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13/08/2026
 

Geral

BRDE consolida atuação comprometida com a agenda da sustentabilidade

Redação

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BRDE consolida atuação comprometida com a agenda da sustentabilidade

Instituição signatária da Agenda 2030, plano global das Nações Unidas para promover o desenvolvimento sustentável e erradicar a pobreza, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) alcançou em 2024 uma marca histórica.

Dos quase R$ 6 bilhões de operações aprovadas no ano passado, um total de R$ 4,9 bilhões foi destinado para projetos com vínculo direto a pelo menos um dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). O montante representa 82% do volume de financiamentos com impacto direto em metas que vão desde a produção sustentável de alimentos até a transição energética.

Do volume de crédito, o principal alinhamento está relacionado à Segurança Alimentar e Agricultura Sustentável (ODS 2), que somou R$ 2,64 bilhões em financiamentos (44,7%) e com maior relevância no financiamento para infraestrutura de produção rural, apoio a pequenos produtores no campo e produção de sementes.

“Este patamar elevado de alinhamento das nossas operações ao desenvolvimento sustentável demonstra o compromisso com o crescimento econômico, mas sem se afastar das metas sociais e de preservação ambiental. Somos o ´Banco Verde´ e queremos deixar um legado com essa marca”, destacou o diretor-presidente do BRDE, Ranolfo Vieira Júnior.

Também se destacam entre os propósitos da Agenda 2030 os financiamentos do BRDE com impacto esperado no Trabalho Decente e Crescimento Econômico (ODS 8), cujo volume de operações chegou a R$ 1,41 bilhão em 2024, seguido do ODS 10 (Redução das Desigualdades), com R$ 973,3 milhões, em especial direcionados à agricultura familiar.

O apoio do banco na recuperação emergencial da economia, muito em razão dos eventos climáticos no Rio Grande do Sul, somou mais de R$ 681 milhões.

Carteira verde

O compromisso com a agenda climática fica mais evidente quando são verificados os volumes de financiamento para os objetivos que tratam do da Consumo e Produção Sustentáveis (ODS 12 – com R$ 732,5 milhões), da Ação contra a Mudança do Clima (ODS 13 – R$ 582,2 milhões) e Energia Limpa e Acessível (ODS 7), que obteve R$ 438 milhões em crédito em 2024 por parte do BRDE, principalmente na geração através de sistema solar e pequenas hidrelétricas.

As operações realizadas diretamente pelo banco tiveram alinhamento na ordem de 80,4% aos ODS, enquanto as contratações realizadas através de parceiros, como as cooperativas de crédito, o índice chega a 86,8%.

“O estudo demonstra o quanto a diversificação das fontes de recursos, particularmente com os organismos internacionais de fomento, vem acentuando a agenda da sustentabilidade por parte do BRDE, algo que se potencializada através das operações indiretas em favor das pequenas empresas e dos produtores rurais”, enfatizou o diretor de Planejamento do banco, Leonardo Busatto.

Realizado pela Coordenadoria de Sustentabilidade do BRDE, o levantamento aponta que o índice de alinhamento à agenda da sustentabilidade se repete nas operações nas agências dos três do Sul do país. No ano de 2023, o BRDE registrou 80,9% do total de suas operações alinhadas às metas globais.

Os ODS fazem parte da Agenda 2030, um compromisso criado em 2015, pelos 193 países membros da ONU, que tem como intuito eliminar a pobreza, lutar contra a desigualdade, a injustiça, e proteger o planeta até 2030.

Policial

Idosa de 70 anos perde mais de R$ 37 milhões em golpe com falsa plataforma de investimentos no RS

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Foto: Policia Civil/Divulgação

A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira, 13, a Operação Criptoabate para desarticular uma organização criminosa investigada por estelionato mediante fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. A investigação começou após uma mulher de 70 anos perder mais de R$ 37 milhões em um golpe envolvendo uma falsa plataforma de investimentos.

Ao todo, são cumpridos 10 mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre, e nas cidades de São Paulo e Santos, no estado de São Paulo. A operação tem 18 investigados. Oito são alvo de medidas cautelares diversas da prisão. Até as 7h desta quinta-feira, dois suspeitos haviam sido presos.

Entre os alvos das prisões estão três proprietários de empresas que atuam na movimentação de criptoativos. Segundo a investigação, essas empresas teriam sido utilizadas para movimentar parte dos valores obtidos com as fraudes.

Os investigados também são suspeitos de se apresentarem como funcionários da empresa TDASX, que encerrou as atividades após o início da apuração.

Segundo o diretor do Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC), delegado Eibert Moreira Neto, a operação busca alcançar tanto os responsáveis pela abordagem das vítimas quanto pessoas que dariam suporte à estrutura financeira do esquema.

“Nossa operação visa atingir não só a camada operacional do esquema, que são pessoas que induzem a vítima ao erro, mas também atacar a camada de cima, que dá os meios para que o crime aconteça”, afirma.

Como o golpe funcionava

De acordo com a investigação, a vítima foi adicionada a grupos de mensagens que simulavam comunidades voltadas ao estudo e aos investimentos no mercado financeiro.

Nos grupos, os criminosos utilizavam perfis que se passavam por especialistas, assistentes e investidores. As interações eram coordenadas para criar uma aparência de credibilidade e segurança.

A vítima recebia supostas análises do mercado, orientações sobre investimentos e informações sobre resultados positivos. Com a impressão de que os aportes estavam gerando lucro, ela passou a transferir quantias cada vez maiores.

Quando tentou retirar o dinheiro, os saques teriam sido bloqueados. Na sequência, os suspeitos passaram a exigir novos pagamentos, apresentados como taxas, impostos ou valores necessários para liberar os recursos.

A cada transferência, uma nova cobrança era apresentada, fazendo com que a vítima continuasse enviando dinheiro na tentativa de recuperar o patrimônio já investido.

A prática é conhecida como “pig butchering”, expressão em inglês usada para descrever golpes nos quais os criminosos estabelecem uma relação de confiança com a vítima antes de convencê-la a realizar transferências de valores elevados.

Durante a investigação, a Polícia Civil identificou pelo menos 140 possíveis vítimas inseridas em ambientes digitais relacionados à mesma dinâmica. Também foram encontrados registros de outras fraudes que teriam ligação com as estruturas financeiras investigadas.

Gerente de banco está entre os alvos

A investigação também identificou possíveis conexões entre o grupo e pessoas ligadas ao sistema bancário. Uma gerente de um tradicional banco brasileiro está entre os alvos de prisão.

Segundo a Polícia Civil, dos 25 primeiros destinatários empresariais que receberam valores transferidos pela principal vítima, 24 mantinham contas na mesma instituição financeira.

Depois de ingressarem nas primeiras contas bancárias, os recursos eram distribuídos para outras empresas e intermediadores financeiros. Parte do dinheiro teria sido posteriormente convertida em criptomoedas.

A Operação Criptoabate é resultado de um ano e seis meses de investigação, que envolveu análise de movimentações bancárias e dados telemáticos, inteligência financeira, técnicas de investigação cibernética e rastreamento de ativos virtuais.

Após o cumprimento das medidas, a Polícia Civil pretende analisar o material apreendido, identificar outras possíveis vítimas e envolvidos e localizar bens e valores que possam ser recuperados.

A Polícia Civil orienta a população a desconfiar de promessas de rentabilidade muito acima do mercado, plataformas de investimento sem credenciais verificáveis e, principalmente, de pedidos de novos depósitos para liberar valores que supostamente já foram investidos.

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Geral

Energia começa a voltar após vendaval deixar Santa Vitória do Palmar e Chuí sem fornecimento por mais de 110h

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Crédito: CEEE/Divulgação

O fornecimento de energia elétrica começou a ser restabelecido em Santa Vitória do Palmar e no Chuí, no Extremo Sul do Rio Grande do Sul, após mais de 110 horas de interrupção provocada pelos danos causados pelo vendaval que atingiu a região na quinta-feira, 6.

As equipes concluíram a instalação de estruturas emergenciais e realizaram uma manobra na subestação para iniciar a religação. O fornecimento voltou inicialmente em fase de testes e está sendo retomado de forma gradual, por localidades.

Segundo o secretário de Defesa Civil de Santa Vitória do Palmar, Daniel Cava, a energia foi restabelecida e permanece estável. Ele alerta, porém, que podem ocorrer oscilações nos próximos dias enquanto os trabalhos de recuperação da rede continuam.

O sistema emergencial utiliza duas torres de menor porte, instaladas provisoriamente para viabilizar o retorno do fornecimento de energia aos dois municípios.

Recuperação da rede continua

Apesar da religação, os trabalhos na rede de transmissão ainda não foram concluídos. As equipes devem continuar atuando, inclusive com apoio de helicóptero, na manutenção e reconstrução das 24 torres de grande porte derrubadas pelo vendaval.

As estruturas fazem parte do sistema de transmissão utilizado pelos parques eólicos da região. Com os danos, os parques do Extremo Sul permanecem sem geração de energia.

Município decretou situação de emergência

Santa Vitória do Palmar decretou situação de emergência nesta terça-feira, 11, devido aos danos provocados pelo vendaval. O decreto considera, entre outros fatores, o período superior a 110 horas sem energia elétrica e a interrupção do abastecimento de água por cerca de 24 horas.

A medida permanece vigente mesmo após o restabelecimento da eletricidade.

A Defesa Civil municipal também solicitou que os geradores utilizados durante o apagão permaneçam disponíveis por pelo menos 15 dias após a religação. O pedido foi encaminhado à Defesa Civil estadual e às concessionárias.

Durante o período sem energia, os equipamentos foram utilizados para manter serviços essenciais em funcionamento, incluindo unidades de saúde, Santa Casa, Prefeitura e sistemas de telefonia.

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Policial

Temporal derruba árvore e causa morte de motociclista na ERS-124, em Montenegro

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Crédito: Polícia Civil

Um motociclista de 33 anos morreu após ser atingido por uma árvore de grande porte durante o temporal que atingiu a região na noite de quinta-feira, 6, em Montenegro. O acidente aconteceu por volta das 21h, no km 41 da ERS-124, próximo ao trevo de acesso à empresa Arauto, nas proximidades do viaduto da BR-386 e da divisa com Triunfo.

A vítima foi identificada como Maicon Veríssimo Milk, natural de São Jerônimo e morador da localidade de Boa Vista, em Triunfo.

Conforme a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), Maicon trafegava em uma motocicleta Yamaha Lander XTZ250, com placas de Porto Alegre, no sentido Montenegro/Triunfo, quando uma árvore, que seria um eucalipto de grande porte, caiu sobre a pista e atingiu o veículo em razão dos fortes ventos provocados pelo temporal.

Equipes do Corpo de Bombeiros Militar atenderam a ocorrência, mas o motociclista morreu no local.

Na mesma rodovia, na altura do bairro Estação, outra queda de árvore atingiu um carro e bloqueou parcialmente a pista. Ninguém ficou ferido. Os bombeiros realizaram a remoção da árvore e do veículo para a liberação do trânsito.

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