou mensagens, imagens e negociações que indicariam a comercialização dos produtos há pelo menos um ano.

Nas redes sociais, os investigados utilizavam termos como “mom mom” e “queridinho do emagrecimento” para divulgar o produto. Em conversas privadas entre os integrantes, as ampolas eram chamadas de “camisetas”.

Investigação aponta problemas no armazenamento

As conversas analisadas pela polícia também indicaram preocupação dos próprios integrantes do grupo com a temperatura dos medicamentos durante o transporte.

Em uma das mensagens, um dos suspeitos questiona outro após um comprador relatar que teria visto o medicamento sendo retirado do bolso durante uma entrega. O diálogo mostra um dos integrantes alertando que as ampolas não deveriam ser transportadas dessa forma por causa da temperatura do corpo.

Segundo a Polícia Civil, o armazenamento e transporte inadequados podem comprometer a segurança e a qualidade dos medicamentos.

A operação é coordenada pela delegada Luciane Bertoletti, titular da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas. Segundo ela, a compra de medicamentos de fornecedores clandestinos representa risco aos consumidores.

“Quem compra esse tipo de produto na internet ou de fornecedores clandestinos está colocando a própria vida em risco”, afirmou a delegada. Segundo Bertoletti, a investigação busca responsabilizar os envolvidos e impedir a comercialização de produtos que possam oferecer riscos à saúde.

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Operação prende 14 suspeitos de grupo investigado por tráfico e lavagem de dinheiro em Canoas

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Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil prendeu, nesta quinta-feira, 10, 14 pessoas suspeitas de integrar um grupo criminoso com atuação no bairro Rio Branco, em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Segundo a investigação, o grupo estaria envolvido com tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.

Oito suspeitos foram presos preventivamente no Rio Grande do Sul e seis em Santa Catarina. Outros três investigados já estavam no sistema prisional. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.

De acordo com a Polícia Civil, os investigados utilizariam imóveis em Santa Catarina, principalmente em Florianópolis, para movimentar e ocultar recursos obtidos com atividades criminosas.

Durante a operação, foram apreendidos uma mala com dólares, que podem ser falsos, armas, três veículos e um jet ski. A ação foi coordenada pela 4ª Delegacia de Polícia de Canoas, com apoio das forças de segurança de Santa Catarina. Cerca de 120 agentes participaram da operação, que também contou com o uso de helicópteros.

Investigação

Conforme a Polícia Civil, a investigação identificou uma divisão de funções entre os integrantes do grupo. Os principais investigados teriam movimentado aproximadamente R$ 8,8 milhões entre 2020 e 2025.

A análise financeira apontou, segundo os investigadores, incompatibilidade entre os valores movimentados e as rendas declaradas pelos suspeitos. Alguns deles seriam beneficiários de programas assistenciais, como o Bolsa Família.

A polícia também investiga a participação do grupo em conflitos recentes nos bairros Rio Branco e Niterói, em Canoas. A suspeita é de que os confrontos estejam relacionados à disputa por pontos de venda de drogas.

A investigação teve início após a prisão em flagrante de uma mulher. Na ocasião, foram apreendidas drogas, dinheiro, anotações relacionadas ao tráfico e comprovantes de pagamentos de cartões de crédito que, somados, ultrapassavam R$ 200 mil.

A operação busca reunir novas provas sobre a atuação do grupo e a origem dos recursos investigados.

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Polícia Civil mira suspeitos de homicídio em operação contra disputa entre facções em Canoas

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Foto: Policia Civil

A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira, 2, a Operação Retomada para cumprir dois mandados de prisão preventiva contra suspeitos de envolvimento em um homicídio e uma tentativa de homicídio registrados recentemente em Canoas.

Segundo as investigações, os crimes podem estar relacionados a uma disputa territorial entre facções criminosas no município.

De acordo com a responsável pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Canoas, Graziela Zinelli, os dois investigados são considerados foragidos da Justiça. As identidades não foram divulgadas.

A Polícia Civil também apura a possível participação dos dois suspeitos em um duplo homicídio registrado na região.

As investigações seguem para esclarecer a relação entre os crimes e identificar outros possíveis envolvidos.

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