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07/03/2026
 

Clima

Defesa Civil e órgãos estaduais atuam na preparação e resposta aos temporais no RS

Redação

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Defesa Civil e órgãos estaduais atuam na preparação e resposta aos temporais no RS

Diante dos eventos meteorológicos que atingiram diversas regiões do Estado na segunda-feira, 31, o Governo do Rio Grande do Sul está atuando com prioridade em garantir a segurança da população. Desde o sábado, 29, a Defesa Civil emitiu avisos para os municípios potencialmente afetados, intensificando os comunicados até a segunda, e as forças de segurança estavam mobilizadas.

Com o temporal que atingiu diversas regiões do Estado, e com impacto significativo na região metropolitana de Porto Alegre, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) mobilizou mais de 570 policiais militares.

Os órgãos integrantes do Conselho Estadual de Proteção e Defesa Civil também foram acionados, e receberam informações preliminares para que mantivessem em prontidão suas equipes nas áreas da saúde e do fornecimento de energia elétrica e água, além de outras áreas essenciais.

No domingo , 30, os avisos da Defesa Civil classificaram diversas regiões em status de alerta (laranja) – incluindo Oeste, Missões, Norte, Noroeste, Serra, Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPOA), Vales, Litoral Norte e partes do Centro e da Campanha. O restante do Estado permaneceu sob status de atenção (amarelo).

Previsões

As previsões indicavam a passagem de uma frente fria, com possibilidade de temporais e chuvas intensas, acompanhadas de rajadas de vento que poderiam atingir 80 km/h. De acordo com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Porto Alegre registrou o maior volume de chuvas, com 60,4 mm.

Em Soledade, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o acumulado foi de 48,2 mm. As cidades de Três de Maio e Cerro Largo registraram 47 mm cada, conforme dados da Agência Nacional de Águas (ANA).

A capital do Estado também apresentou as maiores rajadas de vento, chegando a 111 km/h. Em Canoas, na Região Metropolitana, os ventos alcançaram 100 km/h, segundo a Rede de Meteorologia do Comando da Aeronáutica (Redemet).

Orientações à população

Para minimizar os impactos dos temporais, a Defesa Civil divulgou orientações essenciais, como buscar locais seguros e evitar o uso de equipamentos eletroeletrônicos durante as tempestades. Ao longo da segunda-feira, alertas continuaram sendo enviados a moradores cadastrados no serviço de avisos da Defesa Civil, especialmente àqueles das áreas com risco identificado. Para receber os alertas, basta enviar o CEP da residência para o número 40199, de forma gratuita.

Além dos avisos meteorológicos, também foram emitidos alertas de riscos hidrológicos, informando sobre a possibilidade de alagamentos em zonas urbanas e o rápido aumento do nível de rios, arroios e córregos. A Defesa Civil reforçou a recomendação para que a população evite atravessar áreas inundadas, tanto a pé quanto de carro.

Até o momento, dez municípios relataram danos e ocorrências, principalmente destelhamentos de residências e prédios públicos, além da queda de árvores. Os coordenadores regionais da Defesa Civil estão oferecendo suporte constante aos municípios afetados, seja no diagnóstico dos locais afetados ou na entrega de ajuda humanitária.

Equipes estiveram hoje em alguns municípios, como em Eldorado do Sul, onde foram prestar apoio no levantamento dos danos com o emprego de drones.

Para auxiliar no atendimento das ocorrências, a SSP mobilizou efetivos da Brigada Militar e do Corpo de Bombeiros Militar. Em Porto Alegre, 570 policiais militares atenderam a 456 chamados, atuando na gestão do trânsito e no patrulhamento de áreas afetadas.

A Brigada Militar deu apoio à gestão do trânsito, com equipes posicionadas em vários pontos estratégicos para garantir a segurança de veículos e pedestres. Além disso, foi realizado patrulhamento nas imediações de estações da Trensurb e em paradas de ônibus.

O Corpo de Bombeiros Militar prestou assistência em dez municípios, realizado sete salvamentos de pessoas (cinco em Porto Alegre e duas em Viamão), cortando 27 árvores para desobstruir vias e fios elétricos (15 em Porto Alegre), vistoriando riscos estruturais e distribuindo lonas para cobertura de edificações destelhadas.

Durante a noite de segunda e a madrugada da terça-feira , 1º, a Polícia Civil reforçou a segurança em bairros sem fornecimento de energia elétrica. O patrulhamento se estendeu por toda a cidade com o objetivo de prevenir delitos, com foco na redução de roubos e furtos em um cenário de emergência.

Clima

Clima na Economia: edital destina R$ 2,5 milhões a projetos que conectem clima e decisões econômicas no Brasil

Redação

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Clima na Economia edital destina R$ 2,5 milhões a projetos que conectem clima e decisões econômicas no Brasil

O Instituto Clima e Sociedade (iCS), por meio do HUB de Economia e Clima, lançará, no dia 9 de março, o edital “Clima na Economia: integrando a questão climática à agenda econômica. A iniciativa tem como objetivo apoiar projetos de pesquisa aplicada voltados à produção de conhecimento com aplicação direta, promovendo a integração entre economia e clima no Brasil e contribuindo para subsidiar decisões de governos, empresas e investidores.

O edital financiará pesquisas capazes de gerar evidências, diagnósticos, ferramentas, modelos e recomendações diretamente aplicáveis por atores estratégicos. Ao todo, serão disponibilizados até R$ 2,5 milhões. O valor de apoio por projeto será de até R$ 500 mil. As propostas deverão ser submetidas exclusivamente por pessoas jurídicas, no site do iCS.

O processo de inscrição ocorrerá em duas etapas. A primeira fase, destinada à submissão inicial das propostas, será realizada de 9 de março a 8 de abril de 2026, até as 16h (horário de Brasília). As propostas pré-selecionadas avançarão para a segunda etapa, com início previsto para 29 de maio, quando deverá ser apresentada a documentação complementar e a versão detalhada do projeto.

Podem submeter propostas tanto instituições brasileiras de pesquisa e universidades públicas quanto universidades privadas sem fins lucrativos cuja missão institucional contemple a realização de pesquisa científica ou tecnológica, ou o desenvolvimento de novos produtos, serviços ou processos. O edital também é direcionado a organizações da sociedade civil sem fins lucrativos  que comprovem experiência em pesquisa aplicada de natureza científica ou tecnológica.

“A agenda climática já impacta decisões econômicas diariamente, mas ainda precisamos fortalecer a produção de evidências aplicadas que dialoguem diretamente com formuladores de políticas públicas, gestores e investidores. Este edital nasce para aproximar a pesquisa econômica da prática e oferecer subsídios qualificados para decisões que influenciam o desenvolvimento do Brasil no longo prazo”, explica a coordenadora técnica do HUB de Economia e Clima do iCS, Sarah Irffi.

As propostas deverão se enquadrar em uma das quatro linhas temáticas, que se encontram detalhadas no Edital, e resumidas a seguir:

  1. Adaptação às mudanças climáticas

Temas como gestão hídrica, impactos na saúde, passivo/impacto fiscal em termos de redução das receitas são áreas de interesse. Acrescentam-se também , orçamento para adaptação climática e aumento dos gastos públicos (reparação dos danos, atenção às emergências, gastos imprevistos), priorização de investimentos em infraestrutura resiliente e avaliação econômica de riscos e instrumentos de adaptação no setor agropecuário e de geração/transmissão e distribuição de eletricidade.

  1. Macroeconomia e meio ambiente/mudanças climáticas

Visa compreender como as mudanças climáticas afetam a dinâmica econômica e como políticas econômicas influenciam riscos e resiliência. Demandam aprofundamento temas como riscos climáticos e estabilidade financeira, rastreamento de gastos e subsídios no orçamento público e mecanismos fiscais para eventos extremos e modelagem dos efeitos de choques climáticos sobre produtividade, inflação, custos de produção e atividade econômica.  Espera-se que os projetos contribuam para aprimorar modelos de previsão macroeconômica, desenvolver instrumentos de política fiscal verde e apoiar a gestão de riscos climáticos no sistema financeiro.

  1. Microeconomia e clima

A vertente microeconômica  busca entender como decisões de produtores, empresas e gestores influenciam emissões, adaptação, inovação e eficiência econômica. Há lacunas sobre como choques climáticos afetam produtividade, custos e decisões de investimento, especialmente em setores expostos a riscos físicos e de transição. Espera-se que as pesquisas nessa linha ofereçam evidências aplicadas para orientar políticas públicas e estratégias empresariais, acelerando a transição para uma economia resiliente e de baixo carbono.

  1. Finanças públicas e mudanças climáticas

O tema examina como instrumentos fiscais, tributários e orçamentários podem orientar a ação climática e viabilizar a transição para uma economia de baixo carbono. Demandam especial atenção temas como financiamento climático subnacional, revisão de subsídios, instrumentos tributários verdes e incorporação de riscos climáticos ao ciclo orçamentário. Espera-se a produção de orientações práticas e ferramentas aplicáveis, que auxiliem gestores públicos a alinhar sustentabilidade fiscal e ação climática, fortalecendo a capacidade de planejamento e execução de investimentos de longo prazo.

Serviço

Edital “Clima na Economia: integrando a questão climática à agenda econômica”

Lançamento: 9 de março de 2026
Inscrições, 1ª etapa: de 9 de março a 8 de abril de 2026 (até 16h, horário de Brasília)
Valor total disponível: até R$ 2,5 milhões
Apoio por projeto: até R$ 500 mil
Mais informações: hubdeeconomiaeclima.org.br/ (a partir do dia 9)

O HUB de Economia e Clima e o Instituto Clima e Sociedade (iCS)

O HUB de Economia & Clima, criado em 2025 pelo Instituto Clima e Sociedade (iCS), tem como objetivo impulsionar a pesquisa econômica aplicada no país, na qual a questão climática esteja integrada à agenda econômica. A iniciativa acredita que as soluções para as questões climáticas e econômicas exigem decisões complexas, que envolvem redirecionamento de investimentos públicos e privados, planejamento estratégico e inovações que integrem centros de pesquisas, empresas, investidores e formuladores de políticas públicas.

O iCS é uma organização filantrópica que apoia projetos e instituições que visam o fortalecimento da economia brasileira e do posicionamento geopolítico do país, além da redução da desigualdade por meio do enfrentamento das mudanças climáticas e soluções sustentáveis. Por meio de diferentes editais e frentes programáticas, o instituto financia e catalisa iniciativas estratégicas que conectam clima, desenvolvimento econômico e políticas públicas no Brasil.

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Clima

Inmet emite alerta vermelho de calor para o Sul do Brasil até 6 de fevereiro

Redação

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Inmet emite alerta vermelho de calor para o Sul do Brasil até 6 de fevereiro

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta vermelho, o mais alto nível na escala de avisos meteorológicos, para uma onda de calor intensa que deve atingir os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná até sexta-feira, 6 de fevereiro. O aviso indica situação de grande perigo, com temperaturas muito acima da média histórica para esta época do ano.

De acordo com o Inmet, a onda de calor deve provocar elevação de cerca de 5 °C acima da média regional por vários dias consecutivos. O fenômeno teve início nesta terça-feira, 3, e deve permanecer atuando pelo menos até o fim da semana em grande parte da Região Sul.

O alerta abrange mais de 500 municípios distribuídos pelos três estados. No Rio Grande do Sul, as áreas mais afetadas incluem as regiões sudoeste, noroeste, nordeste e central. Em Santa Catarina, o calor mais intenso deve atingir o oeste e o norte do estado. Já no Paraná, o aviso engloba as regiões sudoeste, centro e sudeste. A abrangência do fenômeno amplia os impactos do calor extremo, atingindo tanto áreas rurais quanto cidades de médio porte do interior.

Segundo o Inmet, ondas de calor são caracterizadas por temperaturas excepcionalmente elevadas e persistentes, que se mantêm por vários dias seguidos. Esse tipo de evento climático representa risco à saúde, especialmente para idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas, podendo causar desidratação, esgotamento térmico e outras complicações médicas associadas à exposição prolongada ao calor.

A previsão climática para o mês de fevereiro indica que as temperaturas devem permanecer acima da média em grande parte do país. O Inmet também aponta que o Sul e o Centro-Oeste podem registrar chuvas abaixo da média, enquanto as regiões Norte e Sudeste devem ter volumes de precipitação acima do esperado para o período.

Diante do cenário, especialistas recomendam cuidados redobrados com a saúde durante os dias de calor extremo. Entre as orientações estão a ingestão frequente de líquidos, a redução da exposição ao sol nos horários mais quentes do dia, o uso de roupas leves e protetor solar, além da preferência por ambientes ventilados ou climatizados. Em situações de emergência, a população deve acionar a Defesa Civil pelo telefone 199.

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Clima

Defesa Civil emite alerta para chuva intensa, vento forte e granizo na Região Metropolitana e Costa Doce

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A Defesa Civil emitiu um alerta para instabilidades climáticas que atuam na região da Costa Doce e na Região Metropolitana de Porto Alegre. A previsão indica chuva intensa, rajadas de vento e possibilidade de queda de granizo.

De acordo com o órgão, o risco é considerado alto para alagamentos e destelhamentos. O aviso é válido até as 14h desta quinta-feira, 29.

A orientação é para que a população evite áreas de risco e redobre os cuidados durante o período de instabilidade. Em caso de emergência, os telefones 190 e 193 devem ser acionados.

A Defesa Civil também reforça a importância de buscar informações junto ao órgão municipal e conhecer os Planos de Contingência de cada cidade, que indicam os principais riscos e como agir em situações de desastre.

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