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22/01/2026
 

Policial

Operação sobre suspeita de fraude em licitações cumpre mandado em treze cidades, incluindo Canoas

Redação

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A Polícia Federal e a Polícia Civil deflagraram uma operação na manhã da quinta-feira, 14. O objetivo foi cumprir mandados de prisão, busca e apreensão em dez cidades do Rio Grande do Sul e duas de Santa Catarina, em uma investigação sobre possível fraude em licitações em diferentes cidades do Sul do país.

Os principais alvos foram dois agentes públicos de Alvorada, e uma empresa de tecnologia em Lajeado, no Vale do Taquari. O secretário de Administração de Alvorada, Luiz Carlos Telles, e o diretor do setor de Tecnologia da Informação do município, Fernando Maciel, também foram afastados de suas funções devido à investigação. Em Lajeado, a Smart Tecnologia teve suas sedes visitadas pelos policiais federais.

A Smart tinha um contrato com a Prefeitura de Alvorada para implementação de rede de fibra óptica e de sistema de monitoramento. O contrato iniciou com o valor de R$ 23 milhões. Depois teve aditamentos e chegou a R$ 396,5 milhões. Em Cachoeirinha, apura-se a aquisição de 321 lousas interativas para escolas do município, com valor aproximado de R$ 10 milhões.

Segundo a investigação, uma empresa desclassificada encaminhou denúncia ao Ministério Público de Contas e à Polícia Civil, relatando fraudes ocorridas em certame licitatório. Foram reunidas provas de que o edital, por meio do Termo de Referência que exigia uma série de documentos específicos, direcionava o contrato para uma empresa.

Além disso, o denunciante sofreu coação por parte de agentes da Prefeitura de Alvorada para que retirasse um processo em que discutia a desclassificação. Eles teriam dito que, do contrato, não haveria a renovação de um contrato que já possuía com o Executivo local.

A empresa investigada fez contato com a empresa que denunciou o esquema, tentando negociar uma participação dele em novas licitações direcionadas, de modo que ele não atrapalhasse mais, chegando a enviar um contrato de consórcio/associação. Também foi identificada terceirização ilegal do serviço a uma empresa de internet que se beneficiaria da rede de fibra ótica municipal para prestar serviços privados.

Além das três cidades citadas, outras nove tiveram diligências das forças policiais ou porque os serviços que seriam prestados pela Smart estavam sendo terceirizados, ou devido à prática ocorrer de forma semelhante em outros locais. Os investigadores estiveram em endereços em Canoas, Porto Alegre, Viamão, Guaporé, Nova Prata, Cruzeiro do Sul, Xangri-lá, Maravilha/SC e Chapecó/SC.

Policial

Rio Grande do Sul tem sete feminicídios em menos de um mês e já supera total de dezembro de 2025

Redação

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Foto: DCS/PCRS

Em menos de um mês, o Rio Grande do Sul já registra um número de feminicídios superior ao contabilizado em dezembro de 2025. Até esta quarta-feira, 21, sete mulheres foram mortas por crimes motivados por gênero no Estado, o que representa, em média, um assassinato a cada três dias desde o início do ano. No mês anterior, conforme dados da Secretaria Estadual da Segurança Pública, haviam sido registrados seis casos.

As vítimas tinham idades entre 15 e 59 anos e, ao menos cinco delas, eram mães. Porto Alegre concentra o maior número de ocorrências, com duas mortes, mas há registros também em municípios de pequeno porte, incluindo uma cidade da Serra com cerca de 2,8 mil habitantes. As investigações indicam que, na maioria dos casos, os suspeitos são companheiros ou ex-companheiros das vítimas, geralmente motivados por ciúmes ou pela não aceitação do fim do relacionamento.

Diante do avanço dos crimes, a Polícia Civil realizou uma força-tarefa que resultou na prisão de mais de 20 suspeitos em um intervalo de 24h. A operação integra um conjunto de ações voltadas ao enfrentamento da violência doméstica e à redução dos índices desse tipo de crime no Estado.

Entre os casos registrados está o da bombeira civil Gislaine Beatriz Rodrigues Duarte, de 31 anos, foi morta a facadas em Guaíba, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O ex-companheiro, de 44 anos, foi preso e é apontado como autor do crime. Segundo a polícia, ele tentou simular o suicídio da vítima. O relacionamento durou cerca de três anos e era marcado por crises de ciúmes. Gislaine deixou um filho de 10 anos.

Em Canguçu, na Região Sul do Estado, Letícia Foster Rodrigues, de 37 anos, foi encontrada morta em uma área de mata, com um ferimento no pescoço. O companheiro, de 36 anos, foi preso a mais de 200 quilômetros do local do crime. Ela era mãe de dois filhos e possuía medida protetiva contra o agressor.

No município de Santa Rosa, no Noroeste, Marinês Teresinha Schneider, de 54 anos, foi morta a tiros dentro da própria casa pelo ex-companheiro. O homem invadiu a residência e efetuou os disparos. Ele foi preso preventivamente no dia seguinte. Marinês tinha medida protetiva em vigor.

Em Porto Alegre, Josiane Natel Alves, de 32 anos, foi assassinada com golpes de faca. O suspeito, com quem ela havia mantido um relacionamento por cerca de um mês, se apresentou à polícia e foi preso. A filha adolescente da vítima teria presenciado o crime.

Também na capital, Paula Gabriela Torres Pereira, de 39 anos, foi morta durante o dia em uma parada de ônibus. O principal suspeito é o ex-companheiro, de 50 anos, com quem ela disputava judicialmente a guarda de um dos filhos. Ele foi preso.

Em Sapucaia do Sul, uma adolescente de 15 anos foi morta pelo namorado, de 25 anos. O crime ocorreu na terça-feira, 20, e o autor confessou o assassinato. O relacionamento durava cerca de oito meses. A jovem chegou a ser acompanhada pela Patrulha Maria da Penha.

Por fim, em Muitos Capões, na Serra gaúcha, Uliana Teresinha Fagundes, de 59 anos, foi morta a tiros dentro da casa onde havia morado com o ex-companheiro. Ela havia deixado o imóvel dias antes. Uliana era monitora de uma escola estadual e mãe de duas filhas.

Casos de violência doméstica podem ser denunciados. Em situações de emergência, a Brigada Militar deve ser acionada pelo telefone 190. Quando a violência já ocorreu, a orientação é procurar uma Delegacia da Mulher ou qualquer delegacia para registrar a ocorrência e solicitar medidas protetivas, inclusive pela Delegacia Online. A Central de Atendimento à Mulher funciona 24 horas pelo número 180, e a Defensoria Pública oferece orientações pelo telefone 0800-644-5556.

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Policial

STF decreta prisão preventiva de Jair Bolsonaro após violação de tornozeleira e risco de fuga, diz decisão

Redação

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STF decreta prisão preventiva de Jair Bolsonaro após violação de tornozeleira e risco de fuga, diz decisão

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou neste sábado, 22, a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro. A ordem foi expedida após comunicação do Centro de Monitoração Integrada do Distrito Federal, que registrou a violação da tornozeleira eletrônica utilizada pelo ex-presidente por volta de 0h08.

Segundo a decisão, a medida também foi motivada pela convocação de uma vigília em frente ao condomínio onde Bolsonaro cumpria prisão domiciliar. O ato foi organizado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na noite de sexta-feira, 21. Moraes afirmou que a aglomeração poderia comprometer a fiscalização das medidas cautelares e facilitar uma eventual fuga.

Justificativas da decisão

No despacho, Moraes afirmou que a violação do monitoramento eletrônico, aliada ao ato convocado pelo senador, representava “altíssimo risco para a efetividade da prisão domiciliar” e para a ordem pública. O ministro apontou que manifestações dessa natureza já teriam sido utilizadas anteriormente para tumultuar fiscalizações e obter vantagens políticas.

Moraes também ressaltou que Bolsonaro já teria planejado uma fuga para a Embaixada da Argentina em momento anterior das investigações, o que aumentaria o risco atual. Ele lembrou ainda que o condomínio onde o ex-presidente cumpria a prisão domiciliar fica a cerca de 13 km do Setor de Embaixadas Sul, distância que poderia ser percorrida rapidamente de carro.

Além disso, o ministro mencionou que parlamentares aliados de Bolsonaro, Alexandre Ramagem, Carla Zambelli e Eduardo Bolsonaro, deixaram o país recentemente, o que, segundo ele, reforça o risco de evasão.

Prisão preventiva

A prisão preventiva foi cumprida por volta das 6 horas deste sábado. De acordo com informações iniciais, Bolsonaro reagiu com tranquilidade. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não estava no local no momento da detenção.

O ex-presidente foi levado à sede da Polícia Federal às 6h35, onde passou pelos trâmites legais antes de ser transferido para a Superintendência da PF no Distrito Federal. Ele permanecerá em uma “Sala de Estado”, espaço reservado a autoridades que já exerceram funções de chefia no Executivo.

A prisão preventiva não tem prazo determinado e deve ser reavaliada periodicamente pela Justiça.

Contexto anterior

Bolsonaro estava em prisão domiciliar desde 4 de agosto, por determinação de Alexandre de Moraes. Na época, o ministro apontou descumprimento de medidas cautelares, incluindo o uso de redes sociais de aliados — entre eles seus três filhos parlamentares — para divulgar conteúdos considerados ofensivos ao STF e de apoio à intervenção estrangeira no Judiciário.

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Policial

Homem é preso em Canoas pela GM após ser flagrado vendendo drogas no bairro Harmonia

Redação

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Um homem de 19 anos foi preso pela Guarda Municipal de Canoas na noite de quarta-feira, 5, após ser flagrado comercializando drogas em uma praça do bairro Harmonia. A ação ocorreu por volta das 18h, na Praça Martin Luther King, localizada próxima a uma Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI).

De acordo com informações da corporação, os agentes realizavam patrulhamento quando foram abordados por moradores que relataram a presença de um homem vendendo drogas no local. Conforme a denúncia, pessoas se aproximavam do suspeito a pé e de carro ao longo do dia para comprar entorpecentes.

Com base nas características repassadas, os guardas localizaram o homem na Rua Romeu Morsch, em frente à praça. Durante a revista, os agentes encontraram uma garrafa pet contendo 25 pinos de cocaína.

O suspeito recebeu voz de prisão e, segundo a Guarda Municipal, foi algemado por resistir à abordagem. Ele foi encaminhado à UPA Caçapava para atendimento médico e, posteriormente, à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), onde o caso foi registrado.

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