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15/01/2026
 

Política

Prefeitura propõe pagamento de rescisões em 28 parcelas a funcionários do Gamp

Redação

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Proposta será levada pelos sindicatos aos trabalhadores e uma nova mediação foi marcada para o dia 7 de fevereiro

A prefeitura de Canoas apresentou nesta segunda-feira, 31, ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT4) e sindicatos da área da saúde, a proposta para o pagamento das rescisões dos 2.791 funcionários desligados do Gamp.  O valor total das rescisões, incluindo gestantes, lactantes é de 51,7 milhões.

O cronograma prevê o pagamento de forma parcelada, em até 28 prestações (tabela 1), com primeiro depósito em 10 de março de 2022 e última parcela em 10 junho de 2024, desde que haja concordância dos trabalhadores, manifestada por meio de seus sindicatos, e a homologação por parte do Tribunal Regional do Trabalho. Havendo acordo, todos os colaboradores recebem a partir do 1º mês (março de 2022), até a conclusão do pagamento do valor total da sua rescisão. Nenhuma parcela será menor do que um salário mínimo (R$ 1.212,00).

Desta forma, na medida em que os depósitos forem realizados, os colaboradores com menores valores de rescisão serão pagos, havendo quitações mês a mês. Somente no mês de março, 141 profissionais já terão suas rescisões quitadas. Até julho deste ano, serão 41,96%, do total de trabalhadores com suas rescisões quitadas. Na proposta do Município, em dezembro de 2022, cerca de 70% dos colaboradores já terão recebido o valor total da sua rescisão, número que em dezembro de 2023 atinge 90% dos profissionais (tabela 2).

A proposta prevê ainda, para março de 2023 e março de 2024, a correção dos valores conforme o IPCA, que é o índice usado para corrigir os impostos municipais e o salário dos funcionários da Prefeitura.

Para as 120 mulheres em licença maternidade, a proposta inicial é manter a estabilidade com o pagamento mensal dos salários até o final da licença, e após este pagamento, quitar a rescisão conforme o cronograma.

A Prefeitura salienta que o estudo apresentado foi pensado com muita cautela, de modo que os valores possam ser honrados. O prefeito Jairo Jorge ressaltou que a situação é diferenciada, exige celeridade, mas também muito cuidado, para que o acordo contemple todas as partes, inclusive para evitar apontamento dos órgãos de controle. Colocou ainda a Administração Municipal à disposição dos sindicatos para esclarecer pontualmente qualquer questão, para que todos tenham segurança. “Faço um pedido para que a proposta seja avaliada, que façamos possíveis ajustes, mas que fechemos um acordo.”

O Município, apesar de não ser responsável pelos pagamentos, busca o acordo judicial, na condição de interventor, para o pagamento das rescisões. O responsável pelos contratos de trabalho é o Gamp, empresa insolvente.

Rodrigo Trindade, juiz auxiliar do TRT4, que realizou a mediação, destacou o trabalho e a agilidade da Prefeitura Municipal de Canoas. Ressalvou aos representantes das categorias a “vontade política do Município em pagar, mesmo que o pagamento não seja no período ideal”.

O estudo apresentado será levado pelas categorias para debate interno e, no dia 7 de fevereiro, às 15h, haverá nova mediação para ouvir as considerações dos sindicatos. O pagamento dos valores depende de acordo judicial.

Dúvidas poderão ser esclarecidas pelo fone (51) 3236.1600 (ramal 5119) ou através do email comitedeintervencao@canoas.rs.gov.br . Tabela 1 Tabela 2 Proposta de cronograma de pagamento das rescisões OBS.:

Tabela 1

Tabela 2

Proposta de cronograma de pagamento das rescisões
OBS.: Os números nas colunas dos meses são referentes aos colaboradores com rescisão quitada

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Política

Presidente Lula veta projeto que reduziria punição aos envolvidos no ato de 8 de janeiro

Redação

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou integralmente, nesta quinta-feira, 8, o Projeto de Lei nº 2.162/2023, conhecido como PL da Dosimetria. A proposta havia sido aprovada pelo Congresso Nacional em dezembro e previa mudanças no cálculo das penas aplicadas a crimes contra o Estado Democrático de Direito, incluindo a tentativa de golpe de Estado.

O veto foi anunciado durante cerimônia realizada no Palácio do Planalto, em referência aos três anos dos ataques de 8 de janeiro, quando apoiadores do então presidente Jair Bolsonaro invadiram as sedes do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal (STF), em protesto contra o resultado das eleições de 2022.

Durante o evento, Lula afirmou que os condenados pelos atos antidemocráticos tiveram direito à ampla defesa e foram julgados com base em provas. Segundo o presidente, as decisões judiciais seguiram critérios legais e foram conduzidas com transparência.

Lula também destacou a atuação do Supremo Tribunal Federal no julgamento dos envolvidos. De acordo com ele, a Corte agiu dentro dos limites da lei e manteve sua independência diante de pressões externas.

Ao encerrar o discurso, o presidente citou o filósofo George Santayana, ressaltando a importância de preservar a memória histórica para evitar a repetição de episódios que atentem contra a democracia. Lula afirmou ainda que o país rejeita qualquer forma de ditadura, seja civil ou militar, e defendeu a democracia como expressão da vontade popular.

Com o veto presidencial, o projeto retorna ao Congresso Nacional, que poderá analisar a decisão e decidir pela manutenção ou derrubada do veto.

Entenda o projeto

O PL da Dosimetria propunha alterações na forma de cálculo das penas para os crimes de tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito e de golpe de Estado. Pelo texto, quando os dois crimes fossem cometidos no mesmo contexto, seria aplicada apenas a pena mais grave, em vez da soma das penalidades.

A proposta também previa a redução dos tempos mínimos para progressão de regime, do fechado para o semiaberto ou aberto. As mudanças poderiam beneficiar pessoas condenadas pelos atos de 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro e ex-integrantes do alto escalão do governo anterior, como Almir Garnier, Paulo Sérgio Nogueira, Walter Braga Netto e Augusto Heleno.

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Política

Felipe Martini assume como secretário adjunto de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do RS

Redação

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O advogado e gestor público Luís Felipe Mahfuz Martini foi nomeado secretário de Estado de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos Adjunto do Rio Grande do Sul. Atual presidente municipal do Podemos em Canoas, ele passa a integrar a equipe do governo estadual em uma área considerada estratégica da administração pública.

A nomeação marca o retorno de Canoas à estrutura do governo estadual, com representação em uma secretaria de Estado, fato que não ocorria há décadas. Martini está entre os poucos canoenses a assumir um cargo de primeiro escalão no Executivo estadual.

Com trajetória ligada à gestão pública, Martini já atuou em diferentes áreas, tanto no âmbito municipal quanto estadual, com foco em políticas públicas, governança e atendimento direto à população.

Entre os cargos ocupados, foi secretário de Desenvolvimento Econômico de Canoas em 2017, diretor executivo do Procon RS em 2019, secretário municipal de Governança e Enfrentamento à Pandemia em 2021 e secretário municipal de Saúde em 2023.

“É uma honra assumir essa missão e integrar o governo do Estado em uma área tão relevante. Agradeço ao governador pela confiança e ao Podemos pela oportunidade de seguir contribuindo com politicas publicas que promovam justiça, cidadania e direitos humanos”, afirmou.

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Política

Thiago Moyses deixa a Secretaria de Mobilidade Urbana de Canoas e Marcos Junior Melchior assume o cargo

Redação

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O Prefeito de Canoas, Airton Souza, em suas redes sociais na manhã desta segunda-feira, 5, anunciou que o secretário de Mobilidade Urbana de Canoas, Thiago Moyses, deixou o cargo. A exoneração foi publicada no Diário Oficial do Município ainda nesta segunda-feira.
Segundo o secretário, está deixando o cargo para novos desafios profissionais e cuidar de sua saúde.

“Minha saída tem dois motivos claros: cuidar da saúde e retomar a advocacia, profissão que moldou quem eu sou. Encerro esse ciclo com a certeza do dever cumprido. Foi trabalho de verdade, daqueles que não apresentam só números, mas que deixam a semente plantada para o futuro.”

No lugar de Moyses, assume o cargo Marcos Junior Melchior, que atuava como assessor do gabinete do prefeito.

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