Editorial: “Administração municipal faz intervenção elogiável no Graças”


Decisão histórica

A ação da comunidade canoense criou a Associação Beneficente de Canoas, que depois organizou o Hospital Nossa senhora das Graças. É uma entidade da saúde de natureza privada, que tem seus dirigentes, seu Conselho Fiscal e Deliberativo e que presta serviços remunerados para a União, estado e município. Ao longo da sua história, o nosso “Gracinha” enfrentou várias crises e sempre precisou de apoio do poder público. Num dos governos do ex-prefeito Lagranha, em setembro de 98, a crise foi tão grande que veio a ameaça de fechar as portas e evitar o atendimento da emergência. Na época, o prefeito decretou a intervenção e salvou o Gracinha, que reabriu em abril de 99.

Agora, nessa crise universal da pandemia, e com a gravidade do desemprego e da falta de recursos, o hospital estava sendo dirigido por uma entidade privada, a Associação São Miguel, que não encontrou soluções para os problemas, e encerrará seu contrato em dezembro deste ano. Ocorre que, nos últimos dias, pela falta de pagamento aos fornecedores e aos funcionários e médicos, a direção decidiu anunciar que em 30 dias iria encerrar o atendimento da emergência.

Isso seria uma desgraça para Canoas e sua população, pois, mesmo sendo uma entidade privada, as ações do Gracinha atingem aos canoenses. Assim, a administração municipal tomou uma respeitável e inteligente decisão: decretou a intervenção para indicar dirigentes que possam vencer a crise e buscar recursos financeiros para o atendimento às necessidades.

É uma atitude elogiável.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here