Saúde
Canoas registra mais de 5,3 mil casos de dengue em 2024

Desde o dia 1º de janeiro, o município de Canoas já registrou 5.379 casos de dengue. Um em cada 64 moradores já contraiu a doença em 2024.
Os dados são de um novo boletim do setor de epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde, emitido na manhã desta sexta-feira, 31. Foram 369 novas ocorrências de dengue em 10 dias.
De todos os casos registrados, continuam sendo apenas 10 os importados – ou seja, aqueles contraídos fora da cidade. Os outros 5.369 ocorreram dentro de Canoas, sendo considerados autóctones.
O bairro Estância Velha continua tendo o maior número de casos, com 1.395 (25,93% do total, mais de um quatro das ocorrências). O Guajuviras ultrapassou os quatro dígitos, chegando a 1.009 casos (18,76%). Niterói agora tem mais pessoas infectadas do que o Mathias Velho, com 501 (9,31%) contra 490 (9,11%) do Mathias.
Casos por bairro
- Estância Velha: 1395 casos
- Guajuviras: 1007 casos autóctones e 2 importados
- Niteroi: 499 casos autóctones e 2 importados
- Mathias Velho: 490 casos
- Harmonia: 435 casos
- Nossa Senhora das Graças: 354 casos autóctones e 2 casos importados
- Rio Branco: 277 casos
- Olaria: 232 casos
- Igara: 212 casos
- Marechal Rondon: 121 casos autóctones e 2 importados
- Fátima: 88 casos
- Mato Grande: 87 casos
- São José: 78 casos autóctones e 1 caso importado
- Centro: 63 casos autóctones e 1 caso importado
- São Luís: 26 casos
- Brigadeira: 5 casos
Fonte: SinanWeb Dengue e setor de epidemiologia de Canoas (Dados atualizados dia 31/05 as 10:00h, sujeito a alterações)
Saúde
HU de Canoas passa a integrar programa federal que amplia cirurgias especializadas pelo SUS
Saúde
Ato marcará início de 1,6 mil cirurgias do programa Mais Especialistas no HU

A Prefeitura de Canoas, a Associação Saúde em Movimento (ASM) e o Grupo Hospitalar Conceição (GHC) realizam nesta sexta-feira, 6, o ato de início das cirurgias do programa Mais Especialistas no Hospital Universitário.
O programa prevê a realização de mais de 1,6 mil cirurgias em diferentes especialidades, com o objetivo de reduzir as filas de procedimentos no município e no Rio Grande do Sul.
A solenidade está marcada para as 11h, no Hospital Universitário, localizado na Avenida Farroupilha, 8001, no bairro São José. Devem participar do evento o prefeito de Canoas, Airton Souza, o CEO da ASM, Cláudio Vitti, e o presidente do GHC, Gilberto Barrichello, além de outras autoridades.
Saúde
Ministério da Saúde passa a adotar o CPF como identificador único do Cartão SUS

O Ministério da Saúde começou a emitir o Cartão Nacional de Saúde, o Cartão SUS, tendo o CPF como identificador único no Sistema Único de Saúde. A mudança passa a valer gradualmente e faz parte do processo de unificação dos cadastros na rede pública.
Segundo o Ministério da Saúde, a alteração tem como objetivo padronizar os registros e concentrar as informações de cada usuário em um único número.
O que muda para o cidadão
O novo Cartão SUS passa a ser emitido com nome e CPF pelo CadSUS Web e está disponível no aplicativo Meu SUS Digital desde outubro de 2025.
Com a adoção do CPF, todos os atendimentos e registros de saúde ficam vinculados a um único identificador, evitando a existência de cadastros duplicados.
Pessoas sem CPF continuam sendo atendidas no SUS. Para populações indígenas, ribeirinhas, nômades, estrangeiros em trânsito e pessoas em situação de rua, será permitido manter cadastros sem CPF, desde que haja justificativa registrada no sistema.
Em casos de emergência, pacientes sem documento também serão atendidos. O registro inicial será feito no CadSUS Web e, se o CPF não for informado posteriormente, o cadastro poderá ser inativado.
O que muda para os profissionais de saúde
A orientação do Ministério da Saúde é que o CPF seja utilizado como número principal de identificação do paciente no SUS.
O antigo número do cartão de saúde passa a ser chamado de Cadastro Nacional de Saúde, o CNS, e continuará existindo como identificador secundário.
Com a unificação, os profissionais terão acesso ao histórico de saúde do paciente em qualquer unidade do país.
Mesmo sem CPF, o atendimento deve ser realizado e registrado no CadSUS Web.
O que muda para os gestores
Desde julho de 2025, o Ministério da Saúde afirma ter inativado 54 milhões de registros considerados inconsistentes ou duplicados. A meta é chegar a 229 milhões de cadastros ativos vinculados ao CPF até abril de 2026, número que corresponde aos CPFs válidos na Receita Federal.
O Ministério da Saúde identificou 41 sistemas nacionais que precisam ser ajustados para adotar o CPF como identificador único. A previsão de conclusão desses ajustes é dezembro de 2026.
Os sistemas geridos por estados e municípios deverão ser adaptados pelos próprios gestores, em articulação com o SUS, o Conass e o Conasems.
A partir de outubro de 2025, o Ministério da Saúde passou a oferecer capacitações técnicas para gestores e profissionais, com workshops, manuais, vídeo-aulas e transmissões online sobre o processo de unificação.
Integração com outras bases
Com o CPF como identificador único, o CadSUS passará a operar de forma integrada com bases do governo federal, como IBGE e CadÚnico, seguindo diretrizes da Estratégia Nacional do Governo Digital.

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