Posicionamento da diretoria do Timoneiro a respeito da intimidação ocorrida no bairro Rio Branco

Nada é mais antidemocrático do que interferir no direito à liberdade de expressão e um ataque violento à imprensa é a materialização deste tipo de interferência. Nesta sexta-feira, 25, o jornal Timoneiro, que completou recentemente 54 anos, sofreu mais um destes ataques em Canoas, no Rio Grande do Sul. Não é a primeira vez ao longo da sua história, mas nem por isso podemos nos acostumar, relevar ou nos deixar intimidar com uma prática tão repulsiva.

Quando a equipe de distribuição do jornal estava cumprindo a sua missão nesta sexta-feira, foi atacada por um grupo de agressores que exigiram a suspensão dos trabalhos e a entrega dos jornais que estavam sendo distribuídos.

O motorista teve que fugir dos dois homens, que estavam em um veículo na cor prata, que passou a persegui-los, colidindo com a van de trabalho. Esta agressão à liberdade de imprensa é uma ameaça aos princípios democráticos. Estamos registrando a ocorrência e partindo para o procedimento criminal.

Defendemos a democracia e a pluralidade de ideias, assim como acreditamos na eficiência da polícia, da Justiça e demais instituições para elucidar o caso. Tornar esta situação pública é nosso dever perante o público leitor e nossos pares da imprensa de todo o país. Toda vez que um ataque desta natureza é ocultado, aumenta o risco de que outros como este se multipliquem. Uma imprensa que se cala, frente a qualquer tentativa de intimidação, dá brecha para que a liberdade de expressão seja sepultada e, com ela, a democracia também seja levada para o túmulo.

Jorge Uequed
Diretor

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