Depois de conquistar duas medalhas no domingo, o judô brasileiro terminou a segunda-feira, 29, sem pódios na Olimpíada de Paris.
Medalhista olímpico nos Jogos de Tóquio, em 2021, o judoca canoense Daniel Cargnin caiu na estreia em Paris.
Na categoria até 73 kg – para homens – ele enfrentou Akil Gjakova, do Kosovo, e foi derrotado por ippon, após o adversário aplicar dois waza-ari no brasileiro.
O atleta kosovar, inclusive, é procurado pela polícia de seu país por acusações de violência doméstica. A federação afirmou que acredita na inocência do atleta, mas que, ao retornar dos jogos, Akil irá se apresentar às autoridades.
Neste ciclo olímpico, Cargnin mudou de categoria. Antes, ele competia no peso meio-leve (até 66 kg) e passou para a categoria leve após o bronze na Olimpíada.
Derrota no bronze
A principal chance veio com a campeã olímpica da Rio 2016, Rafa Silva, que lutou bem, mas perdeu na disputa da medalha de bronze da categoria até 57 kg, considerada a mais equilibrada no atual judô feminino.
A brasileira fez sua estreia logo na fase de oitavas de final, e derrotou por ippon Maysa Pardayeva, do Turcomenistão, entrando na fase de disputa pelas medalhas. No confronto de quartas de final, Rafa Silva enfrentou Eteri Liparteliani, da Geórgia, e venceu após aplicar dois waza-ari na adversária em menos de dois minutos.
Na semifinal, Rafa Silva enfrentou a atual campeã do mundo, Mimi Huh, da Coreia do Sul. Em uma luta difícil para a brasileira, a coreana foi mais segura nos golpes. O combate permaneceu empatado sem pontuações até o golden score. No tempo extra, a coreana imobilizou a judoca carioca e venceu a luta.
Na disputa que valia a medalha de bronze, Rafa Silva teve como adversária a japonesa Haruka Funakubo. As duas travaram um embate longo e cansativo.
Empatada, a luta se estendeu até mais de quatro minutos no golden score. Com o duelo equilibrado, a arbitragem aplicou uma punição para brasileira por projetar um golpe usando a cabeça no tatame. Assim, Funakubo foi declarada vencedora e conquistou o bronze.
Esta foi a terceira Olimpíada na carreira da judoca de 32 anos. Ela estreou na edição de Londres, em 2012, e conquistou a medalha de ouro no Rio, em 2016. Rafaela ficou de fora dos Jogos de Tóquio, em 2021, após ser suspensa por testar positivo em um exame antidoping. A brasileira também é bicampeã mundial de judô na categoria leve.
Nesta terça-feira, 30, mais dois judocas brasileiros vão competir em Paris. Ketleyn Quadros, na categoria até 63 kg para mulheres, e Guilherme Schmidt, na categoria até 81 kg para homens.
Crianças, jovens e adultos participaram na sexta-feira, 6, de atividades regulares de natação no ginásio Poliesportivo do Colégio La Salle, no Centro. A iniciativa integra o Projeto Paradesporto, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, que oferece aulas gratuitas todas as terças e sextas-feiras.
O projeto tem como objetivo promover mais qualidade de vida, estimular o desenvolvimento físico e ampliar a autonomia de pessoas com deficiência cognitiva ou intelectual por meio do esporte. Além da natação, a programação inclui modalidades como judô, vôlei, handebol, atletismo e futsal.
O diretor de Paradesporto e Lazer da SMEL, André Padilha, destacou a relevância da ação para a inclusão e o bem-estar dos participantes.
“Essa atividade visa uma melhora da capacidade motora, psicológica e cognitiva do aluno, proporcionando assim uma melhor qualidade de vida e saúde, mobilizando as pessoas com mobilidade reduzida a praticarem atividades físicas”, afirmou.
A professora de natação, Tainá Costa, ressaltou que o acolhimento é parte essencial do trabalho.
“A gente atende alunos de 8 a 43 anos, cidadãos com autismo, deficiência física ou intelectual. Damos todo suporte e acompanhamento que eles necessitam”, comentou.
Entre os familiares presentes, estava Dulce Flores, de 53 anos, moradora do bairro Guajuviras, que acompanhou o filho durante a aula. Ela contou que o esporte trouxe mudanças positivas.
“Meu filho tem autismo e matriculei ele aqui para melhorar a condição da saúde dele e realmente melhorou muito. Ele está bem melhor e até fez amigos”, disse.
Douglas de Lima Linhares, de 28 anos, também compartilhou sua experiência. Ele afirmou que gosta especialmente dos exercícios feitos antes de entrar na piscina.
“Gosto daquele exercício para relaxar as mãos e as pernas, e claro, de estar na água aprendendo com meus professores. Estou gostando muito”, relatou.
A Praça da Juventude Nelson Mandela, localizada na Rua Maria Faustino Corrêa, 618, recebeu na terça-feira, 27, a primeira aula de boxe olímpico de 2026. A atividade reuniu jovens de 13 a 18 anos e marcou o início das turmas do ano.
As aulas são organizadas por faixa etária. Crianças de 9 a 12 anos treinam às terças e quintas, das 10h às 11h. Já os adolescentes de 13 a 18 anos participam das atividades de segunda a quinta, das 9h às 12h e das 14h às 15h.
A iniciativa faz parte do Projeto Verão, da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, que oferece atividades esportivas gratuitas em diferentes pontos da cidade. A programação segue até o começo de março e inclui musculação, boxe olímpico, judô paradesporto, jogos adaptados e esportes coletivos, com foco em saúde e inclusão.
As inscrições para novas turmas começam na primeira semana de março. Os interessados devem ir diretamente ao local das aulas com um documento de identidade. As vagas são gratuitas e dependem da disponibilidade de cada modalidade.
O professor de boxe, José Walter Corrêa de Lima, destacou o impacto do esporte na vida dos alunos.
“O esporte foi muito importante para mim, e acredito que pode transformar a vida desses jovens também”, disse.
Entre os participantes está Pedro Guedes, de 15 anos. Ele pratica boxe há um ano e treina na praça há quatro meses.
“Fiquei sabendo das aulas por um amigo da escola. Eu já treinava, mas era pago e não consegui continuar. Aqui tive a chance de seguir”, contou.
Projeto Verão nos bairros
Estação Cidadania, Avenida Rio Grande do Sul, 3320, Mathias Velho
Ginástica Rítmica escolar, terças e quintas, das 9h às 10h
Ginástica Rítmica equipe, terças e quintas, das 10h às 14h
Parque Municipal Getúlio Vargas, Capão do Corvo, Avenida Dr. Sezefredo Azambuja Vieira, 700, Marechal Rondon
Ginástica localizada, terças e quintas, das 8h30 às 9h30
Treinamento funcional, terças e quintas, das 9h45 às 10h45
Parque Esportivo Eduardo Gomes, Avenida Guilherme Schell, 3600, Fátima
Treinamento funcional, segundas e quartas, das 8h às 8h45
Esportes coletivos, segundas e quartas, das 9h às 10h
Jogos adaptados, terças e quintas, das 8h às 9h15
Centro de Esporte e Lazer São José, Rua João Leivas de Carvalho, 541, São José
Ioga, segundas e quartas, das 8h às 9h
Ioga, segundas e quartas, das 9h30 às 10h30
Alongamento, terças e quintas, das 14h às 15h
Mix de atividades, terças e quintas, das 15h às 16h
Faltam poucos dias para a largada do 39º Rally Cerapió, um dos maiores eventos de rally de regularidade e enduro do Brasil. A competição será realizada entre os dias 25 e 30 de janeiro, em um trajeto de cerca de 1 mil km que liga Aracati, no litoral do Ceará, a Teresina, capital do Piauí. O percurso passa por mais de 30 municípios, com paradas em Canindé e Sobral, no Ceará, e Piracuruca e Piripiri, no Piauí.
Entre os competidores confirmados está o canoense Eduardo Veneroso, que disputará a categoria Moto Elite. Para ele, a participação no Rally Cerapió representa um marco na carreira.
“É muito gratificante participar de um evento tão grandioso como o Cerapió. A disputa é muito acirrada, com resultados definidos nos mínimos detalhes e grandes nomes da modalidade presentes. Concluir a prova e passar pelo pórtico de chegada já é uma grande conquista”, afirmou o piloto.
O 39º Cerapió abre oficialmente a temporada dos campeonatos Brasileiro de Rally de Regularidade e Brasileiro de Enduro, com chancela da Confederação Brasileira de Automobilismo e da Confederação Brasileira de Motociclismo.
De acordo com Erlich Cordão, CEO da Radical Produções, empresa responsável pela realização do evento, o Cerapió vai além da competição esportiva. O rally percorre regiões do sertão nordestino, apresentando novas localidades, paisagens, cultura e gastronomia. Segundo a organização, o trajeto é elaborado anualmente com foco na valorização do turismo regional. Ao longo dos seis dias de prova, a estimativa é de que o evento movimente cerca de R$ 8 milhões nas cidades por onde passa.
O Ministério do Turismo apoia o Rally Cerapió pelo quarto ano consecutivo. A pasta destaca que o evento contribui para fomentar o turismo, estimular a economia local e ampliar a visibilidade de destinos fora dos grandes centros urbanos, além de promover o envolvimento das comunidades locais e práticas alinhadas à sustentabilidade.
A programação inclui credenciamento, briefings e largadas promocionais em Aracati, além das etapas previstas nas cidades de Canindé, Sobral, Piracuruca, Piripiri e a chegada final em Teresina, onde também ocorre a cerimônia de premiação no dia 30 de janeiro.
O 39º Rally Cerapió conta com patrocínio máster do Consórcio Honda e do Ministério do Turismo, além do apoio de empresas privadas, governos estaduais e prefeituras das cidades participantes. A supervisão é das federações estaduais de automobilismo e motociclismo, com organização da ABR e realização da Radical Produções.