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30/05/2026
 

Saúde

Hospital Nossa Senhora das Graças retoma mutirões para reduzir filas de cirurgias, em Canoas

Redação

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O Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG) inicia, a partir de janeiro, a retomada dos mutirões de cirurgias, consultas e exames em Canoas, com o objetivo de reduzir filas de espera que, em alguns casos, ultrapassam dez anos. A iniciativa amplia turnos de atendimento, utiliza toda a estrutura disponível da instituição e mobiliza equipes extras para acelerar os procedimentos.

Nesta primeira etapa, a ação prevê a realização de cerca de mil procedimentos em diferentes especialidades, como cirurgias de vesícula, hérnias, quadril, joelho, mão, ombro, próstata, além de procedimentos ginecológicos, laqueaduras e vasectomias. Também estão previstas consultas e exames concentrados, necessários para a preparação dos pacientes antes das cirurgias. A continuidade dos mutirões ocorrerá até que haja impacto significativo na redução das filas.

Os atendimentos devem começar no dia 19 de janeiro, com a utilização de oito salas cirúrgicas e a mobilização de mais de 200 profissionais. As atividades ocorrerão principalmente nos finais de semana, período em que a rotina do hospital é reduzida, e no terceiro turno, das 19h à meia-noite, podendo ser estendidas conforme a demanda.

O hospital já iniciou o contato com pacientes que aguardam na fila de espera e orienta sobre a importância de manter os dados cadastrais atualizados, especialmente os telefones. Em caso de impossibilidade de comparecimento na data agendada, a recomendação é avisar com antecedência para que a vaga seja destinada a outro paciente, sem prejuízo da posição na fila.

De acordo com a diretora do Hospital Nossa Senhora das Graças, Daniela Oliveira, a iniciativa busca dar uma resposta a quem espera há muitos anos por atendimento.

“Estamos organizando uma grande ação para impactar de verdade nas filas. São cirurgias que não eram consideradas urgentes, mas que, após tantos anos de espera, se tornaram. Nosso compromisso é ampliar o acesso usando toda a estrutura disponível do hospital, sem interromper os atendimentos da emergência e dos pacientes internados. Com equipes extras e mais turnos, queremos garantir que essas pessoas finalmente recebam o cuidado que aguardam há tanto tempo”, afirma.

A secretária municipal da Saúde, Ana Boll, os mutirões representam um alívio para quem convive há anos com a expectativa de ser atendido.

“Sabemos que muitas pessoas aguardam há anos por uma cirurgia ou consulta. Esses mutirões são uma forma de acelerar o atendimento, reduzir a espera e devolver qualidade de vida”, afirma.

“Esses mutirões estão sendo viabilizados com recursos próprios do Município e contam com a organização direta da instituição. É o hospital que fará o contato com os pacientes e a gestão dos atendimentos, garantindo que o acesso aconteça de forma organizada e eficiente”, conclui.

Saúde

Canoas amplia vacinação contra a gripe para toda a população a partir de 1º de junho

Redação

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Vacinação contra covid em Canoas - Foto: Gustavo Garbino

A vacinação contra a gripe será ampliada para toda a população de Canoas a partir da próxima segunda-feira, 1º, A medida segue orientação da Secretaria Estadual da Saúde (SES-RS) diante do aumento de casos de síndromes respiratórias e da circulação do vírus influenza no Rio Grande do Sul.

Para receber a dose, os moradores devem comparecer a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou outro ponto de vacinação do município portando documento de identificação. A aplicação ocorrerá conforme a disponibilidade de vacinas em estoque nas unidades.

De acordo com dados da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), 60.848 doses já foram aplicadas desde o início da campanha de vacinação. Desse total, 55.366 foram administradas nas unidades de saúde entre março e maio, enquanto outras 5.482 doses foram aplicadas em ações móveis realizadas em diferentes regiões da cidade.

A ampliação da vacinação ocorre em meio ao aumento das internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associada à influenza no Rio Grande do Sul. Conforme nota conjunta da Secretaria Estadual da Saúde (SES-RS) e do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul (Cosems-RS), idosos e crianças pequenas estão entre os grupos mais afetados pelas complicações da doença.

O documento também aponta que a maior parte dos casos graves e dos óbitos registrados ocorreu entre pessoas que não haviam recebido a vacina.

A orientação das autoridades de saúde é que a população procure as unidades de saúde para atualização da imunização, especialmente os grupos considerados mais vulneráveis às complicações causadas pela gripe, como idosos, gestantes e crianças.

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Saúde

Anvisa aprova Ozivy, primeira caneta emagrecedora de semaglutida sintética liberada no Brasil

Redação

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Foto: Shutterstock

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta terça-feira, 26, o registro do medicamento Ozivy, primeira caneta de semaglutida sintética análoga a um produto biológico autorizada para comercialização no Brasil.

O medicamento utiliza o mesmo princípio ativo do Ozempic, cuja patente expirou em 20 de março deste ano. Com isso, o novo produto passa a ser uma versão sintética de um medicamento biológico já registrado no país.

Segundo a Anvisa, o pedido de registro da semaglutida sintética foi apresentado em 2023 e passou pelo processo técnico de análise de eficácia, segurança e qualidade exigido pela agência reguladora.

O registro foi solicitado pelo laboratório EMS e seguiu a ordem cronológica e os critérios de prioridade estabelecidos para medicamentos da classe GLP-1, conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”. As regras de prioridade foram definidas no Edital de Chamamento 12/2025.

Atualmente, a Anvisa ainda analisa outros cinco medicamentos sintéticos e um biológico à base de semaglutida, além de processos que permanecem na fila de avaliação.

Indicação aprovada

Ozivy poderá ser usado para o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2 insuficientemente controlado, como adjuvante à dieta e exercício:

em monoterapia, quando a metformina é considerada inapropriada devido a intolerância ou contraindicações;

em adição a outros medicamentos para o tratamento do diabetes.

O produto será apresentado como solução injetável, em caneta preenchida para administração semanal. A forma de conservação do novo produto é diferente do medicamento originador (Ozempic). Ele deve ficar armazenado em geladeira (em temperaturas de 2 °C a 8 °C) antes e depois de iniciado o tratamento.

A conservação do Ozempic é diferente e exige esse armazenamento refrigerado apenas antes do uso, podendo ficar até 30ºC por até seis semanas após o paciente iniciar as doses.

Veja as opções de apresentações aprovadas e que poderão ser oferecidas pelo laboratório:

Solução injetável de semaglutida 1,34 mg/mL em sistema de aplicação preenchido (multidose e descartável) com 1,5 ml + 1 caneta + 6 agulhas

Solução injetável de semaglutida 1,34 mg/mL em sistema de aplicação preenchido (multidose e descartável) com 3 ml + 2 canetas +10 agulhas

Solução injetável de semaglutida 1,34 mg/mL em sistema de aplicação preenchido (multidose e descartável) com 1,5 ml + 1 caneta + 4 agulhas

Solução injetável de semaglutida 1,34 mg/mL em sistema de aplicação preenchido (multidose e descartável) com 3 ml + 2 canetas + 8 agulhas

Como todos os medicamentos do tipo GLP-1, a semaglutida sintética está sujeita à prescrição de receita médica em duas vias.

Desafio técnico

A avaliação dos análogos sintéticos de semaglutida é tratada como um desafio técnico para as agências reguladoras em todo o mundo. A Anvisa é uma das primeiras a registrar esse tipo de produto.

Até então, os medicamentos de semaglutida registrados no Brasil eram todos biológicos, elaborados a partir de insumo farmacêutico ativo (IFA) biológico. Os medicamentos biológicos são moléculas complexas e podem ser obtidas a partir de fluidos biológicos, tecidos de origem animal ou ainda de procedimentos biotecnológicos, por meio de manipulação ou inserção de outro material genético (DNA recombinante) ou alteração dos genes.

Essa categoria inclui, entre outros, vacinas, soros hiperimunes, hemoderivados, anticorpos monoclonais e análogos de GLP-1 feitos por processo biológico, como é o caso da semaglutida. Eles costumam ser aplicados por via injetável (endovenosa ou subcutânea) para garantir a integridade estrutural e funcional das substâncias. Mas também é possível o seu uso pela forma oral.

Já os análogos sintéticos são feitos por síntese química, o que resulta em moléculas menores e mais estáveis que podem ser reproduzidas de forma idêntica. São comumente utilizados por diversas vias, como oral, injetável, inalatória e oftálmica.

Esses produtos são considerados de alta complexidade, pois compartilham características típicas de medicamentos sintéticos (por exemplo, resíduos de solventes no processo, resíduos de catalisadores metálicos, impurezas com estrutura química semelhante) e também de biológicos, como risco de imunogenicidade, formação de agregados, entre outros.

Ozivy é um medicamento genérico?

É importante destacar que o Ozivy não é um medicamento genérico, já que não há genérico de produtos biológicos conforme regulação brasileira. O produto é classificado como medicamento novo, sendo um análogo sintético de produto biológico.

Quando o medicamento estará disponível no mercado?

Após o registro na Anvisa, o medicamento pode ser comercializado após a aprovação do preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). A empresa que possui o registro, porém, é que decide quando o medicamento será colocado à venda.

Para que o produto esteja disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), ele precisa ser avaliado e recomendado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e aprovado pelo Ministério da Saúde. Vale lembrar que nem todos os medicamentos registrados na Anvisa passam pela avaliação da Conitec ou são incorporados ao SUS.

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Saúde

Nova Santa Rita passará a receber R$ 240 mil mensais após habilitação de UPA

Redação

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Crédito: DIVULGAÇÃO/PMNSR

A Policlínica 24h de Nova Santa Rita foi habilitada como Unidade de Pronto Atendimento (UPA), medida que fará com que o município passe a receber R$ 240 mil mensais para custeio da saúde pública.

Segundo a administração municipal, o valor anual ultrapassa R$ 2,8 milhões. Do total mensal, R$ 140 mil serão repassados pelo Governo do Estado e R$ 100 mil pelo Governo Federal.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, os recursos deverão ser utilizados em investimentos na estrutura da unidade, aquisição de equipamentos, ampliação do atendimento e qualificação dos serviços de urgência e emergência.

O prefeito Rodrigo Battistella destacou a importância do novo repasse para o município.

“Essa é uma conquista extremamente importante para Nova Santa Rita. Estamos falando de mais de R$ 2,8 milhões por ano que serão investidos diretamente na saúde da nossa população. Esse recurso fortalece os atendimentos, amplia nossa capacidade de investimento e garante mais qualidade e segurança para quem utiliza os serviços públicos de saúde”, afirmou.

O secretário municipal de Saúde, Brayan Freitas afirmou que o recurso deverá contribuir para a ampliação dos serviços oferecidos.

“Esse recurso representa um avanço muito importante para a saúde municipal. A habilitação de UPA na Policlínica fortalece nossa rede de atendimento e garante mais condições para seguirmos investindo em estrutura, equipe e qualidade nos serviços prestados à comunidade”, disse.

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