Saúde
HU inicia restrição de atendimentos eletivos mesmo após anúncio de pagamento parcial de salários

O Hospital Universitário de Canoas (HU) passou a restringir os atendimentos eletivos a partir desta quarta-feira, 17, apesar do anúncio de pagamento parcial de salários realizado pelo prefeito Airton Souza durante Sessão da Câmara no Parque do Gaúcho, na terça-feira, 16.
A medida foi aprovada em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 1º de setembro e é motivada por uma série de dificuldades enfrentadas pela instituição, incluindo problemas financeiros, falta de profissionais e deficiência na infraestrutura.
Entre os principais fatores apontados para a decisão estão a escassez de médicos, especialmente pediatras e anestesiologistas, o que tem provocado sobrecarga em plantões. Segundo relatos, há profissionais cumprindo turnos de 12 horas e permanecendo até 36 horas devido à ausência de substitutos.
Também foi registrada a ausência de um diretor técnico, o que configura situação irregular e já foi denunciada ao Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers). Além disso, médicos denunciam atrasos recorrentes nos pagamentos de honorários e rescisões, com débitos pendentes desde janeiro.
A estrutura do hospital também enfrenta problemas. Entre os equipamentos citados como inoperantes ou ausentes estão:
Cardiotocógrafo (utilizado para monitoramento fetal);
Manta térmica (necessária em procedimentos com recém-nascidos);
Fibrobroncoscópio (para avaliação das vias aéreas);
Equipamento de ressonância magnética;
Serra de gesso (para atendimentos ortopédicos).
Segundo o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), os serviços considerados essenciais à vida serão mantidos. Os profissionais que atuam no HU utilizarão fitas pretas e adesivos nos jalecos como forma de protesto.
O Simers afirma que a restrição dos atendimentos é resultado da falta de condições estruturais e financeiras para a continuidade plena dos serviços. A mobilização será mantida até que todos os médicos recebam os valores devidos e que as condições de trabalho sejam regularizadas.
A entidade reforça que está aberta ao diálogo com os gestores públicos e demais envolvidos, buscando soluções imediatas para o restabelecimento da normalidade no hospital.
O que diz a Prefeitura
Procurada pela reportagem, a gestão municipal enviou a seguinte nota:
“A Prefeitura de Canoas, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, informa que está em constante e permanente diálogo com as entidades de classe na área da saúde, tem recebido as demandas e preocupações dos médicos que atuam no Hospital Universitário (HU) e já se comprometeu em realizar o pagamento de valores em atraso com a Associação Saúde em Movimento (ASM), empresa gestora do HU, para que estes profissionais sejam pagos pelos serviços prestados no hospital.
No final da tarde de terça-feira (16), a administração municipal informou ao Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) que, ainda na terça, já haviam sido depositados R$ 720 mil para a ASM, para a realização destes pagamentos. Nesta quarta-feira (17), serão depositados mais R$ 600 mil para o mesmo fim, e, no dia 25 de setembro, a Prefeitura repassará mais R$ 1,3 milhão. Estes valores colocam em dia o calendário de pagamentos dos profissionais médicos que atuam no HU por meio do regime de Pessoa Jurídica (PJ).
A Secretaria Municipal da Saúde ressalta que não foi informada com precisão acerca dos serviços que terão restrição no HU e recebeu com preocupação as informações sobre condições de trabalho dos profissionais no hospital. A Prefeitura também está em contato permanente com a ASM para que os problemas apontados pelos médicos sejam solucionados e o atendimento integral da população seja retomado no HU”.
Saúde
Começou a campanha de multivacinação para atualizar cadernetas de crianças e adolescentes
Saúde
Anvisa determina interdição de três repelentes após laudos apontarem irregularidades

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta segunda-feira, 3, a interdição cautelar de três repelentes de insetos após análises do Instituto Adolfo Lutz, laboratório de referência do Estado de São Paulo, apontarem resultado insatisfatório no ensaio de DEET.
O DEET é uma substância ativa utilizada em repelentes para afastar mosquitos, carrapatos e outros insetos. O componente atua bloqueando os sentidos dos insetos, dificultando que eles identifiquem o odor da pele humana.
A medida impede temporariamente a fabricação, comercialização, distribuição, uso ou funcionamento dos produtos afetados até a conclusão das investigações e a adequação às normas sanitárias.
Os produtos e lotes interditados são:
• Repelente com filtro solar FPS 30 Above Protec
Lote: 189952
• Above Protect Repelente de Insetos
Lote: 205688
• Repellere Repelente de Insetos Aerossol
Lote: 2601001449
Segundo a Anvisa, a interdição cautelar é uma ação preventiva e temporária, com prazo de até 90 dias, conforme previsto na legislação. Durante esse período, os produtos ficam impedidos de serem vendidos ou utilizados até que a situação seja avaliada.
Saúde
Canoas orienta pacientes que aguardam consulta com oftalmologista a atualizar cadastro

A Prefeitura de Canoas orienta pacientes que aguardam consulta com oftalmologista pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a entrar em contato com a Ouvidoria da Saúde para verificar a situação do encaminhamento e dar andamento ao agendamento. O aviso é direcionado a moradores que já possuem encaminhamento para a especialidade, mas ainda não foram chamados para a consulta.
Segundo a prefeitura, a medida faz parte do processo de regularização da fila de consultas em oftalmologia. A administração municipal solicita que os pacientes atualizem as informações para que seja possível dar continuidade ao agendamento das consultas.
O contato com a Ouvidoria da Saúde pode ser feito pelo WhatsApp (51) 3425-7628.
A prefeitura também orienta que a informação seja compartilhada com outras pessoas que estejam aguardando consulta com oftalmologista e ainda não tenham sido chamadas.

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