Saúde
Estância Velha e Guajuviras concentram mais da metade dos casos de dengue no ano em Canoas

A Secretaria da Saúde de Canoas emitiu um novo boletim epidemiológico com os números atualizados da dengue no município. Desde o começo de 2024, já são 2.781 casos, um aumento de 22,57% em relação à semana anterior.
Um a cada 125 canoenses já contraiu a doença apenas neste ano. Os casos seguem em concentração em dois bairros: Estância Velha, com 958 ocorrências (34,45% do total) e Guajuviras, com 529 (19,02%). Juntos, eles somam 53,47%, mais da metade dos casos.
Além disso, outros três bairros ultrapassaram, desde o último relatório, do dia 10 de abril, a marca de 200 casos. São eles o Nossa Senhora das Graças (221, ou 7,95% do total), o Harmonia (216, ou 7,77%) e Mathias Velho (208, ou 7,48%). Juntos, esses três bairros já concentram 23,2%, ou cerca de um a cada quatro ocorrências.
Os cinco bairros citados formam o cerne da epidemia de dengue em Canoas, pois somam 76,67%. Três a cada quatro casos de dengue na cidade vêm de uma dessas localidades.
O bairro Olaria também ultrapassou a centena de casos da doença, chegando a 109 ocorrências (3,92%).
Números da dengue em Canoas
Em 2024, são 2781 casos de dengue, sendo 2771 autóctones, contraídos dentro do município, e 10 importados, ocorridos fora da cidade.
- Estância Velha: 958 casos
- Guajuviras: 527 casos autóctones e 2 importados
- Nossa Senhora das Graças: 219 casos autóctones e 2 importados
- Harmonia: 216 casos
- Mathias Velho: 208 casos
- Niteroi: 178 casos autóctones e 2 importados
- Olaria: 109 casos
- Rio Branco: 98 casos
- Igara: 70 casos
- Marechal Rondon: 51 casos autóctones e 2 importados
- São José: 35 casos autóctones e 1 caso importado
- Mato Grande: 34 casos
- Fátima: 29 casos
- Centro: 25 casos autóctones e 1 importado
- São Luís: 9 casos
- Brigadeira: 5 casos
Saúde
Bebê prematuro morre após infecção por superbactéria e UTI é fechada temporariamente em Porto Alegre

Um recém-nascido extremamente prematuro, com 26 semanas de gestação, morreu após testar positivo para uma superbactéria na UTI Neonatal do Hospital Fêmina, em Porto Alegre.
A bactéria pan-resistente foi identificada na última quinta-feira, 16. Diante da situação, o hospital adotou medidas de contenção, como isolamento total da área, bloqueio de circulação interna e suspensão temporária de novas admissões no setor.
Segundo o Grupo Hospitalar Conceição, responsável pela unidade, o microrganismo detectado foi a Acinetobacter baumannii, considerada uma das bactérias mais perigosas do mundo pela Organização Mundial da Saúde. Esse tipo de bactéria é classificado como pan-resistente, ou seja, apresenta resistência aos antibióticos disponíveis.
Ao todo, 34 pacientes estavam internados na UTI Neonatal. Quatro bebês testaram positivo para a bactéria, incluindo o recém-nascido que morreu. Os outros três permanecem em estado estável, isolados e sob acompanhamento de uma equipe exclusiva, sem contato com outros setores do hospital.
Os demais pacientes seguem sob monitoramento contínuo. Com a suspensão de novas internações na unidade, gestantes de alto risco estão sendo encaminhadas para outras maternidades da Capital.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que acompanha a execução dos protocolos e auxilia no redirecionamento de gestantes entre 20 e 35 semanas de gestação para outros hospitais, garantindo a continuidade do atendimento. Já a Secretaria Estadual de Saúde afirmou que também monitora a situação e está à disposição para prestar apoio.
O GHC informou ainda que notificou os órgãos competentes, como vigilância sanitária e autoridades de saúde, e reforçou que as equipes seguem atuando para evitar novos casos e garantir a segurança de pacientes e gestantes.
Superbactéria
A Acinetobacter baumannii é um patógeno associado a infecções hospitalares, com maior risco em pacientes internados por longos períodos e com o sistema imunológico fragilizado. A bactéria também apresenta resistência a antibióticos de última linha, como os carbapenêmicos, o que dificulta o tratamento e aumenta o risco de complicações.
Saúde
Rio Grande do Sul confirma primeiro óbito por dengue em 2026

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) confirmou na sexta-feira, 17, o primeiro óbito por dengue no Rio Grande do Sul em 2026. A vítima, um idoso de 83 anos com histórico de comorbidades, era residente do município de Jacutinga, na região Norte. O falecimento ocorreu no dia 15 de abril.
Dados Epidemiológicos
Até o momento, o estado registra 596 casos confirmados da doença. O índice atual representa uma queda em comparação ao mesmo período de 2025, quando o balanço somava 20.573 casos e 13 óbitos.
Protocolo de Atendimento
As autoridades de saúde recomendam que indivíduos que apresentem sintomas como febre alta, dores de cabeça, dor atrás dos olhos, dores musculares, náuseas ou manchas vermelhas na pele busquem as unidades de saúde. O diagnóstico precoce é indicado para monitorar a evolução do quadro e evitar complicações.
Imunização
As doses contra a dengue estão disponíveis na rede municipal de saúde. O público-alvo atual abrange:
Crianças e adolescentes de 10 a 14 anos;
Idosos;
Gestantes;
Pessoas com comorbidades.
Para o atendimento, é necessária a apresentação do cartão do SUS e do documento de vacinação.
Saúde
Realizada atualização cadastral no HU para mutirão de consultas, exames e procedimentos

De acordo com o diretor técnico do HU, Fernando Farias, a atualização cadastral é fundamental para dar andamento aos atendimentos represados:
“Estamos enfatizando muito a necessidade de atualização, porque quando o cadastro está correto, facilita o contato. Muitos pacientes não são encontrados, o que acaba gerando vagas ociosas e prejudicando quem está na fila aguardando atendimento”.
A superintendente da Associação Saúde em Movimento (ASM), Dra. Tatiane Pacheco, destacou que o mutirão é uma oportunidade para retomar o vínculo com os pacientes:
“Estamos realizando um mutirão de recadastramento das filas, e é muito importante que as pessoas tragam documento de identidade, comprovante de endereço e telefone atualizado. A proposta é promover o reencontro do paciente com o hospital, para que, após o recadastramento, ele possa ser contatado para a marcação de consultas, exames e, se necessário, cirurgia”, afirmou.
Entre os participantes da ação, o aposentado Adão Gonçalves, de 73 anos, morador do bairro Jardim do Lago, destacou a expectativa por atendimento e elogiou a iniciativa. Ele aguarda desde janeiro de 2025 por um exame de eletroneuromiografia, realizado exclusivamente no local.
“Eu espero que agora saia do papel. Fui muito bem atendido, cheguei e já me encaminharam direto. Já consegui atualizar meus dados e reencaminhar o exame”, contou. Adão também ressaltou a importância da atualização cadastral: “Meu telefone estava desatualizado, fazia tempo que eu não vinha aqui. Hoje consegui corrigir. O atendimento foi rápido, estou admirado”, relatou.

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