Policial
Carro de vereador Alexandre Gonçalves é baleado em Canoas

Na manhã desta segunda-feira, 27, o vereador canoense Alexandre Gonçalves (PDT), teve o carro baleado no bairro Niterói, em Canoas.
De acordo com o Delegado Mário Souza, titular do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) do Rio Grande do Sul, trata-se de uma tentativa de homicídio envolvendo um outro homem de 48 anos, que teria fechado a frente do carro do vereador e disparado contra ele, que revidou os disparos, acertando também o suspeito.
Ainda segundo informou o delegado à reportagem de O Timoneiro, a motivação dos tiros são de cunho privado e, portanto, não será comentado pela polícia. “Não se trata de motivação política ou de facção criminosa”, enfatizou Mário Souza.
O homem foi preso em flagrante pela Brigada Militar e está sendo atendido no hospital e em seguida será encaminhado para a Penitenciária. Conforme a assessoria de comunicação do vereador Alexandre, ele já teve alta e se recupera bem após ter o braço atingido por estilhaços.
Nota da assessoria de Alexandre Gonçalves
“A assessoria do vereador Alexandre Gonçalves informa: que o vereador se recupera bem após a tentativa de homicídio sofrida hoje pela manhã, conforme já apurado pela polícia. Informamos ainda que o vereador foi apenas atingido pelos estilhaços de vidros”.
“Em relação ao ocorrido, conforme já declarado nos meios de comunicação pelo delegado Mário Souza, trata-se de situação de motivo fútil, a ser apurada na íntegra pelas autoridades competentes”.
“O Vereador agradece a todas as mais diversas manifestações de carinho recebidas nas suas redes sociais, mensagens e segue em recuperação juntamente com sua família”.
Policial
Motorista de aplicativo é investigado por importunação sexual contra passageira em Canoas

A Polícia Civil abriu inquérito para apurar um caso de importunação sexual envolvendo um motorista de aplicativo em Canoas, na Região Metropolitana. A investigação foi instaurada nesta quinta-feira, 2, após uma ocorrência registrada na noite de domingo, 29.
De acordo com o relato da vítima, uma mulher de 26 anos que está grávida de 7 semanas, ela solicitou uma corrida do trabalho até sua residência, em um trajeto entre os bairros Estância Velha e Igara. Durante o percurso, o motorista teria feito perguntas de cunho invasivo e alterado o caminho, prolongando a viagem.
Ainda segundo o depoimento, a passageira percebeu que o condutor estava sem calças. Ela estava sozinha no banco traseiro e conseguiu sair do veículo ainda com a corrida em andamento.
A investigação está sob responsabilidade da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas, que busca identificar o suspeito. Os policiais já têm acesso à placa e ao modelo do carro, um Volkswagen Nivus, e apuram se havia câmeras de monitoramento no interior do veículo.
Até o momento, a empresa de aplicativo para a qual o motorista prestava serviço não se manifestou sobre o caso.
Policial
Operação Rasante desarticula organização criminosa que enviava drogas a presídios com drones

A Polícia Civil, por meio do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc), deflagrou nesta quinta-feira, 26, a Operação Rasante, com o objetivo de desarticular organização criminosa altamente estruturada, voltada ao tráfico de drogas e ao ingresso sistemático de ilícitos no sistema prisional mediante o emprego de aeronaves remotamente pilotadas (drones).
Foram cumpridas 68 ordens judiciais, entre mandados de busca e apreensão e mandados de prisão preventiva com vistas à desarticulação dos núcleos identificados, interrupção do fluxo de ilícitos e responsabilização penal dos envolvidos. Vinte e seis pessoas foram presas. A ofensiva ocorreu nas cidades de Canoas, Novo Hamburgo, Porto Alegre, Gravataí, Viamão e Alvorada.
A ação ainda resultou na apreensão de quatro telefones novos preparados para arremesso, oito telefones dos suspeitos, um controle de drone, três hélices de drone, três armas, duas carteiras falsas de Delegados de Polícia, selos e espelhos de autenticação de cartórios, cédulas falsas de carteiras de identidade e dois carros, sendo um deles elétrico avaliado em 400mil reais.
A investigação, desenvolvida pela 4ª Delegacia de Investigações do Narcotráfico, teve início a partir de ação policial ocorrida em julho de 2025, quando indivíduos foram flagrados nas imediações de unidade prisional em contexto típico de preparação para lançamento aéreo de ilícitos, ocasião em que foram apreendidos drones de alto desempenho, entorpecentes, aparelhos celulares e acessórios logísticos destinados à execução das chamadas “dronagens”. A partir desse evento inicial, foram autorizadas medidas de quebra de sigilo telemático e aprofundadas análises técnicas dos dispositivos apreendidos, incluindo extração de dados, registros de voo e comunicações mantidas entre os investigados.
O aprofundamento investigativo permitiu identificar a existência de uma estrutura criminosa segmentada e hierarquizada, composta por núcleos interdependentes. O núcleo técnico-operacional era responsável pela aquisição, customização e pilotagem de drones, incluindo adaptações voltadas ao aumento de autonomia, alcance e capacidade de carga, além da utilização de dispositivos de comunicação que dificultam a detecção pelas forças de segurança. Paralelamente, o núcleo operacional atuava na logística de transporte, preparação das cargas e suporte em campo, garantindo a execução das operações em horários estratégicos, predominantemente durante a madrugada, com vistas à redução do risco de interceptação.
Destaca-se que a análise dos logs extraídos dos drones apreendidos evidenciou padrão reiterado de voos noturnos, com duração média compatível com trajetórias de ida e retorno a unidades prisionais, além da repetição sistemática de pontos de decolagem próximos a complexos penitenciários situados nas regiões de Charqueadas, Canoas e adjacências, o que corrobora a utilização dos equipamentos para o ingresso de drogas e aparelhos celulares no interior do sistema prisional.
No plano das comunicações telemáticas, foram identificados diálogos que demonstram elevado grau de planejamento e divisão de tarefas, com definição prévia de rotas, janelas de voo, quantidade de carga e estratégias para mitigação de riscos, inclusive com preocupação expressa quanto à responsabilização penal em caso de abordagem policial. As conversas também revelam domínio técnico dos operadores quanto a variáveis como altitude, interferência de sinal, autonomia de bateria e condições climáticas, evidenciando profissionalização da atividade criminosa.
As investigações apontaram, ainda, a atuação direta de apenados como núcleo de comando intramuros, responsáveis por demandar as entregas, coordenar o recebimento das cargas e gerir a distribuição interna dos ilícitos, estabelecendo conexão permanente entre o ambiente externo e o sistema prisional. Tal dinâmica demonstra a integração funcional entre os investigados em liberdade e os indivíduos custodiados, caracterizando organização criminosa estruturada nos termos da legislação vigente.
No âmbito financeiro, os elementos colhidos a partir de Relatórios de Inteligência Financeira evidenciaram movimentação de valores expressivos, superiores a milhões de reais, com padrão caracterizado por fracionamento de quantias, circularidade de recursos e utilização de contas de terceiros, indicando a existência de um sistema estruturado de financiamento e sustentação das atividades ilícitas. Verificou-se, ainda, reinvestimento constante dos lucros obtidos na aquisição e manutenção de equipamentos tecnológicos, incluindo drones e componentes eletrônicos de alto custo, o que evidencia a capacidade de adaptação e expansão da organização.
Outro aspecto relevante apurado refere-se à elevada lucratividade da atividade criminosa, especialmente no ambiente prisional, onde substâncias entorpecentes e aparelhos celulares atingem valores significativamente superiores aos praticados no meio externo, funcionando como importante vetor de financiamento da organização e de fortalecimento das estruturas criminosas atuantes no interior dos estabelecimentos penais.
“A Operação Rasante evidencia o avanço tecnológico das organizações criminosas e a necessidade de atuação estatal qualificada, baseada em inteligência, análise de dados e integração de esforços investigativos. A ação reafirma o compromisso da Polícia Civil do Rio Grande do Sul com o enfrentamento ao tráfico de drogas e à criminalidade organizada, especialmente no contexto do sistema prisional, onde tais práticas alimentam e retroalimentam dinâmicas criminosas de alta complexidade”, complementou a Delegada Ana Flávia.
Policial
Polícia Civil deflagra Operação Revoada por homicídio no bairro Rio Branco, em Canoas

Na manhã desta quinta-feira, 26, a Polícia Civil deflagrou a Operação Revoada no município de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A ação, coordenada pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DPHPP), investiga um homicídio ocorrido em 21 de janeiro de 2026, no bairro Rio Branco.
Durante a operação, foram cumpridas 16 ordens judiciais, sendo 14 mandados de busca e apreensão e duas prisões preventivas, nas cidades de Canoas e Sapucaia do Sul. As diligências seguem o Protocolo das 7 Medidas de Enfrentamento aos Crimes de Homicídio, com foco na medida nº 5, voltada ao combate a grupos criminosos.
O caso envolve mãe e filho, de 52 e 20 anos, que foram baleados em um condomínio residencial. Conforme a investigação, ambos possuíam antecedentes por tráfico de drogas e teriam sido alvos em uma disputa por ponto de venda de entorpecentes. O jovem morreu no hospital no mesmo dia do crime. Já a mulher, atingida por mais de sete disparos, permanece internada e inconsciente.
De acordo com a delegada responsável pela operação, Graziela Zinelli,
“as ações desencadeadas na presente operação estão amparadas no Protocolo das 7 Medidas de Enfrentamento aos Crimes de Homicídio e têm como objetivo dissuadir a reiteração criminosa, além de enfraquecer a atuação de grupos criminosos responsáveis por crimes contra a vida no município”.
O diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Mario Souza, reforçou o compromisso da corporação com a investigação.
“Os executores, mandantes e principalmente os líderes que estiverem envolvidos nas mortes serão investigados e responsabilizados”, afirmou.
Os presos foram encaminhados ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça.

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