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19/07/2026
 

Saúde

Homem com câncer há 13 anos realiza terapia celular em estudo na rede pública e tem remissão total

Redação

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em

Paulo com esposa e filho – Foto: Arquivo pessoal

Uma matéria divulgada pelo portal G1, nesta segunda-feira, conta uma história revolucionária no combate ao câncer que está sendo implementado na rede pública de saúde por meio de uma parceria entre a USP, o Instituto Butantan e o Hemocentro de Ribeirão Preto.

Segundo detalhes do texto, essa técnica, que é utilizada em apenas alguns países, tem mostrado resultados promissores.

Até o momento, 14 pacientes foram tratados com CAR-T Cell, com financiamento da Fapesp e do CNPq, e todos apresentaram uma remissão de pelo menos 60% dos tumores. É importante destacar que esse tratamento foi realizado no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Homem lutava contra câncer há 13 anos 

Um desses pacientes é Paulo Peregrino, de 61 anos, que lutava contra o câncer há 13 anos e estava prestes a receber cuidados paliativos. No entanto, em abril, ele foi submetido a esse tratamento e, em apenas um mês, obteve uma remissão completa do seu linfoma.

No segundo semestre, está previsto que mais 75 pacientes sejam tratados com CAR-T Cell, utilizando recursos públicos, após autorização da Anvisa para um estudo clínico. Atualmente, esse tratamento só está disponível na rede privada do Brasil, a um custo mínimo de R$ 2 milhões por pessoa.

Essa técnica tem como alvo três tipos de câncer: leucemia linfoblástica B, linfoma não Hodgkin de células B e mieloma múltiplo, que afeta a medula óssea. No entanto, o tratamento para mieloma múltiplo ainda não está disponível no país.

Dimas Covas, coordenador do Centro de Terapia Celular CEPID-USP e do Núcleo de Terapia Celular do Hemocentro de Ribeirão Preto, que desenvolveu a versão brasileira dessa tecnologia, destaca que devido ao alto custo, esse tratamento não está acessível na maioria dos países. No entanto, o Brasil tem a oportunidade única de introduzi-lo no SUS em um curto período de tempo.

“A Vida pelo Copo D’água”

Conforme a matéria, Paulo Peregrino vem compartilhando sua trajetória em uma autobiografia intitulada “A Vida pelo Copo D’água”. Nesse livro, ele destaca sua abordagem para enfrentar a doença: “fé e ciência para viver a metade cheia da vida”.

Além disso, o livro relata como Paulo, um publicitário que mora no Rio de Janeiro com sua esposa e filho, conseguiu manter uma rotina ativa, inclusive praticando vôlei de praia, mesmo durante os tratamentos. Ele se tornou o primeiro paciente a praticar um esporte de alto rendimento enquanto passava pela quimioterapia.

Durante a pandemia de Covid-19, Paulo enfrentou um período de isolamento hospitalar após um transplante de medula óssea. Mesmo sozinho, ele encontrou apoio ao criar um grupo no WhatsApp chamado “TMO Juntos” (trocadilho de “transplante de medula óssea” com “tamos juntos”), no qual compartilhou histórias e trocou mensagens motivadoras com outros pacientes vizinhos.

“A vitória não é só minha. É da fé, da ciência e da energia positiva das pessoas. Cada uma delas ajudou a colocar um paralelepípedo nesse caminho. A imagem prova com muita clareza para qualquer pessoa a gravidade do meu linfoma, e eu não tinha ideia de que era assim”, contou o paciente.
Médico e paciente durante o tratamento em São Paulo - Foto: Arquivo pessoal

Médico e paciente durante o tratamento em São Paulo – Foto: Arquivo pessoal

Como funciona a técnica

A técnica funciona da seguinte maneira: primeiramente, são coletados os linfócitos T do paciente, que são células de defesa do sistema imunológico. Essas células são levadas ao laboratório, onde passam por modificações genéticas.

No laboratório, os linfócitos T são geneticamente modificados para reconhecerem especificamente as células cancerígenas. Essas células modificadas são então multiplicadas em grande quantidade.

Posteriormente, as células geneticamente modificadas são reintroduzidas no paciente. Elas circulam pelo organismo, localizam as células cancerígenas e as atacam, eliminando-as sem afetar as células saudáveis.

Basicamente, o próprio sistema imunológico do paciente é aprimorado e direcionado para combater o câncer de forma mais eficaz. As células do paciente são “treinadas” para reconhecer e destruir as células cancerígenas, oferecendo uma abordagem personalizada e direcionada no combate à doença.

Leia também: Semana começa com 690 vagas de emprego em Canoas

Saúde

Equipes de saúde intensificam vacinação contra a influenza em escolas municipais de Canoas Vacinação contra a influenza é intensificada nas escolas municipais de Canoas

Redação

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Foto: Renata Strapazzon/PMC

Equipes das unidades de saúde de Canoas estão aplicando a vacina contra a gripe em escolas da rede municipal como parte da estratégia para ampliar a cobertura vacinal entre crianças e adolescentes. A imunização é realizada mediante autorização dos pais ou responsáveis.

Na quarta-feira, 15, a ação ocorreu na EMEF Professora Nancy Ferreira Pansera, no bairro Guajuviras, onde cerca de 100 estudantes receberam a vacina contra a influenza.

A atividade ocorre após a emissão de um alerta epidemiológico pela Vigilância em Saúde, divulgado na última quinta-feira, 9, com orientações para que escolas municipais, estaduais e particulares reforcem medidas de prevenção e controle de doenças respiratórias. O documento também traz recomendações aos profissionais da educação e às famílias sobre procedimentos para reduzir a transmissão dessas doenças no ambiente escolar.

De acordo com a coordenadora de Serviços de Saúde da Clínica de Saúde da Família Guajuviras, Paola Fernanda Lehnen, a vacinação nas escolas amplia o acesso da população ao imunizante.

“É de extrema importância essa participação da Atenção Primária porque ajuda a aumentar o campo de vacinação e o alcance dessa vacina. A nossa presença na escola amplia bastante o acesso da população ao imunizante. A vacina é trivalente e vai proteger contra os principais vírus respiratórios em circulação nesse momento. Por isso é importante fazer a vacinação neste período, bem como de forma anual”, explica.

A diretora da EMEF Professora Nancy Ferreira Pansera, Patrícia Vieira Artioli, afirma que a realização da vacinação no ambiente escolar facilita o acesso das famílias ao serviço.

“Acredito que facilita o acesso às famílias, já que muitas mães trabalham o dia inteiro e não têm como levar os filhos a um posto de saúde ou à UPA. Na escola é mais flexível. Aqui, a comunidade aceitou muito bem a vacinação”, afirma.

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Saúde

Unidade de Saúde Igara suspende atendimentos nos próximos dois dias para mudança de endereço

Redação

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FOTO: PAMELLA_MENDES

A Unidade de Saúde Igara, em Canoas, terá os atendimentos suspensos nos dias 16 e 17 de julho em razão da mudança para um novo endereço.

Durante esse período, os usuários que precisarem de atendimento deverão se dirigir à Unidade de Saúde São José, localizada na Rua João Pessoa, s/nº.

Os serviços da Unidade de Saúde Igara serão retomados normalmente na segunda-feira, 20 de julho, no novo prédio situado na Rua Tupi, 284, ao lado da Igreja Católica São Cristóvão.

A mudança faz parte do processo de transferência da unidade para uma nova estrutura de atendimento à comunidade.

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Saúde

Canoas abre vagas extras para consultas oftalmológicas e orienta pacientes da fila a procurar a Secretaria da Saúde

Redação

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Foto: Vinícius Medeiros/PMC

A Prefeitura de Canoas, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, informou que há vagas disponíveis para consultas oftalmológicas após o credenciamento do Hospital de Olhos de Canoas, a revisão das solicitações pendentes e a realização de ações de agendamento.

Segundo a Secretaria da Saúde, pacientes que aguardam consultas oftalmológicas desde 2023 e ainda não foram chamados podem entrar em contato com a Ouvidoria da pasta pelo WhatsApp (51) 3425-7628 para verificar a possibilidade de agendamento.

De acordo com o município, no início deste ano havia mais de 10 mil pacientes aguardando consultas oftalmológicas. A Secretaria informou ainda que, em junho, foram realizados mais de 3 mil atendimentos na especialidade e que a previsão da pasta é concluir a fila de espera até setembro.

A Secretaria da Saúde informou que a Diretoria de Regulação está realizando os agendamentos e que Agentes Comunitários de Saúde fazem a entrega dos comprovantes de consulta nas áreas de atuação para auxiliar na localização dos pacientes.

Ainda conforme a pasta, pacientes que tiveram alteração no número de telefone ou nos contatos para recados devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência para atualizar os dados cadastrais. A Secretaria afirma que cerca de 50% das tentativas de contato realizadas pelas equipes não são concluídas devido a telefones desatualizados ou inexistentes.

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