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24/05/2026
 

Política

Câmara realiza sessão alusiva à Semana Farroupilha e entrega Prêmio João Palma da Silva 

Redação

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A Câmara Municipal de Canoas realizou, nesta terça-feira, 14, em sessão on-line alusiva à Semana Farroupilha, a entrega do Prêmio Tradicionalista João Palma da Silva a homenageada desta edição, Rosane Monteiro dos Santos.

O Prêmio João Palma da Silva foi instituído pela lei 4305, de 19 de outubro de 1998 e a premiação é conferida, anualmente, a personalidades do âmbito regional ou estadual que atuam ou tenham atuado como poeta, compositor, músico ou em outra atividade na defesa, divulgação ou culto da tradição rio-grandense.

Rosane Monteiro dos Santos

Nascida em Santa Rosa, em 12 de novembro de 1965, Márcia Rosane Monteiro dos Santos é moradora de Canoas desde os quatro anos, professora, funcionária pública por 34 anos no Município de Canoas, foi diretora da Escola Municipal Assis Brasil e tem três filhos. Possui em sua formação acadêmica, curso superior em Estudos Sociais, habilitação História e Geografia, Pós-graduação em gestão de pessoas, gestão em educação ambiental e gestão em biblioteca escolar, trabalharam na formação continuada de professores municipais. Na vida tradicionalista foi Diretora Jovem, Diretora Cultural, Dançarina de Grupo de danças adulto, Instrutora de Invernada Mirim, Professora de Dança de Fandango, no CTG Raízes da Tradição.

O presidente Márcio Freitas (PDT) falou que “é uma grande honra poder presidir uma sessão que prestigia nossos tradicionalistas: cidadãos que, com afinco, defendem nossas tradições e nossa história”. “Lamentamos profundamente ainda não podermos comemorar de forma plena, presencialmente; mas temos a certeza de que, aplicando a devida cautela, estamos contribuindo para vencermos a batalha contra o coronavírus” afirmou Freitas.

Segundo o presidente, o tema dos festejos Farroupilha deste ano é uma homenagem aos caminhos percorridos por Anita Garibaldi e à sua bravura, inserida no contexto da Revolução Farroupilha – a mais longa revolução do Brasil, que durou quase dez anos e que tinha como ideais o tripé: liberdade, igualdade e humanidade, princípios que, com certeza, nos foram legados. “Anita, ao lado de Giuseppe Garibaldi, lutou pela liberdade do Rio Grande do Sul. Assim, nada mais justo que, neste ano, a homenageada pelo Prêmio João Palma da Silva também seja uma mulher”, conclui o vereador.

A homenageada, por sua vez, finalizou dizendo que “é um momento importantíssimo para a mulher no tradicionalismo, já que os cargos neste meio são majoritariamente ocupados por homens, mas, graças a Deus, as coisas vêm mudando”.

A sessão ficou registrada em vídeo e pode ser acessada na sua íntegra pelo site, no portal da Câmara (www.camaracanoas.rs.gov.br).

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Política

Deputada Delegada Nadine protocola projeto sobre direitos de estudantes atletas no RS

Redação

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Foto: Redes Sociais

A deputada estadual Delegada Nadine protocolou na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul um projeto de lei que trata da proteção aos direitos de estudantes atletas matriculados em instituições de ensino públicas e privadas do Estado.

A proposta estabelece regras para alunos que participam de competições esportivas oficiais, como dispensa de aulas durante eventos esportivos, realização de provas em datas alternativas, compensação de ausências e prorrogação de prazos para entrega de trabalhos e atividades avaliativas.

“A educação e o esporte precisam caminhar juntos. Muitos jovens dedicam anos da vida ao esporte de alto rendimento e acabam enfrentando obstáculos dentro das instituições de ensino para conseguir acompanhar competições oficiais sem prejuízo escolar. Nosso projeto busca garantir segurança jurídica e assegurar direitos básicos para esses estudantes atletas”, afirma a deputada.

Na justificativa do projeto, a parlamentar cita o relato de uma mãe de atleta que enfrentou dificuldades junto à escola da filha para obter flexibilização de frequência, realização de provas e compensação de conteúdos durante competições esportivas.

O texto também prevê acesso aos conteúdos pedagógicos e possibilidade de reposição de aulas, inclusive de forma remota, respeitando a carga horária obrigatória prevista na legislação federal. A matéria segue em tramitação nas comissões permanentes da Assembleia Legislativa.

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Política

Justiça cassa prefeita e vice de Cachoeirinha, mas ambos seguem nos cargos até decisão do TRE

Redação

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A cassação dos mandatos da prefeita eleita de Cachoeirinha, Jussara Caçapava (Avante), e do vice-prefeito Luis Carlos Azevedo da Rosa, o Mano (PL), não terá efeito imediato. A decisão foi emitida no sábado (16) pela Justiça Eleitoral, mas a dupla permanece no comando do Executivo municipal até que o caso seja analisado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS).

Segundo o TRE, a análise do recurso não deve ocorrer antes de setembro, devido aos prazos legais e ao trâmite processual. Caso a cassação seja confirmada pela Corte, uma nova eleição suplementar poderá ser convocada para definir os ocupantes da prefeitura até 31 de dezembro de 2028.

A defesa de Jussara e Mano informou que tentará reverter a decisão ainda em primeira instância. Se necessário, também recorrerá ao TRE e, posteriormente, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A decisão foi assinada pela juíza eleitoral Suelen Caetano de Oliveira, que entendeu haver abuso de poder político durante a campanha eleitoral suplementar realizada em abril deste ano.

A ação foi movida por Cláudia Azevedo (PV), que disputou a eleição como vice na chapa do PT. A representação apontou irregularidades em dois vídeos publicados nas redes sociais da campanha vencedora.

Em um dos vídeos, Jussara aparece ao lado de servidores públicos uniformizados, utilizando a identificação “Jussara prefeita interina”. Em outro, ela surge em uma retroescavadeira durante uma obra pública. Para a magistrada, as imagens caracterizam o uso de bens e agentes públicos em benefício eleitoral, prática proibida pela legislação.

A juíza também destacou que o contexto da recuperação de Cachoeirinha após as enchentes de 2024 agravou a situação. As gravações mostravam ações de desassoreamento do Arroio Passinhos e limpeza de áreas atingidas pela cheia do Rio Gravataí.

“A exploração da imagem pessoal da prefeita interina, associando-a diretamente a essas intervenções tão sensíveis, transcende a propaganda política e tangencia a exploração da tragédia humana para a obtenção de dividendos eleitorais. Em um contexto de normalidade, a divulgação de tais obras poderia ser vista como legítima prestação de contas. No pós-catástrofe, tal conduta adquire um contorno de reprovabilidade qualitativamente superior”, afirmou a juíza na decisão.

Além da cassação dos diplomas, a Justiça Eleitoral determinou multa de R$ 15 mil para Jussara e Mano. A prefeita eleita também foi declarada inelegível por oito anos.

“Recebemos a decisão de forma satisfatória. Sentimos aqui o processo eleitoral de maneira muito conturbada, era nítido o abuso de poder. Além da denúncia formal à Justiça, também fizemos pelas redes. A decisão é justa e esperamos que se confirme”, destacou Cláudia, que disse ser cedo para falar se vai concorrer novamente ou não em caso de nova eleição suplementar.

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Política

Nova cassação marca crise política em Cachoeirinha após juíza eleitoral cassar mandatos de Jussara e Mano

Redação

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A juíza eleitoral Suelen Caetano de Oliveira determinou na tarde de sábado, 16, a cassação dos diplomas da prefeita eleita de Cachoeirinha, Jussara Caçapava (Avante), e do vice-prefeito Luis Carlos Azevedo da Rosa, o Mano (PL). A magistrada apontou abuso de poder político durante a campanha do pleito suplementar realizado neste ano.

A ação analisou vídeos divulgados nas redes sociais dos candidatos. Em uma das publicações, Jussara aparece ao lado de servidores públicos uniformizados com a marca d’água “Jussara prefeita interina”. Em outro vídeo, ela surge em uma retroescavadeira durante uma obra pública. Segundo a juíza Suelen Caetano de Oliveira, houve uso indevido de bens e agentes públicos para promoção eleitoral, prática proibida pela legislação.

Na decisão, a magistrada também destacou que a situação é agravada pelo contexto enfrentado pelo município após as enchentes de 2024. Os vídeos mostravam ações de desassoreamento do Arroio Passinhos e limpeza de áreas atingidas pelas cheias do Rio Gravataí.

“A exploração da imagem pessoal da prefeita interina, associando-a diretamente a essas intervenções tão sensíveis, transcende a propaganda política e tangencia a exploração da tragédia humana para a obtenção de dividendos eleitorais”, afirmou a juíza no despacho.

Além da cassação dos diplomas, a decisão prevê multa de R$ 15 mil e a inelegibilidade de Jussara por oito anos. Ainda cabe recurso ao Tribunal Regional Eleitoral e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Caso a decisão seja confirmada em definitivo, Cachoeirinha deverá passar por uma nova eleição suplementar para definir prefeito e vice até 2028.

Jussara Caçapava venceu a eleição suplementar realizada em abril deste ano com 43,3% dos votos válidos. Claudine Silveira (PP) ficou em segundo lugar com 42,3%.

Em nota enviada à imprensa, a defesa da chapa afirmou ter recebido a decisão “com surpresa”, alegando que os vídeos questionados são anteriores ao processo eleitoral. Os advogados informaram que irão recorrer da decisão nas instâncias superiores e lamentaram a instabilidade política no município.

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