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22/09/2026
 

Policial

Ex-secretária da causa animal de Canoas é investigada por mortes e maus-tratos de animais

Redação

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Ex-secretária da causa animal de Canoas é investigada por mortes e maus-tratos de animais

A Polícia Civil deflagrou operação na manhã de quinta-feira, 4, uma investigação que tem como alvo a ex-secretária da causa animal de Canoas, que teria atuado entre janeiro e agosto deste ano, suspeita de usar a estrutura do município para matar dezenas de animais doentes por meio de eutanásias irregulares. A operação, batizada de Carrasco, cumpriu mandados de busca e apreensão em Canoas, Porto Alegre e Arroio dos Ratos.

Segundo a delegada Luciane Bertoleti, da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas, denúncias apontam que ela teria realizado uma “matança indiscriminada” de cães e gatos, chegando a eliminar de 15 a 30 animais por semana. Durante as buscas, agentes encontraram cerca de 14 bichos mortos em um freezer e dezenas de gatos mantidos em condições precárias em um contêiner sem ventilação.

As investigações também indicam suspeita de estelionato que, segundo reportagem de GZH divulgou, se trata de Paula Lopes, que mantém uma ONG de resgate animal e usaria a chave Pix da entidade para receber doações destinadas ao cuidado dos bichos, mas há indícios de desvio. Na casa dela, a polícia apreendeu cerca de R$ 100 mil em espécie.

Conhecida por atuar há mais de 20 anos na causa animal, a ex-secretária agora pode responder por maus-tratos, estelionato e abuso de autoridade. A reportagem de O Timoneiro ainda não conseguiu contato com a investigada.

Procurada pela reportagem de O Timoneiro, a Prefeitura de Canoas informou por nota que: “A Prefeitura de Canoas recebe com indignação as denúncias relacionadas à operação realizada na manhã desta quinta-feira, 4. A administração municipal sempre se comprometeu a tratar o cuidado com os animais como prioridade. A Prefeitura reitera que colabora com as investigações e abriu um expediente interno para apurar os fatos com todo o rigor.”

Câmara de Canoas cria comissão especial para acompanhar caso

A Câmara Municipal de Canoas aprovou por unanimidade, na sessão de quinta-feira, 4, a criação de uma Comissão Especial de Acompanhamento Externo para acompanhar a Operação Carrasco, da Polícia Civil, que apura possíveis crimes cometidos na Secretaria Municipal de Bem-Estar Animal. O grupo será presidido pelo vereador Cris Moraes (PV), eleito pelos demais parlamentares após a instalação da comissão.

A proposta de criação da comissão partiu de um requerimento assinado por todos os vereadores o que, segundo Cris, demonstra que o Legislativo canoense está unido em busca de justiça e transparência diante das denúncias que chocaram a população. “Essa comissão foi assinada por todos os vereadores. Isso significa que a Casa Legislativa quer buscar solução, quer colaborar para que esses animais recebam justiça. E que a justiça seja feita nesse sentido”, declarou o presidente da comissão durante a sessão.

Cris também ressaltou a importância da atuação da Polícia Civil e afirmou que irá propor, junto ao vereador Emílio Neto, uma moção de apoio aos agentes envolvidos na operação. “Mostra que os tempos hoje são outros. No passado, tínhamos cidades que aceitavam a eutanásia como medida de controle populacional. Hoje, há uma vontade de fazer mais pelos animais”, completou.

A comissão instalada na Câmara terá como objetivo acompanhar o andamento das investigações, dialogar com os órgãos competentes e garantir que as responsabilidades, se comprovadas, sejam devidamente apuradas. A atuação do grupo será externa, sem prejuízo das ações internas já em curso pela Prefeitura de Canoas, que abriu procedimento administrativo para apuração dos fatos.

Além da vigilância institucional, a comissão também pretende propor medidas que garantam maior transparência e controle nas ações da Secretaria de Bem-Estar Animal, além de reforçar políticas públicas de proteção e cuidado com cães e gatos no município. A primeira reunião da comissão está prevista para os próximos dias, com o objetivo de definir o plano de trabalho e as diligências iniciais.

O que diz Paula Lopes

Em uma rede social, a investigada se manifestou, na tarde da quinta-feira, 4, dizendo estar tranquila e afirmando que as notícias são infundadas e que têm cunho político.

Policial

Homem de 34 anos morre após confronto com policiais militares no Guajuviras, em Canoas

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Um homem de 34 anos morreu após trocar tiros com policiais militares na tarde de terça-feira, 16, em um condomínio localizado no bairro Guajuviras, em Canoas.

De acordo com informações do 15º Batalhão de Polícia Militar (15º BPM), uma equipe fazia uma abordagem na área comum do condomínio quando determinou que o homem parasse. Segundo a Brigada Militar, ele desobedeceu à ordem e fugiu em direção a um dos apartamentos.

Durante a ocorrência, os policiais identificaram que o homem portava uma arma de fogo. Conforme o relato da BM, ele teria sido novamente orientado a soltar o armamento, mas efetuou disparos contra os agentes. Os policiais responderam aos tiros e, durante o confronto, o homem foi atingido e morreu no local.

No local, os policiais apreenderam uma pistola, dois carregadores e porções de drogas que estavam separadas para possível comercialização. Foram encontrados maconha, ecstasy e crack.

Ainda segundo os registros policiais, o homem tinha antecedentes por tráfico de drogas, três registros por porte ilegal de arma de fogo, homicídio doloso e associação ao tráfico.

A área foi isolada até a chegada da perícia. O caso será investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Canoas, que deverá apurar as circunstâncias do confronto.

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Polícia Civil prende três suspeitos de vender medicamentos emagrecedores irregulares em Canoas

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Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil realizou, na manhã desta sexta-feira, 11, uma operação contra um grupo suspeito de comprar medicamentos emagrecedores no Paraguai e revendê-los em cidades da Região Metropolitana de Porto Alegre. Três mandados de prisão temporária foram cumpridos no bairro Guajuviras, em Canoas.

Os presos são um homem de 34 anos, uma mulher de 26 anos, que formariam um casal, e outro homem, de 31 anos. Segundo a investigação, eles são suspeitos de integrar um grupo responsável pela compra, transporte e comercialização dos produtos. Os nomes dos investigados não foram divulgados.

A operação investiga os crimes de associação criminosa e adulteração de medicamentos.

Medicamentos eram vendidos por até R$ 1,4 mil

De acordo com a Polícia Civil, o grupo comercializava ampolas de um medicamento à base de tirzepatida, princípio ativo também presente no Mounjaro. O produto, de uma marca paraguaia, tem comercialização, importação e uso proibidos no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Os medicamentos eram adquiridos no Paraguai e transportados para o Rio Grande do Sul. Conforme a investigação, em alguns casos, os produtos eram armazenados e transportados sem as condições adequadas de refrigeração.

A divulgação ocorria principalmente por meio de grupos de WhatsApp e do Instagram. Uma ampola era comercializada por aproximadamente R$ 400, enquanto uma caixa com quatro frascos era anunciada por cerca de R$ 1,4 mil.

A Polícia Civil estima que o grupo tenha movimentado mais de R$ 200 mil com a comercialização dos produtos, embora o valor total ainda não tenha sido calculado.

Investigação começou após denúncia

A apuração teve início em maio, após uma denúncia anônima informar à Polícia Civil sobre a existência do grupo.

No final de agosto, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na residência do casal investigado, em Canoas. No imóvel, foram encontradas caixas vazias dos medicamentos.

Também foram apreendidos aparelhos celulares. Segundo a Polícia Civil, a análise do conteúdo dos dispositivos encontrou mensagens, imagens e negociações que indicariam a comercialização dos produtos há pelo menos um ano.

Nas redes sociais, os investigados utilizavam termos como “mom mom” e “queridinho do emagrecimento” para divulgar o produto. Em conversas privadas entre os integrantes, as ampolas eram chamadas de “camisetas”.

Investigação aponta problemas no armazenamento

As conversas analisadas pela polícia também indicaram preocupação dos próprios integrantes do grupo com a temperatura dos medicamentos durante o transporte.

Em uma das mensagens, um dos suspeitos questiona outro após um comprador relatar que teria visto o medicamento sendo retirado do bolso durante uma entrega. O diálogo mostra um dos integrantes alertando que as ampolas não deveriam ser transportadas dessa forma por causa da temperatura do corpo.

Segundo a Polícia Civil, o armazenamento e transporte inadequados podem comprometer a segurança e a qualidade dos medicamentos.

A operação é coordenada pela delegada Luciane Bertoletti, titular da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas. Segundo ela, a compra de medicamentos de fornecedores clandestinos representa risco aos consumidores.

“Quem compra esse tipo de produto na internet ou de fornecedores clandestinos está colocando a própria vida em risco”, afirmou a delegada. Segundo Bertoletti, a investigação busca responsabilizar os envolvidos e impedir a comercialização de produtos que possam oferecer riscos à saúde.

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Operação prende 14 suspeitos de grupo investigado por tráfico e lavagem de dinheiro em Canoas

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Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil prendeu, nesta quinta-feira, 10, 14 pessoas suspeitas de integrar um grupo criminoso com atuação no bairro Rio Branco, em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Segundo a investigação, o grupo estaria envolvido com tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.

Oito suspeitos foram presos preventivamente no Rio Grande do Sul e seis em Santa Catarina. Outros três investigados já estavam no sistema prisional. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.

De acordo com a Polícia Civil, os investigados utilizariam imóveis em Santa Catarina, principalmente em Florianópolis, para movimentar e ocultar recursos obtidos com atividades criminosas.

Durante a operação, foram apreendidos uma mala com dólares, que podem ser falsos, armas, três veículos e um jet ski. A ação foi coordenada pela 4ª Delegacia de Polícia de Canoas, com apoio das forças de segurança de Santa Catarina. Cerca de 120 agentes participaram da operação, que também contou com o uso de helicópteros.

Investigação

Conforme a Polícia Civil, a investigação identificou uma divisão de funções entre os integrantes do grupo. Os principais investigados teriam movimentado aproximadamente R$ 8,8 milhões entre 2020 e 2025.

A análise financeira apontou, segundo os investigadores, incompatibilidade entre os valores movimentados e as rendas declaradas pelos suspeitos. Alguns deles seriam beneficiários de programas assistenciais, como o Bolsa Família.

A polícia também investiga a participação do grupo em conflitos recentes nos bairros Rio Branco e Niterói, em Canoas. A suspeita é de que os confrontos estejam relacionados à disputa por pontos de venda de drogas.

A investigação teve início após a prisão em flagrante de uma mulher. Na ocasião, foram apreendidas drogas, dinheiro, anotações relacionadas ao tráfico e comprovantes de pagamentos de cartões de crédito que, somados, ultrapassavam R$ 200 mil.

A operação busca reunir novas provas sobre a atuação do grupo e a origem dos recursos investigados.

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