Geral
ABRIGO PARA ATÉ 150: Acolhimento de pessoas em situação de rua inicia neste sábado, 11

A rede de acolhimento da Prefeitura de Canoas abrirá neste sábado, 11, o ginásio do Colégio La Salle São Paulo (Rua Lajeado, 1300, Bairro Niterói) a partir das 18h, para receber até 150 pessoas em situação de rua diariamente. Elas poderão usar o local, que servirá como espaço de retaguarda. O município conta ainda com o Albergue Municipal Rotary Club, que atende até 70 pessoas.
Os cidadãos que chegarem no local receberão um kit com sabonete, toalha, shampoo, escova de dentes e pasta dental, além de janta e café da manhã. A comunidade também pode ajudar com doações de roupas de inverno que estejam em bom estado para a população de rua. A arrecadação será feita no próprio colégio. Animais de estimação também poderão ficar longe do frio e da chuva em um espaço pet que foi montado no local. Ao todo, 100 Kg de ração já foram arrecadados. Os animais também receberão assistência veterinária através da Secretaria Especial de Bem-Estar Animal (Sebea). As medidas de acolhimento serão mantidas entre as 18h e 7h por tempo indeterminado. Empresários de Canoas ajudaram doando colchões, cobertores
“Com a chegada do frio intenso, é a hora de estender a mão e mostrar que Canoas também é a cidade da solidariedade. Esta grande ação que organizamos para acolher os moradores em situação de rua representa uma efetiva demonstração de um dos principais compromissos do nosso governo: cuidar das pessoas, especialmente as que mais precisam de apoio do poder público”, disse o prefeito em exercício, Nedy de Vargas Marques.
A Campanha do Agasalho também disponibilizará doações no próprio ginásio para as pessoas que forem procurar atendimento. “Vários órgãos da prefeitura trabalharam para que pudéssemos ter aqui, neste momento, um local para recepcionar essas pessoas. Agradecemos a Fundação La Salle que cedeu o espaço para as pessoas que necessitem de um local para passar a noite”, ressalta o secretário de Cidadania, Juliano Gonçalves.
População pode ajudar
A população pode comunicar a Prefeitura de Canoas sobre os locais onde forem encontradas pessoas em situação de rua para que elas sejam convidadas a se abrigar no ginásio. O contado é através do telefone (51) 98681-1047.
De acordo com o secretário de Cidadania, Juliano Gonçalves, haverá uma estrutura de apoio com equipes das secretarias da Saúde, Segurança, Geral do Município, Serviços Urbanos, Guarda Municipal, Mobilização, Cidadania, Subprefeituras além da Fundação La Salle e Movimento Ação de Canoas (MACA).
Os itens para doação
- Meias para adulto
- Roupas íntimas para adulto
- Sabonete
- Toalha de banho
- Papel higiênico
- Cobertor
- Ração para cachorros
Conheça todos os pontos de coleta da Campanha do Agasalho 2022:
– Defesa Civil de Canoas (Rua Bandeirantes 450, Nossa Senhora das Graças)
– Prefeitura Municipal De Canoas (Rua Quinze De Janeiro, 11,Centro, Canoas)
– Viezzer (Rua Ramiro Barcelos, 198, São José)
-Viezzer (Rua Monte Castelo, 1149, Nossa Sra. Das Graças)
– Viezzer (Av. Boqueirão, 3167, Guajuviras)
– Viezzer (Rua República, 720, Mato Grande)
– Viezzer (Av. Farroupilha, 6845, Igara)
– Viezzer (Av. Do Nazário, 1783, Olaria)
– Câmara Municipal De Canoas (Rua Ipiranga, 123, Centro, Canoas)
– Canoas Shopping (Av. Guilherme Schell, 6750, Centro, Canoas)
– Subprefeitura Centro Canoas (Rua Euclídes da Cunha, 280)
– Subprefeitura Sudoeste de Canoas (Rua Edgar Fritz Muller, 430)
– Subprefeitura Sudeste (Rua Mal. Rondon, 100)
– Subprefeitura Nordeste (Av. Boqueirão, 3166)
– Subprefeitura Noroeste (R. Candelária, 441)
– Fundação La Salle (Av. Getúlio Vargas, 5558 – Centro, Canoas)
– Hipermercado Zaffari Parkshopping Canoas (Avenida Farroupilha, 4545 SUC 1009 – Mal. Rondon, Canoas
– Centro de Pastoral La Salle (antigo La Salle São Paulo) – (Rua Lajeado, 1300, Niterói)
– Via Porcello – Rua 15 de Janeiro, 226, Centro
Centro Olímpico Municipal (COM)
No ano passado, o Centro Olímpico Municipal (COM) abrigou 3.731 pessoas. Durante o acolhimento, foram arrecadados cobertores, 44.300 peças de roupa, 2 toneladas de alimentos e 600 kg de ração para pets.
Geral
Trabalhadores dos Correios entram em greve por tempo indeterminado em todo o país

Trabalhadores dos Correios aprovaram uma greve por tempo indeterminado em assembleias realizadas na noite de quinta-feira, 10. Segundo a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect), sindicatos de diferentes estados aderiram à paralisação.
A greve ocorre após o encerramento das negociações da campanha salarial sem acordo entre a categoria e a empresa. Um dos principais pontos de divergência é o plano de saúde dos funcionários.
De acordo com a Findect, a categoria é contrária às mudanças propostas pela direção dos Correios no benefício. A entidade afirma ainda que foram realizadas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), mas não houve consenso.
Na Paraíba, o Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos informou que, durante a paralisação, apenas serviços administrativos internos estão funcionando. Ainda não há informações consolidadas sobre o funcionamento das unidades em todas as regiões do país.
Crise financeira
A greve ocorre em meio à situação financeira negativa dos Correios. A empresa acumula 15 trimestres consecutivos de prejuízo. No primeiro semestre de 2026, o resultado negativo chegou a R$ 5,6 bilhões.
Apesar do resultado, o prejuízo registrado no segundo trimestre foi menor do que os valores contabilizados no primeiro trimestre de 2026 e no quarto trimestre de 2025.
Os Correios também aguardam um novo empréstimo de R$ 7 bilhões, previsto para ser recebido até 15 de setembro. A operação deve ser realizada por um consórcio formado por bancos nacionais e estrangeiros.
Entre as instituições envolvidas estão Citibank, J.P. Morgan, Deutsche Bank e Banrisul. No fim de 2025, a empresa havia contratado um empréstimo de R$ 12 bilhões.
Sindicatos que aderiram à greve
A lista divulgada pela Findect inclui sindicatos e entidades de diferentes estados e regiões do país, entre eles:
• Acre
• Alagoas
• Amazonas
• Amapá
• Bahia
• Campinas
• Ceará
• Distrito Federal
• Espírito Santo
• Goiás
• Juiz de Fora
• Minas Gerais
• Mato Grosso
• Rondônia
• Pará
• Paraíba
• Pernambuco
• Piauí
• Paraná
• Rio Grande do Norte
• Roraima
• Ribeirão Preto
• Rio Grande do Sul
• Santa Catarina
• Sergipe
• São José do Rio Preto
• Santa Maria
• Tocantins
• Uberaba
• Vale do Paraíba
• Bauru e região
• Maranhão
• Mato Grosso do Sul
• Rio de Janeiro
• Santos e região
• São Paulo
A adesão e os impactos da paralisação sobre o atendimento ao público e a entrega de encomendas podem variar conforme cada região.
Policial
Polícia Civil prende três suspeitos de vender medicamentos emagrecedores irregulares em Canoas

A Polícia Civil realizou, na manhã desta sexta-feira, 11, uma operação contra um grupo suspeito de comprar medicamentos emagrecedores no Paraguai e revendê-los em cidades da Região Metropolitana de Porto Alegre. Três mandados de prisão temporária foram cumpridos no bairro Guajuviras, em Canoas.
Os presos são um homem de 34 anos, uma mulher de 26 anos, que formariam um casal, e outro homem, de 31 anos. Segundo a investigação, eles são suspeitos de integrar um grupo responsável pela compra, transporte e comercialização dos produtos. Os nomes dos investigados não foram divulgados.
A operação investiga os crimes de associação criminosa e adulteração de medicamentos.
Medicamentos eram vendidos por até R$ 1,4 mil
De acordo com a Polícia Civil, o grupo comercializava ampolas de um medicamento à base de tirzepatida, princípio ativo também presente no Mounjaro. O produto, de uma marca paraguaia, tem comercialização, importação e uso proibidos no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Os medicamentos eram adquiridos no Paraguai e transportados para o Rio Grande do Sul. Conforme a investigação, em alguns casos, os produtos eram armazenados e transportados sem as condições adequadas de refrigeração.
A divulgação ocorria principalmente por meio de grupos de WhatsApp e do Instagram. Uma ampola era comercializada por aproximadamente R$ 400, enquanto uma caixa com quatro frascos era anunciada por cerca de R$ 1,4 mil.
A Polícia Civil estima que o grupo tenha movimentado mais de R$ 200 mil com a comercialização dos produtos, embora o valor total ainda não tenha sido calculado.
Investigação começou após denúncia
A apuração teve início em maio, após uma denúncia anônima informar à Polícia Civil sobre a existência do grupo.
No final de agosto, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na residência do casal investigado, em Canoas. No imóvel, foram encontradas caixas vazias dos medicamentos.
Também foram apreendidos aparelhos celulares. Segundo a Polícia Civil, a análise do conteúdo dos dispositivos encontrou mensagens, imagens e negociações que indicariam a comercialização dos produtos há pelo menos um ano.
Nas redes sociais, os investigados utilizavam termos como “mom mom” e “queridinho do emagrecimento” para divulgar o produto. Em conversas privadas entre os integrantes, as ampolas eram chamadas de “camisetas”.
Investigação aponta problemas no armazenamento
As conversas analisadas pela polícia também indicaram preocupação dos próprios integrantes do grupo com a temperatura dos medicamentos durante o transporte.
Em uma das mensagens, um dos suspeitos questiona outro após um comprador relatar que teria visto o medicamento sendo retirado do bolso durante uma entrega. O diálogo mostra um dos integrantes alertando que as ampolas não deveriam ser transportadas dessa forma por causa da temperatura do corpo.
Segundo a Polícia Civil, o armazenamento e transporte inadequados podem comprometer a segurança e a qualidade dos medicamentos.
A operação é coordenada pela delegada Luciane Bertoletti, titular da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas. Segundo ela, a compra de medicamentos de fornecedores clandestinos representa risco aos consumidores.
“Quem compra esse tipo de produto na internet ou de fornecedores clandestinos está colocando a própria vida em risco”, afirmou a delegada. Segundo Bertoletti, a investigação busca responsabilizar os envolvidos e impedir a comercialização de produtos que possam oferecer riscos à saúde.
Policial
Operação prende 14 suspeitos de grupo investigado por tráfico e lavagem de dinheiro em Canoas

A Polícia Civil prendeu, nesta quinta-feira, 10, 14 pessoas suspeitas de integrar um grupo criminoso com atuação no bairro Rio Branco, em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Segundo a investigação, o grupo estaria envolvido com tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.
Oito suspeitos foram presos preventivamente no Rio Grande do Sul e seis em Santa Catarina. Outros três investigados já estavam no sistema prisional. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.
De acordo com a Polícia Civil, os investigados utilizariam imóveis em Santa Catarina, principalmente em Florianópolis, para movimentar e ocultar recursos obtidos com atividades criminosas.
Durante a operação, foram apreendidos uma mala com dólares, que podem ser falsos, armas, três veículos e um jet ski. A ação foi coordenada pela 4ª Delegacia de Polícia de Canoas, com apoio das forças de segurança de Santa Catarina. Cerca de 120 agentes participaram da operação, que também contou com o uso de helicópteros.
Investigação
Conforme a Polícia Civil, a investigação identificou uma divisão de funções entre os integrantes do grupo. Os principais investigados teriam movimentado aproximadamente R$ 8,8 milhões entre 2020 e 2025.
A análise financeira apontou, segundo os investigadores, incompatibilidade entre os valores movimentados e as rendas declaradas pelos suspeitos. Alguns deles seriam beneficiários de programas assistenciais, como o Bolsa Família.
A polícia também investiga a participação do grupo em conflitos recentes nos bairros Rio Branco e Niterói, em Canoas. A suspeita é de que os confrontos estejam relacionados à disputa por pontos de venda de drogas.
A investigação teve início após a prisão em flagrante de uma mulher. Na ocasião, foram apreendidas drogas, dinheiro, anotações relacionadas ao tráfico e comprovantes de pagamentos de cartões de crédito que, somados, ultrapassavam R$ 200 mil.
A operação busca reunir novas provas sobre a atuação do grupo e a origem dos recursos investigados.

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