Geral
Temperatura pode chegar até 36 graus em Canoas até quinta-feira

Próximo do fim do verão, Canoas deve ver seus últimos dias de calor intenso nesta semana. Até quinta-feira, os termômetros podem marcar até 36º C no município. O tempo fica seco, com poucas nuvens.
Isso ocorre por conta de um bloqueio atmosférico que impede o avanço de frentes frias pelo país. O Instituto Nacional de Meteorologia chegou a emitir alerta para parte do Rio Grande do Sul por conta da onda de calor, que deve durar de três a cinco dias. Apesar de ter passado seu pico no final do ano passado e ter seu fim em algumas semanas, o El Niño ainda influencia o clima no Brasil.
Canoas não está incluída no alerta, mas cidades próximas podem sofrer com mais dias de calor antes do término da estação mais quente do ano. O verão termina oficialmente no dia 20 de março.
PREVISÃO DO TEMPO
- Quarta-feira, 13 – O tempo fica ensolarado desde cedo e a onda de calor se intensifica. A projeção é que as marcas passem de 30°C pela manhã e à noite a temperatura vai demorar para baixar. Mínima de 22°C e máxima de 35°C.
- Quinta-feira, 14 – Mais um dia sob influência do bloqueio atmosférico com predomínio de sol e tempo aberto na cidade. A tarde será escaldante. Mínima de 23°C e máxima de 36°C
- Sexta-feira, 15 – O sol aparece entre nuvens e a onda de calor entra na fase mais úmida com maior abafamento. Entre a tarde e a noite não se afasta a ocorrência de pancadas isoladas de chuva e temporais passageiros. Mínima de 24°C e máxima de 36°C.
Meio Ambiente
6ª edição do Conexões Sustentáveis aconteceu no Calçadão de Canoas na quarta-feira, 11

Aconteceu na manhã de quarta-feira, 11, a sexta edição do Conexões Sustentáveis: Mutirão da Reciclagem, no Calçadão de Canoas (Rua Tiradentes, Centro). O evento ocorreu paralelamente à Caravana do Emprego, promovida pela Prefeitura, mas sem vínculo institucional entre as iniciativas. Com um formato diferente, o objetivo do Mutirão foi ampliar a visibilidade do projeto e fortalecer a conscientização ambiental entre a população canoense.
Uma tenda foi montada no local, e uma equipe de catadores de materiais recicláveis atuou na divulgação do projeto Conexões Sustentáveis e no recebimento de recicláveis entregues pela população, que foram trocados por brindes. A ação buscou dar alcance à iniciativa e reforçar o papel essencial das organizações de catadores na cadeia da reciclagem.
Desde 2025, o Conexões Sustentáveis, realizado pelo Instituto Caminhos Sustentáveis (ICS) em parceria com a Petrobras, já promoveu cinco edições do Mutirão da Reciclagem em diferentes bairros de Canoas, como Guajuviras, Niterói e Mathias Velho, fortalecendo a relação entre catadoras, catadores e comunidade. As ações têm foco na educação ambiental, na separação correta dos resíduos e no estímulo ao descarte adequado, contribuindo para o aumento dos índices de reciclagem e para uma mudança cultural na relação da sociedade com seus resíduos.
A ação no centro da cidade, em local de grande circulação, destacou a atividade dos catadores, muitas vezes percebida de forma informal e precarizada. O projeto Conexões Sustentáveis atua ainda na reestruturação das organizações, no fortalecimento técnico e organizacional da categoria, com ações de qualificação, fomento ao cooperativismo e empreendedorismo, motivadas principalmente pela catástrofe climática que atingiu a região em 2024.
“Levar o Mutirão da Reciclagem para o Calçadão de Canoas, um espaço de grande circulação e próximo do comércio local, amplia o diálogo com a população e com este setor, que é estratégico para a logística reversa. Essa aproximação fortalece a coleta seletiva, que é de responsabilidade das organizações da cidade, além de possibilitar uma melhora no fluxo dos resíduos, gerando benefícios tanto para os catadores quanto para a cidade e o meio ambiente”, destaca Dione Manetti, presidente do ICS.
Policial
Policial militar que atuava em Canoas é preso por suspeita em envolvimento no desaparecimento de três pessoas da mesma família em Cachoeirinha

O policial militar Cristiano Domingues Francisco, que atuava na 3ª Companhia do bairro Guajuviras, em Canoas, foi preso preventivamente na manhã desta terça-feira, 10, pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul, que investiga o desaparecimento de três integrantes de uma mesma família de Cachoeirinha.
Cristiano é ex-companheiro de Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, que desapareceu com seus pais, Isail Vieira de Aguiar, de 69, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70, desde os dias 24 e 25 de janeiro. Até o momento, as circunstâncias do sumiço não foram esclarecidas.

Divulgação Polícia Civil
O caso
De acordo com a Polícia Civil, Silvana fez uma publicação em redes sociais no sábado, 24, na qual afirmou ter sofrido um acidente de trânsito enquanto retornava de Gramado, na Serra Gaúcha. Após a mensagem, os pais teriam saído para procurá-la, mas também não foram mais vistos. Segundo a polícia, não há registro oficial de acidentes no trecho mencionado.
As investigações apontam que o contato com os familiares foi interrompido em momentos distintos. Silvana é mãe de um menino de 9 anos, que estava sob os cuidados do pai no fim de semana do desaparecimento. Os pais dela são proprietários de um minimercado que funciona junto à residência da família. O estabelecimento está fechado desde o dia 25 de janeiro, data em que os idosos foram vistos pela última vez.
O caso foi debatido em uma reunião realizada na segunda-feira, 9, em Cachoeirinha, com a participação de agentes da Polícia Civil, delegados e da subchefe da Polícia Civil no Rio Grande do Sul, Patrícia Tolotti. Segundo o delegado Spier, o encontro teve como objetivo aprofundar a análise do caso e confrontar informações já levantadas durante a investigação.
A Polícia Civil aguarda os resultados de perícias realizadas nas residências da família, no minimercado e em veículos, além da análise de imagens de câmeras de segurança que registraram movimentações nos dias do desaparecimento. Um celular encontrado nas proximidades da casa dos idosos também passará por perícia.
O caso segue em apuração e, até agora, não há informações oficiais sobre o paradeiro da família.
Policial
Rio Grande do Sul registra mais dois casos e chega ao 13º feminicídio no interior do Estado em menos de 24h

No Rio Grande do Sul, o ano já registra o 13º feminicídio, com dois casos recentes no interior do estado que estão sob investigação da Polícia Civil.
O primeiro crime ocorreu na madrugada de sábado, 7, em São Francisco de Paula. A vítima foi morta a facadas dentro do quarto do casal, na residência onde vivia com o companheiro. Os dois haviam vindo da Paraíba e estavam morando na cidade há poucos meses.
Após o ataque, o suspeito fugiu usando o carro de um familiar e se escondeu em Bom Jesus, onde mantém vínculos com parentes e amigos. Ele foi preso na segunda feira, 9, depois de um trabalho intenso de investigação que mobilizou equipes de várias delegacias da região, além do apoio do Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos.
Segundo a delegada Fernanda Seibel Aranha, responsável pelo caso, a Polícia Civil atuou de forma ininterrupta desde as primeiras horas após o crime. O homem preso tem antecedentes por homicídio, roubo e outros delitos.
O segundo caso foi registrado em Santa Clara do Sul, na Região dos Vales. Na manhã desta terça feira, 10, uma mulher de 30 anos e o ex marido, de 37, foram encontrados mortos em uma residência. A Brigada Militar foi acionada após um carro ter invadido a garagem do imóvel.
A mulher estava dentro da casa, e o ex marido foi encontrado sem vida embaixo do veículo envolvido no acidente. Segundo informações apuradas, ele mantinha uma boa convivência com a ex companheira e havia ido até a residência para visitar a filha do casal.
As investigações apontam que o crime foi cometido por um ex namorado da vítima. O atual companheiro dela, de 45 anos, foi encontrado ferido no local e levado para atendimento no Hospital Bruno Born, em Lajeado.
A filha da mulher, de apenas 5 anos, estava trancada em um dos cômodos da casa. Ela foi retirada em segurança pelos policiais e entregue aos cuidados de um familiar.
A Polícia Civil trata o episódio como feminicídio seguido de homicídio e trabalha para esclarecer a dinâmica do crime e apontar o responsável pelas mortes. O local foi isolado para perícia, e as investigações seguem em andamento.

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