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05/03/2026
 

Saúde

Plano emergencial para crise do Hospital Universitário de Canoas foi lançado nesta segunda-feira

Redação

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Plano emergencial para crise do Hospital Universitário de Canoas foi lançado nesta segunda-feira - Foto: Guilherme Pereira

A Prefeitura de Canoas lançou nesta segunda-feira, 9, um plano de emergência com dez medidas para enfrentar a crise do Hospital Universitário (HU).

O principal objetivo é estabilizar as finanças e assegurar o funcionamento integral desta renomada instituição de saúde, uma das maiores do Estado e referência para 130 municípios.

O prefeito de Canoas, Jairo Jorge, apresentou essa nova estratégia de gestão durante uma coletiva de imprensa realizada no Paço Municipal.

Ele destacou a difícil situação financeira do município, ressaltando a queda de mais de 8% na arrecadação total este ano, bem como a redução de mais de 17% nos repasses do Estado para a área da saúde, em comparação com 2022.

Cortes do Programa Assistir

Jairo Jorge mencionou, em particular, os cortes nos recursos do Programa Assistir, que totalizaram uma média mensal de R$ 1,2 milhão de julho de 2022 a setembro de 2023. Isso equivale a uma perda total de mais de R$ 18 milhões para os hospitais de Canoas, uma das cidades mais impactadas por esse programa estadual.

Apesar de investir mais do que o exigido por lei na saúde, com percentuais de 17% em 2021, 19% em 2022 e previsão de 30% em 2023, o município enfrenta desafios significativos em sua saúde pública. Isso afeta especialmente a capacidade do Hospital Universitário, que atende a mais de 30% da população do Estado.

Para manter suas operações, o hospital tem um custo mensal de aproximadamente R$ 14 milhões. Além disso, a instituição acumulou dívidas devido a atrasos no pagamento de fornecedores, funcionários e rescisões trabalhistas desde o segundo semestre do ano passado, quando o contrato não foi renovado.

A situação se agravou com os cortes decorrentes do programa Assistir, resultando em uma dívida atual de R$ 30 milhões.

O prefeito enfatizou o compromisso da Prefeitura em superar essas dificuldades e apelou para a colaboração de organizações, instituições e líderes na recuperação do Hospital Universitário, uma das maiores instituições hospitalares do Rio Grande do Sul.

O Hospital Universitário em números:

– Referência para 130 municípios do Estado.

– Atendimento à população de mais de 400 cidades do Rio Grande do Sul em especialidades específicas.

– 546 leitos, incluindo 80 leitos de UTI.

– 1.497 funcionários, 300 médicos e 121 residentes.

No primeiro semestre deste ano, realizou 1.708 cirurgias, 1.598 partos, mil internações na UTI, 987 internações pediátricas, 3.062 internações adulto, mais de 40 mil exames e mais de 38 mil atendimentos ambulatoriais.

Plano emergencial para a crise no HU apresentado pela Prefeitura

Para recuperar a capacidade de atendimentos e conseguir o equilíbrio financeiro do Hospital Universitário, a Prefeitura de Canoas colocará em prática um conjunto de dez medidas.

As ações abrangem o repasse de valores da Prefeitura ao hospital, leilão de terrenos públicos e discussões para estancar os cortes financeiros do programa Assistir.

  1. Repasse de recursos pela Prefeitura

A partir da arrecadação de valores do Fundo Municipal de Saúde, emendas parlamentares, repasses do Ministério da Saúde e da Câmara de Vereadores, será possível aplicar no HU aproximadamente 6 milhões nos próximos 10 dias;

  1. Leilão de três terrenos de propriedade do município

A expectativa é de arrecadar entre R$ 20 milhões e R$ 25 milhões.

  1. Nova licitação para gestão do HU

A intervenção no Hospital Universitário foi prorrogada até janeiro de 2024, com o objetivo de elaborar o edital para contratação da entidade que assumirá a gestão do HU. O edital será lançado até o dia 18 de outubro de 2023;

  1. Parceria Público-Privada para o HU

Buscando qualificar a gestão da saúde no. Já foram realizadas visitas para conhecer as experiências de São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Amazonas;

  1. Medidas de economia na Prefeitura

Programa de economia interna que vai estabelecer medidas visando reduzir gastos. As ações de redução serão apresentadas até final de outubro;

  1. Aumento do Teto MAC

Protocolado junto ao Ministério da Saúde ofício solicitando o aumento do Teto MAC, que é o valor repassado pelo Governo Federal. O Teto é calculado com base na produtividade dos serviços de média e alta complexidade. Hoje, o município recebe cerca de R$ 7,6 milhões e gasta mais de R$ 9,1 milhões, ou seja, uma diferença superior a R$ 1,5 milhão, que está sendo requerida junto à União. Canoas propõe retroagir o novo teto MAC para 1º de janeiro de 2023, gerando um valor de R$ 15 milhões, em parcela única, para saldar dívidas com fornecedores;

  1. Plano de racionalização / reorganização / otimização dos serviços

O Hospital Universitário irá elaborar um plano para reorganizar os serviços, com o objetivo de ampliar a produtividade e capacidade de atendimento. O prazo para a entrega do documento é de 30 dias e será estruturado por um Grupo de Trabalho específico;

  1. Emendas parlamentares

Encaminhamento de pedidos de emendas parlamentares aos deputados federais do Rio Grande do Sul. Os recursos serão destinados à saúde pública com vistas a investimentos em custeio para o funcionamento da estrutura administrativa e de atendimento do HU. O pedido é de R$ 15 milhões para custeio e R$ 15 milhões para a aquisição de equipamentos;

  1. Revisão do Assistir pelo Governo do Estado

Evitar que o corte, que hoje é de R$ 1,2 milhão ao mês, passe a R$ 2,4 milhões em janeiro de 2024 e R$ 3,5 milhões em outubro de 2024. A continuidade dos cortes irá desestruturar ainda mais o HU e o HPSC no próximo ano. Uma Comissão da Granpal está discutindo o tema com a Secretaria Estadual da Saúde;

  1. Apoio da Assembleia Legislativa para alterar as regras do Assistir

Buscar apoio dos deputados estaduais para rediscutir os cortes do programa Assistir, do Governo do Estado, com base nas peculiaridades das cidades. O Município defende que o ponto de corte não pode ser apenas a produtividade das instituições de saúde, é preciso considerar o tamanho delas, o número de atendimentos, os serviços disponibilizados e a abrangência. A redistribuição como está sendo proposta vai prejudicar toda a Região Metropolitana e impactar em filas de especialidades e procedimentos cirúrgicos.

 

Saúde

Ministério da Saúde lança nesta sexta-feira, 6, carreta do programa Agora Tem Especialistas em Canoas

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O Ministério da Saúde realiza, nesta sexta-feira, 6, às 10h, o lançamento da carreta de exames de imagem do programa Agora Tem Especialistas, em Canoas. A unidade móvel começa a atender pacientes do SUS encaminhados pelo município.

O anúncio será feito pela superintendente do Ministério da Saúde no Rio Grande do Sul, Maria Celeste de Souza da Silva.

A carreta estará instalada na Avenida Guilherme Schell, 6750, no Centro de Canoas, local onde ocorre o ato de lançamento.

A estrutura conta com equipe multiprofissional, equipamentos e insumos para a realização de consultas com especialistas, além de exames como tomografias e ultrassonografias. O objetivo é ampliar o acesso ao diagnóstico precoce de doenças graves e dar mais agilidade à definição de tratamentos.

Segundo o Ministério da Saúde, as unidades móveis têm percorrido o país, com prioridade para cidades com alta demanda, regiões remotas e de difícil acesso, além de municípios-polo. As carretas voltadas à saúde da mulher, oftalmologia e exames de imagem já passaram por mais de 100 regiões de saúde, atendendo pacientes do SUS em todos os estados e no Distrito Federal.

A expectativa é reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias na rede pública.

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Saúde

SUS lança teleatendimento gratuito em saúde mental para tratar quem enfrenta problemas com jogos de apostas

Redação

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O Sistema Único de Saúde passa a oferecer teleatendimento em saúde mental para pessoas com problemas relacionados a jogos de apostas. A iniciativa é resultado de uma parceria com o Hospital Sírio-Libanês e tem expectativa inicial de atender cerca de 600 pacientes por mês. O anúncio foi feito na terça-feira, 3, pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante uma simulação do serviço na unidade da instituição, em São Paulo.

O acesso ao atendimento será feito por meio do aplicativo Meu SUS Digital. Segundo o ministro, a modalidade remota foi escolhida para ampliar o alcance do serviço e reduzir barreiras enfrentadas por quem precisa de ajuda.

“Estamos introduzindo o teleatendimento, porque percebemos que, dificilmente, a pessoa com problemas relacionados a jogos de apostas procura um serviço de saúde presencialmente. Muitas vezes, há dificuldade de admitir o problema, vergonha e ainda muita estigmatização. Por isso, estamos criando instrumentos para que famílias e amigos possam apoiar quem enfrenta essa situação, permitindo contato direto com o Ministério da Saúde sem a necessidade de ir até uma unidade”, destacou Alexandre Padilha.

O projeto conta com investimento de R$ 2,5 milhões do Ministério da Saúde, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde, o Proadi-SUS. O teleatendimento é destinado a pessoas com 18 anos ou mais, além de familiares e integrantes da rede de apoio. O cadastro poderá ser realizado 24 horas por dia, em ambiente considerado seguro, com encaminhamento pelo aplicativo. As informações seguem as normas da Lei Geral de Proteção de Dados.

De acordo com o Ministério da Saúde, a medida é uma resposta ao crescimento de comportamentos problemáticos ligados a jogos e apostas, principalmente no ambiente online. A busca espontânea por atendimento presencial ainda é considerada baixa, muitas vezes por vergonha, medo de julgamento ou dificuldade de reconhecer o problema. Em 2025, o SUS registrou 6.157 atendimentos presenciais relacionados a jogos e apostas.

O teleatendimento foi estruturado para ampliar o acesso ao cuidado de forma reservada e acessível. A ação faz parte de uma estratégia nacional que inclui a Plataforma de Autoexclusão Centralizada, lançada pelo Ministério da Fazenda, para bloquear o acesso a sites de apostas autorizados, além do Observatório Saúde Brasil de Apostas, canal permanente de troca de dados entre as áreas da Saúde e da Fazenda.

A estratégia também prevê a publicação de diretrizes para qualificação do atendimento no SUS, como a Linha de Cuidado para Pessoas com Problemas Relacionados a Jogos de Apostas, que orienta a assistência na rede pública, incluindo o atendimento online, e o Guia de Cuidado para Pessoas com Problemas Relacionados a Jogos de Apostas.

Como acessar o serviço

O acesso ao teleatendimento para pessoas com problemas relacionados a jogos de apostas é feito pelo aplicativo Meu SUS Digital, que funciona como porta de entrada para o cuidado no SUS.

Para utilizar o serviço, é preciso baixar o aplicativo gratuitamente nas lojas Android, iOS ou acessar a versão web. Após fazer login com a conta gov.br, o usuário deve clicar em “Miniapps” e selecionar a opção “Problemas com jogos de apostas?”.

Na plataforma, a pessoa responde a um autoteste baseado em evidências científicas e validado no Brasil. O questionário identifica sinais de risco e orienta o próximo passo. Quando o resultado aponta risco moderado ou elevado, o encaminhamento para o teleatendimento é automático. Nos casos de menor risco, o aplicativo orienta a procurar atendimento na Rede de Atenção Psicossocial, que inclui Centros de Atenção Psicossocial e Unidades Básicas de Saúde.

O aplicativo também oferece conteúdos informativos sobre sinais de alerta, prevenção e impactos das apostas na saúde mental. A Ouvidoria do SUS está preparada para prestar orientações pelo telefone 136, teleatendimento, formulário eletrônico, WhatsApp ou chatbot no site do Ministério da Saúde.

Como funciona o teleatendimento

As consultas são realizadas por vídeo e têm duração média de 45 minutos. O atendimento integra ciclos estruturados de cuidado, que podem incluir até 13 encontros por paciente, de forma individual ou em grupo com a rede de apoio.

O serviço é gratuito e confidencial. A equipe é multiprofissional, formada por psicólogos e terapeutas ocupacionais, com apoio de médico psiquiatra quando necessário. Também há articulação com assistência social e medicina de família para integração com os serviços locais.

Após o cadastro pelo formulário indicado no aplicativo, as orientações para a consulta são enviadas via WhatsApp. O modelo inclui telemonitoramento e integração com a rede do SUS. Quando necessário, o paciente pode ser encaminhado para atendimento presencial.

Expansão da Rede de Atenção Psicossocial

O investimento do Ministério da Saúde em saúde mental cresceu 70% entre 2022 e 2025, passando de R$ 1,7 bilhão para R$ 2,9 bilhões.

Atualmente, o SUS conta com 6.272 pontos de atenção em saúde mental em todo o país, incluindo cerca de 3 mil Centros de Atenção Psicossocial.

Entre 2023 e 2025, foram habilitadas 653 novas unidades da Rede de Atenção Psicossocial, o que representa aumento de 10% na cobertura nacional. No mesmo período, 6,2 mil novas equipes multiprofissionais foram incorporadas às Unidades Básicas de Saúde, ampliando a presença de profissionais de saúde mental na atenção primária.

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Saúde

Vigilância em Saúde interdita Instituição de Longa Permanência para Idosos por funcionamento irregular e risco a idosos

Redação

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Na tarde desta terça-feira, 3, uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) foi interditada no município após fiscalização identificar funcionamento sem licenciamento e sem alvará sanitário. A ação foi conduzida de forma conjunta pela Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria Municipal de Assistência Social e pelo Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa.

Segundo a diretora da Vigilância em Saúde, Iara Fontana, a interdição se fez necessária devido às condições precárias do local.

“A instituição estava funcionando sem licenciamento e sem alvará sanitário, colocando em risco cerca de oito moradores. Encontramos cozinha inadequada, falta de acessibilidade e presença de animais soltos pelo pátio. Diante dessas situações, o local foi interditado até que se adeque às exigências necessárias para reabrir”, afirmou.

A Secretaria de Assistência Social acompanha a situação para garantir a proteção dos idosos. Patrícia Lisboa, assessora da pasta, afirmou que será feito o encaminhamento adequado de cada morador.

“Vamos entrar em contato com as famílias e, nos casos em que não houver referência familiar, faremos o encaminhamento para outra instituição regulamentada e em conformidade com as normas de funcionamento”, explicou.

Camila Ferreira, secretária do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa, reforçou a importância da atuação preventiva.

“Trabalhamos de forma articulada com a Vigilância em Saúde e a Assistência Social para prevenir a violação dos direitos das pessoas idosas. Estar presente, verificar as condições de acolhimento e agir quando necessário é fundamental para garantir um atendimento digno e seguro”, disse.

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