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19/04/2026
 

Geral

ABRIGO PARA ATÉ 150: Acolhimento de pessoas em situação de rua inicia neste sábado, 11

Redação

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A rede de acolhimento da Prefeitura de Canoas abrirá neste sábado, 11, o ginásio do Colégio La Salle São Paulo (Rua Lajeado, 1300, Bairro Niterói) a partir das 18h, para receber até 150 pessoas em situação de rua diariamente. Elas poderão usar o local, que servirá como espaço de retaguarda. O município conta ainda com o Albergue Municipal Rotary Club, que atende até 70 pessoas.

Os cidadãos que chegarem no local receberão um kit com sabonete, toalha, shampoo, escova de dentes e pasta dental, além de janta e café da manhã. A comunidade também pode ajudar com doações de roupas de inverno que estejam em bom estado para a população de rua. A arrecadação será feita no próprio colégio. Animais de estimação também poderão ficar longe do frio e da chuva em um espaço pet que foi montado no local. Ao todo, 100 Kg de ração já foram arrecadados. Os animais também receberão assistência veterinária através da Secretaria Especial de Bem-Estar Animal (Sebea). As medidas de acolhimento serão mantidas entre as 18h e 7h por tempo indeterminado. Empresários de Canoas ajudaram doando colchões, cobertores

“Com a chegada do frio intenso, é a hora de estender a mão e mostrar que Canoas também é a cidade da solidariedade. Esta grande ação que organizamos para acolher os moradores em situação de rua representa uma efetiva demonstração de um dos principais compromissos do nosso governo: cuidar das pessoas, especialmente as que mais precisam de apoio do poder público”, disse o prefeito em exercício, Nedy de Vargas Marques.

A Campanha do Agasalho também disponibilizará doações no próprio ginásio para as pessoas que forem procurar atendimento. “Vários órgãos da prefeitura trabalharam para que pudéssemos ter aqui, neste momento, um local para recepcionar essas pessoas. Agradecemos a Fundação La Salle que cedeu o espaço para as pessoas que necessitem de um local para passar a noite”, ressalta o secretário de Cidadania, Juliano Gonçalves.

População pode ajudar

A população pode comunicar a Prefeitura de Canoas sobre os locais onde forem encontradas pessoas em situação de rua para que elas sejam convidadas a se abrigar no ginásio. O contado é através do telefone (51) 98681-1047.

De acordo com o secretário de Cidadania, Juliano Gonçalves, haverá uma estrutura de apoio com equipes das secretarias da Saúde, Segurança, Geral do Município, Serviços Urbanos, Guarda Municipal, Mobilização, Cidadania, Subprefeituras além da Fundação La Salle e Movimento Ação de Canoas (MACA).

Os itens para doação

  • Meias para adulto
  • Roupas íntimas para adulto
  • Sabonete
  • Toalha de banho
  • Papel higiênico
  • Cobertor
  • Ração para cachorros

Conheça todos os pontos de coleta da Campanha do Agasalho 2022:

– Defesa Civil de Canoas (Rua Bandeirantes 450, Nossa Senhora das Graças)
– Prefeitura Municipal De Canoas (Rua Quinze De Janeiro, 11,Centro, Canoas)
– Viezzer (Rua Ramiro Barcelos, 198, São José)
-Viezzer (Rua Monte Castelo, 1149, Nossa Sra. Das Graças)
– Viezzer (Av. Boqueirão, 3167, Guajuviras)
– Viezzer (Rua República, 720, Mato Grande)
– Viezzer (Av. Farroupilha, 6845, Igara)
– Viezzer (Av. Do Nazário, 1783, Olaria)
– Câmara Municipal De Canoas (Rua Ipiranga, 123, Centro, Canoas)
– Canoas Shopping (Av. Guilherme Schell, 6750, Centro, Canoas)
– Subprefeitura Centro Canoas (Rua Euclídes da Cunha, 280)
– Subprefeitura Sudoeste de Canoas (Rua Edgar Fritz Muller, 430)
– Subprefeitura Sudeste (Rua Mal. Rondon, 100)
– Subprefeitura Nordeste (Av. Boqueirão, 3166)
– Subprefeitura Noroeste (R. Candelária, 441)
– Fundação La Salle (Av. Getúlio Vargas, 5558 – Centro, Canoas)
– Hipermercado Zaffari Parkshopping Canoas (Avenida Farroupilha, 4545 SUC 1009 – Mal. Rondon, Canoas
– Centro de Pastoral La Salle (antigo La Salle São Paulo) – (Rua Lajeado, 1300, Niterói)
– Via Porcello – Rua 15 de Janeiro, 226, Centro

Centro Olímpico Municipal (COM)

No ano passado, o Centro Olímpico Municipal (COM) abrigou 3.731 pessoas. Durante o acolhimento, foram arrecadados cobertores, 44.300 peças de roupa, 2 toneladas de alimentos e 600 kg de ração para pets.

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Policial

Justiça torna réu cardiologista investigado por abuso sexual contra pacientes em Taquara

Redação

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Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réu, na quinta-feira, 17, o cardiologista Daniel Pereira Kollet, investigado por suspeita de crimes sexuais contra pacientes em Taquara.

A decisão é do juiz Rafael Silveira Peixoto, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Taquara, e tem como base a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul. Com isso, o médico passa a responder formalmente ao processo.

Segundo o MP, Kollet é acusado de estupro de vulnerável. A Promotoria sustenta que as vítimas estavam em situação de vulnerabilidade circunstancial, devido à relação de confiança estabelecida entre médico e paciente durante os atendimentos.

De acordo com a denúncia, assinada pela promotora Silvia Inês Miron Jappe, os supostos abusos ocorreram durante consultas em consultório particular, quando as pacientes precisavam permanecer parcialmente despidas para a realização de exames cardiológicos. O Ministério Público afirma que o médico teria se aproveitado da condição profissional e da fragilidade das vítimas no contexto do atendimento.

O órgão também pediu à Justiça a condenação do réu ao pagamento de indenização às pacientes.

Na esfera policial, Daniel Pereira Kollet foi indiciado por violência sexual mediante fraude. Conforme o delegado Valeriano Garcia Neto, três inquéritos já foram concluídos e encaminhados ao Judiciário.

O número de possíveis vítimas que registraram ocorrência chega a 44, conforme atualização de quinta-feira , 17. Outras 20 mulheres também procuraram a polícia e avaliam formalizar denúncia.

A defesa do médico, representada pelo advogado Ademir Campana, não se manifestou ainda.

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Policial

Corpo de corretora morta em Florianópolis é liberado após um mês e será sepultado neste sábado em Canoas

Redação

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em

Foto: Redes Sociais

O corpo da corretora de imóveis gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas foi liberado para sepultamento mais de um mês após o crime que chocou o país. O velório está marcado para este sábado, 18, em Canoas.

A liberação ocorreu após a conclusão de exames realizados pela Polícia Científica de Santa Catarina, que confirmou por meio de DNA a identidade da vítima. O corpo havia sido encontrado em um córrego no município de Major Gercino, no dia 11 de março.

Segundo familiares, a espera foi marcada por angústia até a confirmação oficial. Nas redes sociais, parentes manifestaram alívio com a possibilidade de realizar o sepultamento e reforçaram o pedido por justiça.

De acordo com a Polícia Científica, o tempo até a liberação foi necessário para a análise genética, procedimento que busca garantir a identificação correta e preservar a dignidade da vítima e de seus familiares.

Natural de Alegrete, Luciani foi criada em Canoas. Ela deixa a mãe e irmãos. O pai morreu há cerca de 20 anos, também vítima de latrocínio.

Investigação

Três pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no crime, sendo um homem de 27 anos e duas mulheres, de 47 e 30 anos. Eles moravam no mesmo conjunto residencial que a vítima, em Florianópolis. Os nomes não foram divulgados.

Conforme o delegado Anselmo Cruz, responsável pelo caso, o corpo foi inicialmente avistado por moradores no dia 9 de março e retirado dois dias depois pelas autoridades.

A principal linha de investigação aponta que o crime tenha sido motivado por interesse financeiro. A polícia identificou compras realizadas em nome da vítima após o desaparecimento, incluindo eletrônicos e artigos esportivos.

A dinâmica e a causa da morte ainda não foram totalmente esclarecidas pelas autoridades.

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Policial

Ex-vereador de Porto Alegre Gilvani Dall Oglio é preso em operação que investiga fraude em licitações

Redação

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Foto: Polícia Civil

O empresário e ex-vereador de Porto Alegre, Gilvani Dall Oglio, conhecido como Gringo, foi preso preventivamente pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira, 17, durante a Operação Effluxus. O mandado foi cumprido na residência dele, na zona norte da Capital.

A ação investiga um suposto esquema de fraude em licitações públicas e ocultação de controle empresarial em contratos ligados a serviços de desobstrução de redes pluviais e esgoto, hidrojateamento, transporte e descarte de resíduos.

Prisões, buscas e bloqueios

Além da prisão, a operação cumpriu nove mandados de busca e apreensão, incluindo endereços de familiares do investigado, como três filhas e um irmão. Dois outros filhos também são alvo de apuração. A Justiça determinou ainda o bloqueio de cerca de R$ 2,5 milhões em ativos financeiros, além da indisponibilidade de imóveis e veículos, e a suspensão do direito de contratar com o poder público dos investigados.

Durante a operação, um dos filhos do ex-vereador foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo. Ele estava em uma das sedes empresariais alvo das buscas e poderá ser liberado mediante fiança.

Segundo a Polícia Civil, o grupo é investigado por fraude à licitação, associação criminosa, corrupção ativa de testemunha, falsidade ideológica e falsidade material.

Como funcionava o esquema

De acordo com as apurações, o esquema teria sido estruturado a partir das empresas Limpservice Prestação de Serviços e Safety Ambiental, que atuariam como parte de um mesmo grupo econômico. A investigação aponta que ambas participavam de licitações de forma combinada, simulando concorrência.

A Limpservice teria vencido todas as cinco contratações identificadas, enquanto a Safety aparecia como concorrente derrotada, com propostas mais altas. Nenhuma das empresas está formalmente em nome de Gringo, mas a Polícia Civil afirma haver indícios de que ele seria o controlador, utilizando intermediários.

A Limpservice está registrada em nome de um dos filhos do investigado, enquanto a Safety já esteve vinculada a um irmão dele e a outro homem apontado como empregado. Uma terceira empresa, a MJM Serviços de Limpeza, registrada em nome do ex-vereador, também é citada na investigação.

Licitações sob suspeita

As licitações sob suspeita envolvem contratos com a Polícia Penal e prefeituras de Capão da Canoa, Gramado, Gravataí e Osório, entre 2024 e 2025, somando cerca de R$ 2,5 milhões.

A Polícia Civil aponta ainda indícios de confusão patrimonial e operacional entre as empresas, como uso compartilhado de e-mails, reconhecimento de dívidas e ações trabalhistas envolvendo os mesmos funcionários. Também foi identificado o uso de estrutura tecnológica ligada ao investigado para participação em disputas eletrônicas de licitações.

Tentativa de obstrução e dumping social

Em depoimento, uma ex-funcionária relatou ter sido pressionada a receber R$ 2 mil para não prosseguir com denúncias relacionadas ao caso.

O inquérito também apura a prática de “dumping social”, com possível redução de custos por meio de descumprimento de direitos trabalhistas.

Segundo o delegado responsável pelo caso, a investigação identificou um esquema estruturado que afetava diretamente a concorrência e trabalhadores envolvidos nos contratos.

Contratos com o Dmae

A Polícia Civil também aponta que o ex-vereador manteve contratos com o Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) durante o período em que exercia mandato, por meio de empresas sob suspeita de controle indireto. Um desses contratos, de R$ 3,6 milhões, envolvia transporte e distribuição de água potável. Há ainda registros de pagamentos ao investigado por serviços prestados via outra empresa citada na apuração.

Investigação e cassação do mandato

A operação foi autorizada pela 2ª Vara Regional de Garantias de Porto Alegre e, segundo a Polícia Civil, a investigação se estendeu por mais de 10 meses.

O ex-vereador teve o mandato cassado pela Câmara Municipal em dezembro de 2025, após entendimento de que ele seria o real controlador das empresas envolvidas, com uso de intermediários.

A defesa do investigado ainda não se manifestou.

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