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Creches privadas podem retornar as atividades na próxima quinta-feira, 1º

As creches privadas de Canoas serão as primeiras a poder retomar as atividades, a partir de 1º de outubro. A decisão foi tomada pelo executivo canoense por conta da cidade estar, há duas semanas consecutivas, na bandeira laranja, e, segundo o decreto estadual, isso possibilita o retorno das atividades escolares no município.
Regras para reabertura
Nesta semana foram divulgadas pela Prefeitura de Canoas algumas exigências que o município exigirá das creches. Seguem algumas regras:
- As crianças e funcionários deverão ser testados no primeiro e no 15º dia, uma medida inédita no Estado.
- As instituições também deverão apresentar um plano de contingência, que será avaliado e aprovado por um comitê multiprofissional da Prefeitura antes da reabertura.
- As escolas deverão cumprir a taxa de ocupação máxima de 25% por turma.
- Checar a temperatura das crianças e funcionários ao chegarem no ambiente escolar.
- Realizar a higienização das mãos antes de entrar.
- Crianças a partir de quatro anos e adultos devem usar máscaras ou protetor facial.
- Limpeza e higienização dos espaços.
- Disponibilização de álcool em gel 70% nos ambientes.
- Escalonamento dos horários de chegada, saída e intervalo dos estudantes entre as turmas.
- Marcações no chão indicando distância de 1,5 metro; aumentar o espaço entre as mesas e cadeiras, reorganizando o espaço a fim de manter a distância de pelo menos um metro e meio. Para menores de quatro anos, o distanciamento deve ser sempre de dois metros; entre outras medidas.
Mesmo optando pela reabertura, as escolas devem continuar disponibilizando conteúdos online para as crianças cujos pais optarem por não encaminhar o filho às aulas.
“10% das escolas privadas de Canoas fecharam”
Segundo a vice-diretora do Sindicato Intermunicipal dos Estabelecimentos de Educação Infantil do Estado (Sindicreches) e gestora da Escola de Educação Infantil Cofrinho de Mel, localizada em Canoas, Talina Romano, a cidade contempla em torno de 110 escolas privadas e nos registros do sindicato, em torno de 10% destas instituições já se manifestaram que não retornaram as atividades, ou seja, fecharam.
Outro dado abordado pela dirigente foram os cancelamentos de matrículas nas escolas privadas de Canoas, que, antes da pandemia, tinha em torno de quatro mil alunos matriculados nas instituições, e hoje este número baixou por volta de 45%.
“Só foi possível nós nos mantermos por conta dos benefícios do governo para conciliar com a folha de pagamento dos funcionários. Mas ainda existe muita dificuldade, falta de informação e falta de visibilidade da categoria. Nós lutamos muito para poder chegar até o prefeito. Somos uma das últimas categorias a estarmos retornando, entendemos que existe uma necessidade, pois as crianças estão sofrendo com isso, sentem falta de socialização e desenvolvimento”, conclui a liderança do sindicato.
Talina vê uma grande responsabilidade por parte do município na retomada das atividades escolares. “Não vemos dificuldades em realizar os cuidados e protocolos, assim como o teste que está sendo exigido, pois temos o apoio dos pais”, finaliza.
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Unidade móvel da Corsan atende moradores em cinco bairros de Canoas

A Corsan realiza, entre os dias 16 e 20 de março, atendimentos por meio de uma unidade móvel em diferentes bairros de Canoas. A iniciativa busca ampliar o acesso da população aos serviços comerciais da companhia.
Durante o período, moradores poderão solicitar serviços como troca de titularidade da conta, informações sobre tarifas, adesão à tarifa social, esclarecimentos sobre faturas e pedidos de ligação à rede de abastecimento.
O atendimento será realizado por ordem de chegada. Para alguns serviços, é necessário apresentar documento oficial com foto.
Programação
16 de março – Praça da Brigada, bairro Guajuviras, das 9h às 17h
17 de março – Rua São Gabriel, esquina com a Rua Rio Grande do Sul, bairro Mathias Velho, das 13h às 17h
18 de março – Rua Fernando Ferrari, em frente ao campo do Iraí, bairro Niterói, das 9h às 17h
19 de março – Rua Nazaré, esquina com a rótula, bairro Nossa Senhora das Graças, das 9h às 17h
20 de março – Rua Professora Dona Sara, em frente à Escola Max Oderich, bairro Harmonia, das 9h às 17h.
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Sábado Solidário mobiliza Canoas para arrecadar alimentos; saiba os pontos de coleta

O Banco de Alimentos de Canoas promove, no próximo sábado, 14, o primeiro Sábado Solidário de 2026, uma mobilização voltada à arrecadação de alimentos não perecíveis para fortalecer o atendimento às instituições sociais que apoiam famílias em situação de vulnerabilidade no município.
A ação acontece das 9h às 18h, com pontos de coleta em diversos supermercados de Canoas. Durante todo o dia, voluntários estarão nos locais recebendo doações de clientes que desejarem contribuir com a iniciativa.
A insegurança alimentar ainda é uma realidade presente em muitas comunidades, onde famílias convivem com o orçamento comprometido e com acesso limitado a uma alimentação adequada, tanto em quantidade quanto em qualidade. Nesse contexto, a atuação do Banco de Alimentos é fundamental ao arrecadar e distribuir alimentos para
entidades sociais cadastradas, contribuindo para que mais pessoas tenham acesso a refeições regulares e equilibradas.
Realizada há mais de 24 anos, a campanha Sábado Solidário mobiliza voluntários, parceiros e a comunidade em torno de um objetivo comum: ampliar a arrecadação de alimentos e fortalecer o atendimento às entidades assistenciais do município.
Em Canoas, a iniciativa conta com o apoio do Rotary Club Industrial, que colabora na mobilização de voluntários e na sensibilização da comunidade. Para a presidente do Banco de Alimentos de Canoas, a participação da população é
fundamental para ampliar o alcance da ação.
“Cada doação faz diferença. Quando a comunidade se mobiliza, conseguimos fortalecer o trabalho das entidades sociais e garantir que mais famílias tenham acesso a uma alimentação digna”, afirma Isabel Bodini Viegas.
Como contribuir
A participação da comunidade é simples: ao fazer suas compras, basta incluir alimentos não perecíveis no carrinho como arroz, feijão, óleo, farinhas, massas e enlatados e entregá-los aos voluntários do Banco de Alimentos nos pontos de coleta, próximo às saídas dos estabelecimentos participantes da ação.
Também é possível contribuir por meio de PIX 10426437000145 ou realizando doações diretamente na sede do Banco de Alimentos de Canoas, localizada na Rua Expedicionário, 182, bairro Nossa Senhora das Graças, de segunda a sexta-feira, das 13h30 às 18h.
Pontos de arrecadação em Canoas
Macromix Canoas – Rua Liberdade, 1381 – Bairro Marechal Rondon
Rissul – Rua Venâncio Aires, 2800 – Bairro Niterói
Rissul – Av. Santos Ferreira, 2620 – Bairro Estância Velha
Fort Atacadista – Av. Farroupilha, 4803 – Bairro Marechal Rondon
Carrefour – Rua Mathias Velho, 467 – Bairro Centro
Asun Center – Av. Boqueirão, 2100 – Bairro Igara
Supermercado Zortea – Rua Joaquim Caetano, 270 – Bairro Fátima
Supermercado Industrial – Rua Lisboa, 6 – Bairro Niterói
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Iphan aprova registro da pesca com botos no RS e SC como Patrimônio Cultural do Brasil

A tradicional pesca com botos, realizada no litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, foi reconhecida como Patrimônio Cultural do Brasil. A aprovação ocorreu na terça-feira, 11, durante a 112ª reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, órgão máximo de decisão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Com a decisão, a prática passa a integrar o Livro dos Saberes do Iphan, que reúne conhecimentos e modos de fazer transmitidos entre gerações. A pesca com botos é considerada um saber tradicional que expressa a relação entre pescadores artesanais e o ambiente natural.
A atividade acontece principalmente na foz do Rio Tramandaí, no Rio Grande do Sul, e na região de Laguna, em Santa Catarina. Nesses locais, pescadores aguardam o sinal dos botos, que conduzem os cardumes em direção à margem e indicam o momento certo para lançar as redes.
A pesca colaborativa ocorre principalmente durante o outono, entre os meses de maio, junho e julho. Nesse período, os pescadores se posicionam nos estuários e esperam os saltos e movimentos dos botos, que ajudam a concentrar os peixes e facilitam a captura.
O reconhecimento nacional destaca o valor cultural, histórico e ambiental da prática, considerada um exemplo de cooperação entre seres humanos e animais. Estima-se que cerca de 330 botos-da-Lahille existam no mundo, a maioria no litoral sul do Brasil, espécie que atualmente está classificada como em perigo de extinção.

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