Conecte-se conosco

header-top







 

12/06/2026
 

Policial

TRAGÉDIA ANUNCIADA: Mortes no presídio de Canoas e afastamento do Diretor e mais quatro

Redação

Publicado

em

TRAGÉDIA ANUNCIADA Mortes no presídio de Canoas e afastamento do Diretor e mais quatro

Na última semana, o Presídio de Canoas foi palco de duas mortes e iniciou um intenso debate sobre a segurança e a gestão das casas prisionais no Rio Grande do Sul. Dois detentos assassinados, o que levou o Governo do Estado a tomar medidas drásticas, incluindo o afastamento do diretor da unidade e mais quatro servidores.

De acordo com informações divulgadas pela Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), Nego Jackson, de 41 anos,  era chefe de uma organização criminosa, foi encontrado sem vida em sua cela durante uma rotina de inspeção dos agentes penitenciários.

O preso morto e o suspeito do assassinato estavam em celas diferentes, mas dentro de uma mesma galeria. Eles seriam de facções rivais. Os detentos estavam em Canoas de modo temporário, enquanto aguardavam deslocamento para a Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas.

A princípio, a hipótese mais provável é que a morte tenha sido resultado de um confronto entre facções criminosas, uma vez que o PECAN, como outras unidades prisionais do estado, enfrentou problemas com a disputa por poder e controle entre grupos criminosos.

Afastamento do Diretor

Em meio ao caos gerado pelas mortes, na tarde de segunda-feira, 25, o Governo do Estado decidiu afastar o diretor e mais quatro servidores do Presídio de Canoas, identificando uma possível falha na gestão da unidade. A medida foi tomada após uma análise preliminar de que o sistema de segurança estava falho e não conseguiu evitar o confronto entre os detentos.

O Ministério Público do Rio Grande do Sul também se manifestou, cobrando esclarecimentos das autoridades e exigindo mais investimentos em segurança e infraestrutura para evitar que novos episódios de violência ocorram.

Morto teria escrito carta

Conforme o governador em exercício do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza, um dos servidores afastados teria recebido uma carta escrita pelo preso assassinado dias antes do crime, mas que desconhecia o teor.

De acordo com o Comando de Policiamento Metropolitano, Jackson tem no seu histórico uma ligação com 29 homicídios, como mandante e executor, além de crimes como tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Em 2017, era considerado o maior procurado do Rio Grande do Sul, quando foi preso no Paraguai.

Arma jogada por drone

Segundo informações da Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo, a suspeita é de que a arma que matou o detento tenha entrado o no presídio através de um drone, que teria sido registrado em vídeo durante a madrugada.

O caso segue sendo investigado.

Policial

Polícia Civil deflagra operação contra esquema de lavagem de dinheiro do tráfico no RS

Redação

Publicado

em

Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 10, a Operação Apakani, uma ampla ação voltada ao combate à lavagem de dinheiro vinculada ao tráfico de drogas. A ofensiva resultou, até o momento, na prisão de 26 pessoas, na apreensão de R$ 22 mil em espécie e de uma arma de fogo. Além disso, foram bloqueadas 58 contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas ligadas à investigação.

A operação é conduzida pela Delegacia de Repressão ao Crime de Lavagem de Dinheiro (DRLD/DINARC) e pela Divisão de Inteligência Policial e Análise Criminal (DIPAC), sob coordenação dos delegados Antônio Carlos Ractz Júnior e Adriano Nonnenmacher de Souza. A ação integra a Operação Narke 6, iniciativa nacional coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Segundo a investigação, a organização criminosa atuava na distribuição de drogas em larga escala no Rio Grande do Sul e em outros estados, utilizando um sofisticado esquema de ocultação patrimonial e movimentação financeira para lavar recursos oriundos do narcotráfico.

Mandados em dois estados e dentro de presídios

Por determinação judicial, foram expedidos 28 mandados de prisão preventiva, cinco de prisão temporária e 58 mandados de busca e apreensão. A Justiça também autorizou o bloqueio de 58 contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas e o sequestro de 14 veículos supostamente vinculados à organização criminosa.

As diligências ocorreram em Porto Alegre, Canoas, Cachoeirinha, Eldorado do Sul, Gravataí, Nova Santa Rita, Farroupilha, Gramado, Caxias do Sul e Santa Maria. Em Santa Catarina, os mandados foram cumpridos em Criciúma, Balneário Rincão, Lauro Müller, Palhoça, São José e Florianópolis.

A operação também alcançou estabelecimentos prisionais no Rio Grande do Sul e no Paraná, incluindo a Penitenciária Estadual de Porto Alegre (PEPOA), a Penitenciária Estadual do Jacuí (PEJ), a Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC), o Presídio Regional de Passo Fundo e o Centro de Integração Social de Piraquara, vinculado à Penitenciária Feminina do Paraná II.

Ao todo, 299 policiais civis participaram da ação, sendo 249 do Rio Grande do Sul e 50 de Santa Catarina.

Investigação começou após apreensão de 1,3 tonelada de maconha

As apurações tiveram início em 2023, após a apreensão de 1,3 tonelada de maconha em Canoas. A partir dessa ocorrência, os investigadores identificaram uma estrutura criminosa responsável pela distribuição de cocaína e crack em larga escala, utilizando rotas interestaduais e imóveis alugados em áreas nobres para armazenar entorpecentes e dificultar o rastreamento policial.

Durante mais de um ano de investigação, foram executadas 71 medidas cautelares sigilosas, incluindo quebras de sigilo bancário, fiscal, financeiro e telemático.

Organização movimentou mais de R$ 21 milhões

De acordo com a Polícia Civil, a organização criminosa movimentou R$ 21,3 milhões durante o período investigado. O esquema utilizava mecanismos sofisticados para ocultar a origem dos recursos, como fracionamento de depósitos, triangulação financeira, uso de contas de terceiros, contas de passagem, saques rápidos e movimentações em casas lotéricas e caixas eletrônicos.

As investigações apontam que os valores circulavam entre líderes, gerentes e operadores ligados ao tráfico de drogas, além de pessoas interpostas utilizadas para mascarar a origem dos recursos ilícitos.

Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi a utilização de 21 empresas consideradas peças-chave no esquema de lavagem de dinheiro. Essas empresas estavam localizadas nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul e, segundo a polícia, serviam para inserir recursos do tráfico na economia formal.

AÇÃO INTEGRADA À OPERAÇÃO NARKE 6

Segundo os delegados responsáveis pela operação, o foco principal da ação é descapitalizar a organização criminosa e responsabilizar seus líderes, além dos operadores financeiros e logísticos envolvidos no esquema.

Para o diretor da DINARC, delegado Alencar Carraro, a relevância da operação está no enfrentamento de grandes distribuidores de drogas com elevado grau de organização e experiência criminosa. Já o diretor do DENARC, delegado Carlos Henrique Wendt, destacou a importância da integração entre o Judiciário, o Ministério Público e as Polícias Civis do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

“A atuação conjunta entre as instituições foi fundamental para atingir uma estrutura criminosa com conexões interestaduais e forte capacidade operacional, responsável pelo abastecimento de drogas na Região Sul do país”, afirmou.

A Operação Apakani integra a Operação Narke 6, mobilização nacional que reúne ações de inteligência, cumprimento de mandados, prisões, apreensões e bloqueio de bens para combater o tráfico de drogas, a lavagem de dinheiro e as organizações criminosas em todo o território nacional.

Continuar a ler

Policial

Investigação iniciada em Canoas leva à prisão de 14 suspeitos de golpes em empresas

Redação

Publicado

em

Foto: Policia Civil

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, na manhã desta terça-feira, 9, uma operação contra um grupo criminoso suspeito de aplicar golpes em empresas de diferentes regiões do país. Até o momento, 14 pessoas foram presas.

A ação, denominada Operação Ciberlab, cumpre 27 mandados de prisão e 60 de busca e apreensão em seis cidades dos estados de Mato Grosso e Rio Grande do Norte, locais de onde os investigados atuariam. Segundo a polícia, os suspeitos se passavam por executivos de empresas para convencer funcionários do setor financeiro a realizar transferências bancárias.

As investigações tiveram início após o registro de um caso envolvendo uma empresa de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, ocorrido no ano passado. De acordo com a Polícia Civil, uma operadora financeira recebeu mensagens de um contato que utilizava a foto do presidente da companhia. Como o executivo estava em viagem, a funcionária não desconfiou da abordagem.

O golpista alegou ter trocado de número de telefone e passou a solicitar pagamentos que, supostamente, seriam destinados a fornecedores, procedimento considerado comum na rotina da empresa.

Conforme a delegada Luciane Bertoletti, titular da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas e responsável pela investigação, foram realizadas dez transferências antes que a funcionária percebesse a frequência incomum dos pedidos. Até então, cerca de R$ 200 mil já haviam sido enviados aos criminosos.

“A finalidade, de acordo com o golpista que se passava pelo presidente da empresa, era fazer pagamentos para fornecedores. É algo muito comum na atividade deles do dia a dia”, afirmou a delegada.

Luciane Bertoletti destacou ainda que a estratégia utilizada pelos suspeitos foi baseada em técnicas de engenharia social, reproduzindo detalhes da rotina da empresa para dar credibilidade às mensagens enviadas.

“A forma como eles abordaram ela, a engenharia social, foi muito bem feita. Era realmente a forma como esse presidente solicitava os pagamentos. Como ele estava viajando e estava em reunião, falou que teve de trocar de número, teve um problema. Ela não desconfiou porque a conversa era muito verossímil”, completou.

A Polícia Civil informou que ainda apura a existência de outras vítimas em diferentes estados brasileiros. Segundo os investigadores, empresas de médio e grande porte eram os principais alvos do grupo. Após os repasses, os valores eram distribuídos para diversas contas bancárias, numa tentativa de dificultar o rastreamento do dinheiro.

As investigações prosseguem para identificar todos os envolvidos no esquema e dimensionar o prejuízo causado às empresas atingidas.

Continuar a ler

Policial

Mulher de 55 anos é encontrada morta na Lagoa dos Patos; causa da morte será investigada

Redação

Publicado

em

O corpo de uma mulher de 55 anos foi encontrado na manhã deste sábado, 6, nas águas da Lagoa dos Patos, em São José do Norte, no Sul do Rio Grande do Sul. O resgate ocorreu por volta das 10h, na região central da cidade, nas proximidades da Rua Marechal Deodoro.

De acordo com informações preliminares da Polícia Civil, o corpo não apresentava sinais aparentes de violência nem indícios de decomposição. As circunstâncias da morte ainda são desconhecidas.

Segundo o delegado Ronaldo Coelho, responsável pela investigação, o corpo foi encaminhado para necropsia, exame que deverá apontar a causa da morte. A identidade da vítima não havia sido divulgada pelas autoridades até a última atualização do caso.

O resgate foi realizado pelo Corpo de Bombeiros após o acionamento das equipes de emergência. A Polícia Civil instaurou investigação para apurar o ocorrido e aguarda os laudos do Instituto-Geral de Perícias (IGP), que serão fundamentais para esclarecer as circunstâncias da morte.

Continuar a ler
publicidade
festivalSicrediGraduação Lasalle

Destaques