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04/03/2026
 

Saúde

Plano emergencial para crise do Hospital Universitário de Canoas foi lançado nesta segunda-feira

Redação

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Plano emergencial para crise do Hospital Universitário de Canoas foi lançado nesta segunda-feira - Foto: Guilherme Pereira

A Prefeitura de Canoas lançou nesta segunda-feira, 9, um plano de emergência com dez medidas para enfrentar a crise do Hospital Universitário (HU).

O principal objetivo é estabilizar as finanças e assegurar o funcionamento integral desta renomada instituição de saúde, uma das maiores do Estado e referência para 130 municípios.

O prefeito de Canoas, Jairo Jorge, apresentou essa nova estratégia de gestão durante uma coletiva de imprensa realizada no Paço Municipal.

Ele destacou a difícil situação financeira do município, ressaltando a queda de mais de 8% na arrecadação total este ano, bem como a redução de mais de 17% nos repasses do Estado para a área da saúde, em comparação com 2022.

Cortes do Programa Assistir

Jairo Jorge mencionou, em particular, os cortes nos recursos do Programa Assistir, que totalizaram uma média mensal de R$ 1,2 milhão de julho de 2022 a setembro de 2023. Isso equivale a uma perda total de mais de R$ 18 milhões para os hospitais de Canoas, uma das cidades mais impactadas por esse programa estadual.

Apesar de investir mais do que o exigido por lei na saúde, com percentuais de 17% em 2021, 19% em 2022 e previsão de 30% em 2023, o município enfrenta desafios significativos em sua saúde pública. Isso afeta especialmente a capacidade do Hospital Universitário, que atende a mais de 30% da população do Estado.

Para manter suas operações, o hospital tem um custo mensal de aproximadamente R$ 14 milhões. Além disso, a instituição acumulou dívidas devido a atrasos no pagamento de fornecedores, funcionários e rescisões trabalhistas desde o segundo semestre do ano passado, quando o contrato não foi renovado.

A situação se agravou com os cortes decorrentes do programa Assistir, resultando em uma dívida atual de R$ 30 milhões.

O prefeito enfatizou o compromisso da Prefeitura em superar essas dificuldades e apelou para a colaboração de organizações, instituições e líderes na recuperação do Hospital Universitário, uma das maiores instituições hospitalares do Rio Grande do Sul.

O Hospital Universitário em números:

– Referência para 130 municípios do Estado.

– Atendimento à população de mais de 400 cidades do Rio Grande do Sul em especialidades específicas.

– 546 leitos, incluindo 80 leitos de UTI.

– 1.497 funcionários, 300 médicos e 121 residentes.

No primeiro semestre deste ano, realizou 1.708 cirurgias, 1.598 partos, mil internações na UTI, 987 internações pediátricas, 3.062 internações adulto, mais de 40 mil exames e mais de 38 mil atendimentos ambulatoriais.

Plano emergencial para a crise no HU apresentado pela Prefeitura

Para recuperar a capacidade de atendimentos e conseguir o equilíbrio financeiro do Hospital Universitário, a Prefeitura de Canoas colocará em prática um conjunto de dez medidas.

As ações abrangem o repasse de valores da Prefeitura ao hospital, leilão de terrenos públicos e discussões para estancar os cortes financeiros do programa Assistir.

  1. Repasse de recursos pela Prefeitura

A partir da arrecadação de valores do Fundo Municipal de Saúde, emendas parlamentares, repasses do Ministério da Saúde e da Câmara de Vereadores, será possível aplicar no HU aproximadamente 6 milhões nos próximos 10 dias;

  1. Leilão de três terrenos de propriedade do município

A expectativa é de arrecadar entre R$ 20 milhões e R$ 25 milhões.

  1. Nova licitação para gestão do HU

A intervenção no Hospital Universitário foi prorrogada até janeiro de 2024, com o objetivo de elaborar o edital para contratação da entidade que assumirá a gestão do HU. O edital será lançado até o dia 18 de outubro de 2023;

  1. Parceria Público-Privada para o HU

Buscando qualificar a gestão da saúde no. Já foram realizadas visitas para conhecer as experiências de São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Amazonas;

  1. Medidas de economia na Prefeitura

Programa de economia interna que vai estabelecer medidas visando reduzir gastos. As ações de redução serão apresentadas até final de outubro;

  1. Aumento do Teto MAC

Protocolado junto ao Ministério da Saúde ofício solicitando o aumento do Teto MAC, que é o valor repassado pelo Governo Federal. O Teto é calculado com base na produtividade dos serviços de média e alta complexidade. Hoje, o município recebe cerca de R$ 7,6 milhões e gasta mais de R$ 9,1 milhões, ou seja, uma diferença superior a R$ 1,5 milhão, que está sendo requerida junto à União. Canoas propõe retroagir o novo teto MAC para 1º de janeiro de 2023, gerando um valor de R$ 15 milhões, em parcela única, para saldar dívidas com fornecedores;

  1. Plano de racionalização / reorganização / otimização dos serviços

O Hospital Universitário irá elaborar um plano para reorganizar os serviços, com o objetivo de ampliar a produtividade e capacidade de atendimento. O prazo para a entrega do documento é de 30 dias e será estruturado por um Grupo de Trabalho específico;

  1. Emendas parlamentares

Encaminhamento de pedidos de emendas parlamentares aos deputados federais do Rio Grande do Sul. Os recursos serão destinados à saúde pública com vistas a investimentos em custeio para o funcionamento da estrutura administrativa e de atendimento do HU. O pedido é de R$ 15 milhões para custeio e R$ 15 milhões para a aquisição de equipamentos;

  1. Revisão do Assistir pelo Governo do Estado

Evitar que o corte, que hoje é de R$ 1,2 milhão ao mês, passe a R$ 2,4 milhões em janeiro de 2024 e R$ 3,5 milhões em outubro de 2024. A continuidade dos cortes irá desestruturar ainda mais o HU e o HPSC no próximo ano. Uma Comissão da Granpal está discutindo o tema com a Secretaria Estadual da Saúde;

  1. Apoio da Assembleia Legislativa para alterar as regras do Assistir

Buscar apoio dos deputados estaduais para rediscutir os cortes do programa Assistir, do Governo do Estado, com base nas peculiaridades das cidades. O Município defende que o ponto de corte não pode ser apenas a produtividade das instituições de saúde, é preciso considerar o tamanho delas, o número de atendimentos, os serviços disponibilizados e a abrangência. A redistribuição como está sendo proposta vai prejudicar toda a Região Metropolitana e impactar em filas de especialidades e procedimentos cirúrgicos.

 

Saúde

Vigilância em Saúde interdita Instituição de Longa Permanência para Idosos por funcionamento irregular e risco a idosos

Redação

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Na tarde desta terça-feira, 3, uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) foi interditada no município após fiscalização identificar funcionamento sem licenciamento e sem alvará sanitário. A ação foi conduzida de forma conjunta pela Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria Municipal de Assistência Social e pelo Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa.

Segundo a diretora da Vigilância em Saúde, Iara Fontana, a interdição se fez necessária devido às condições precárias do local.

“A instituição estava funcionando sem licenciamento e sem alvará sanitário, colocando em risco cerca de oito moradores. Encontramos cozinha inadequada, falta de acessibilidade e presença de animais soltos pelo pátio. Diante dessas situações, o local foi interditado até que se adeque às exigências necessárias para reabrir”, afirmou.

A Secretaria de Assistência Social acompanha a situação para garantir a proteção dos idosos. Patrícia Lisboa, assessora da pasta, afirmou que será feito o encaminhamento adequado de cada morador.

“Vamos entrar em contato com as famílias e, nos casos em que não houver referência familiar, faremos o encaminhamento para outra instituição regulamentada e em conformidade com as normas de funcionamento”, explicou.

Camila Ferreira, secretária do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa, reforçou a importância da atuação preventiva.

“Trabalhamos de forma articulada com a Vigilância em Saúde e a Assistência Social para prevenir a violação dos direitos das pessoas idosas. Estar presente, verificar as condições de acolhimento e agir quando necessário é fundamental para garantir um atendimento digno e seguro”, disse.

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Saúde

Governo Federal atualiza lista do programa Farmácia Popular com 41 itens gratuitos, incluindo fraldas geriátricas

Redação

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O Governo Federal divulgou a lista atualizada de medicamentos e insumos disponibilizados gratuitamente pelo programa Farmácia Popular. Ao todo, são 41 itens oferecidos à população em farmácias credenciadas.

Para retirar os produtos, é necessário apresentar documento de identificação com foto e CPF, além de receita médica válida, que pode ser emitida pelo SUS ou por profissional da rede particular.

No caso das fraldas geriátricas, o benefício é destinado a pessoas com 60 anos ou mais. Para pessoas com deficiência com menos de 60 anos, é exigida a inclusão do Código Internacional de Doenças na receita médica.

Entre os itens disponíveis estão fraldas para incontinência urinária, absorventes higiênicos dentro da política de dignidade menstrual, medicamentos anticoncepcionais e remédios para tratamento de doenças como diabetes, hipertensão, asma, rinite, glaucoma, osteoporose, colesterol alto e doença de Parkinson.

Na lista constam, por exemplo, metformina, insulina humana, losartana, atenolol, captopril, sinvastatina, alendronato de sódio, carbidopa associada à levodopa, além de broncodilatadores e corticoides utilizados no tratamento da asma.

Os medicamentos são fornecidos conforme critérios do programa e a disponibilidade nas farmácias participantes.

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Saúde

Estado do RS inicia distribuição de 28 mil doses da vacina contra a dengue para profissionais da Atenção Primária

Redação

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Foto: Ascom SES

O governo do Rio Grande do Sul começou, nesta quinta-feira, 26, a entrega do primeiro lote da vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan. A distribuição é coordenada pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde, ligado à Secretaria Estadual da Saúde.

Ao todo, foram encaminhadas 28 mil doses às Coordenadorias Regionais de Saúde e também ao município de Porto Alegre. A quantidade atende cerca de 43% dos 64.681 trabalhadores que atuam na Atenção Primária à Saúde do Sistema Único de Saúde no Estado, o que representa quase 28 mil profissionais.

Público-alvo

A escolha do público inicial segue orientação do Ministério da Saúde. Conforme a diretriz federal, a imunização começa pelos trabalhadores da Atenção Primária devido ao número ainda restrito de vacinas disponíveis e à atuação dessas equipes na linha de frente do SUS.

Serão vacinados profissionais que desempenham funções assistenciais e preventivas nas Unidades Básicas de Saúde. Estão incluídos médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, odontólogos e integrantes de equipes multiprofissionais, como nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas, educadores físicos, assistentes sociais e farmacêuticos.

Também fazem parte do público agentes comunitários de saúde, agentes de combate às endemias e trabalhadores administrativos e de apoio que atuam nas unidades, como recepcionistas, equipes de limpeza, cozinheiros, motoristas de ambulância e vigilantes.

Divergência em lotes

As vacinas chegaram ao Estado no dia 19 de fevereiro. Durante a separação das doses para envio às regionais, foi identificada diferença entre os números de lote impressos nas embalagens externas e nos frascos. A situação já havia sido registrada em outros Estados.

Após a emissão de nota técnica do Ministério da Saúde esclarecendo a correspondência entre os lotes, a distribuição foi autorizada, com garantia de rastreabilidade e segurança.

Distribuição por Coordenadoria Regional de Saúde – 1ª remessa (26/2)

1ª CRS (sede Porto Alegre) – 6.420 doses

2ª CRS (sede Frederico Westphalen – 757 doses

3ª CRS (sede Pelotas) – 2.000 doses

4ª CRS (sede Santa Maria) – 1.258 doses

5ª CRS (sede Caxias do Sul) – 3.213 doses

6ª CRS (sede Passo Fundo) – 2.272 doses

7ª CRS (sede Bagé) – 390 doses

8ª CRS (sede Cachoeira do Sul) – 423 doses

9ª CRS (sede Cruz Alta) – 555 doses

10ª CRS (sede Alegrete) – 1.043 doses

11ª CRS (sede Erechim) – 895 doses

12ª CRS (sede Santo Ângelo) – 1.106 doses

13ª CRS (sede Santa Cruz do Sul) – 1.045 doses

14ª CRS (sede Santa Rosa) – 781 doses

15ª CRS (sede Palmeira das Missões) – 742 doses

16ª CRS (sede Lajeado) – 1.243 doses

17ª CRS (sede Ijuí) – 822 doses

18ª CRS (sede Osório) – 1.141 doses

Município de Porto Alegre – 1.894 doses

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