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01/06/2026
 

Política

Campanha eleitoral começa com carreatas, debate e turbulência

Redação

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A primeira semana dos nove candidatos à prefeitura foi marcada por carreatas e forte movimentação na internet. Carros de som com os jingles dos concorrentes ao Executivo já circulam por toda a cidade, da mesma forma que essa estratégia tradicional também foi adotada pelos candidatos ao Legislativo. Já os tradicionais bandeiraços, que naturalmente geram pelo menos algum nível de aglomeração de pessoas, até o momento tem sido evitados, o que já era esperado no contexto da pandemia do novo coronavírus. Mesmo com os números de contaminação em queda, as medidas de prevenção ainda se fazem necessárias e, já na largada, fica evidente que as estratégias de campanha em Canoas serão pautadas por essa situação.

Debate e turbulência

A quinta-feira, 1º, foi marcada pelo primeiro debate, que reuniu Busato, Camilo Bórnia, Capitão Nascimento, César Augusto, Ernani Daniel, Jairo Jorge, Nelsinho Metalúrgico, Pablo Henrique e Simone Sabin. No entanto, mesmo com um debate que acabou reunindo os nove candidatos, os holofotes da semana se voltaram para outra situação: a crise que se instaurou na candidatura de César Augusto. Em uma história que ganhou contornos novelescos, a candidata a vice-prefeita, Carolina Lompa (PSL), saiu da disputa, por decisão de seu partido de não mais compor a chapa. Até o fechamento desta edição não foi definido quem concorre como vice de César.

A história sobre a saída de Carolina Lompa do pleito é nebulosa. A própria ex-candidata a vice emitiu nota responsabilizando seu ex-marido, o deputado federal Nereu Crispim, por uma espécie de boicote que a teria levado a desistir da disputa. Por fim, o diretório estadual do PSL também se pronunciou. De acordo com o texto divulgado, a decisão foi tomada pelo grupo que dirige o partido no Estado, e não apenas por uma pessoa, ao contrário do que diz Lompa. A justificativa seria a insistência dela em concorrer como vice de César, enquanto a orientação era a de que ela concorresse à Prefeitura.

Cobertura

A partir da próxima edição, o jornal Timoneiro passa a publicar semanalmente um compilado das atividades desempenhadas por cada um dos candidatos à Prefeitura em suas agendas de campanha. Além disso, até a eleição, publicaremos quadros de propostas dos postulantes ao cargo de prefeito, assim como informações necessárias para os eleitores se manterem informados sobre a maior eleição em número de candidatos que Canoas já registrou.

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Política

Projeto na Câmara de Canoas propõe isenção da tarifa de esgoto para imóveis sem ligação à rede pública

Redação

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O vereador Rodrigo D’Avila (NOVO) protocolou na Câmara Municipal de Canoas um projeto de lei que propõe a isenção da cobrança da tarifa de esgoto em casos em que o imóvel não consegue se conectar à rede pública por limitações técnicas.

Segundo o texto, a medida vale para residências e estabelecimentos que estejam em situação de desnível em relação à tubulação da rua, o que impede o escoamento natural do esgoto. Nesses casos, a ligação só seria possível com uso de sistemas de bombeamento, o que pode gerar custos considerados altos pelos moradores.

O projeto prevê que a isenção seja concedida mediante comprovação técnica da inviabilidade de ligação, por meio de laudo assinado por profissional habilitado ou declaração da concessionária responsável pelo serviço. O benefício deixaria de valer caso a conexão passe a ser possível com eventuais obras ou adequações na rede.

A proposta também abre a possibilidade de devolução ou compensação de valores pagos nos últimos cinco anos por consumidores que comprovarem que já estavam nessa condição de impossibilidade técnica no período.

Na justificativa, o vereador cita o contrato de concessão que prevê a não cobrança quando não há condições de ligação, além de princípios do Código de Defesa do Consumidor e decisões adotadas em outros municípios.

O projeto agora segue para análise das comissões permanentes da Câmara antes de ser apreciado pelos vereadores.

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Política

Vereador Jefferson Otto recorre à Justiça contra o PSD após alegar perseguição política

Redação

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O vereador de Canoas Jefferson Otto ingressou com uma ação judicial contra o Partido Social Democrático (PSD), alegando ter sido alvo de discriminação pessoal dentro da sigla.

Segundo o parlamentar, os problemas teriam começado após o partido passar a integrar a base do governo municipal, em meados de 2025. De acordo com Otto, desde então seu mandato teria sofrido restrições relacionadas ao exercício das atividades legislativas.

Entre os pontos citados pelo vereador estão a exclusão de comissões especiais, a impossibilidade de apresentar emendas a projetos incluídos na ordem do dia, dificuldades para protocolar pedidos de adiamento de votação e situações de exposição pública que, segundo ele, teriam causado constrangimento.

Em nota, Jefferson Otto afirmou que buscou a via judicial por considerar que não havia outra alternativa para enfrentar a situação.

“Desde que o partido entrou na base do Governo, em meados de 2025, eu passei a sofrer prejuízo das minhas prerrogativas parlamentares que culminaram, por exemplo, na exclusão de participação em comissões especiais, impossibilidade de apresentação de emendas em projetos que constam na ordem do dia, impossibilidade de apresentação de pedidos de adiamento de votação, exposição e constrangimento público, entre vários outros fatores. Dessa forma, não me restou outra alternativa que não buscar a via judicial. Sigo de cabeça erguida e com a certeza que a Justiça vai reparar esse prejuízo que o partido impõe ao meu mandato atualmente”, declarou.

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Política

Câmara aprova texto-base de PEC que altera jornada de trabalho e prevê fim gradual da escala 6×1

Redação

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Câmara aprova texto-base de PEC que altera jornada de trabalho e prevê fim gradual da escala 6x1

A comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 27, o texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada semanal de trabalho e estabelece mudanças na escala 6×1. O parecer do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), recebeu 34 votos favoráveis e 4 contrários.

A proposta ainda precisa ser analisada pelo plenário da Câmara em dois turnos e, para ser aprovada, deve alcançar ao menos 308 votos. Em seguida, seguirá para o Senado Federal.

O texto fixa a jornada máxima em 8 horas diárias e 40 horas semanais e prevê redução gradual de até quatro horas na carga semanal. A implementação será feita em duas etapas, ao longo de até 14 meses após a promulgação da PEC. O fim da escala 6×1, com garantia de duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação.

A proposta também prevê exceções para determinadas categorias e estabelece que trabalhadores com diploma de nível superior e remuneração acima de cerca de R$ 21,1 mil ficarão fora das novas regras de jornada e controle de ponto.

O texto foi resultado de acordo entre diferentes propostas em discussão na Câmara e passou por negociações envolvendo governo, parlamentares e representantes do setor produtivo.

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