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03/07/2026
 

Saúde

Plano emergencial para crise do Hospital Universitário de Canoas foi lançado nesta segunda-feira

Redação

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Plano emergencial para crise do Hospital Universitário de Canoas foi lançado nesta segunda-feira - Foto: Guilherme Pereira

A Prefeitura de Canoas lançou nesta segunda-feira, 9, um plano de emergência com dez medidas para enfrentar a crise do Hospital Universitário (HU).

O principal objetivo é estabilizar as finanças e assegurar o funcionamento integral desta renomada instituição de saúde, uma das maiores do Estado e referência para 130 municípios.

O prefeito de Canoas, Jairo Jorge, apresentou essa nova estratégia de gestão durante uma coletiva de imprensa realizada no Paço Municipal.

Ele destacou a difícil situação financeira do município, ressaltando a queda de mais de 8% na arrecadação total este ano, bem como a redução de mais de 17% nos repasses do Estado para a área da saúde, em comparação com 2022.

Cortes do Programa Assistir

Jairo Jorge mencionou, em particular, os cortes nos recursos do Programa Assistir, que totalizaram uma média mensal de R$ 1,2 milhão de julho de 2022 a setembro de 2023. Isso equivale a uma perda total de mais de R$ 18 milhões para os hospitais de Canoas, uma das cidades mais impactadas por esse programa estadual.

Apesar de investir mais do que o exigido por lei na saúde, com percentuais de 17% em 2021, 19% em 2022 e previsão de 30% em 2023, o município enfrenta desafios significativos em sua saúde pública. Isso afeta especialmente a capacidade do Hospital Universitário, que atende a mais de 30% da população do Estado.

Para manter suas operações, o hospital tem um custo mensal de aproximadamente R$ 14 milhões. Além disso, a instituição acumulou dívidas devido a atrasos no pagamento de fornecedores, funcionários e rescisões trabalhistas desde o segundo semestre do ano passado, quando o contrato não foi renovado.

A situação se agravou com os cortes decorrentes do programa Assistir, resultando em uma dívida atual de R$ 30 milhões.

O prefeito enfatizou o compromisso da Prefeitura em superar essas dificuldades e apelou para a colaboração de organizações, instituições e líderes na recuperação do Hospital Universitário, uma das maiores instituições hospitalares do Rio Grande do Sul.

O Hospital Universitário em números:

– Referência para 130 municípios do Estado.

– Atendimento à população de mais de 400 cidades do Rio Grande do Sul em especialidades específicas.

– 546 leitos, incluindo 80 leitos de UTI.

– 1.497 funcionários, 300 médicos e 121 residentes.

No primeiro semestre deste ano, realizou 1.708 cirurgias, 1.598 partos, mil internações na UTI, 987 internações pediátricas, 3.062 internações adulto, mais de 40 mil exames e mais de 38 mil atendimentos ambulatoriais.

Plano emergencial para a crise no HU apresentado pela Prefeitura

Para recuperar a capacidade de atendimentos e conseguir o equilíbrio financeiro do Hospital Universitário, a Prefeitura de Canoas colocará em prática um conjunto de dez medidas.

As ações abrangem o repasse de valores da Prefeitura ao hospital, leilão de terrenos públicos e discussões para estancar os cortes financeiros do programa Assistir.

  1. Repasse de recursos pela Prefeitura

A partir da arrecadação de valores do Fundo Municipal de Saúde, emendas parlamentares, repasses do Ministério da Saúde e da Câmara de Vereadores, será possível aplicar no HU aproximadamente 6 milhões nos próximos 10 dias;

  1. Leilão de três terrenos de propriedade do município

A expectativa é de arrecadar entre R$ 20 milhões e R$ 25 milhões.

  1. Nova licitação para gestão do HU

A intervenção no Hospital Universitário foi prorrogada até janeiro de 2024, com o objetivo de elaborar o edital para contratação da entidade que assumirá a gestão do HU. O edital será lançado até o dia 18 de outubro de 2023;

  1. Parceria Público-Privada para o HU

Buscando qualificar a gestão da saúde no. Já foram realizadas visitas para conhecer as experiências de São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Amazonas;

  1. Medidas de economia na Prefeitura

Programa de economia interna que vai estabelecer medidas visando reduzir gastos. As ações de redução serão apresentadas até final de outubro;

  1. Aumento do Teto MAC

Protocolado junto ao Ministério da Saúde ofício solicitando o aumento do Teto MAC, que é o valor repassado pelo Governo Federal. O Teto é calculado com base na produtividade dos serviços de média e alta complexidade. Hoje, o município recebe cerca de R$ 7,6 milhões e gasta mais de R$ 9,1 milhões, ou seja, uma diferença superior a R$ 1,5 milhão, que está sendo requerida junto à União. Canoas propõe retroagir o novo teto MAC para 1º de janeiro de 2023, gerando um valor de R$ 15 milhões, em parcela única, para saldar dívidas com fornecedores;

  1. Plano de racionalização / reorganização / otimização dos serviços

O Hospital Universitário irá elaborar um plano para reorganizar os serviços, com o objetivo de ampliar a produtividade e capacidade de atendimento. O prazo para a entrega do documento é de 30 dias e será estruturado por um Grupo de Trabalho específico;

  1. Emendas parlamentares

Encaminhamento de pedidos de emendas parlamentares aos deputados federais do Rio Grande do Sul. Os recursos serão destinados à saúde pública com vistas a investimentos em custeio para o funcionamento da estrutura administrativa e de atendimento do HU. O pedido é de R$ 15 milhões para custeio e R$ 15 milhões para a aquisição de equipamentos;

  1. Revisão do Assistir pelo Governo do Estado

Evitar que o corte, que hoje é de R$ 1,2 milhão ao mês, passe a R$ 2,4 milhões em janeiro de 2024 e R$ 3,5 milhões em outubro de 2024. A continuidade dos cortes irá desestruturar ainda mais o HU e o HPSC no próximo ano. Uma Comissão da Granpal está discutindo o tema com a Secretaria Estadual da Saúde;

  1. Apoio da Assembleia Legislativa para alterar as regras do Assistir

Buscar apoio dos deputados estaduais para rediscutir os cortes do programa Assistir, do Governo do Estado, com base nas peculiaridades das cidades. O Município defende que o ponto de corte não pode ser apenas a produtividade das instituições de saúde, é preciso considerar o tamanho delas, o número de atendimentos, os serviços disponibilizados e a abrangência. A redistribuição como está sendo proposta vai prejudicar toda a Região Metropolitana e impactar em filas de especialidades e procedimentos cirúrgicos.

 

Saúde

Hospital de Clínicas de Porto Alegre reabre Centro Obstétrico para partos de baixo risco e inicia retomada da UTI Neonatal após surto bacteriano

Redação

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O Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) retomou, a partir das 14h de quinta-feira, 2, os atendimentos no Centro Obstétrico voltado a partos de baixo risco. A unidade estava fechada desde a última sexta-feira, 26, após a identificação de uma bactéria no local.

De forma gradual, a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal também iniciou o processo de reabertura.

Segundo o hospital, não houve novos registros de infecção. Ao todo, nove pacientes foram diagnosticados com a bactéria Serratia spp., dos quais sete permanecem em estado clínico estável e seguem em isolamento.

Desde o início do surto, duas mortes foram registradas na UTI neonatal. Ainda assim, a instituição informa que a relação entre os óbitos e a bactéria segue em investigação. Os bebês eram prematuros extremos, com 23 e 27 semanas de gestação, e já se encontravam em estado crítico antes da detecção do microrganismo, conforme nota divulgada pelo hospital.

As atividades haviam sido suspensas como medida preventiva, com o objetivo de conter a disseminação, realizar higienização das áreas afetadas e reforçar os protocolos de segurança. De acordo com o HCPA, o surto já é considerado controlado.

A reabertura do Centro Obstétrico para casos de alto risco deve ser reavaliada até a tarde desta sexta-feira, 3.

Entenda a bactéria Serratia spp.

A Serratia spp. pertence ao grupo das enterobactérias, microrganismos presentes com frequência no trato intestinal de humanos e animais, além de serem encontrados no solo e em ambientes úmidos. A espécie mais comum é a Serratia marcescens.

De acordo com o infectologista Eduardo Sprinz, do próprio Hospital de Clínicas, essas bactérias geralmente não representam risco em pessoas saudáveis, mas podem causar infecções em pacientes mais vulneráveis, especialmente recém-nascidos e indivíduos com imunidade comprometida.

Ele explica que a gravidade depende do estado clínico do paciente.

“Quanto mais grave e comprometido imunologicamente o paciente, pior tende a ser o prognóstico. Por isso, trata-se de um microrganismo com comportamento oportunista”, afirma Sprinz, também professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Em ambiente hospitalar, a transmissão pode ocorrer por contato indireto, principalmente quando há falhas nos protocolos de higiene e controle de infecção.

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Saúde

Hospital Nossa Senhora das Graças recebe emenda parlamentar de R$ 1 milhão para custeio das despesas operacionais

Redação

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Créditos: Vinicius Medeiros

O Hospital Nossa Senhora das Graças recebeu, na terça-feira, 30, um repasse de R$ 1 milhão proveniente de uma emenda parlamentar destinada pelo deputado federal Giovani Cherini.

De acordo com as informações divulgadas, os recursos serão utilizados para o custeio de despesas operacionais da instituição, contribuindo para a manutenção dos serviços e para o funcionamento das atividades hospitalares. O investimento busca reforçar a capacidade de atendimento do hospital, referência em saúde para a Região Metropolitana de Porto Alegre.

Durante o ato de entrega do recurso, o prefeito de Canoas, Airton Souza, destacou a importância do repasse para a instituição.

“Esses recursos para o hospital são de extrema importância, pois o HNSG atende pacientes de mais de 150 municípios do Rio Grande do Sul, e cerca de 40% da população do Estado utiliza os serviços de saúde de Canoas”, afirmou.

O deputado federal Giovani Cherini ressaltou a relevância do hospital para a população e disse esperar que o recurso contribua para a continuidade dos atendimentos.

“Fico muito feliz em poder contribuir com o Hospital Nossa Senhora das Graças, que realiza um trabalho tão importante para a nossa comunidade. Sei o quanto essa instituição faz a diferença na vida de milhares de pessoas e espero que esse recurso ajude a manter um atendimento cada vez melhor para quem mais precisa”, declarou.

A secretária municipal de Saúde, Ana Boll, enfatizou a necessidade de investimentos para fortalecer o trabalho das equipes da instituição.

“Temos que melhorar as condições desses profissionais, que todos os dias dão a vida para atender cada vez melhor a população. Por isso, só temos a agradecer por mais esse recurso”, disse.

Já o diretor do Hospital Nossa Senhora das Graças, Marcus Vinicius Machado, afirmou que o valor será importante para ajudar a custear as despesas da instituição diante da alta demanda por atendimentos.

“Essa ajuda veio a partir de conversas, e o deputado entendeu que precisávamos desse recurso para o custeio. Hoje, nosso maior desafio é atender a uma demanda muito superior à capacidade do hospital”, destacou.

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Saúde

Canoas recebe liberação de mais de R$ 53 milhões para a Saúde e recursos para construção de 807 moradias

Redação

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O prefeito de Canoas, Airton Souza, cumpre agenda em Brasília nesta terça-feira, 30, onde participou de reuniões com representantes do Governo Federal. Durante os compromissos, o município recebeu a liberação de mais de R$ 53 milhões em recursos para a área da Saúde e teve confirmados os valores destinados à construção do Residencial Nazário, empreendimento voltado às famílias atingidas pela enchente de 2024.

De acordo com a Prefeitura, os recursos destinados à Saúde já foram creditados pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS) e serão utilizados para reforçar a rede pública e ampliar a capacidade de atendimento no município.

Na área da habitação, também foi confirmada a liberação dos valores para a execução do Residencial Nazário. Durante agenda no Ministério das Cidades, foram assinados os atos relacionados ao empreendimento, com a participação do deputado federal Paulo Pimenta.

O residencial contará com 807 unidades habitacionais e integra as ações de reconstrução de Canoas após a enchente registrada em maio de 2024. As moradias serão destinadas às famílias que tiveram suas residências consideradas inabitáveis em decorrência da catástrofe climática.

Segundo a Prefeitura, o contrato para a construção foi assinado em agosto de 2025. O empreendimento será executado em modelo multinível, com previsão de conclusão em 18 meses após o início das obras.

O Residencial Nazário integra o programa Minha Casa, Minha Vida Reconstrução e faz parte do conjunto de 1.500 novas unidades habitacionais anunciadas para o município.

Ao comentar os resultados da agenda em Brasília, o prefeito Airton Souza afirmou que os recursos representam um reforço para a reconstrução da cidade e para a melhoria dos serviços públicos.

“Cada recurso conquistado representa mais qualidade no atendimento da nossa população e mais dignidade para as famílias que perderam suas casas. Seguiremos trabalhando para trazer investimentos, acelerar obras e reconstruir Canoas com responsabilidade e compromisso”, declarou.

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